Parental Control - Parte 1
3 Capítulo 3 - Eu sei o que quer dizer: encurralado
Notas iniciais
- Edward?
- Sim? – Aquela voz... Tão familiar.
- Vamos. Já estamos atrasados! – A voz riu, ao terminar de falar.
- Para onde? – Tentava enxergar alguma coisa, mas nada via.
- Você sabe! Os meninos estão esperando!
- Quem?
- Edward Cullen! Vai me dizer que não sabe quem são os seus próprios filhos? – A voz falou como se fosse a coisa mais óbvia possível.
- FILHOS?
- Edward, você está bem?
- QUEM é você?? – Eu tentava encontrar a pessoa quem tinha aquela voz, mas nada
- Estou aqui, amor. Esqueceu-se de mim? Sou eu, ...
- QUEM??
Levantei no pulo. Que sonho! Olhei pros lados, mas não havia ninguém ali. Respirando ofegante, tentei lembrar o sonho, porém só alguns momentos consegui recordar. Principalmente do final.
Que ótimo, quando a pessoa estava para dizer quem era... Eu acordo! Que DROGA.
Mesmo já tendo algumas sugestões de quem poderia ser... No sonho, ela era a mãe dos meus filhos. Será que foi... Não. Não.
Edward, acorde pra vida! Deixe esse sonho pra lá. Vamos, levante.
- Bom dia, filho!
- Oi, mãe.
- Tudo bem? – Ela estranhou.
- Só sonhos ruins.
- Os ruins sempre passam devagar, agora os bons mesmos, não parecem que dura uma noite! – Meu pai entrou na cozinha filosofando. Deu um beijo no rosto da minha mãe e sentou de frente para mim na mesa. – O ruim, já passou filho. Olha que bela manhã!
- O que você vai fazer hoje, Ed? – Minha mãe sentou-se à mesa também.
- Acho que vou passar em La Push. Preciso falar com Jacob.
- Ah, mas tenta chegar cedo? Preciso de uma ajuda sua, hoje. Vou num lugar e alguém vai segurar minhas sacolas. – Cantarolou.
- Ô dona Esme, o que eu não faço por ti? – Cantarolei junto. Nós rimos. – Bom, se eu for agora, eu volto mais cedo! Beijos família linda.
- Outro para você também, filho. – Escutei meus pais falando antes de fechar a porta e entrar na garagem e pegar meu Volvo.
...
- Edward! Quanto tempo, criança! – Billy abriu a porta.
- Bom dia, Sr. Black! Jacob está??
- Sim! No mesmo lugar de sempre! – Revirou os olhos, Billy não aguentava Jacob arrumar mais umas motocicletas do tempo da nossa vó...
- Fazer o quê? Vou lá! Obrigado!
Fui correndo até a garagem dos Black, o portão estava entreaberto e dava para ver meu amigo arrumando uma das latas velhas! Esse é o Jacob, não importa o que todos digam, se ele achar que aquilo vai dar certo... É porque vai.
- E aí, cara? – Entrei
- Edward?? – Levantou com tudo, eu acho que o assustei. Haha. – AI! – Bateu sua cabeça com tudo na lateral da moto. A cena foi hilária!
- Jacob! HAHAHAHA! – Comecei a rir de sua cara. E pelo o que vi, ficou emburrado.
- Não tem graça! E você não sabe bater, não?? – Se aproximou. – E aí?
- Cara, você nem sabe...
- Jasper me atualizou. Você está fu-di-do. – Me espantei.
- Jasper??
- É que eu vi a propaganda do reality e estava sua foto lá! Eu endoideci e liguei para Jasper, já que seu celular não atende!
- Eu o perdi!
- Aff’s... Bom, ele me explicou tudo, já que eu tinha visto! E agora? Você vai ficar com a Tanya no final?
- O Jasper não te contou da...
- Ele me disse que você tinha um problema no meio, só não continuou porque não sabia se você queria que fosse ele que me contasse.
