Passado Esquecido

6 Capítulo V --- Parte II


Notas iniciais
Oi gente! Eu fiz esse capítulo depois do almoço, mas só deu tempo de fazer a revisão agora :D
Quero agradecer a todas as leitoras novas por terem aparecido por aqui.
Espero que gostem, e espero que deixem reviews.
Boa leitura.

Continuei imóvel observando o modo no qual o pequeno se encontrava, respirei fundo diversas vezes, Taka havia colocado Koron sobre o chão agora, e enquanto o pequeno tirava a toalha de seu corpo, mostrando todo o seu corpo... Foi quando eu percebi que cada centímetro de seu corpinho pequenino era desejado por mim.

Sim, eu estava admitindo que eu o desejava que eu o queria comigo, que eu precisava dele. Naquele instante percebi que não tinha mais nada a ver com minhas memórias ou minha sobrevivência, eu o queria comigo, simples assim.

Não sei se era o medo, ou se eu estava sendo possuído pelo meu ancestral, eu só sabia que meu cérebro agora deixava que meu corpo funcionasse apenas pelo desejo, não pela voz da razão.

Takanori começou a engatinhar pela cama, permitindo que eu visse suas nádegas branquinhas e redondinhas, ele engatinhou até ficar perto de mim, fui puxado para junto de seu corpo, logo o pequeno estava selando os nossos lábios com um beijo. Foi muito rápido, e foi apenas um selinho, eu grunhi em resposta quando ele se afastou, pedindo por mais.

- Só dou mais se tirar a roupa. — Pediu chantagista. Cruzando os braços na frente de seu tórax, e formando um biquinho pidão em seus lábios vermelhos.

Claro que eu não demorei nem mais um segundo parado, comecei tirando a minha camisa, para depois passar para os sapatos, a calça, a boxer... E finalmente eu estava despido na frente do baixinho, Takanori olhava-me com luxúria, e mordia os lábios de uma forma provocante, sem falar que eu pude notar que ele já estava levemente excitado.

Avancei na direção do meu pequeno, tomando-lhe os lábios, num beijo louco e cheio de desejo, minha língua invadiu a cavidade molhada e quentinha, minhas mãos foram para a cintura bem definida e começaram a apertá-la e marcá-la, as mãos de meu pequeno foram para meus fios loiros, ele começou a puxá-los com força.

Separei-nos por um instante, mas fora apenas para melhorar minha situação, eu guiei o pequeno para que ele se deitasse sobre os lençóis, já que eu não tinha muito talento para fazer duas coisas ao mesmo tempo...

Não ria de mim se você já viu o Aoi fazendo duas coisas ao mesmo tempo! Eu não ligo para isso, ou muito menos se ele tem 18 centímetros de... Acho que todo mundo já entendeu! Humpf!

Quando finalmente Takanori estava deitado com a barriguinha definida para cima, concentrei-me em beijar e marcar todo o seu corpo, queria mostrar para todos que aquele pequeno era apenas meu, então mordi o seu pescoço alvo, deixando uma marca avermelhada ali.

- Hum... — Ele gemeu. — Se lembra do meu ponto fraco, Akira?- Indagou sensualmente.

- Oh! Então esse é seu ponto fraco, baixinho? — Rebati com um sorriso safado no rosto.

Voltei minhas atenções para a pele alva dele, começando a lamber a extensão do pescoço e de vez em quando deixando algumas mordidas, afinal de contas ele era quase irresistível, era impossível para um pobre mortal resistir a toda aquela beleza.

Continuei minhas carícias, dessa vez descendo mais, distribuindo lambidas, beijos e chupões pela pele clarinha do loirinho. Takanori remexia-se sobre a cama, e gemia sem pudor algum, sua semi ereção batia na minha, seus pelos estavam eriçados... E Koron latia o tempo todo, sendo testemunha da nossa noite de amor.

Consegui finalmente chegar aos mamilos rosados de Taka, comecei a acariciar com a língua aquela parte sensível de seu corpo, mordiscando-o de leve, eram realmente apetitosos e assim que terminei de fazer com um, fui fazer com o outro, minha língua rodeava aquele pedaço de carne, meus dentes tratavam de deixar a área ainda mais vermelha.

O corpo dele reagia muito bem em resposta, suas unhas grandes estavam cravadas em minhas costas e as arranhavam constantemente, sua boquinha estava aberta, permitindo que os sons eróticos escapassem de seus lábios e me levassem a loucura.

- Pára... Para! — Gritou repentinamente, eu ergui a vista e fitei seu rostinho.

- Te machuquei? — Perguntei preocupado.

