Paraíso Sombrio

16 Espírito selvagem


Notas iniciais
Yo, minna! Tudo bem com vocês? Capítulo passado deixou todo mundo revoltz aqui no Nyah! Os leitores cheios de expectativas com o momento NaruHiniano mais quente de todos, o maior amasso... Seria uma pena se... Alguém viesse e... BATESSE NA PORTA! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Kiba, meu filho, você já chegou embaçando a vida dos protagonistas? Assim não dá! Assim você vai ser expulso da fic a pedradas! Kkkkkkkkkkkkkk Aviso para a Nação GaaInoniana: o casal sensação reaparecerá em breve, viu? Gente, estou sendo ameaçada por causa do Jiraya! Meodeos, vocês não tem noção da quantidade de mensagens que recebo dizendo que, se eu matar o Ero-sennin, vão sequestrar o meu cachorro (que eu não tenho, mas tudo bem), vão salgar o meu Toddynho (que crueldade), pessoas desejando que shampoo caia no meu olho caso o Jiraya morra, e que minha cama se encha de formigas. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk É bom ver vocês empolgados com a estória e se apegando aos personagens, isso me dá uma sensação de dever cumprido. E... será que o Jiraya vai morrer, gente? Será? Ah, meodeos, tenho que falar uma coisa pra vocês: CONSEGUI OUVIR O NOVO CD DA LANA DEL REY! Eu estava há dias enlouquecida pra ouvir, e enfim encontrei o álbum completo disponível em uma página da internet. (assunto não relacionado à fic, eu sei, mas fala sério, gente... a Lana nunca decepciona) hihihihihi Detalhezinho que passou despercebido para alguns... MEU POVO, CADÊ O AKAMARU? Viesh! Ele vai aparecer jajá, hihihihi Lembrando que boa parte do passado da Hinata continuará velado, mas algumas coisas importantes serão reveladas nesse capítulo, então... fiquem espertos! Desculpem pela nota imensa.Espero que gostem do capítulo! Boa leitura, e nos vemos nas notas finais!



Memórias de um passado distante

Duas enfermeiras. Três. Uma quarta chegava agora, para tentar conter a menina dos olhos perolados, que mesmo sendo apenas uma criança, era impossível de ser controlada quando estava em “crise”. A garota esperneava e gritava enlouquecidamente, seus olhos focados em um ponto vazio. Próximo de onde se fixava o olhar da menina, um garotinho observava aquela cena, a expressão atônita.

–Não estão vendo?! – a menina gritava, enquanto tentava se desvencilhar das mãos insistentes das enfermeiras. Seus olhos se arregalaram ao ver uma quinta pessoa se aproximar, dessa vez com uma seringa na mão – Não! Não quero mais tomar injeção! Olhem ali! Não estão vendo aquele cachorro?! Ele vai... ele vai me atacar! Ele vai atacar todo mundo! Olhem! – ela pedia, desesperada. Uma das enfermeiras conseguiu enfiar a agulha sob a pele da garota, que aos poucos, foi desfalecendo, a voz se perdendo em meio ao temor – Não estão... vendo... aquele... menino tem... um... – mas não conseguiu concluir a frase, sendo vencida pelo medicamento e levada para um quarto distante dali.

No pátio do grande sanatório, muitos outros pacientes observavam aquela cena, alguns sem sequer dar conta do que acontecia, outros muito confusos. Mas a expressão mais curiosa era a do garotinho recém-chegado, alvo dos gritos de desespero da menina que esperneava a sua frente, alguns minutos antes.

Ela também conseguia ver o espírito que o acompanhava. Ela era como ele.

Aquela garota tinha um Dom.

O menino sorriu. Não estava sozinho no mundo, no final das contas.

Dois dias se passaram sem que ele pudesse ver a menina dos olhos perolados. O garoto já estava preocupado. O que haviam feito com ela?

Foi quando, caminhando pelo corredor, dirigindo-se até seu leito, ele se deparou com a figura miúda de uma garota encolhida junto a parede, sentada no chão. Ele suspirou de alívio, e se abaixou perto dela.

–Oi.

Ela ergueu a cabeça, e ao ver o menino, deu um pulo de susto. Seus olhos se arregalaram de medo, os lábios se abrindo, prestes a gritar. Mas a mão do garoto foi mais rápida, tapando a boca da menina, impedindo-a de chamar atenção.