- Bom, querer não queria. Mas que teria me dado meio caminho andado... É que a história é o seguinte...
Contei sobre Bella, Leah, Tanya, o beijo... Tudo, até o sonho dessa manhã.
Jacob suspirou e olhou para mim.
- Primeiro de tudo: eu acho que era a Bella no seu sonho. Segundo: eu sei que você vê essa Leah como uma eu feminina, então não tem problema de eu querer que você me apresentasse para ela, né?? Depois que ela te levar pro passeio, você fala sobre mim... Que tal?
- Claro, cara. Tenho certeza que rola uma química entre vocês.
- E Edward, eu torno minhas palavras o que Jasper te falou. No fim, só poderá ser uma, ok? O sentimento maior decide tudo. Você, até lá, vai perceber isso. Não se preocupe.
- Difícil, já que eu me lembrei de que a gravação é daqui a dois dias. Eu vou vê-la daqui a dois dias, Jacob. E depois, eu vou ter que escolher uma. Eu não sei o que pensar.
- Só lembra que a decisão tem que ser a que te traga felicidade. Não importa o que aconteça depois, ok?
- Está bem. Eu vou levar a sério esse conselho sábio de vocês. – Olhei para o meu relógio, era bom eu voltar, se não minha mãe... Nem quero imaginar o que ela poderia fazer... – Ihh, Jacob, tenho que ir, cara. Minha mãe inventou que vou com ela às compras... Segurar as sacolas. – Bufei.
- HAHAHAHA, vai lá, ajudar a senhora! Manda um beijo para ela!
- Ok, me deseje sorte!
- Claro e saiba que eu vou assistir e chamar TODO mundo pra ver!!!
- Engraçado, eu achava que você era meu amigo! – Disse, já saindo da garagem, e pude escutá-lo, rindo, claro.
... De volta para a casa de dona Esme.
- Mãe?? – Chamei quando abri a porta
- Edward, VOCÊ FOI FALAR AS NOVIDADES DE TODO O MUNDO?? QUE DEMORA, EIN?
- Nossa, dona Esme, acalma o monstro dentro de você! – Eu disse, colocando minhas mãos para o alto, igual as vítimas fazem. E SIM, eu era uma vítima na situação, oras!
- Coitadinho... – Ironizou – Vamos voando antes de chegarmos atrasados!
- Atrasados?? Alguém está... – Perguntei, quando fui empurrado por ela, para fora de casa e já estava no meu Volvo novamente. Ah, mulheres, eu vou lá entender!!
- Chega de papo, que o rapazinho já falou muito aqui. – Ela me olhou e depois riu da minha cara. Tá todo mundo fazendo isso comigo, agora, ou é impressão minha? – Vamos!
- Ok. – Bufei e liguei o carro.
- Ah, vamos para aquele shopping que você adora.
- Eldorado? A senhora odeia ir lá!
- Quem te disse isso??
- Você!! O que dona Esme está aprontando?? – Desconfiei – Já não basta um reality internacional, não??
- Edward, depois eu te explico, e eu não apronto nada. Sou uma mulher casada, me respeite, viu!!! – Percebi que ela mudou de assunto, aí tem...
... No shopping
- Para onde? – Perguntei desejando não ser aquelas boutiques que só têm velhas chatas e fúteis...
- Starbucks. Estou com vontade, e você?
- Cadê a minha mãe?? Você é a irmã gêmea perdida dela, é?!?!?!
- Vamos logo, Edward – Riu baixinho e me puxou em direção à Starbucks.
Eu sempre quando adolescente, adorava vir aqui com meus amigos ou as namoradas da semana... E meu pai sempre dizia que não há nada melhor que saborear algo realmente prazeroso, a seu ver, na companhia de quem você ama, adora...
Entramos, e de primeira percebi que fazia tempo que não vinha aqui... Eu sei, há dois anos... Tanya odeia Starbucks... Ela dizia que engordava, manipulava as pessoas e o preço era um roubo.
