Parfaite
12 Capítulo 12 - Like a Virgin.
Notas iniciais
Com antecedência, aviso que o lemon está um lixo, mas só vou explicar meus motivos lá embaixo.
Betado pela linda da Meei.
Mais lá embaixo :**
[Aoi’s POV ]
“Ashita anata no kimochi ga hanarete mo
Kitto kawarazu aishiteiru
Ashita anata ni boku ga mienakute mo
Kitto kawarazu aishiteiru
I will walk together, the future not promised yeah
It keeps walking together, to the future in which you are...”
[ Cassis ]
Não sabia ao certo o que dizer sobre a situação em que tinha me metido.
Para começo de conversa, nunca pensei que um dia estaria entrando no meu apartamento, aos tropeções, enquanto me atracava com um homem, mas acho que não tinha muito o que fazer, certo?
Quer dizer, todas as ações dos últimos dois meses estavam nos levando a isso. Foram dois meses onde, sem querer querendo, íamos nos aproximando de uma forma que, no meu estilo de vida habitual, era anormal, entre dois homens. Não era preconceituoso — acho que estar aos beijos com ele agora, deve provar isso -, porém, homossexualidade, não era o que eu queria para mim até... Alguns dias atrás.
Se bem que eu deveria ter percebido, desde o começo, que com ele, algo ia ser diferente. Quando reparei em sua beleza, na primeira vez que nos vimos, como adorava vê-lo sorrindo, como seu cheiro me lembrava o da minha falecida esposa, como gostava da proximidade que ele tinha com Touya...
Era uma lista imensa de sinais que eu, prontamente, ignorei.
Ou ignorava, porque, né...
Assim que fechei a porta de casa com o pé, ouvindo um baque forte às minhas costas, as mãos de Kouyou foram para meu blaser, arrancando-o quase que com violência. Nesse momento, percebi que não chegaríamos ao quarto antes de chegarmos aos finalmentes.
Até agora, estava tudo bem. Acho que continuaria tudo bem, mesmo quando eu visse que não havia uma vagina entre suas pernas, mas ainda não podia afirmar.
E eu poderia pensar que essa nossa primeira vez seria cheia de eu te amos e de frescuras, porém, sendo hetero ou gay, nenhum dos dois era virgem, e a necessidade é uma coisa meio gritante nessas horas. Estávamos mais para dois animais do que para um casal fofo e cheio de não me toques.
Sinceramente, preferia assim.
Desci meus beijos para seu pescoço, chupando-o, marcando-o, enquanto minhas mãos trabalhavam no pano de sua blusa — já que seu blaser tinha ficado no carro -, puxando-a para cima, ao mesmo tempo em que arranhava sua pele com minhas unhas curtas.
Uruha jogou a cabeça para trás, soltando um gemido longo, descendo suas mãos até minhas nádegas, apertando-as. Acabei sorrindo, deixando malícia escorrer dos cantos dos meus lábios. Homem ou mulher, ele tinha me deixado excitado com uma facilidade absurda. Meu membro latejava constantemente contra minha calça, que o aprisionava dolorosamente.
Suas mãos saíram de minhas nádegas e foram parar no feixe de meu cinto, que ele desfez com uma destreza impressionante, logo precipitando suas mãos para meu zíper.
Sem avisos, Kouyou ajoelhou-se, puxando minhas calças, junto com minha roupa íntima, tirando-a do meu corpo, com meu membro pulsando na altura de seus olhos, que acompanhavam cada mínimo movimento dele com um ar faminto.
Suas mãos se apoiaram em ambas as minhas coxas, conforme sua língua ia passando da base até a glande de meu membro, pela parte debaixo, fazendo um calafrio percorrer todo o meu corpo, e um ofego sufocado escapar de minha boca.
Nem tive tempo de pensar antes de Kou engolir meu membro, pressionando-me em sua garganta, colocando-me todo na boca. Sua língua deslizava pela extensão, mostrando toda a sua habilidade de me deixar louco com quase nada. Suas unhas se enterraram em minhas coxas e a dor fina só ajudou a me fazer perder o juízo entre as suas idas e vindas na minha parte sensível.
O puxei pelos cabelos para cima, juntando nossas bocas em mais um beijo desesperado. O gosto dele, levemente azedo pelo líquido pré-seminal que eu havia soltado durante seu oral.
Realmente adoraria que tudo isso fosse recheado de carinho, porque eu achava que ele merecia. Só que os ânimos ali, estavam meio alterados e eu não estava em condições de tentar nos controlar.
O peguei no colo, pelas coxas, vendo-o enlaçar minha cintura com as pernas, deixando-se guiar até o sofá, onde eu o coloquei sentado, para em seguida puxar suas calças, arrancando-as de seu corpo com sua ajuda.