–Ssshhhhiii... Você não quer que te levem de novo, quer? – ele perguntou, ainda com a mão sobre a boca dela.

A menina balançou a cabeça, negando, os olhos cheios de lágrimas.

–Ótimo. Você não precisa ter medo de mim. Nem dele.

Ela piscou, as lágrimas rolando fartas, a expressão de pavor em seu rosto ficando cada vez mais evidente na medida em que seus olhos se focavam num ponto ao lado do menino. A garota então voltou seu olhar novamente para ele.

–Sim, eu sei que você pode vê-lo. Você não é louca. Ele é real. Mas apenas você e eu conseguimos enxerga-lo até agora.

Ele tirou a mão da boca dela devagar, na esperança de que ela não gritasse. Mas a menina parecia, pouco a pouco, estar se acalmando.

–Meu nome é Kiba. Inuzuka Kiba. Muito prazer. – disse o garoto, estendendo a mão para a menina. Mas ela continuava a encará-lo com os olhos arregalados, paralisada – Qual é o seu nome?

–Hy... Hy-Hyuuga Hinata. – ela conseguiu dizer.

–Hyuuga? – o menino surpreendeu-se, franzindo o cenho – Acho que ouvi meu pai falando sobre essa família uma ou duas vezes... parecia um assunto complicado... – ele começou a divagar, mas logo se deu conta de que Hinata continuava fitando-o, assustada – Não precisa ter medo dele. Akamaru não vai machucar você.

–Akamaru? – ela repetiu, sem entender do que ele falava.

–Sim. É ele que você vê. E se consegue vê-lo, significa que você é, de alguma forma, como eu.

–Não... não estou entendendo. – ela sussurrou.

Kiba resolveu sentar-se ao lado de Hinata, e encostar-se na parede junto dela. Antes de falar, suspirou pesadamente, tentando organizar os pensamentos. Era muita coisa para lidar, e ele era apenas uma criança.

–Minha família... bem, meus pais descendem de um clã que possui algumas habilidades com espíritos selvagens. – explicou, como se aquela fosse a coisa mais natural do mundo. Mas Hinata já estava acostumada a enxergar coisas anormais, de modo que aquelas palavras não a surpreenderam muito — A cada novo membro de nosso clã, é concedido um espírito protetor, que o acompanhará por toda a vida. Nosso poder evolui na medida em que o nosso espírito amadurece.

Hinata permanecia em silêncio, e a cada palavra dita por Kiba, notava a figura do animal se tornando mais nítida ao lado dele. O pequeno cachorro estava quieto ao lado do garoto, como se também esperasse que ele terminasse de contar a história.

–Minha mãe me disse que, ao longo dos anos, aprendemos a controlar o poder do espírito que nos protege, e aos poucos, ele passa a fazer parte de nossa própria alma. Quando eu conseguir que Akamaru e eu sejamos um só, significa que consegui dominar o poder que ele possui. Mas... – ele parou, como se tivesse chegado em um momento desagradável da história.

A menina apenas continuava a observar o pequeno cachorro, absorta em pensamentos. Se ele era um espírito que protegia aquele garoto, por que ela conseguia vê-lo?

–Eu sou apenas um moleque. – ele falou, exibindo à Hinata um sorriso amargurado demais para uma criança. Kiba parecia ser muito maduro, apesar da pouca idade, o que significava que devia ter passado por muita coisa na vida – Meus pais iriam me ajudar a conhecer o poder do Akamaru, e a controlar as aparições dele, para que, um dia, pudéssemos ser um só.

–E onde estão seus pais? – ela perguntou.

–Mortos. – Kiba respondeu, sem medir as palavras – As pessoas disseram que foi um assalto, mas eu não acredito. Tinha gente atrás dos meus pais. – ele disse, e Hinata viu os olhos do garoto se perderem no vazio daquelas palavras.

–E como... como você veio parar aqui?

–Bom... Quando eu soube da morte dos meus pais, acabei perdendo a cabeça, e como Akamaru é parte da minha alma e consciência, ele acabou se descontrolando também. E, como meu pai havia me dito, nós viramos um só. E destruímos toda a casa onde morávamos.

Hinata encarou o garoto, sem compreender.

–Não foi culpa minha... nossa. Eu não estava consciente, nem ele. Eu estava perdido na solidão e no desespero. Então os vizinhos acabaram me dopando e me trazendo pra cá. Acharam que eu havia enlouquecido.

–Mas eles não sabiam que...