- Não, é que eu não aguento mais! Eu não quero mais resistir, todos esses anos sem você, eu não quero esperar! Aki eu quero você dentro de mim, eu preciso de você... — Pediu manhoso. — Por favor... — Pediu, mordendo os lábios.

Eu assenti positivamente com a cabeça.

- Fica de quatro para mim. — Mandei totalmente enlouquecido por ele.

Taka remexeu-se na cama, até ficar na posição que eu tinha pedido, suas nádegas se roçavam contra o meu membro bem acordado, ele projetou-se para trás aumentando ainda mais o contanto entre aquelas partes íntimas, eu respirei fundo, não era tão burro ao ponto de nem ao menos prepará-lo, por isso afastei suas nádegas e coloquei um de meus dedos em sua cavidade.

Ele gemeu alto em resposta, e assim que senti que ele estava se acostumando tratei de colocar o segundo dedo, e a ereção do pequeno e a minha iam aumentando de tamanho, coloquei finalmente o terceiro, os gemidos dele eram altos e pareciam carregar um pouco de dor.

Avistei um tubo de lubrificante na mesinha de madeira que fica próxima a cama, tomei o objeto em mãos e joguei a substância que este continha sobre o meu membro, devolvi o lubrificante que tinha um cheiro maravilhoso de morango para o seu devido lugar, voltei a separar as nágedas do pequeno, desta vez finalmente o penetrando.

- Aaahhh! — Ele gritou com vontade, seus dedos agarraram os lençóis da cama com bastante força.

Ao observar que o pequeno estava sentindo dor, olhei para baixo, Taka era realmente muito apertado, talvez fosse o tempo todo que ele passou sozinho, pois seu corpo fazia uma pressão absurda contra meu membro, e olhe que ele não estava totalmente dentro do corpo do pequeno.

Faltava pouco, era verdade que ele não era muito grande, por isso não tive medo de enterrar-me ainda mais dentro dele assim que consegui entrar esperei para que Taka se acostumasse com aquilo, ele soltava mais gemidos em resposta, eu comecei a mover-me com cuidado.

- Forte! — Ele gritou meio rouco.

Está certo que eu deveria passar mais algum tempo esperando uma reação do organismo dele, só que eu estava tão cego que tentava agia como um animal no cio, sem falar que se ele reclamasse de dor eu poderia usar suas próprias palavras contra ele.

Estoquei-o uma vez, ele pareceu gostar, então iniciei a sequencia de movimentos para frente e para trás, minhas mãos estavam apoiadas sobre ele, Taka jogava o quadril para trás, facilitando ainda mais a minha vida, levei uma de minhas mãos ao seu membro e comecei a masturbá-lo.

A rapidez de meus movimentos iam aumentando, o corpo dele agora ia se acostumando comigo, mas a pressão contra meu membro ainda era feito, o pequeno gemia cada vez mais, já que meus dedos estavam trabalhando em seu membro, coloquei mais força, até que finalmente consegui atingir o ponto específico de seu corpo.

- Akiraaaaaa. — Praticamente gritou, fazendo-me sorrir.

- Oh! Taka... — Provoquei-o.

Koron ainda estava no quarto e o barulho de seus latidos misturavam-se com o barulho dos meus gemidos, e dos gemidos de Takanori. Minhas estocadas aumentavam ainda mais, o pequeno ia ficando com a face cada vez mais vermelha e o prazer estava próximo para ambos.

Consegui gozar em seu interior pouco tempo depois, Takanori se desfez em minhas mãos logo depois de mim, estávamos suados e cansados, eu arranjei forças para sair de seu corpo, e joguei-me no colchão macio. Minhas pernas estavam bambas, e eu sentia-me muito bem.

A respiração de Takanori ainda estava falhando, mas ele se aproximou de mim, suas mãos acariciaram o meu rosto, um sorrisinho discreto ia de orelha a orelha. Alguns fios dourados estavam grudados em sua testa, eu lentamente ergui minha mão para tirá-los dali.

- Rei-chan... — Murmurou, deitando seu corpinho pequeno sobre meu tórax.

- Ruu-chan. — Chamei, por fim.

Não que eu tivesse me lembrado de algo, muito pelo contrário, eu só o chamei assim por que sabia que ele ia se sentir bem se eu o fizesse.

Minha preocupação ia crescendo cada vez mais, eu não havia me lembrado de nada, e havia descoberto que eu realmente estava apaixonado por aquele loirinho danado, felizmente eu havia feito o tal acordo com aqueles caras que colocaram medo no Kai.

Mesmo assim eu estava devendo alguma coisa a eles, e uma hora ou outra eu teria que pagar a minha dívida.

