Para sempre, primeiro amor

17 Capítulo 17 - A dor da separação


Notas iniciais
Oi, gente. Postei tão rápido o capítulo 16 que não vi que foi sem título. Eu ri muito depois, mas agora já era. Dessa vez tentei demorar menos, mas no processo acabei adoecendo e fiquei super desanimada para escrever. Mas eis aqui um capítulo novo. Espero que gostem e perdoem os erros!

Ela tentou manter uma distância considerável depois do que aconteceu. Não podia comprometer a irmã e nem o sobrinho, por isso era melhor se manter assim. Tomou todas as medidas de apoio e incentivou Hinata a voltar à sua cidade. Lá ela tinha seus amigos e não precisaria aguentar a pressão psicológica, que estava indo longe demais.

Claro que também tentou convencer a irmã a responsabilizar o pai do garoto, e isso seria suficiente para suprimir as investidas do pai delas. Mas ela estava irredutível quanto a isso.

Como se não bastasse, acabou envolvida em uma situação que poderia complicar ainda mais o quadro. Havia dormido com Konohamaru, o advogado da irmã. Literalmente dormido. Não sabia se haviam chegado às vias de fato, havia bebido tanto whisky que suas memórias se dissolveram completamente. Sua única lembrança foi ao amanhecer, onde se viu em um ambiente estranho e saíra correndo sem aviso. Só descobriu quem era porque recebeu uma mensagem de desculpas após o episódio.

A dor de cabeça que teve foi terrível, mas nada foi maior do que sua ressaca moral. Aproveitou a viagem de negócios para fugir para o mais longe que podia e se afastar definitivamente. Mas ainda assim, seus pensamentos traziam-na de volta, como um castigo, uma forma de se torturar. Não conseguia focar em nada. Estava sendo covarde e omissa, e esse fato estava enlouquecendo-a.

Postergou por mais de meia hora na frente do espelho, se deveria voltar para a reunião, que deveria se arrastar pelo restante do dia, ou dar qualquer desculpa para voltar ao hotel. Sabia a responsabilidade que tinha nas mãos por ser representante do grupo Hyuuga, mas também era humana, e estava sem cabeça para pensar sobre qualquer coisa. Ela não temia retaliações e nem se deixava levar pelas opiniões do pai, pelo contrário. Sempre teve uma visão muito clara de quem ele era, e esse tempo todo trabalhou para que ele perdesse o que tanto prezava, o poder.

Puxou uma toalha de papel e secou levemente o rosto. Era melhor voltar para a reunião e ocupar a mente. Assim que pegou o celular em cima da bancada ele vibrou, indicando uma mensagem.

Várias emoções passaram por seu rosto em segundos quando leu o nome do contato. Vergonha, medo, constrangimento… Mas essa não era ela. Teria que enfrentar o que havia feito, afinal era adulta.

A mensagem foi imediatamente lida e respondida. Digitou freneticamente no celular, que logo voltou a vibrar com uma chamada.

Pigarreou antes de aceitar.

ㅡ Desculpe falar assim, não sabia se me atenderia ㅡ Konohamaru falou e ela pode imaginá-lo corar.

ㅡ Tu-tudo bem. ㅡ Xingou-se mentalmente por ter gaguejado. ㅡ Mas o que aconteceu?

ㅡ Hanabi, é um assunto delicado. Se houvesse outro jeito, eu nunca trataria dessa forma, mas é uma situação extrema…

ㅡ Konohamaru, vamos ㅡ cortou-o. ㅡ Seja direto. Eu já sei de tudo isso. Quero que me diga o que aconteceu com minha irmã. Esse é o único motivo plausível para você estar me ligando e se justificando dessa forma.

"Não, não era", sua mente acusou.

Konohamaru suspirou antes de falar.

ㅡ Sua irmã sofreu um acidente de carro e está hospitalizada e seu pai está dificultando muito as coisas. É de extrema importância que você volte imediatamente.

ㅡ Como? ㅡ Foi só o que conseguiu falar. Suas costas apoiaram na parede, antes que ela perdesse a força nas pernas. ㅡ E meu sobrinho?