Nunca senti isso, e faz anos que sempre vinha, tentei convencê-la do contrário... Porém...
- Vamos, elas já estão esperando! – Minha mãe falou baixo. Elas? Elas quem??
Minha mãe foi na frente, e tentei seguir com os olhos quem eram “elas”.
Quando vi ao longe, duas mulheres que estavam no caminho que minha mãe seguia...
Congelei. Não.
Não.
Definitivamente: Não.
Uma delas tinha cabelos negros lisos, pele branquíssima e usava uma roupa muito casual, não parecia ter aquela preocupação feito Tanya: A roupa tem que combinar, se não perde-se o brilho que ela quer passar, baby. Ela me disse isso, certa vez.
A outra era a última pessoa que pensei que encontraria hoje, claro.
Bella.
Aquela que entrou, ontem, na minha vida. E minha – querida – consciência não quer mais largar.
Tentei não deixar muito na cara minha surpresa. Apertei o passo, para chegar até elas com a minha mãe.
- Esme, oi!! – Bella levantou-se e a abraçou. E só depois que ela me percebeu. Por quê isso me irritou?? – Edward... Er... Oi.
- Tudo bem, Bella? – A olhei intensamente e na mesma hora, minha mente me levou para o momento que a beijei. Fiquei com vontade agora...
QUE PORCARIA DE MENTE É ESSA?? PARE EDWARD, VOCÊ TEM QUE PARAR COM ISSO!
- Ah, tudo, claro! E vocês?? Aconteceu alguma coisa?? – Ela se referia, provavelmente, do atraso. Nem sei que horas marcaram...
- Ah, Bella, esse meu filho fala mais do que deve, sabe! Ficou num papo de velha fofoqueira com um amigo, e se esqueceu de que tínhamos marcado com vocês! – Disse indignada. Engraçado, eu pensei que era apenas ESME e COMPRAS. Não BELLA, ESME, EDWARD e COMPRAS.
- Minha mãe adora distorcer tudo, simplesmente tudo, Bella. – Ela me olhou por um instante, não consegui captar a mensagem e depois falou.
- Nossa, que educada eu sou... Esme, Edward, essa é Renné. Minha mãe.
- Muito prazer, Esme, Edward. – Nos abraçou. E percebi que Bella tinha o mesmo sorriso e o mesmo nariz que Renné.
POR QUE EU ESTOU REPARANDO NISSO?
- Vamos pedir alguma coisa?? – Minha mãe falou.
- Claro. – Bella e Renné, disseram juntas.
...
Já estávamos tomando cada um seu pedido. Eu e Bella dividíamos os mesmos gostos.
Quando vi que ela pediria o mesmo tipo de cappuccino que eu... Resolvi mudar, só para ela não pensar besteira. O ruim, era que pra mim, isso foi bom. Muito bom.
- Esme, Bella não havia me contado que você traria seu filho... – Renné comentou interessada. Vi Bella fazer uma careta, como se discordasse do novo assunto que sua mãe começara. E acho que eu a ouvi dizendo: Mãe! Não!
- Ah, eu sou tãooo esquecida! – Sei. – Mas, meu Edward é uma boa companhia sabe.
- Espero não ter te incomodado, Edward. – Bella falou. Isso só me fazia pensar no nosso beijo.
- Eu que peço desculpas. – Pelo beijo. Eu não conseguiria pedir em outro momento, então espero que ela tenha entendido o recado. E pelo que vi em seus olhos, ela havia entendido sim.
- Bom, Renné, espero não ter sido problemas para vir nesse shopping, né? – Minha mãe perguntou, mas eu não achava que ela sentia. Eu já entendi todo o plano.
- Claro que não, Esme, Bella também ama esse lugar. – Renné disse como se fosse normal ir nesse shopping. No meu shopping favorito, onde desde pequeno eu gostava de vir!