Repentinamente ouvi um barulho vindo da janela, as cortinas que estavam fechadas foram abertas, eu abracei o corpo de Takanori, ele também parecia assustado, uma figura vestida de preto pulou sobre na frente da nossa cama, e Taka encolheu-se contra mim.

Era uma mulher alta, de cabelos longos e negros, estes chegavam até a sua cintura, seus olhos tinham uma cor avermelhada, seu vestido parecia ser bastante antigo, ele era longo e uma parte deste era coberta pela capa de couro que a mulher tinha sobre si mesma.

- Desculpe por aparecer assim, sem nenhum aviso, e num momento que eu pareço que não sou muito bem vinda. — Ela falou, sua voz era fina.

- É. Se já viu que não é bem vinda, por que não dá meia volta e desaparece?!- Takanori rugiu, postando-se sentado ao meu lado.

- Não falei com você, criaturinha bastarda. — Ela rebateu.

- Olha como fala comigo, sua bruxa de merda! Todo mundo sabe que o Nao é bem melhor que você, e que você não é melhor nem que o aprendiz do aprendiz dele! — Taka retrucou.

- Escute aqui... — A tal moça começou dizendo.

- Ei! Isso aqui é minha casa, não podem começar a discutir assim, do nada, na minha frente! — Cortei os dois.

- Suzuki-san, sou Melody, irmã mais nova do Nao, acho que vocês dois já devem ter se conhecido. — A mulher apresentou-se, ignorando Takanori. — Ele mandou-me aqui para avisar, que o feitiço de Kai foi consumado, agora finalmente apenas o dele está valendo. E que isso tem um efeito colateral, suas memórias podem demorar mais de que o normal para voltarem. — Ela explicou.- E seria bom que você não tentasse se lembrar, só funciona se você simplesmente estiver fazendo algo e, tudo virá a sua mente! E o pagamento que meu irmão e meu primo, Miyavi, querem de você talvez demore bastante para acontecer. — Ela ditou.- Tenham uma boa noite.

E dizendo isso a tal mulher sumiu como fumaça, ela desapareceu diante de meus olhos, eu e Takanori trocamos olhares, eu suspirei cansado, não estava acreditando que eu não teria minhas memórias recuperadas, antes eu não queria saber de nada... Mas, eu sabia que se eu recuperasse as memórias Taka-chan ficaria feliz comigo...

- Não... — O baixinho suspirou, levando uma de suas mãos à cabeça.

- Chibi, eu sinto tanto... Não sabia que seria assim, eu achei que...

- Tudo bem. — Ele cortou, voltando a deitar-se.- Eu vou sobreviver... Tenho que sobreviver, pelo bem do meu xogum.

- Ei, não precisa ficar triste! Essa noite não foi tão horrível assim, eu vi que você gostou e... Eu descobri que... Bem, eu...

- Você o que?!- Ele pulou sobre meu pescoço, eufórico.

- Eu te amo. — Declarei, sentindo-me corar por detrás da faixa.- Te amo, Taka, eu te amo muito.

- Também te amo. — Ele respondeu sorrindo.

Eu puxei seu rostinho para perto do meu, e selei nossos lábios novamente, o coração dele estava batendo cada vez mais forte, assim como antes, só que dessa vez eu podia sentir... Ele não estava morto, o coração batendo rapidamente provava para mim que ele nunca morrera, era como se ele tivesse dormido e parado no tempo, como um vampiro, um fantasma ou coisa parecida.

Para mim, até que as minhas memórias fossem recuperadas, ele não seria mais o garoto do cemitério, ou o garotinho maluco que estava precisando de ajuda médica com urgência; Era fato que eu não me lembrava de nada, porém era fato também que ele era um adolescente, e que eu o amava.

Ou talvez eu fosse tão doido quanto ele, e eu também estaríamos precisando de ajuda média com urgência.

Mesmo que isso fosse contra tudo que tem haver com minha profissão, ninguém do centro de pesquisas precisa saber que eu estou loucamente apaixonado por um suposto cadáver vivo... E que eu vi muita coisa estranha nesse fim de semana...

- Vamos dormir pequeno... — Pedi, já fechando os meus olhos, entregando-me a uma noite de sono.

Finalmente, uma noite tranquila de sono, depois de tantos pesadelos que tive.

Notas finais
Eu já disse que odeio meus lemons? Bem, eu não gosto de nenhum que eu fiz... Mas, por favor deixem reviews dizendo gostaram do capítulo ou não.
Espero reviews.
Até a próxima.
P.s:Não foi betada!