Passado Esquecido

5 Capítulo V --- Parte I


Notas iniciais
Oi gente! Mais um capítulo da fic! Esse está dividido em duas partes, lá embaixo eu falo por que! Nee! A Srta Kaulitz recomendou a fic! *dança* obrigada!!! E quero agradecer a Takashima Yuumi que tem deixado reviews em todos os capítulos, obrigada meninas, eu não sei o que seria da fic sem vocês duas.
Boa leitura a todas.
P.s:Eu quero meus reviews no final!!! U.u

– Tenha calma, quanto tempo mesmo faz que você não esteve com alguém?- Aoi indagou, na tentativa de zombar de mim, ele ria histericamente.


Deixe-me explicar o que está acontecendo aqui, depois que o baixinho contou a forma para que eu me lembre das coisas, Aoi e Uruha praticamente enlouqueceram, Uruha levou Takanori para a cidade e disse que o meu velho apartamento seria o lugar perfeito para isso, Uruha prometeu que tudo estaria impecável e Taka apenas concordou.


Aoi cancelou a minha mudança e agora estamos na cozinha da casa antiga de minha avó, eu estou sendo obrigado a beber o resto do chá frio que o Uruha fez mais cedo, enquanto vejo meu melhor amigo rir escandalosamente da minha pobre cara.


E por que o Aoi está fazendo isso?


Digamos que a última vez que levei alguém para a cama foi há dois anos, e que eu tenha me aliviado comigo mesmo durante todo esse tempo... Etto... Que que tem de mais nisso? O Akira júnior não é uma coisa que deve ser mostrada por ai... Argh! Malditas piadas com o tamanho do coitado! É.


– Certo... Eu vou para casa agora e. — Anunciei, levantando-me rapidamente. Agora eu estava pagando para sair daquele lugar horrível.


– Iie! Nada disso, vai acabar estragando a surpresa! Além disso, você precisa estar arrumado para mais tarde, se tem que ser como nos velhos tempos, será como nos velhos tempos. — Aoi cortou-me segurando um de meus braços com força, puxando-me para perto dele.- Sei que você vai conseguir se lembrar, além disso nós precisamos que você se lembre.- Explicou, seu tom de voz era calmo, todavia seus olhos demonstravam medo.


– É quase meio dia, eu não sou uma garota que precise de uma tarde inteira para me arrumar! Além disso, eu estou com fome!- Bufei, batendo meu pé no chão, Aoi apenas revirou os olhos.


– Muito bem, princesa, vamos até um restaurante qualquer para que você possa almoçar!- Ele grunhiu, guiando-me até a saída, paramos na entrada da casa, que tinha a vista para o enorme jardim.


– Princesa é o teu...


– Cala a boca!- O moreno alto retrucou. — Vamos ver se o grande Aoi aqui não consegue fazer você recuperar sua estúpida memória! Além do mais, mesmo que você seja um maluco suicida EU quero viver para ficar com meu Kou-chan...


– Merda!- Praguejei furioso, o idiota tinha razão, não era justo que ele ou o Kou morressem só por minha casa.


– Olha o termo, loirinha. — Uma terceira voz tirou-me de meus pensamentos, fitei o Kai parado na porta, sorrindo mostrando covinhas em seu rosto, ele estava exatamente igual desde a última vez que eu o vi.


– Boa tarde, Kai-chan. — Aoi o cumprimentou.


– Igualmente. — O moreninho respondeu.- Senti saudades de andar por isso aqui. Mas, creio que esse não é o momento certo para que eu me alegre... Já que uma estúpida pessoa está impedindo que o feitiço seja pago, alguma estúpida pessoa ainda não se lembrou de nada.


– Você disse que eu me lembraria quando quisesse! Só que disse também ao Takanori que eu só me lembraria depois de uma noite com ele!- Gritei, observando o moreninho dar-me os ombros, perdi a minha paciência naquela hora.


Avancei até onde o troglodita do Kai estava, o puxei pelos fios negros e lisos o obrigando a me encarar, Kai fuzilou-me com os seus olhos, eu ergui o meu lindo punho e lhe acertei a face. Ele cambaleou e levou as mãos ao lugar ferido, voltou a fuzilar-me com o olhar; Aoi apenas observava tudo, parecendo surpreso.


Kai nada disse, apenas suspirou pesadamente, seus orbes eram agora uma cor avermelhada, uma forte rajada de vento frio atingiu-me o corpo. Ele sorriu meio de lado, piscou algumas vezes e fez um sinal com as mãos, pedindo para que Aoi — que agora se aproximava dele — se afastasse.


– Sabe xogum, como eu lhe disse anteriormente você não merece o amor do jovem Takanori. — Sussurrou maliciosamente, mordendo a parte inferior dos lábios.


– Não pedi a sua opinião. — Ousei dizer, esperando atentamente para ver qual seria a resposta alheia.


– É muito atrevimento para uma pessoa só... Você não mudou nada!- Rebateu revirando os olhos.


