Parfaite
16 Capítulo 16 - Angel.
Notas iniciais
Nem me lembrem do quanto eu estou atrasada, mas a culpa é dos vestibulares, eu juro.
Nunca mais quero passar por eles, pqp ;;
Ainda vou ficar meio ausente até o final de janeiro, porém, vou fazer o possível para postar pelo menos uma vez a cada duas semanas... Não é uma garantia, mas vou tentar.
Para os que aida acompanham essa fanfic, espero que gostem do chappie.
Não foi betado, mil perdões, mais lá embaixo ~
Nunca mais quero passar por eles, pqp ;;
Ainda vou ficar meio ausente até o final de janeiro, porém, vou fazer o possível para postar pelo menos uma vez a cada duas semanas... Não é uma garantia, mas vou tentar.
Para os que aida acompanham essa fanfic, espero que gostem do chappie.
Não foi betado, mil perdões, mais lá embaixo ~
[ Uruha’s POV ]
A manhã estava levemente fria. Mesmo com o chocolate quente em mãos, eu tremia levemente. Tinha sido uma mudança de temperatura meio repentina, logo depois da chuva, que chegou sem aviso algum.No meio da noite, fui chamado para uma emergência e só agora estava tendo tempo de respirar um pouco. Até passei pelo quarto de Touya, porém ele e Yuu estavam dormindo tão bem que achei melhor deixá-los quietos. Eles iam precisar de todo o descanso possível, afinal, a transfusão de medula de Tou-chan iria ser realizada hoje.Os primeiros raios de sol estavam começando a dar as caras, porém a calma tinha sido estabelecida no hospital que — pelo menos no corredor em que eu estava — parecia quase vazio. Até num pronto socorro a paz existe de vez em quando.Dobrei a esquina do corredor, calmamente, entretanto, quase dei de cara com alguém. No susto, me espatifei, de bunda no chão, junto com meu chocolate quente, que diga-se de passagem, estava tão gostoso.Estava.- Perdão. — Ouvi a voz do ser que quase me atropelou, seguida de uma mão esticada, tentando me ajudar a levantar. Aceitei-a, sendo firmemente puxado para cima. — Eu juro que compro outro... Cappuccino?- Chocolate-quente. — Respondi, finalmente encarando o tal.E era uma visão... Incomum, admito. Os cabelos coloridos, os piercings, o sorriso que mesmo sem intenção parecia malicioso, o porte muito maior do que o de um japonês normal... Não sei por quanto tempo fiquei encarando-o.- Tá tudo bem? Bateu a cabeça quando caiu ou isso é efeito da falta de sono mesmo? — O homem, que não parecia ser mais velho do que eu, falou de um jeito tão despojado, que acabei sorrindo.- Como sabe que eu preciso dormir? — Foi a única frase que formulei.- Suas olheiras me contaram. Além de que... Enfermeiros não dormem. Eles são zumbis alienígenas que vivem para trabalhar. Minha irmã é enfermeira. — Pronto, ele me arrancou uma risada. - Gostei de você, prometo comer seu cérebro por último, ok? Qual seu nome? — Levantei, pegando o copo daquela meleca que eu tinha feito no chão, levando-o até a lixeira mais próxima. Não iria conseguir fazer muito mais do que aquilo, entretanto, queria facilitar ao máximo a vida do pessoal da limpeza. - Ishihara Takamasa, o prazer é seu. — Ele estendeu a mão, num cumprimento totalmente ocidental. Acabei retribuindo, dando de ombros.- Takashima Kouyou, Mr. Convencido. — Passei novamente os olhos por ele. — Você parece totalmente saudável... O que diabos está fazendo num hospital?- Pareço e estou. Meu namorado é doador de medula e está em observação até a hora da doação, então, eu tenho que ficar aqui com ele. Kai não lida muito bem com dor. — E então o mundo pareceu se iluminar. - Ah! Seu namorado é o doador do Tou-chan! — A palavra doador parecia tão mais bonita ultimamente. — Deus, você não faz idéia de como já estávamos sem esperanças até Yutaka aparecer. Os dias de Touya estavam contados. - Kai não poderia se sentir mais feliz em conseguir salvar a vida de alguém, você não faz idéia... Mas, agora, falando sério, ele vai ter muitos efeitos colaterais depois do transplante? - Falando muito francamente... Doar a medula vai doer bastante, mas é um processo relativamente rápido e em duas semanas, a medula dele vai estar completamente recomposta. Ele só irá doar 10% da medula, não vamos drená-lo. A parte difícil é do Touya. “Além a de a doença dele não estar estabilizada e seu corpo estar completamente debilitado, vamos ter que destruir sua medula para que ele possa receber a de Yutaka. Seu sistema imunológico vai entrar em colapso há chances absurdas de ele ter uma hemorragia ou uma doença matá-lo até que seu organismo se recomponha, processo que pode levar anos. Mas é a única chance que ele tem. “Você não desconfia de como seu namorado é um anjo para esse menino a família dele.”