NÃO PENSA. NÃO TEM IRONIA ALGUMA NO MEIO DISSO. SÃO SÓ CONCIDÊNCIAS.
- Bom, já que terminamos, vamos às compras?? – Bella parecia estar desconfortável.
- Claro, vamos filho. – Minha mãe me olhou.
Cada um pagou sua parte, ou melhor, depois de muita “briga”... Como sou um cavalheiro, ao ver de dona Esme, paguei o meu e de Bella.
Esse também fazia parte do plano.
Esme queria que Bella se apaixonar-se por mim. Duvido que fosse. Um cara que nem conhece direito, a beija do nada... Não é a melhor primeira impressão.
A parte mais estranha, é que havia sim uma parte dentro de mim, que se alegraria se o plano desse certo. É tanto estranho quanto preocupante!
- Edward? – Minha mãe chamou.
- Sim?
- Sabia que Bella vai cursar Literatura em Yale?? – Ela disse, sorte que dessa vez, eu estava mais informado.
- Sério?? – Fingi surpresa, e a admiração que tive quando descobri – Parabéns, Bella. – Sorri para ela. A mesma, corou.
- Ah, obrigada, Edward.
- Hum... Edward, soube por Bella, que você cursa jornalismo, é mesmo? – Renné questionou, vi que Bella abaixou a cabeça envergonhada.
- Ah, sim. Adoro jornalismo, quando percebi, era o que eu queria. – Ao dizer isso, pensei se Bella era o que eu queria.
- Nossa, que maravilhoso, sabe por quê?? – Disse alegre. Esperei sua resposta. – Eu também fiz jornalismo! – Agora, essa me surpreendeu. Pelo menos algum adulto, agora me entenderia.
- Nossa realmente... Ótimo, Sra. Swan.
- Pode me chamar de Renné, Edward. – E a vi trocar um olhar significativo à Bella.
- Bom, aonde vamos primeiro?? – Sempre minha mãe... Eu sinceramente percebo que metades das minhas confusões não existiriam, se dona Esme não se metesse nos meus problemas...
- Ah, eu queria ver os novos lançamentos de uns livros... – Bella disse
- Eu quero ver algumas roupas, aqui tem cada loja boa!! – Renné disse, parecia adolescente.
- Ah, já sei então... – Ai, não, lá vem bomba! – Bella, Edward pode te acompanhar, ele adora ficar vendo livros também... Diferente de mim, eu vou com você, Renné, querida! Aqui tem mesmo lojas boas!! Vamos??
Olhei para Bella, para saber se ela queria isso mesmo.
Ela sustentou o olhar e sorriu.
Isso era bom sinal. Ou não?
- Bom, quando todos já estivermos satisfeitos, um liga pro outro, ok? – Minha mãe perguntou. Todos assentimos.
E lá se foi, minha mãe e Renné, a procura de bolsas, sapatos, roupas e blábláblá...
- Hum... Edward?
A voz de Bella limpou qualquer pensamento meu, e me fez concentrar no único ponto ali: ela.
- Oi. – Esperei. Mas eu acho que já sabia...
- É... Bom... Er... Eu sei que é difícil dizer isso... Só que... – Suspirou, e finalmente olhou para mim, até então estava olhando para o chão. – Aquele seu desculpa, foi por causa do... Do? – Ela me olhou envergonhada, e vi suas bochechas corarem.
- Bella... – Parecia que o clima voltou, como se há alguns segundos, tivéssemos nos beijado. – Er... Sim. Me desculpe. Não sei o que deu em mim, sinceramente, espero que não pense o pior de mim.
- Não, não penso. É que foi... – Meu coração acelerou, será que ela iria dizer que foi ruim?? Não, Edward, nunca ninguém falou que você beija mal... Você não beija mal. O que essa garota tá fazendo comigo?? – Foi inusitado. – Suspirei. É melhor inusitado do que ruim, péssimo, horrível...
- Sério, desculpa. – Desculpa, mas eu queria te beijar agora e nunca mais te largar..., meu subconsciente pensou.
