Parental Control - Parte 1

4 Capítulo 4- Eu sinto que nada tá fazendo sentido!


Notas iniciais
Para minha querida e sempre Best Isa, que me suportou e riu comigo das doideras feitas por mim. Espero que goste e obrigado por sempre me ajudar, nos piores e melhores momentos. Aproveitemm!


Eu olhava para os ponteiros que indicavam meia-noite, só falta um dia para as gravações começarem.
Só falta um dia apenas para eu olhar aqueles olhos cor de chocolate e dizer: Eu escolho você, apenas você.
E só falta um dia apenas para eu olhar os olhos marejados e angustiados que Tanya teria.

Como eu faria isso com ela? Aquela que me ajudava nas piores horas, que quando eu me sentia feliz, ela era feliz também. Nos momentos em que estávamos juntos e ela sussurrava que me amava. Como tudo isso aconteceu? Em um dia, um relacionamento de dois anos, morre.
Não é culpa de Bella, longe disso, e esse é o problema. Eu não consigo ver Bella como culpada de nada. Talvez o problema esteja comigo, como eu puder fazer isso com Tanya?
Há algumas horas, ela me ligou, perguntando se estava tudo bem e se eu poderia até lá, pois ela estava sentindo saudades. Tive que mentir, e pior, eu não sentia nem um pouco de saudades dela.
Como eu pude enganá-la por dois anos inteiros??
Eu sinceramente não presto.

E nesse dilema, meus olhos começaram a se fechar, cansados.

...

- Amor? – Eu perguntava enquanto andava por um corredor.
- Sim?? – Uma voz ao longe perguntou, sem saber o porquê, eu sorri e respondi.
- Esqueceu que hoje tínhamos combinado que...
- Seria sua vez de mostrar quem mandava... Eu seii! Já tô indo! – A voz tinha me interrompido, e sem saber porquê, eu gostei do que havia falado. Eu conhecia aquela voz tão familiar. Fiquei frente a frente com um porta cor de mogno fechada.
- E como hoje é minha vez, eu decido que hora a gente começa. – Falei.
- Edward! Sinceramente... – Antes que ela dissesse algo, abri a porta.
- Amor... – Meus lábios se movimentaram, enquanto eu olhava para uma sombra atrás do vidro embaçado.
- Seu apressado. – Faltava pouco para eu senti-la em meus braços.
- Não. Eu só estou loucamente apaixonado por você. – E assim abri o vidro.


- E-D-W-A-R-D!!! ACORDA AGORA!! – Pulei com o maior susto da minha vida!

Olhei e vi que era minha mãe quase me pegando pelo pescoço!
P-Q-P, EU ESTAVA PARA VER QUEM ERA A MULHER QUE EU AMAVA NO SONHO!! POR QUÊ NINGUÉM ME DEIXAVA TERMINAR DE VER O QUE ACONTECIA NO FINAL DOS MEUS SONHOS??? NÃO ERAM MEUS???

- O QUE FOI, MÃE?? – Gritei mesmo, ela estava me atrapalhando!
- GAROTO, VOCÊ ESQUECEU?? – Ela decidiu aumentar ainda mais o tom.
- DO QUÊ?!?! – Envolvi meu travesseiro em meus ouvidos, tentando voltar a dormir.
- É HOJE EDWARD. AS GRAVAÇÕES SÃO H-O-J-E!! – Ela me EMPURROU para fora da cama!
- HOJE???? Não era amanhã, não??
- Não!!! Você realmente tem algum problema sério, filho!! Parece igualzinho ao seu pai!! – Isso não é um bom sinal, mãe???
- MAS.... Não pode ser hoje.... – Comecei a reclamar.
- Depois você reclama, agora levanta daí, toma teu banho e vamos embora... Por quê se EU me atrasar por sua causa, Edward Anthony Cullen, corra muito rápido!! – Lascou!! Usando o nome completo?? Eu acho que seria bom escutar o conselho de correr bemmm rápido.
- Tô indo, tô indo! – Sai correndo pro banheiro. Meu Deus, e o que vai ser de mim agora??