– Não pedi a sua opinião!- Voltei a dizer, desta vez num tom de voz mais forte.


– Seu maior erro é o seu... — Começou falando num tom de voz tão firme quanto o meu, porém ele foi interrompido. Pela mesma rajada de vento.


Uma figura vestida de preto se aproximou ao longe, seus cabelos tinham uma coloração negra e chegavam à altura de seus ombros fortes, sua pele era muito pálida. Ele aproximou-se de nós com bastante cautela, Kai deu dois passos para trás e encostou suas costas na parede.


Aoi observou o rapaz que se aproximava, parecia confuso, tentando pensar em algo, ou talvez ele estivesse tentando recordar-se daquela figura... Tudo ali era muito estranho, no entanto tenho que admitir que eu estava ficando acostumado com coisas estranhas.


– Não force sua mente, Shiroyama... É impossível se lembrar do que você nunca viu, nem nesta nem em outra vida. — A voz do tal homem fez-se ouvir, Aoi suspirou e grelou os olhos em sinal de espanto.


Os olhos daquele estranho eram vermelho sangue, causaram-me um pouco de medo, suas unhas eram enormes e lembravam as garras de um animal selvagem, a yukata que este vestia era totalmente preta, um coelho de pelos brancos dormia em seus braços.


– Não. — Kai murmurou, lágrimas cristalinas escorriam agora de seus olhos.


– Boa tarde, Suzuki. — Ele disse virando-se para mim.- E para você também, Uke.- Concluiu sua fala, voltado para Kai.


– Por favor... — Kai implorou baixinho, ele já não olhava para aquele homem parado em nossa frente.- Não, por por favor...


Repentinamente, toda a sua coragem havia sumido, Kai estava se comportando como uma criança assustada, como um ser inferior.


Bem feito. Pensei comigo mesmo, embora minha face fosse séria, eu estava rindo por dentro.


É. Sou uma pessoa vingativa.


– Suzuki-san, é um prazer enorme vê-lo nessa nova vida. — O homem curvando-se.- Pode me chamar de Nao. Eu e meu irmão, Miyavi nos responsabilizamos por qualquer erro estúpido que o Uke tenha feito, e esperamos que o descendente do xogum não se sinta mal com toda essa confusão. — Ditou pausadamente.


Assim que aquelas palavras saíram de sua boca, eu senti-me aliviado, mas uma ventania bastante forte fez com que uma nova pessoa aparecesse ali, um rapaz idêntico ao tal Nao posicionou-se ao seu lado. As vestes eram as mesmas, a cor da pele era similar, os olhos na mesma cor avermelhada, a diferença eram os cabelos, este segundo rapaz tinha o cabelo de várias cores diferentes, e não carregava um coelho nas mãos.


– Suzuki-san... Sou o Miyavi, irmão gêmeo do Nao... Nascemos e crescemos no arquipélago japonês, com experiências de magias em todos os continentes do mundo... É uma honra lhe conhecer. — Miyavi declarou, curvando-se.


– O prazer é todo meu. — Falei, vendo os dois rapazes se olharem.


– Bem, agora que finalmente estamos todos reunidos aqui... Eu gostaria de pedir que o Shiroyama-san, por favor, fosse para casa ou quem sabe até ir ajudar o Takashima-san na decoração do apartamento do Suzuki-san... O que importa é que nos deixe sozinhos. — Nao pediu.


Aoi assentiu positivamente, despediu-se e logo estava deixando a propriedade. Eu não tinha ideia de para onde ele estava indo, mas no fundo eu não queria que ele me deixasse ali com aqueles homens que me são desconhecidos, me lembro do meu ancestral e temo por mim.


Miyavi puxou Kai pela cintura e prendeu o menor em um abraço, as mãos deste estavam trêmulas e tinham receio em tocar aquele que estava parado a sua frente, Miyavi, porém mostrava-se bastante calmo, ele beijou os cabelos de Kai e depois sorriu, mostrando seus dentes brancos bem alinhados.


– Vamos até o jardim? Eu gosto de sentar-me debaixo das árvores, além disso, eu sei que é complicado para os mortais de entenderem tudo o que vou dizer. — Nao comentou, começando a andar até uma grande cerejeira que ficava próxima da entrada da casa, olhando assim dá para se pensar que é um lugar agradável.


Nós quatro nos sentamos em forma de um circulo, Miyavi mantinha Kai nos seus braços e o moreninho das covinhas estava sentado no colo do maior agora, Nao estava com a cabeça sobre o tronco da árvore, suas mãos afagavam a cabeça branquinha do coelhinho.


– Tsuki-chan... Acorde... — Nao disse fitando o pequeno animalzinho.


O coelho despertou e seus olhos tão vermelhos quanto os de seu dono ficaram a mostra, o animal pulou bem no meio do círculo e encarou-me. Eu fiquei olhando o coelho abismado, ele era fofinho e pequenino... Assim como Takanori...


Droga! Agora estou vendo aquele nanico até nos animais! Porcaria!