O QUE ESTÁ ACONTECENDO COMIGO? NÃO PASSOU NEM 5 MINUTOS, EU SÓ QUERO BEIJÁ-LA??? POR QUE??
- Bella... – Tentei, inutilmente, parar de pensar nessa confusão toda – Vamos?
- Ah, sim! Então têm uns livros novos que eu vi num site, e eu amo vir aqui já que tem...
- Várias livrarias que eu mais amo nesse mundo!
- Várias livrarias que eu mais amo nesse mundo!
Dissemos juntos.
A única coisa que faltava para meu coração me “empurrar”, implorando para eu beijá-la.
Nenhuma garota percebia esse meu amor pelos livros, Tanya odiava entrar nas livrarias comigo. Me deixava lá e ia ver roupas e mais roupas...
Por que eu insisto tanto em não perceber que Bella tem mais coisas em comum, comigo, do que Tanya?
Por que eu não conheci Bella antes??
Por que só agora? Para me deixar confuso? Para eu desejá-la, mais do que eu mesmo admito?
Bella me olhou de um jeito diferente, como se estivesse tentando descobrir o que pensava e ao mesmo tempo seus olhos tinham um brilho.
- Uau. Você pelo jeito também gosta, não? – Ela perguntou, mais solta, estávamos entrando na livraria.
- Sim, desde pequeno adorava, além de jogar e brincar com meus amigos, vir aqui e ver esses livros novos. Sentir esse aroma de folhas novas... Amava vir aqui.
- Amava?
- É, faz um tempo que eu não venho mais....
- Ah, já sei, é do tipo: Já cresci, eu não faço mais isso..., não é? – Me olhou, analisando, eu ri da cara que fez.
- Não! Nunca! É só que há, agora, empecilhos que me impedem, sabe? – A olhei profundamente, tentando dizer To com vontade de te beijar de novo, Bella, e eu nem sei o porquê... Só que ela não entendeu, pelo visto.
- Se eu fosse você, nunca faria isso. Empecilhos impedem de sermos o que de melhor temos em nós! – Ela me olhou pensativa. E eu percebi que ela estava certa.
- Você sabe realmente o que falar, nas horas mais necessitadas. – Ri junto com ela.
...
Comprei dois livros, ela três. Rimos bastante de algumas pessoas dizendo cada absurdo sobre alguns livros. Relembramos a infância que cada um teve.
Ela também vinha nesse shopping, quando era menor...
- Edward, vamos passar no Starbucks de novo? Acho que apenas um cappuccino não é suficiente pra mim. – Ri do jeito espontâneo que ela tinha.
- Claro, e foi bom você dizer isso, que eu também tô com uma fome!
Rimos e fomos para lá.
E eu percebia que a cada passo que eu dava, é... Eu realmente consegui gostar de alguém é tão pouquíssimo tempo.
Tanya para mim não era mais nada. Aquela rotina não se comparava às poucas palavras que eu tinha com Bella. Eu queria arriscar com ela. Eu a queria. Como nunca quis nada na vida.
...
- Nossa! Agora eu tô satisfeita! – Disse.
- Também, né... Olha situação dessa mesa! – Ela olhou para todos os nossos pedidos ali, vazios, e já amontoados! – Qualquer um ficaria satisfeito! – E comecei a rir.
- Não tem graça, Edward! – E bateu, levemente, claro, no meu ombro.
- Esse é o seu tapa? Caramba, Bella, já ouviu a palavra força?? – Era engraçado deixá-la irritadinha. Ficava muito mais interessante assim.
- Sinceramente, meça suas palavras, porque daqui a pouco você pode conhecer a minha ira, e sério, você não quer isso. – Disse me desafiando com aquele olhar que me instigava cada vez mais... Eu queria só beijá-la, mais uma vez...
- Ai, tá bom, vamos! Deixa-me pagar e daí a gente vai, okay ira??