ㅡ Ele está bem, Hanabi. Mas precisamos de você. O Hiashi está tomando medidas absurdas e eu estou começando a temer pela integridade da sua irmã. Desculpe, eu sei que ele é seu pai.

ㅡ Não, eu sei. Eu o conheço.

ㅡ E quando volta?

ㅡ O mais rápido possível.

Já havia roído todas as unhas e a ansiedade não passava. Começava a mordiscar as pontas dos dedos.

ㅡ Relaxa, cara!

Naruto encarou o amigo com uma expressão ameaçadora. As notícias de Hanabi não eram tão boas, ela não podia vir imediatamente. Estava muito longe para arrumar um voo de última hora e o tempo também não estava propício. Ele teria que segurar as pontas até que ela pudesse vir. Hiashi nem poderia desconfiar que ela estava ciente.

O telefone tocou em cima da mesa e Konohamaru prontamente atendeu.

ㅡ Eles chegaram.

Ele analisou o amigo por alguns segundos.

ㅡ Você está com medo ㅡ constatou.

ㅡ E se ele não gostar de mim?

Konohamaru suspirou.

ㅡ Cara, ele é seu filho. De alguma forma vocês têm uma ligação inquebrável. E ele ser idêntico a você é a prova disso.

Naruto assentiu, a expressão ainda preocupada. Passou as mãos no rosto e se levantou para receber os tios de Konohamaru e o filho na recepção.

Nem deu tempo dele iniciar uma caminhada de um lado para o outro, a porta logo foi empurrada e uma figura pequena e loira passou como um raio.

ㅡ Boruto! ㅡ Kurenai vinha logo atrás tentando contê-lo.

Naruto foi rápido o suficiente para pegá-lo antes que ele corresse pelo escritório adentro.

ㅡ Calma aí, garotão!

Todos ficaram paralisados com o contato dos dois. Era possível até ouvir um alfinete caindo com o silêncio que tomou conta do ambiente. Ambos os pares de olhos azuis se encaravam mutuamente.

Era real a conexão de pai e filho. De alguma forma os dois se reconheciam. Ambos se reconheciam nas feições um do outro. A curiosidade de Boruto era evidente em seu rosto, e a expressão de Naruto estava tomada pela mais profunda emoção.

Todos os demais sentiam-se como intrusos em uma cena tão particular e bonita.

Para a surpresa de todos, o garoto colocou a mão sobre a bochecha de Naruto, que quase se desmontou de emoção com o gesto de carinho.

ㅡ Você sabe quem sou eu? ㅡ perguntou sem saber o porquê, os olhos marejados encarando o menino. A ação de Boruto parecia um resto de reconhecimento. Como se ele o conhecesse de alguma forma, ainda que aquela fosse a primeira vez que falaram algo um para o outro.

ㅡ Você é o papai ㅡ o garoto disse para a surpresa de todos.

ㅡ A conexão de pai e filho é surreal ㅡ comentou Konohamaru com o tio, enquanto encaravam Naruto interagir com a criança.

ㅡ Essa é história é muito especial, mesmo. Não imagino como é para ele viver tantas surpresas boas e ruins ao mesmo tempo.

ㅡ Nem eu… tio, preciso falar com você. Estou preocupado com a situação da Hinata e de mãos atadas, mas não quero preocupar o Naruto agora e nem que ele se envolva no caso.

ㅡ Tudo bem, vamos à sua sala.

Os dois caminharam discretamente até a sala do advogado. Konohamaru contornou a mesa e indicou a cadeira de visitas para que seu tio sentasse.

ㅡ Quero que analise esses documentos ㅡ ele entregou um maço de folhas para o tio. ㅡ Eu estava pronto para entrar com um recurso, mas a Hinata não chegou a tempo, infelizmente. Ela nem chegou a ler os papéis. Acredito que desde que a mãe morreu ela estava alheia a toda situação.

Asuma leu o conteúdo e logo o choque tomou sua face.

ㅡ Isso é grave ㅡ falou. Remexeu-se na cadeira incomodado. ㅡ Isso é muito grave. Todos esses anos… ela não precisava ter passado por tudo isso.

Konohamaru limitou-se a assentir com uma expressão de tristeza.

ㅡ Como está o caso dela?