... 30 minutos depois ...

- E aí, filho, preparado?? – minha mãe estava dirigindo, em direção aos estúdios.
- Não. Definitivamente, não. – Só de imaginar, eu vou ter um encontro com a Bella.
- Calma, só pensa assim: Quando a Bella te levar pro tal lugar, se aproxima dela... Hum, já sei! Sorri daquele jeito que só você sabe fazer, nenhuma mulher resiste aquilo. E daí você a beija! O GRAN FINALE!!!! – Começou a rir sozinha, eu ein!!
- Mãe, por favor: só dirija, tá?

Como eu faria isso? Encarar a Bella e dizer à ela que eu realmente estou sentindo algo por ela? Olhar para seus olhos e perceber que o meu coração, idiota pelo visto, bate mais rápido quando sente que ela está por perto...
Mas e se Bella não quisesse? Eu sei que é uma possibilidade ridícula, mas pelo o pouco que conheço sobre ela... Não parece ser o tipo de garota que procura namorados, ela é do tipo que quer ser cortejada, tendo o romantismo no ar...
E pelo o que eu estou percebendo, ser romântico com ela... Seria ser apenas sincero sobre meus sentimentos... Eu a quero. Por que seria tão errado isso?

- Chegamos, Ed. Eu tenho que resolver uns problemas... Então, daqui é com você. Me deixe, ORGULHOSA, ouviu?? – Minha mãe fez aquele olhar de: “Se você não fizer o que digo, espere apenas o pior...”, ou seja, nada de bom.
- Eu acho que só posso pedir que torça por mim. – Disse à ela, saindo do carro.
- Claro, filho. Cuide de seu coraçãozinho, ein! – Ela assoprou uns beijos em minha direção, fiz a careta habitual de filho-com-vergonha-da-mãe, e sai em direção a um portão que tinha um sete bem grande nele.

Alguém estava lá. Será que estava me esperando? Fui me aproximando e percebi que era uma mulher.

- Olá. Você deve ser o Edward, não? – Ela estendeu a mão para mim.
- Ah, sim, sou eu. Você é...
- Meu nome é Stephenie. Sou assistente da Victoria.
- A apresentadora?
- Sim. Poderia me acompanhar? – E eu tenho outra escolha??
- Claro, vamos.
E assim, entramos em direção ao meu destino.
Eu poderia escolher a mulher certa, a qual seria para sempre A garota. Ou poderia escolher a pior opção para mim, e apenas sofrer a cruel ilusão.
Qual garota é a certa? Qual é a errada?
E. A.G.O.R.A.???

- Venha, Edward, as garotas e a Victoria já estão no estúdio. Por esse lado... – Assim ela me guiou por grandes corredores, e se eu não tivesse essa ajuda, com certeza estaria perdido.
- Ok. – Falei um pouco envergonhado, já que ela me deu uma indireta de que estava atrasado. Droga.

Entramos por um portão que realmente tinha um tamanho espantoso. E ali era o estúdio que trazia o maior dilema já vivido por mim.

- Ora, se não é o nosso Edward Cullen, da semana! – Era Victoria, e pela sua voz, ela já estava cansada de esperar.
- Er... Tive uns atrasos e desc... –
- Cof cof cof cof !! – Bella deu uma crise de tosse que nem minha vó acreditaria. Ah! Eu já sei, ela não queria que eu ficasse pedindo desculpas sem eu realmente ter vontade.

Dá pra perceber o quão ligados, já somos? Eu dei um sorriso em sua direção e me voltei para Victoria.

- Bom, como começamos??
- Será simples: enquanto aguardávamos sua chegada, Leah ganhou no sorteio para saber quem seria a primeira a te levar para o lugar escolhido. O carro já está a nossa espera. Seus pais e sua namorada estão prontos para ver o começo das gravações, tem uma equipe daqui lá. E então? Preparado?
- Sei lá, se bobear eu não vou querer fazer a última parte...
- Edward, é a melhor parte! – Sorriu e passou por mim – Agora, venha Leah e Edward. Bella você nos assistirá pelo telão, tá?
- Sem problemas. – Ela estava sorrindo, espero que seja para mim, pois hoje eu queria que fosse o nosso dia.

