Parfaite

13 Capítulo 13 - Hope.


Notas iniciais
Dessa vez eu postei rapidinho, viram?

Mas eu tenho que dizer que fiquei meio brochada... Tenho 50 leitores e não conheço nem vinte. Poxa pessoal, custa gastar cinco minutinhos comentando?

Mais lá embaixo :*

Betado pela linda da Meei ♥

Capítulo 13.

[ Uruha’s POV ]

Yuu pareceu não perceber, porém, para mim foi meio constrangedor ter Akira ligando na casa do moreno para falar comigo. Quer dizer, ele provavelmente tentou ligar no meu celular primeiro, mas depois de eu não atender, foi para a segunda opção que, infelizmente, era Yuu.

Ou seja, ele já sabia que tinha dado em cama.

Akira só pode ter sexto sentido para essas coisas, não é possível.

Depois de atender o telefone, o que era vergonha tornou-se, rapidamente, desespero palpável. A única coisa que o loiro me disse foi “Hospital. Vocês. Já.”. Foi o suficiente para que eu quase tivesse um infarto, com a certeza de que algo tinha acontecido com Touya.

Quase pulei da cama, procurando, pelos corredores, as peças de roupa que havia soltado pelo caminho. Yuu, pelo contrário, foi pelo caminho mais prático e simplesmente pegou roupas limpas no armário. Limpas e menos sociais. Um hospital não precisava de terno e gravata.

A não ser que saíssemos de lá para um velório e... NÃO, NÃO, NÃO.

Não aconteceu nada com Touya. Nada de ruim.

Quando estava colocando a camiseta branca e o cachecol, Yuu apareceu atrás de mim, com a chave do carro nas mãos. Pelo menos nunca teria problemas de atrasos com ele, o moreno era impecavelmente pontual.

Não levamos nem quinze minutos do apartamento dele até o hospital, porém, pela primeira vez desde que nos conhecemos, o silêncio que se formou foi incômodo. Pelo simples fato de que enquanto algo de (provavelmente) ruim estava acontecendo com Touya, nós estávamos transando na escada.

Se esse fosse realmente o caso, acho que nunca mais teria coragem de tentar alguma coisa com Yuu. O remorso me comeria por dentro toda vez que pensasse no assunto.

E nossa recém-nascida relação iria para o inferno sem nem sequer das os primeiros passos direito.

Desci do carro assim que ele o desligou, mal o esperando para começar a correr em direção ao interior. Não que ele tenha ficado muito para trás, afinal, creio que seu desespero era maior do que o meu. Sabe, ele é o pai e apesar de eu fazer um papel de mãe, no máximo, eu estava para madrasta.

Assim que, depois de subir alguns lances de escada, cheguei ao andar de Touya, encontrei Akira parado no corredor, encostado na parede, olhando fixamente para os papeis em sua prancheta, com um ar concentrado.

Fui até ele, arrancando o que quer que fosse de suas mãos, obrigando-o a prestar atenção em mim, antes que eu tivesse um pire-paque.

- O que, diabos, aconteceu?! Eu quase tive um ataque no caminho. – A expressão séria dele não estava me ajudando em nada a manter o controle. Por Deus... Não poderia ser algo tão ruim, poderia?

Akira respirou fundo, como se procurasse por onde começar.

- Pouco tempo depois de vocês saírem... Bem... – Ele parou, voltando a pensar por onde começaria e eu já estava quase soltando meu coração pela boca. – Recebi uma ligação do banco de doadores e... Touya acabou de conseguir um. Ele chega aqui amanhã.

A expressão de dor dele me fez demorar algum tempo para raciocinar a informação e quando o fiz, Reita simplesmente caiu na risada, se matando na graça que deveria estar minha cara e a de Yuu: ambos com a boca meio aberta e traços de choque.

- SEU FILHO DE UMA PUTA MAL-COMIDA, EU QUASE TIVE UM ATAQUE DE PREOCUPAÇÃO! REITA, EU QUERO CORTAR SUA CABEÇA! A DE BAIXO! – Comecei a bater freneticamente no desgraçado que eu tinha a ousadia de chamar de melhor amigo, que se defendia com os braços, ainda possuído por uma risada desesperada.

- Calma! Aí! Porra, você precisava ver a sua a cara e a do moreno ali atrás! Puta merda, valeu minha noite! Aí, para de me bater sua putinha! – Ele retrucava, sem conseguir conter a maldita cara debochada enquanto eu me cansava de tanto meter a mão na cara dele. Em certo ponto, não sei por quê cargas d’água, ele me abraçou e eu acabei me derretendo naquele abraço, começando a rir também. Finalmente... Finalmente o pesadelo estava acabando.

Assim que ele me soltou, fui até Yuu, roubando seus lábios mesmo sem saber se poderia, porém o Shiroyama não pareceu se importar em absoluto, abraçando-me com força antes de entrar no quarto do filho, que assistia desenhos animados, deitado, com Sati apoiada em seu peito, quase dormindo.

- É, acho que é questão de tempo até você virar sogro, Aki-chan. – Pirracei, vendo Aoi se inclinar a beijar a testa do filho, com um sorriso aliviado que eu nunca tinha visto antes.

Reita só faltou me mandar para o lugar onde o sol não bate, mas resolveu ser mais discreto para não despertar a filha que tinha acabado de fechar os olhos. Eram realmente um casal bonito, digo... Sati e Touya.

Claro, se viessem a se tornar um casal, seria só daqui há alguns anos, mas mesmo assim, não conseguia deixar de pensar que eram mesmo uma coisa fofa juntos, desde cedo.

E agora que Tou-chan tinha, de fato uma chance de conseguir viver alguns anos, tudo parecia mais bonito de se ver.

Agora, tudo estava bem...

Amanhã (que na verdade já era hoje) chegavam os avós e o tal doador de Touya. Era só esperar...

•••

Perto das duas e meia da tarde, uma batida na porta, me fez parar de prestar atenção no jornal que estava lendo e erguer a cabeça, esperando a confirmação de Yuu ou de Touya de que poderia mandar entrar.

Recebi-a em seguida, falando um sonoro “entre!” para quem quer que estivesse batendo.

Um vão da porta foi aberto e uma cabeleira castanha despontou quarto adentro, timidamente.

- Ahm, oi... Me disseram que Shiroyama Touya-san é desse quarto. – O moço, de não mais que vinte ou vinte e dois anos falou, tropeçando nas palavras.

- Sou eu. – Touya apressou-se em dizer. – O que foi?

- Ah... Acho que eu sou seu doador, então. Prazer em conhecê-lo, meu nome é Uke Yutaka, mas pode me chamar de Kai. – E o sorriso de covinhas pareceu iluminar todo o quarto.

Notas finais
##

Bem, eu passei os dois úlimos dias no hospital, então, sem chance de eu ir para a escola ou para o trabalho. Em compensação, assim que me senti um poiuco melhor, vim aqui escrever para vocês e agradecer os comentários do meu lemon horrível .______. Vocês me fizeram sentir melhor QQ

E o Kai apareceu, viram?

Finalmente algumas notícias boas nessa fanfic, porque, né QQ

Bem, mereço reviews? Quero conhecer os cinquenta leitores ;;

Beijos :*