Parfaite

17 Capítulo 17 - Stand By Me.


Notas iniciais
Como o prometido, aqui estou eu de novo. Assim que tive um tempinho, vim aqui escrever.
Muito obrigada a todas as pessoas que vieram aqui comentar, me provando que ainda tenho leitores lindos *-*
Agora vou tentar manter o ritmo de postagem.
E para os que moram perto de Campinas, adoraria conhecê-los ♥
Bem, esse chappie não foi betado, então, sorry pelos erros... E eu quis dar um momento Aoiha, que já estava em falta certo?
Espero que gostem.

Capítulo 17.

[ Yuu’s POV ]

Em dois dias, o estado de Touya estava estável. Agora, ele realmente tinha grandes chances de sair do hospital e ter uma vida que quase lhe foi arrancada. E com essa notícia, meu coração voltou a bater da maneira como deveria.

Ele ainda estava fraco, com as grandes olheiras que agora pareciam ser parte natural de suas feições, mas ao menos, dizia ele, estar bem melhor. Os cabelos que voltavam a crescer deixando leves rastros de pontinhos negros em sua “careca charmosa”, segundo Uruha.

Meu filho ainda ficaria mais alguns dias isolado das outras pessoas no hospital, entretanto, eu já conseguia ir para casa descansar de vez em quando, sabendo que tudo estaria bem quando voltasse.

Kai já tinha recebido alta e foi embora, afirmando que estava no meio do período letivo de aulas da faculdade e que se perdesse mais algumas não iria conseguir passar nas provas. O ser humano colorido que ele chamava de namorado também era universitário, porém de outra universidade. Assim, ontem, na hora do almoço, os dois se foram, mas prometeram voltar para ver Touya assim que pudessem.

Quanto aos meus pais... Minha mãe continuava sendo uma mulher teimosa, recusando-se terminantemente a aceitar que o filho tinha um namorado... Homem. Então, logo depois da cirurgia, quando Tou-chan foi para o isolamento, ela desapareceu do hospital. Provavelmente só voltaria quando ele pudesse receber parentes novamente.

Contrapondo-se a isso, meu pai vinha todos os dias, saber das novidades e tentar conhecer melhor o atual genro. Não era fácil para ele também, eu sabia muito bem disso, mas agradecia-o mentalmente por ao menos tentar. Acho que nunca poderia recompensar tudo que meu pai fez por mim; mesmo nas situações mais adversas, ele tentava ver meu lado, tentava me dar conforto no meio de um furacão.

– Não vai ir para casa, Yuu? — Kouyou soltou a pergunta quando entrou no quarto do meu filho, vazio até que ele pudesse voltar a freqüentar ambientes normais.

– Estou esperando você. — Afirmei, naturalmente.

Ele automaticamente ficou sem graça, seu rosto tomando um tom rosado que lhe caia muito bem.

– Yuu... Eu não pretendo ir embora do hospital hoje... Me desculpa.

– É seu dia de folga, não vai ficar aqui trabalhando até a exaustão. Existem outros enfermeiros no mundo e Reita vai pegar plantão hoje, então você não precisa se preocupar com Touya.

– Eu não...

– Então vai, realmente, recusar meu convite para jantar comigo? — Lancei minha cartada final, vendo no que ia dar.

Ele suspirou, fazendo meu sorriso se abrir.

– Tudo bem, mas eu cozinho. Nada de me levar naqueles restaurantes que me deixam com vergonha de existir. — Ele nem terminou a frase para que eu já estivesse de pé, laçando sua cintura e beijando seus lábios, com chave do carro nos dedos e maleta na mão.

– Então, vai se trocar, te espero no saguão. — Dei um tapinha na bunda dele, fazendo-o rir, fingindo uma cara indignada enquanto saía pelo corredor.


•••

E foi como ele pediu, um jantar em casa, onde ele cozinhou e nós pudemos aproveitar um pouco de tempo juntos, sem interrupções. O problema é que minhas mãos pareciam incapazes de ficar longe do corpo dele, então, acabei forçando-o a cozinhar enquanto nós... Usando o português claro, transávamos na pia.

No final das contas, ele estava sentado, nu, na minha mesa de jantar, com as pernas abertas, apoiando-as em minhas coxas, já que eu permanecia sentado a sua frente, na cadeira, com um único prato de comida nas mãos, revezando entre comer e dar em sua boca.

Admitia que vê-lo daquela forma dava-me muito mais fome do que o cheiro da comida. Uma fome diferente, é claro.

Em suas mãos, uma taça de vinho doce variava entre seus lábios e os meus.

Assim que a comida acabou, repousei o prato na mesa, abraçando a cintura do loiro e puxando-o bruscamente para meu colo. Mesmo com aquela cara de santo, desde a primeira vez, ele tinha deixado claro que era adepto a certas brutalidades.

Um riso gostoso escapou de seus lábios antes de ele colá-los aos meus, num beijo famito, com suas mãos passeando nos nuances de minhas costas, suas unhas arranhando minha pele de maneira leve.

Minha mão foi para entre suas pernas, passando os dedos levemente pela extensão que estava parcialmente acordada.

Um gemido saiu de seus lábios como um miado, languido, contra minha boca, mandando correntes elétricas por todo meu corpo.

Ele estendeu as mãos para trás, tateando a mesa em busca de alguma coisa, esfregando seu corpo contra meu membro que já estava duro desde metade do jantar.

Kouyou voltou com um pequeno pacote, que ele abriu rapidamente, tocando na minha glande, deslizando-a por todo meu membro, até a base. Sabia que ele era limpo, e que eu também era, entretanto eu estava sem lubrificante, então a camisinha facilitava a coisas no caso de uma penetração sem preparação.

Ele elevou o corpo, colocando-me em sua entrada e abaixando-se conforme sentia-se confortável para isso. Eu só pude gemer, apertando suas nádegas, esperando seu sinal para poder me afundar como quisesse naquele corpo quente.

O sinal veio, numa rebolada. Ele firmou os pés na minha cadeira e eu me agarrei a ele, passando a estocá-lo firmemente, tão fundo quanto podia, ouvindo seus gemidos desesperados, pedindo por mais; mais de mim.

Bati minha palma aberta contra uma de suas nádegas, vendo-o se contorcer, implorando para que eu repetisse e... Deus... Ele não podia ser mais perfeito...

•••

A noite estava quase acabando, o alvorecer começando a manchar a escuridão e tocar nossos corpos, entrelaçados no tapete da sala.

Passei meus dedos por seus fios aloirados, vendo-o sorrir. Tinha pensado na possibilidade a noite toda... Acho que não adiantava esperar mais.

– Kou... Depois que o Touya melhorar... O que você acha de... Vir morar conosco?

Notas finais
##
Acho que falei tudo que tinha pra falar lá em cima e...
Eu tô atrasada pra ir bandejar Q
Então, vou só agradecer e pedir a opinião de vocês. Obrigada por estarem sempre aqui comigo, são vocês que me dão forças pra escrever e imaginação.
Um beijo a todos e...
Meei, se você estiver por aí lendo, pode voltar a ser minha beta, por favor? ;;
Reviews? *-*