Eu ia falar um ‘oi, e aí? ‘, mas Victoria me puxou inesperadamente e não teve outro jeito. Tive que ir.

- Edward? – Olhei para Leah – Eu preciso te perguntar uma coisa.
- Pode falar – Estávamos na van, indo no lugar que ela havia escolhido.
- Eu sei que você pode não estar mais querendo a Tanya, a sua namorada, mas...
- Mas? – Aonde ela queria chegar?
- Não deveria ser da minha conta, mas eu sei que você e a Bella...
- ... Leah, eu... – Fiquei atônito, como ela sabia?
- Sou amiga da Bella, não se preocupe. Eu só quero saber se você sabe realmente o que está sentindo.
- Ah, bem, é complicado. Eu, em dois anos de convívio direto com a Tanya, nunca senti nada mais que uma atração física, daquela que só fica melhor naqueles momentos... Bom, com a Bella, desde o dia em que vocês duas foram na minha casa, eu senti algo mais lá no fundo. Não era só a beleza, o jeito como ela estava ali, perto de mim. Foi algo que eu nunca senti, e tenho certeza que isso se aproxima do que os meus pais sentem um pelo outro. E eu sempre quis isso. E quando nos beijamos... Ah, Leah, é mais do que posso entender. Só sei que não consigo mais fugir disso.
- Uau, você tá me lembrando...... – Ela travou e percebeu o que estava para falar.
- Lembrando...? – Tentei fazer com que ela continuasse. Ela deveria, então, saber como a Bella estava se sentindo com tudo isso.
- Eu... Eu acho que não posso falar sobre isso para você, desculpa.
- É sobre a Bella?
- Edward, eu não....
- Por favor, Leah... – Lembrei da minha carta na manga – Sabia que eu tinha que te fazer uma proposta e só lembrei agora?!
- Proposta?
- É assim, no dia em que eu te conheci, eu percebi que você dava certo e perfeitamente certo com um melhor amigo meu, ele se chama Jacob. Ele é um cara muito legal e educado, e eu contei pra ele sobre você, e ele quer te conhecer.
- Edward, você está brincando??
- Não. Está vendo como eu sou um bom amigo??
- Ai, eu não sei, não... – Ela me olhou em dúvida
- Depois de esse reality acabar, eu ajudo vocês dois a se encontrarem em algum lugar legal e ai, vocês começam a se conhecer melhor! Que tal?
- Hum.... Ah, tudo bem. Eu só entrei nesse reality para acabar com minha timidez, isso pode acabar bem, também.
- OK, combinado!..... Agora você poderia me contar?????
- Ela só não pode descobrir.
- Minha boca é um túmulo.
- Ela era bv.
- O QUE????????????????????????????????????????????????????????????????? – Não acreditei no que ela tinha acabado de pronunciar
- É, ela me contou como se sentia maravilhosamente bem com você e que até estava tendo uns sonhos estranhos e que estava achando que era você neles, só não tem essa certeza.... E aí, gostou?
- Ela disse se tinha gostado do beijo?
- Sim. Foi o melhor que ela poderia ter ganhado.
- LEAH, VOCÊ FEZ O MEU DIA VIRAR O DIA!!

Eu nunca pude imaginar. Bella nunca havia beijado antes? O engraçado era que eu me sentia muitíssimo feliz. Ninguém nunca sentiu o que eu tinha sentido com ela.
E só ela sabia dessas sensações maravilhosas através dos nossos beijos. Apenas os nossos!
Eu devo estar com uma cara de retardado agora! Só porque eu não paro de sorrir.

Isso, pelo jeito, influencia muito na sua decisão, né?
Isso já virou uma decisão.