- Você pagar de novo?? Pode esquecer eu pago a minha parte também!!
- Nem a pau, fique sentada aí que eu já volto!
- Mas... – Coloquei meu dedo sobre sua boca, eu sinceramente não deveria ter feito isso, ela me olhou surpresa e talvez interessada?
- Eu vou. Você fica ai. – Ela me olhou levantar e fui até o caixa.
Fiquei pensando naquele toque que acabei de sentir... Se era assim com o meu dedo, imagina a minha boca...
- Senhor? – A moça do balcão chamava
- Ah, sim! – Voltei a realidade de que Bella não era minha, e eu tinha uma Tanya como namorada...
- Débito ou crédito??
...
- Onde será que elas se meteram? – Bella me perguntava enquanto andávamos procurando nossas mães. Detalhe: os celulares delas estavam desligados
- Sinceramente, em alguma boutique frufru, e cheias de compras para eu carregar!
- Hahahahahaha .... – Bella começou a rir e eu até que gostei do jeito que ela ria!!
- É sério!! – Ela virou para mim.
- Tô adorando esse passeio, sabia? – Disse alegre. E eu não resisti. A última gota de controle sumiu.
- Sabia, e disso também...
Ela me olhou, questionando o que eu queria dizer. Só que antes de dizer algo a puxei para perto de mim. Sentíamos a respiração bater no rosto do outro.
Estávamos ofegantes.
Sorri para ela e fui me aproximando... Desejava tanto aquilo...
Até que eu senti aquela boca sobre a minha. Aquele doce aroma junto ao meu.
Aquele gosto...
Bella o que você faz para me deixar assim??
Eu sei, não deveria fazer isso, não deveria estar segurando-a pela cintura e a beijando no meio do shopping, com a minha mãe e a mãe de Bella por aqui, e que a qualquer mísero segundo elas poderiam nos ver.
E agora? Depois de esse maravilhoso beijo acabar, eu vou ter que encará-la, encarar sua fúria, ver que ela acha que sou um aproveitador, safado e sei lá mais o que...
DEVE SER MESMO!! PQP, EDWARD, OLHA ONDE VOCÊ SE METE, CARA!!!
AGORA QUE VOCÊ NUNCA TERÁ NADA COM ELA!!
ESQUEÇA ESSAS SENSAÇÕES E CONTENTE-SE COM TANYA, ESSE É SEU CASTIGO POR SER UM INCRÍVEL IDIOTA!!!
Eu poderia estar me xingando por dentro, mas conseguia ainda perceber as sensações que aquela boca maravilhosa me proporcionava enquanto nos beijávamos. Apertei um pouco mais sua cintura, e ela colou seu corpo ao meu.
Nisso, fiquei imaginando se fossemos namorados... Juntos em algum lugar... Ela somente minha...
Ah, Bella...
O que será que ela está pensando? Estaria gostando igual eu estou?? Será que ficou pensando nas mesmas coisas que eu fiquei?? E o nosso beijo?? Ela ficou assustada... E isso não é, definitivamente, algo bom.
O previsível aconteceu. Eu precisava de ar. Ela também.
Fui diminuindo a intensidade do beijo, a cada segundo, sentia ela mais longe de mim e a realidade mais pesada em meus ombros.
Separamo-nos. Eu ainda estava de olhos fechados, a sensação dela junto à mim, ainda parecia muito viva. Eu queria aproveitar até perceber que eu tinha que acordar.
Abrir os olhos era fácil. Falar com ela depois do beijo: era o problema.
- Bella, eu... – Ela me olhava, esperando, com certeza, uma explicação. Eu sorri, pela primeira coisa que se passou na cabeça. – Eu te pediria desculpas, só que temos que concordar que seria inútil dizer isso.
- É, nem tente usar isso. – Ela não tinha um tom de acusação na voz, parecia mais leve, mais alegre?
- Tenho que confessar que...
- EDWARD! BELLA!
Abaixei a cabeça! LOGO AGORA, elas aparecem!