- Eu não desconfio, tenho certeza. — De repente, os olhos escuros pareciam ter viajado para alguma boa lembrança, pareciam ter saído do presente. Um sorriso brincou entre os lábios de Ishihara. — Kai me doou um rim, foi assim que o conheci. É... Talvez o menino de covinhas fosse mesmo um anjo, para mais de uma pessoa. •••Obviamente que não fui eu a fazer a transfusão. Foi Reita, entretanto, médicos não sabem fazer absolutamente se não tiverem enfermeiros em todos os cantos, então, eu estava em ambas as salas. A de coleta de medula, com Kai e depois, na cirurgia de Touya. E em se tratando de dois meninos (porque Kai tinha completado 19 anos há pouco tempo, ao contrário do que eu tinha pensado a princípio), tão pequenos, ambos tinham uma força descomunal. Yutaka agüentou a doação reclamando muito menos do que achei possível e Touya... Ele já era um vencedor só por estar vivo até ali. Assim que o último procedimento chegou ao fim, transferimos o Shiroyama mais novo para um leito de isolamento, onde, por alguns dias, ele seria mantido longe de qualquer vetor que pudesse trazer algum tipo de doença para perto dele. Isso incluíam pessoas. Os únicos que teriam permissão de entrar em seu quarto seriam médicos, devidamente trajados para tal.
E essa seria sua prova final. Se Tou-chan sobrevivesse a isso, ele estaria (caso não houvesse nenhuma complicação) oficialmente livre da leucemia. Apesar de parecer fácil, a tensão de Reita, para mim, era mais do que sinal de que os riscos não tinham diminuído em nada.- Entenda dessa forma, Kou... No momento, ele é como um garotinho com AIDS, no meio de uma sala, cheia de pessoas doentes. Altamente suscetível a tudo e sem defesa a nada. Somando-se a isso, ele já não sabe o que é ter um corpo saudável há meses. Agora.... É rezar pra tudo dar certo mais uma vez. Só posso afirmar que estou mais confiante do que antes. — Claro que toda essa parte, estávamos mantendo longe dos ouvidos da família Shiroyama, principalmente de Yuu, que precisava desesperadamente de um descanso de todo aquele estresse. Agora tudo estava mais fácil... Tudo poderia dar certo.Quando voltei ao quarto onde Yuu ainda dormia no hospital, encontrei-o acompanhado de Takamasa e Uke. Postei-me ao seu lado, de frente para o covinhas, que estava sentado numa cadeira de rodas, com a camisola típica dos pacientes. Aoi passou um dos braços por minha cintura e eu apoiei em seu ombro. - Bem, já vamos indo, o baixinho aqui precisa dormir. — Foi Ishihara que finalizou a conversa, beijando o topo da cabeça de Kai, que abriu outro sorriso, cansado, começando a ser empurrado pelo maior. - Boa noite. — Eu e Yuu dissemos, em uníssono. Quando a porta foi fechada, Yuu beijou meus lábios, carinhosamente. - Não sei como agradecer à eles. — Ele admitiu.- Sabe sim... Dê valor à vida do seu filho como se ele fosse morrer amanhã. — Nunca se sabe quando essa afirmação poderia se tornar realidade.
Notas finais
##
Se meu tempo já era reduzido, agora ele conseguiu diminuir, mas NÃO, eu NÃO abandonei NENHUMA das minhas histórias, só vai ficar mais difícil atualizá-las, então, por favor, tenha paciência comigo ;;
Não gostei desse chappie, mas se eu reescrevesse, não sei se sairia melhor, por isso, estou aceitando de braços abertos QUALQUER crítica.
Ainda conto com os reviews de vocês para concluir essa fanfic e muito obrigada por todo o carinho de vocês.
Perdão por pedir por tanta paciência.
Mereço reviews ainda? ;;
Beijos :*
Se meu tempo já era reduzido, agora ele conseguiu diminuir, mas NÃO, eu NÃO abandonei NENHUMA das minhas histórias, só vai ficar mais difícil atualizá-las, então, por favor, tenha paciência comigo ;;
Não gostei desse chappie, mas se eu reescrevesse, não sei se sairia melhor, por isso, estou aceitando de braços abertos QUALQUER crítica.
Ainda conto com os reviews de vocês para concluir essa fanfic e muito obrigada por todo o carinho de vocês.
Perdão por pedir por tanta paciência.
Mereço reviews ainda? ;;
Beijos :*
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