–Não. Apenas as pessoas de nossa linhagem sabiam dos espíritos selvagens com quem dividimos nossas almas. E alguns amigos de meus pais também. Um pessoal de uma tal ORDEM...

–Nunca ouvi falar disso.

–Pois é. Mas meus pais iam frequentemente à essa ORDEM, e depois de uns tempos, minha mãe começou a dizer coisas estranhas pra mim. Ela dizia que... caso eles desaparecessem ou coisa parecida, eu deveria dominar o poder de Akamaru, aprender a invoca-lo sozinho e não ir jamais atrás deles. – explicou, tristonho – Desde que cheguei aqui, esses caras me dopam o tempo inteiro, e eu não consigo manter a energia selvagem dentro de mim. Por isso ele ganha forma, e fica ao meu lado. E... ninguém deveria perceber isso, mas você consegue. Você o vê.

Hinata assentiu.

–Desculpe por aquilo... naquela hora, ele não queria atacar você. Ele ainda é um filhote. Só queria brincar.

Ela olhou novamente para o pequeno animal. Akamaru colocou a língua para fora, e abanou o rabo. Hinata sorriu um pouco.

–Ele gosta de você. – falou Kiba, sorrindo para ela.

–Eu posso tocar nele?

–Não... você pode vê-lo, mas ele ainda é um espírito.

–Por que as pessoas da sua família possuem um espírito protetor?

–É um Dom. Sua família também deve possuir um, já que você consegue vê-lo.

Hinata se encolheu. Não gostava de falar sobre sua “família”.

–Não... eu sou a única “aberração” da família. Minha mãe é normal. E eu não tenho lembranças do meu pai. – ela explicou, e seu tom de voz era tão frio e vazio que fez Kiba estreitar os olhos para ela.

–Só porque você é diferente não significa que é uma aberração. Meus pais chamam isso de Dom.

Hinata exibiu ao novo amigo um sorriso desgostoso.

–E olha só onde esse “Dom” nos trouxe...

Kiba segurou a mão de Hinata, entrelaçando seus pequenos dedos nos dela. O tom de sua pele contrastava com o da menina, e ele se eriçou um pouco ao sentir o quanto ela era fria. Hinata parecia uma boneca sem vida.

–Nós vamos sair daqui, um dia. Você vai ver. – ele prometeu, sorrindo de forma confiante.

–Como pode ter tanta certeza?

–Porque eu encontrei você. E se você é como eu, é sinal de que existem outros como nós. Você me deu esperança, Hinata. Precisamos acreditar nisso.

Hinata assentiu fracamente, mesmo sem acreditar naquelas palavras.

Fazia muito tempo desde que a esperança se esvaíra de sua vida.

Nos dias que se seguiram, a cada nova sessão do “tratamento”, a cada injeção com a qual era sedada, Hinata se fechava um pouco mais para a vida, e nem a confiança e amizade de Kiba eram suficientes para salva-la. Aos poucos, Hinata deixou de enxergar Akamaru, e não tinha certeza se Kiba estava controlando as invocações, ou se ela simplesmente selara aquilo que Kiba chamava de “Dom”. A cada dia que passava ali, ela sentia sua energia se estagnando, sua visão perdendo a habilidade de enxergar além do que a realidade permitia.

O medo dos choques e das drogas a fechara para o Dom e para o sorriso de Kiba, mesmo que o garoto insistisse em estar com ela e dar-lhe forças para prosseguir. Hinata simplesmente não conseguia ser como ele. Kiba era confiante, maduro e esperto, jamais perdia a esperança.

No coração congelado de Hinata, não havia mais espaço para esses sentimentos.

Alguns meses se passaram.

Aquela parecia ser uma manhã como qualquer outra no sanatório. Hinata evitava andar pelos corredores, com medo de que pudesse ver algo ou alguém que a fizesse entrar em crise. Embora sua visão não despertasse para aquilo há algum tempo, ela preferia não arriscar.

–Hinata! Hinata! – ela ouviu uma voz conhecida e apressada chama-la.

A menina se levantou da cama e abriu a porta. Viu Kiba a sua frente, respirando com dificuldade.

–Hinata! As enfermeiras estão vindo buscar você pra outra sessão! – ele falou, seus olhos arregalados com a urgência que sentia.

Aquelas palavras despertaram a menina de sua habitual nuvem de torpor.

–O quê? Mas eu não fiz nada! – ela alegou, entrando em pânico.