Eu estava a ponto de dizer tudo, dessa confusão que está me perseguindo... Será um sinal?? Vai que não era para eu contar e... POR DEUS, EDWARD, CALA A BOCA!
Distanciamo-nos mais um pouco, e nos viramos para vê-las. Tanto minha mãe como Renné estavam prestes a explodir com tantas sacolas... É, e lá vou eu.
- Deixa que eu ajudo! – Disse.
E assim, fomos pro meu Volvo, coloquei as coisas no porta-malas, e olhei para Renné e Bella.
- Bom, as senhoritas terão o enorme prazer em nos acompanhar?
- Er... Não precisa fazer isso, Edward. – Bella disse hesitante.
- Mas, querida – minha mãe começou. Lá vem. – Não deixaremos, em nenhuma circunstância, irem sozinhas! Edward pode levá-las até sua casa! Não é, Ed?
- Claro. Seria um prazer, Bella e Renné. Que tal? – Sorri para Bella. Eu sabia que depois do clima tensão pós-beijo-que-eu-não-deveria-ter-dado, meus sorrisos de nada adiantariam... Eu vi que estava errado.
- Vamos, Bells. – Renné puxou Bella para o carro. Eu suspirei.
- Vamos, mãe, e depois teremos uma longa conversa, ein! – Disse baixinho para ela. Dona Esme sorriu!
E ali estava eu, agora, dirigindo, em direção à casa de Bella – elas já haviam dado o endereço, há alguns minutos – junto com minha mãe ao meu lado e Bella que sempre me encarava pelo o espelho. Seus olhos tentavam não demonstrar interesse quando eu a pegava me olhando, mas eu sei o que ela está pensando: o que eu queria ter dito para ela, quando fomos interrompidos.
Devo agradecer, e se eu falasse demais e até coisa errada?? Ou então deixá-la brava ou angustiada... Eu não a conhecia direito – Mas quer conhecer, pelo jeito.
Levando os pensamentos para esse lado, eu lembrava de Tanya. Como eu falaria para ela: Ah, então Tanya, sabe quando eu disse que tudo ficariam bem no final?? Então eu estava errado, e agora eu acho que estou apaixonado pela aquela garota que eu levei até o metrô, lembra??
Sinceramente não dava para falar assim.
O que eu faço agora? Eu vou machucar alguém. Alguém que eu achava gostar e muito, estava para pensar que a amava.
Mas eu não amo a Tanya, nunca amei, pelo visto.
- Edward?? – Minha mãe me cutucou.
- Hã... Oi? – Fiz uma cara de confuso, sem parar de olhar para frente.
- Sabia que você já passou da rua delas? – Me olhou, num tom irônico.
-... Puta merda... – Murmurei baixinho. – Eu já tô voltando.
- Ok. Tem certeza que você está bem? – Ela perguntou, preocupada.
- Sim, mãe, desculpe. Eu estava pensando...
- Tudo bem. – Disse simplesmente. Porém sabia que ela estava pesando cada palavra que eu havia dito, neste instante.
Demorei um pouco para voltar, maldito trânsito, mas finalmente chegamos até uma casa – e que tamanho, é difícil pode chamar isso de casa... Que tal mini prédio? – A frente tinha uma pintura de um amarelo-claríssimo, não era cheguei, estava mais para um estilo clássico. Elegante, até. Tinha jardim, garagem – ao lado – Era muito bonita, como a dona.
- Ah, Esme! Muito obrigado mesmo! Adoreiii comprar roupas com você, podemos fazer isso mais vezes, que tal?? – Renné disse energética, ri com sua empolgação.
- Claro, Renné, adorei também. – Disse minha mãe feliz, mas não tão empolgada assim.
- Muito obrigado, Edward, por cuidar de Bella enquanto estávamos fora. – Renné virou-se para mim. Minha mãe e Bella me olharam. O que eu falo?