ㅡ Péssimo. Uma amiga está atendendo ela, mas as notícias não são boas. Ela bateu a cabeça com muita força e sofreu traumatismo craniano, que causou um inchaço que deve diminuir ou não nas próximas horas. Além disso, foi operada às pressas por causa de uma perfuração no pulmão. ㅡ Konohamaru se calou por um momento e quando voltou a falar, sua voz era apenas um sussurro. ㅡ Talvez ela nem acorde mais.

Asuma puxou um cigarro do bolso da calça e quase acendeu. Era pior do que ele pensava.

Se Hinata não acordasse, as coisas iriam de mal a pior. O pai dela seria o herdeiro temporário de Hinata, além de tutor de Boruto. Nem Hanabi poderia interferir sem uma luta na justiça, caso ele demonstrasse interesse. Naruto teria que entrar na justiça para reconhecimento de paternidade e com certeza Hiashi dificultaria o processo.

Asuma apertou as têmporas, tentando pensar.

ㅡ Estou deduzindo que você tem um plano.

ㅡ Talvez… conversei com a irmã dela brevemente. O primo dela me procurou antes de tudo acontecer para me dar umas dicas de onde procurar e encontrei o testamento da mãe dela. Acredito que tenha mais coisas de onde veio isso.

ㅡ É um tiro no escuro.

ㅡ Eu sei.

Batidas soaram na porta e Naruto colocou a cabeça para dentro.

ㅡ Eu estou levando Boruto para tomar um sorvete. Qualquer problema, ligue.

Konohamaru assentiu e ele logo se retirou.

ㅡ Você sabe que isso é contra a lei. O certo seria entregar o menino à assistência social.

ㅡ Eu sei! Ele também sabe. Mas não vou negar o desejo de um pai que foi privado de participar da vida do filho. Isso é cruel.

ㅡ Então esteja preparado. Hiashi está muito quieto, deve estar preparando algo.

Dias depois…

Naruto observava sua pequena cópia dormir. Desde que Boruto chegou ele estava dedicando toda a sua atenção a recuperar o tempo que lhe foi roubado. Ele ainda não podia ver Hinata no hospital, mas ter o filho ao seu lado estava lhe mantendo de pé. Hanabi ainda não havia voltado e por isso as coisas continuaram estagnadas.

Sakura vinha mantendo-o informado sobre o caso de Hinata. Ela lhe contou que Hiashi já havia tentado interferir diversas vezes em procedimentos clínicos e até ameaçou retirá-la do caso dela, caso descobrisse que ela estava vazando informações. Mas ela não levou as ameaças a sério.

O inchaço intracraniano havia cedido, mas o quadro dela não havia apresentado melhoras significativas. Ela não respondia a nenhum estímulo. Os medicamentos para induzi-la ao coma haviam sido cortados há dias e ela não apresentou nenhum sinal de consciência. Isso abateu quase que por completo qualquer esperanças que eles tinham de que ela pudesse acordar. Naruto só não enlouquecera de vez porque precisava estar inteiro para o filho. Não conseguia imaginar um mundo em que o pequeno tivesse que crescer sem Hinata. A pessoa que o amou, protegeu e cuidou acima de tudo e todos, apesar das suas escolhas.

Engoliu em seco e balançou a cabeça para dispersar o sentimento negativo que tomava conta de seu peito.

Seu telefone tocou e ele rapidamente atendeu, ansioso por alguma notícia que o tirasse daquele estado letárgico.

ㅡ Onde você está? ㅡ era Konohamaru. Naruto estranhou a urgência em seu tom de voz.

ㅡ Em casa, acabei de colocar o Boruto para dormir. Aconteceu alguma coisa?

Konohamaru suspirou, esgotado.

ㅡ Precisa se apresentar ao juizado de menores. O Hyuuga enviou um conselheiro tutelar e oficiais de justiça para buscar o menino… Sinto muito, Naruto. Mas é melhor obedecer por hora, parece que foi tudo armado e se não entregá-lo, terá um problema maior.

Naruto não pensou duas vezes antes de jogar o celular na parede, fazendo voar estilhaços de vidro.

ㅡ Maldito Hyuuga! ㅡ gritou.