–Eu sei! Rápido, você tem que se esconder!

–Me esconder aonde, Kiba? Não tem lugar pra se esconder aqui, eles vão me achar de qualquer jeito! – ela disse, colocando o rosto entre as mãos, em sinal de desespero. Algumas lágrimas começavam a se acumular em seus olhos, o que a deixou um pouco surpresa. Há muito tempo ela adormecera suas emoções.

–A gente dá um jeito! Anda! – ele chamou, nervoso.

Mas era tarde demais. Algumas mulheres de branco já se aproximavam do quarto.

–Ei! Por que vão levar a Hinata? Ela não fez nada de errado! – Kiba falou, com raiva.

Uma das enfermeiras empurrou o garoto bruscamente para fora do quarto, fazendo-o chocar-se de costas contra a parede.

E, para a surpresa de todos, ouviram Kiba rosnar.

As mulheres, assim como Hinata, voltaram seus olhos para o menino, a expressão chocada. Mas antes que a atenção das enfermeiras se voltasse para Kiba, que começava a se descontrolar ao lado de Akamaru – embora somente ela soubesse disso, mesmo que não pudesse mais ver o espírito selvagem ao lado do amigo – Hinata atirou um vaso de flores no chão.

E outro.

As enfermeiras novamente focaram sua atenção na menina. Hinata quase suspirou de alívio. Bastava que a levassem – não precisava que Kiba se submetesse àquela tortura por causa dela.

Elas então agarraram a menina que fingia estar descontrolada, e aplicaram a injeção. Antes que Kiba pudesse reagir àquilo, ele percebeu os olhos perolados o fitarem intensamente, como se ela o estivesse repreendendo.

Antes de fechar os olhos, Hinata tirou algo do bolso e jogou no chão sem que as enfermeiras percebessem. Kiba viu a menina ser levada dali, e seus olhos se encheram de lágrimas por não poder fazer nada a respeito. Ele era só um menino, afinal.



Aproximou-se dos destroços deixados por Hinata, em seu “ataque fingido”, e viu o que ela deixara cair.

Uma tira de couro trançado, provavelmente feita em uma das oficinas promovidas pelo sanatório, na intenção de “distrair e ocupar” os pacientes. Havia um pequeno metal grudado à tira, com o nome “Akamaru” escrito.

Ele apertou o presente na mão, olhando fixamente para a porta por onde Hinata havia sido levada.

Aquele lugar era o inferno.

Três dias depois do incidente em seu quarto, Hinata voltava ao convívio dos outros pacientes, meio dopada, meio desperta. Caminhou lentamente pelo grande pátio do sanatório, cambaleando um pouco, procurando por Kiba.

Depois de alguns minutos, ela começou a ficar nervosa. Não conseguia encontra-lo de jeito nenhum.

Será que o haviam levado também?

Com aquele pensamento na cabeça, Hinata se dirigiu até uma das enfermeiras que vigiava o pátio. Com certo receio, ela resolveu perguntar pelo amigo.

–Com licença... Você viu o Kiba? Inuzuka Kiba? Um garoto mais ou menos da minha idade, moreno...

–Ah, Kiba! – a enfermeira se lembrou – Esse garoto foi embora daqui.

–O quê? Como assim? – Hinata perguntou, entrando em pânico.

–Ontem, alguém veio buscá-lo. Ele foi embora.

Hinata encarava a mulher com uma expressão surpresa, confusa e... tristonha.

–Tu-tudo bem... obrigada. – ela falou, afastando-se da enfermeira.

A menina caminhou até um ponto isolado do pátio, e sentou-se ali, querendo organizar seus pensamentos.

Tentou se sentir feliz por Kiba. Afinal, sair dali era um vitória. Ele merecia ser livre. E ela esperava que, quem quer que o tivesse levado, cuidasse dele e o fizesse muito feliz.

Mas não pôde deixar de se sentir triste também. Estava sozinha novamente.

Ela deixou-se afundar totalmente na escuridão e torpor que já a engoliam, e não havia mais ninguém para salvá-la daqueles sentimentos. Os dias passaram devagar, dolorosos e solitários.

Hinata nunca mais viu o menino do espírito de cachorro.

***



Quando terminou de contar tudo – ou quase tudo – os olhos perolados novamente se focaram no homem à sua frente. Naruto a encarava com uma expressão séria, e os dois não disseram nada por alguns minutos.