Ver a ereção dele por baixo da roupa íntima, admito, me fez estancar por algum tempo. Não sabia ainda se iria lidar bem com isso. Estava chegando na hora do vamos ver.
Mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, Uruha, segurou minhas mãos, esboçando um sorriso compreensivo.
- Não precisa tirar, ok? Só me coloca de quatro e afasta o pano. Podemos ir devagar, não precisa se forçar. – Senti meu coração dar um pulo... Ele realmente era... Tudo que eu procurei nos últimos anos.
- Não é justo só eu ter prazer. – Retruquei, mesmo tendo vontade de simplesmente fazer o que ele mandou, e ponto final.
- Yuu, eu tenho próstata. Pode ficar tranqüilo, eu vou gemer, gritar e gozar, sem precisar de mais ajuda do que você dentro de mim. Não me rebaixe a uma mulher. – O loiro piscou, brincalhão, virando-se de quatro para mim, enquanto batia a mão no interruptor, deixando a sala iluminada apenas pela luz da lua que entrava pelas largas janelas.
Afastei o pano de sua peça íntima quando o vi totalmente empinado para mim. Com a mão livre, lambuzei meus dedos de saliva, levando-os até sua entrada que se contraía em antecipação diante de meus olhos.
- Eu preciso pegar camisinha... – Sussurrei, sem vontade.
- Sou limpo. Se você for também, não precisa se dar ao trabalho. – Ele garantiu e eu decidi acreditar em sua palavra, como sempre fiz, lambendo meus dedos mais uma vez para lambuzar um pouco mais meu próprio membro, encaixando-me atrás dele, iniciando uma lenta penetração.
Kouyou arqueou as costas, com uma expressão de deleite, muito diferente do que eu havia pensado depois dos relatos sobre sexo anal que já ouvi por aí. Não havia dor, ele sabia muito bem o que esperar e parecia se extasiar com a situação desde o começo.
Me enfiei por completo dentro daquele interior que parecia me sugar para ir mais fundo. Seu corpo todo me apertava, naquele calor sufocante que estava me fazendo perder o rumo. Deus! Era muito melhor do que eu havia pensado. Indescritivelmente melhor.
O loiro não perdeu tempo em me mostrar que queria movimento por ali, fazendo movimentos circulares com seus quadris para me instigar, com sucesso.
Passei a me arremeter dentro daquela cavidade aveludada, ouvindo os gemidos altos e entrecortados saírem daqueles lábios perfeitos como uma sinfonia de Beethoven.
Definitivamente, essa seria a primeira, de muitas...
•••
A casa, depois de quatro transas consecutivas, finalmente tinha ficado em silêncio. Apenas o passar de alguns carros lá embaixo impediam o silêncio de ficar palpável.
Tínhamos chego à cama, afinal, porém, apenas na hora de dormir. Em compensação, as escadas, o escritório e o corredor tinham servido muito bem para substituir o quarto, de maneiras mais... Singulares.
Tinha me esquecido o quanto era bom ter companhia nos lençóis. Esquecido como era poder abraçar alguém. Esquecido de como era maravilhoso dormir ao som das batidas do coração de outra pessoa.
De fato... Eu não estava dormindo...
Preferia ficar apenas olhando o rosto tranqüilo de Kouyou apoiado em meu peito. Tinha a impressão de que ele desapareceria se eu fechasse os olhos.
Tudo parecia perfeito... Até o meu maldito telefone começar a tocar e eu quase arremessá-lo na parede, às quatro e meia da manhã.
Atendi de mau gosto, observando Kou coçar os olhos, tentando entender porque diabos tinha sido acordado.
- Alô? – Falei, em voz jocosa.
- Passa pro Kou. – Era a voz de Akira do outro lado da linha, e eu até tentaria xingá-lo pelo horário, mas Uruha tirou o fone de minhas mãos antes que eu tivesse tempo para isso. Maldito médico inconveniente e...
- Precisamos ir para o hospital, agora. – E meu coração se esqueceu de bater.
Notas finais
Então, o lemon ficou ruim porque eu não conseguia pensar como um hetero numa transa gay, então, prometo desde já um próximo lemon, BEM MELHOR DO QUE ESSE. Me perdoem ok? ;;
Mas, a partir do chappie que vem as coisas começam a acontecer de novo, porém, vou deixar todos vocês aí curiosos.
Muito obrigada pelos comentários, eu continuo tentando respondê-los, mas tá dificil. Prometo responder todos.
Sujestões, reclamações, ameaças de morte, é só usar o Serviço de Atendimento ao Cliente aí em baixo, em forma de Review.
Beijos :**
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