- Ah... Sempre que precisar, Renné. Bom, não sou uma péssima companhia, né Bella? – A olhei, eu queria saber o que acharia de mim. Por que eu tô nervoso com a resposta dela?
- Claro que não. – Disse ela com um sorriso. Eu achei que ela estava sendo irônica, mas talvez fosse apenas a sinceridade. Então ela gostava da minha companhia, sorri para ela.
- Renné, realmente temos que ir! Arrumar espaço para essas maravilhosas compras que fizemos, e Edward... – Me olhou. – Tem que fazer as coisas dele, né, Ed?
- É... – Essas coisas poderiam se resumir em: ficar pensando na Bella e em como eu terminaria com Tanya e como ficaria com Bella.
- Vamos. – Minha mãe entrou no carro e Bella já estava entrando em sua casa.
- Espera! – Falei um pouco alto demais. Bella e minha mãe me olharam. Renné já deveria ter entrado, ainda bem que ela não presenciaria isso, vai que ela me achasse um galinha?? Olhei para a garota, na minha frente, para linda garota. E pelos olhos cor de chocolate, sabia que Bella estava imaginando. Calma, eu não vou beijar na frente da minha mãe, ela ficaria muito feliz, e vai que a Renné aparece, e comece a não gostar de mim. Bella se aproximou de mim, esperando o que eu tinha a dizer. – Já sabe aonde vai me levar?? – Sorri para ela, e a mesma retribuiu.
- Claro. Eu não sei se você vai gostar... – Mordeu os lábios.
- Poderia me dar uma dica, pelo menos? – Perguntei esperançoso
- Ah, digamos que você vai precisar ter talento. – Disse num tom alegre.
- Talento? Em que??
- Ah, surpresa, Edward – Disse misteriosa, como ela ficava bonita assim, me encarando e esperando eu dizer algo.
- Ok. – Ela pensou que não diria mais nada, e virou-se para entrar na própria casa. – Bella – Virou novamente.
- Oi?
- Desculpas. – Ela sorriu.
- Próxima vez, seja mais criativo, ok? – E assim fechou a porta.
Como assim criativo?
PARA DE PENSAR NISSO, EDWARD!! SUA MÃE TÁ NO CARRO, ENTRA LÁ E VAI PARA CASA!!
Ponderei meus pensamentos, e sim, era melhor eu ir. Quem sabe me distrair, eu só pensava na Bella esses dias e isso está ficando monótono. Porém eu sentia que esse tipo de monotonia, eu gostava.
Entrei no carro, e claro, com uma Esme me encarando.
- Ahh, filho! Então está dando certo?!?! – Me olhou toda feliz.
- Mãe só para esclarecer uma coisa – A olhei sério, e ela ficou meio apreensiva. – Se o plano era fazer Bella se apaixonar por mim... Não deu certo. – Ela enrugou o cenho.
- Não?
- Não. Porque quem se apaixonou, no fim, fui eu. – Disse rendido, era melhor alguém para desabafar.
- Ainnnn, filho! Que lindo! E a Tanya?? Liga para ela e termina tudo!! Quer que eu faça isso?? – Ela me olhou empolgada.
- Não, né mãe!! – A repreendi, mas ela não pareceu arrependida, nem um pouco – E eu não sei como fazer isso...
- Mas Edward, lembrando agora... Eu acho que você não pode terminar com ela, até o programa...
- QUE?? Então eu vou ter que fazer isso na frente de uma emissora internacional?? Eu não sou assim!! Imagina pelo o que ela vai passar, mãe!
- Problema é dela se ela quis ser puta ao invés de alguém feito Bella !! Filho eu tô imaginando vocês se casando e...
- Mãe. – A cortei – Não começa a viajar, ok?? Vamos indo, porque eu tenho muito que pensar.
- Só como será o melhor jeito de terminar um namoro por uma emissora internacional. Simples, filho. – Deu os ombros.
Ignorei-a e decidi que o melhor era ligar o carro e sair daqui.
...
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