Bella, me aguarde. Próxima etapa: dizer toda a verdade!

Leah olhou para mim, e falou:
- Poderia parar de sorrir, me desculpe, mas tá assustando.
- Ops, é que depois do que você me falou... Eu tô pensando em tanta coisa que eu e a Bella podemos, agora...
- Edward. – Ela me interrompeu. – Não é só porque ela teve o primeiro beijo com você, que ela vai te idolatrar e vocês viveram felizes para sempre. – Ela me olhou com pena. Percebi que ela só queria ajudar. – Ela tá triste e confusa, por causa da sua namorada. Que convenhamos, nunca vi uma garota tão grossa igual a ela.
- Tanya tem um gênio forte... – E depois de dizer isso, percebi que era algo que eu sabia faz tempo, já que Leah não fora a primeira a dizer isso...
- Bom, chegamos!

A porta da van se abriu.
Estávamos em uma praia. Mas, como eu era um cara da cidade, estar em praias não era muito a minha praia, entende?
Leah sorriu para mim, e olhou de lado para a câmera.

- Tá pronto para fortes emoções? – Estávamos um pouco perto do mar, e ela teve que falar em voz alta.
- Como estamos em rede internacional, eu diria SIM. – Falei alto.

Nós começamos a rir.
E sem querer, e contra minha vontade, pensei na risada de Bella. Como ela fechava seus lindos olhos de um jeito tão fofo, e esticava seus lábios, mostrando os seus dentes e após isso, entonava uma gostosa gargalhada.
Leah pegou na minha mão e percebi que ela me levava em direção a alguns jet-skis

- Ah... – Parei, e ela virou para mim.
- Você nunca andou em um?
- Não. – Fiquei meio sem-graça. Um cara como eu, nunca tinha andado de jet-ski? Se mate, alguns diriam...
- Fica tranquilo, eu te ensino, ok? – Ela sorriu para mim e me puxou.
Imaginei o que Tanya provavelmente disse quando escutou isso:
- E quem ela acha que é pra dizer que sabe ensinar algo? E que sorriso vulgar foi esse? – Sua voz estaria meio grossa, fica assim, quando ela tá estressada.
Meu pai, que escolheu Leah, a defenderia dizendo:
- Pelo menos, ela sabe mais que alguém aqui. E o sorriso dela é sincero, tenta aprender algo com ela Tanya.

Eu ri. Como sabia tanto assim deles? Bom, não sei, mas entendo que aconteceria algo dessa forma.

Leah sentou no jet-ski azul dela. E chamou.

- Edward? Você já montou num cavalo?
- Sim. – Eu alternava, entre olhar para aquele jet-ski tão grande para a garota morena.
- Pensa como se fosse isso... Só que... Er, não é um animal.
- Isso eu percebi de longe. – E ri.

Tá, ok. Foi meio ridículo como eu subi naquele troço enorme, mas eu consegui.
Agora pensa que todo mundo viu essa sua cena ridícula. Acessa o Youtube, coloque: a cena mais ridícula que alguém já fez na história da humanidade. Olha, você ganhou fama!
Cala a boca!

- Então, agora, você liga o motor. – Leah estava ao meu lado, já com o seu jet-ski ligado. – É como se fosse uma moto... É, pensa assim.
- Tá, eu vou ligar.

Girei a chave metálica que já estava ali. E senti aquilo vibrar. Ok, um passo já foi dado.

- Se eu pensar como moto, então aqui seria o acelerador? – Perguntei a Leah, apontando.
- Isso! Tá vendo que não tem segredo? – Ela riu e foi indo. – Agora, tenta me alcançar!
- Vai ser difícil. – Gritei, já sentindo aquela sensação maravilhosa no meu rosto. Segui Leah, até chegarmos numa parte da praia que tinha rochedos.
- Olha pro horizonte. – Ela se virou e eu segui com o olhar.

Era pôr-do-sol. E eu já tinha visto esta mesma cena em filmes, vídeos... Mas, quando você está ali, sentindo o gosto de água salgada, aquela sensação revitalizadora... Não tenho mais palavras.