O loiro suspirou pesadamente. Ele se levantou, e estendeu a mão, para que Hinata pudesse se erguer também. Mas antes mesmo que pudesse firmar-se de pé, ela sentiu Naruto puxá-la para si, e envolve-la em um abraço.

Hinata ficou paralisada por um momento, sem compreender aquele gesto. Um dos braços do loiro a enlaçava fortemente pela cintura, enquanto a outra mão entrelaçava-se aos seus cabelos negros. Sem nada dizer, ele aproximou o rosto do dela, mas para a surpresa de Hinata, Naruto depositou um beijo em sua bochecha.

–Desculpe ter feito você se lembrar dessas coisas. – ele sussurrou, o rosto ainda perto demais do dela.

Hinata apenas assentiu, e enterrou a cabeça no peito de Naruto, o que o surpreendeu. Continuaram abraçados, em silêncio, enquanto, mentalmente, ele desejava poder novamente tomar aquelas dores para si. Perturbava-o que Hinata sofresse daquela maneira.

Ele a abraçou com mais força.

–Isso é bom. – ela falou baixinho contra a pele do peito nu do loiro.

Naruto sorriu um pouco.

–Dorme comigo hoje. – ele pediu.

Hinata ergueu a cabeça, encarando-o.

–Só dormir. Não vou atacar você. – ele prometeu, e viu a morena estreitar os olhos para ele. O loiro sorriu mais abertamente – Confie em mim.

Hinata deu um passo para trás, desvencilhando-se dos braços de Naruto. Mas ele a puxou de volta.

–Gosto disso também. – ele sussurrou, colando a testa na dela – Sentir você perto. Seu calor na minha pele.

A morena o encarou, sem conseguir dizer nada. Novamente ela tentou se soltar, mas o abraço de Naruto era mais forte.

–Não faz isso... não foge de mim. Fica. Por favor. Eu só quero te sentir perto essa noite.

Hinata suspirou.

–Tudo bem... mas... vamos dormir! – ela avisou, encarando-o.

Ele sorriu e roçou os lábios no pescoço da morena. Hinata sentiu as mãos de Naruto deslizando por sua cintura de forma sedutora, e sem conseguir pensar em nenhuma outra forma de se desvencilhar... ela o beliscou.

O loiro se encolheu, reprimindo uma gargalhada. Ele a puxou novamente para a cama, acolhendo-a em seu peito.

Hinata se acomodou confortavelmente nos braços de Naruto, sem deixar de se atentar ao calor da pele dele na sua. Sentia a mão do loiro acariciando a pele de seu pescoço, e sem perceber, acabou adormecendo. O cansaço psicológico causado pelas lembranças de seu passado a vencera mais uma vez.

Ele permaneceu acordado, encarando o teto, enquanto pensava em tudo o que Hinata havia lhe contado.

“Tem algo mudando dentro de você. Consigo sentir.”

Naruto revirou os olhos.

“Achei que tivesse selado você.”, ele pensou, reclamando com Kyuubi.

“Tome cuidado.”, ela avisou, com certo receio.

“Não enche.”, o loiro respondeu, desaforado.

Mas sabia que Kyuubi estava certa.

Hinata se mexeu em seus braços, aconchegando-se um pouco mais, o corpo grudado ao dele. Naruto olhou para ela, sentindo um aperto no peito. Aquela garota despertava nele sentimentos estranhos, e aquilo começava a incomodá-lo.

Ele também sentia algo mudando dentro de si, e vendo Hinata dormir em seus braços, tinha medo de que ela acabasse mudando sua vida como já estava mudando seu coração.

Notas finais
Oi! E ai? Gostaram? Uuuuhhhh, sinto que alguém está começando a se dar conta dos próprios sentimentos, hein? Narutim, não fique narutando as coisas. Hinatinha precisa de você. O que acharam do passado da Hinata com o Kiba? Viesh, ele veio pra abalar as estruturas mesmo, hein? Como eu já disse nas notas iniciais, algumas pessoas vão reaparecer na estória... Não se esqueçam de comentar e me dizer o que acharam do capítulo! A opinião de vocês é minha principal inspiração para continuar a escrever, então não deixem de dar suas opiniões e de recomendar a leitura dessa fic aos amigos... a autora-san, como sempre, agradece. Não sei quando sai o próximo capítulo, mas vou tentar disponibilizá-lo o mais rápido possível. Bjks!