– Não vou contar a história de minha família como imagino que Kai tenha feito isso não é conveniente e também não é da sua conta... — Nao começou a falar, eu observei que ele agora tinha uma postura séria.- O que importa de verdade é até que ponto a minha família e meus dons interferem em sua vida. Eu sou um feiticeiro, assim como meu irmão, e nós costumamos ter aprendizes... Precisamos ensinar a essas crianças como controlar esses dons, o que na maioria das vezes é uma coisa muito difícil.


– E foi exatamente o que fizemos com um garotinho moreninho que um dia apareceu na porta de nossa casa, o ensinamos e ele então seguiu a sua vida normalmente, indo trabalhar como um simples servo na sua antiga mansão... — Miyavi continuou a fala do irmão.- Mas, você não precisava dele, então seus serviços ficaram todos voltados para o seu irmão... O que atualmente é o Takashima-san... Bem. O que importa é que você sempre foi um homem rude e isso acabou trazendo problemas...


– Um grupo de samurais tinha o apoio do imperador para matá-lo, então o Kouyou que por um acaso descobriu a verdade sobre o moreninho, implorou para que Kai o salvasse... Kai fez um feitiço, o mesmo que fez com que Takanori sobrevivesse a sua morte, e que fez com que parte da alma de vocês tomassem os corpos em uma nova geração... — Nao explicou.- Tudo muito complicado para mortais e por isso me recuso a explicar direito!


– A questão é que por mais que Kai quisesse ajudar ele não tinha força suficiente... E que por isso você não se lembra de nada, por isso se você não se lembrar você e seus amigos morrem... Toda magia tem um preço a ser pago, nada é de graça. — Miyavi continuou, ignorando o comentário do irmão.- Por tanto, estamos aqui para ajudá-lo com isso, pagaremos pelos erros de nosso aprendiz... Em troca de um favor...


– O que vocês querem?!- Gritei desesperado.


– Você vai para casa e tem sua noite perfeita com o baixinho, do jeito que o feitiço do Kai recomendava que fosse feito! E nos vamos garantir que as memórias voltem para você, sem nem você querer! E você só morrerá por algum outro motivo, não por mágica... Isso vale para o restante dos seus amigos, até o baixinho! Mas, em troca você vai nos dever um favor, não vamos cobrá-lo agora, mas algum dia se precisarmos, contaremos com você... O que me diz?- Nao propos.


– Não gosto de dever nada para ninguém!


– Responda ''sim'' ou ''não'‘. — Miyavi retrucou.


– Não vai me sugerir nada, Kai?


– Diga sim... Desse modo... Vai salvar todo mundo...


– Sim, acordo feito. — Aceitei a sugestão sem nem piscar.


– Muito bem! Vá para casa, por que seu chibi está te esperando. — E dizendo isso, Nao desapareceu. Seguido por Miyavi e por Kai.


–--


Passei a tarde toda rodando a cidade, não tinha coragem para voltar para casa antes que a noite caísse, também não queria ir para a casa do Aoi, estava com medo de falar com ele depois de tudo o que aconteceu. Pode parecer patético, mas, eu queria passar um tempinho sozinho.


Voltei assim que a lua já estava bem alta, enchi os meus pulmões de ar enquanto usava a chave para abrir a maçaneta dourada, eu estava tenso e nervoso, agora eu estava desejando que tudo aquilo acabasse logo. Mas, meu corpo desejava que tudo aquilo acontecesse.


Eu estava necessitado, precisava sentir aquilo.


As luzes estavam todas apagadas, apenas velas que tinham um cheiro meio doce faziam uma trilha pelo chão. Eu sabia que aquela trilha com velas e pétalas de rosas dava para o meu quarto, não hesitei nada e corri até o quarto que eu conhecia tão bem.


Abri a porta e me deparei com a coisa mais linda que eu já tinha visto em toda a minha vida.


Takanori estava deitado sobre os lençóis vermelhos de minha cama, seus cabelos estavam soltos e desciam pelas suas costas nuas, ele tinha apenas uma toalha branca enroscada sobre sua cintura. Koron estava deitado em uma de suas coxas alvas, uma de suas mãos estava sobre o cachorrinho, a outra estava sobre os lábios e seus dedos faziam um sinal para que eu me aproximasse.


– Com força, do jeito que você costumava fazer... — Ele sussurrou com a voz rouca de desejo.


Eu deixei que meus instintos me levassem, e logo eu estava por cima daquele corpo sensual e Koron foi posto no chão...


A noite estava quente... E o cheirinho do Taka é perfeito... Tudo poderia ter saído bem... Se não fosse por aquele barulho na janela... E...


– Hum...


Continua...



Notas finais
E então? Gostaram? Deixem seus reviews lindos, por favor, por favor!
O lemon fica para o próximo por que eu estou escrevendo na casa da minha avó e ela está passando por trás do pc direto, sorry!
Obrigada novamente a Srta Kaulitz pela recomendação super fofa.
Não foi betada, desculpa pelos erros...