- Bem, eu acho que nosso tempo aqui acabou. Vamos voltar. – Ela me olhou. Não estava triste, parecia que estava relaxada, como se aquele passeio tivesse ajudado tanto para mim quanto para ela.
- Ok.

Demoramos uns 15 minutos. Chegamos e sentamos num banquinho perto da praia. Lógico que, ao nosso lado, a câmera estava presente.
Não sei por que, mas eu pensava que era Tanya ali.

- Me diz por que você decidiu me trazer aqui. – A olhei, percebi que não tínhamos nenhum assunto.
- Ah, bem. – Ela sorriu. – Eu cresci na costa, não muito longe daqui. Meu pai trabalha com equipamentos de mergulho e outras coisas. Aprendi tudo sobre mar. Estou fazendo biologia na faculdade e vou me especializar com animais marinhos, óbvio. Cresci amando esse mundo, Edward. E nós daqui sabemos que, o mar sempre ajuda a acalmar os tormentos internos das pessoas. É como se a gente deixasse tudo ara trás. Só para buscar um equilíbrio interno.
- Uau. – Olhei para ela impressionado. Vi que o câmera estava sinalizando que devíamos terminar a conversa. – Eu adorei ter conhecido este lugar, eu nunca vi desse jeito o mar e tudo em uma praia, Leah. Sempre estou correndo para fazer tudo ou cheio de problemas... Eu agradeço por tudo mesmo, e claro, adorei ter conhecido você. – Sorrimos e nos abraçamos.

O câmera desligou. E eu sabia que Tanya estaria furiosa com a parte de ter adorado conhecer Leah. Mas era verdade, a garota era super educada, engraçada, gentil, inteligente e sincera. Não dá para fingir odiar alguém assim!
Fomos para a van e de volta para o estúdio.
Vimos Victoria a nossa espera.
- Meus queridos! Que bom revê-los! Vimos tudo, claro, e Leah! Que excelente lugar! Um dia, eu passarei lá!

Vi um sorriso falso e forçado vindo de Victoria, mas eu sabia que fazia parte de seu trabalho. Senti que Leah percebeu o mesmo que eu.

Olhei para o lado e Bella estava ali. Percebi que ela estava quieta, pensando em algo.
Já está pensando se é sobre você que ela está pensando? Mais humildade, Edward.

- Bella, querida! – Victoria a chamou. Ela saiu de sua cadeira e veio até nós. – Bom, Edward, já gravamos com sua família... – Ela me olhou como se lembrasse de algo cômico... Ah, não... – E seu passeio com Bella, só será realizado amanhã.
- Amanhã? Por quê? – Não! Eu queria que fosse hoje!
- Foi um pedido feito por ela... – Victoria olhou para Bella, a mesma corou.
- Mas...
- É melhor assim, meu caro! E não se preocupe, amanhã estaremos todos aqui! – Seu sorriso me fez ficar com vontade de ter pena dela. Era como se ela não quisesse estar amanhã aqui... Mas, por quê a Bella pediu isso? Fazia parte do lugar que ela me levaria?
- Ah, Edward? – Bella me olhou envergonhada.
Lembre-se: vocês só se viram uma vez. Não deixe que Victoria perceba algo!
- Oi? – A olhei como se fosse pela primeira vez.
- A Victoria esqueceu de mencionar que...
- AH, é, mesmo querido! – Ela interrompeu a Bella. Ah, alguém tira essa falsa-que-não-quer-trabalhar daqui? – Você deve vir com um traje a rigor...
- Traje a rigor? Então... – Antes de concluir meu pensamento, quem vocês acham que interrompeu?
- Bom, por hoje é só! Temos muito a fazer agora! As vans estão esperando por cada um! Stephenie levará vocês. – E assim, finalmente, Victoria se foi!

Bella não olhou para mim, em nenhum instante mesmo depois que Victoria havia partido... Isso me magoou... Ela estava brava comigo?

...

Abri a porta de casa com receio.
E se eu encontrasse os corpos de meus pais jazidos no chão da sala de estar, com uma Tanya sedenta de desejo pelo meu sangue, como vingança?
Ou então, uma Tanya pendurada pelo pescoço, já morta, e meus pais rindo e gritando: FINALMENTE! O MUNDO ESTÁ BONITO OUTRA VEZ! A PAZ ESTÁ RESTAURADA! A FILHA DE CRUZ-CREDO SE FOI!
Eu estava ficando maluco. Outra nota mental: procurar um terapeuta!!
Suspirei e criei uma falsa coragem.

Não havia nenhum corpo na sala. Algo bom, pelo menos.
Vi que a luz da cozinha estava acesa. Fui para lá.

Engraçado, estava tendo uma sensação de filme de terror. Como quando vemos aquela futura vítima do assassino andando em direção do lugar que não deveria estar indo, olhado para tudo, e vemos como se fossemos aquela pessoa.
Edward, eu acho que você tá indo pro outro time! Seja homem, pelo amor de Deus!
Balancei a cabeça, agora eu era xingado mentalmente. Que lindo!

Estava meu pai cozinhando e minha mãe na mesa.
- Edward! – Meu pai se virou com um sorriso e me abraçou. – Foi engraçado a parte em que você foi subir no jet-ski. – Gemi de raiva.
- Pai, por favor, não me lembre.

Olhei para minha mãe. Ela estava quieta.
Um aviso dentro do meu peito gritou: ANORMAL. ANORMAL. O MUNDO ESTÁ ACABANDO. CORRA, AGORA! ALGO DE MUITO GRAVE ACABOU DE ACONTECER.

- Mãe? – Olhei para ela. – Aconteceu alguma coisa?
- Bella. – Ela disse baixinho. Eu gelei.
- O que aconteceu??
- Você nunca me falou que gostava da Leah, filho.
- Mas, mãe, eu gosto da Leah como amiga.
- Não foi o que eu vi.

Olhei para o meu pai. Tentava buscar uma ajuda.

- Você tinha que ver a Tanya. Só faltou ela pular encima da televisão de raiva. Tenta não encontrar ela na rua, eu acho que ela vai tentar te matar, filho. – Meu pai falou.
- Ah, obrigado pelo o aviso. Sério que foi tão ruim assim?
- Eu segurei sua mãe umas quatro vezes. Só para as duas não se matarem.
- É, foi feio. – Droga. Eu tenho culpa se sou gentil com as pessoas? Pelo jeito isso é ruim, aos olhos dos outros!
- Mãe, eu tô gostando da Bella. Leah já sabe disso. E eu vou juntá-la com o Jacob. Eu não a vejo como uma possível namorada, mãe. Estou falando sério. E eu nem fiz nada que parecesse isso. Só porque eu fui gentil, que você já ficou desconfiando, é?
- Desculpa filho, é que eu estou tão feliz em ver você pensando e desejando a Bella, que quando o vi como você ria junto de Leah, eu pensei que você não gostasse tanto assim da Bella como eu pensava que gostava...
- Ok, Dona Esme, eu te desculpo. Mas, agora, vamos dormir?
- Pode ir, filho. Vamos recarregar as energias que utilizamos para segurar a fera, aqui hoje...

Eu ri da cara que meus pais fizeram.
Só a família Cullen mesmo.
Corri para o meu quarto, troquei de roupa rápido, e mesmo que eu tivesse a necessidade de refletir sobre as coisas que Leah me falou sobre Bella... A única coisa em que eu pensava era sobre tentar ter novamente aquele sonho que minha mãe interrompeu e descobrir quem era a mulher.
Mesmo eu já sabendo quem era... Tinha que ser ela...
Bom, o dia foi cheio de emoções, mas o que eu realmente quero chegará amanhã.

Notas finais
Reviews, e divulguem a fic, POR FAVOR??? BRIGADAAAAAAAA ;)