Não demorou para que Boruto aparecesse na sala esfregando os olhos sonolentos.

ㅡ Papai…

Naruto foi até ele rapidamente. O coração já apertado e a garganta queimando para liberar o choro. Engoliu em seco.

ㅡ O que foi, campeão?

Como se sentisse a separação iminente, Boruto abraçou o pai, passando as mãozinhas pelo pescoço dele. Deitou a cabeça no ombro dele.

ㅡ Quero a minha mamãe. Quando ela volta? ㅡ Naruto o afastou para poder olhá-lo. ㅡ Você não vai mais embora, não é?

O loiro engoliu em seco com medo de começar a chorar na frente do filho. Apenas balançou a cabeça em negativa.

ㅡ Não importa onde você esteja, eu e a mamãe vamos sempre estar aqui ㅡ ele tocou onde deveria ser o coração. ㅡ Então sempre que se sentir sozinho, se você colocar a mão aqui, vai sentir eu e a mamãe perto de você.

O menino assentiu o abraçou novamente. O coração de Naruto ficou apertado ao imaginar a confusão que estaria a mente do menino e que levá-lo ao juizado pioraria tudo. Sua vontade era de fugir com ele, sumir do mapa, para que ninguém pudesse fazer mal a ele. Mas ele não podia. Simplesmente não podia abandonar tudo e deixar Hinata a mercê de Hiashi. Teria que combatê-lo o mais rápido possível, era temporário.

Com o coração na mão, arrumou as poucas coisas que o menino trouxera e o preparou para sair. Não falou nada, tentou ser o mais atencioso possível. Precisava ser forte. Precisava se agarrar com todas as forças no dia seguinte e no outro, e no outro, e no outro.

O menino se distraiu rapidamente e ficou até feliz em dar um passeio. Mas ele sabia que seria a coisa mais difícil da sua vida conseguir deixá-lo lá.

Muito relutante entrou com ele e uma mochilinha azul no juizado de menores. As paredes de cimento queimado que formavam o corredor principal pareciam tão frias e sóbrias que o faziam querer correr dali com Boruto nos braços.

A recepcionista indicou uma sala de espera e informou que o juiz o chamaria para conversar. Naruto deixou o filho brincando com a assistente social e entrou para a sala de julgamento.

ㅡ Então o senhor é pai da criança? ㅡ o juiz indagou após breve explicação do caso.

ㅡ Sim. Sou.

ㅡ E onde está seu advogado?

ㅡ Eu não tive tempo hábil, mas sou advogado, meritíssimo. Conheço as leis. Por isso estou aqui.

ㅡ Certo, senhor Uzumaki. Aqui me consta que o garoto não possui reconhecimento de paternidade e que o avô materno reclama a guarda.

ㅡ É um equívoco, senhor juiz. Descobri recentemente a paternidade e já solicitei o reconhecimento.

ㅡ Tem como provar?

Naruto entregou um documento.

ㅡ Pelo que vejo não houve exame de DNA, como pode ter certeza que é o pai dele?

ㅡ A mãe dele tem uma integridade inquestionável e… ㅡ ele pausou e a constatação o fez soltar uma risadinha orgulhosa. ㅡ Ele é a minha cara.

ㅡ Certo. Tragam o menino por um instante ㅡ o juiz disse, olha por debaixo dos óculos para os policiais.

Boruto foi trazido pela assistente social e correu para os braços do pai assim que o viu. Era inacreditável a ligação que ambos construíram em pouquíssimo tempo.

ㅡ Oh, então você é o Boruto? ㅡ o juiz perguntou em tom carismático.

O menino balançou a cabeça freneticamente.

ㅡ Quem é este que está te segurando?

ㅡ É meu papai.

ㅡ E como você o conheceu?

ㅡ Minha mamãe me mostrou ele na foto quando eu chorei muito e ele foi na minha casa uma vez e depois eu vim pra cá. ㅡ Gesticulou com as mãozinhas apontando de Naruto para ele. O loiro ficou bastante surpreso com a memória e inteligência do filho.

ㅡ E você gosta dele?

Boruto assentiu freneticamente mais uma vez.

ㅡ Eu adoro que ele tá comigo, mas também quero a minha mãe. Sinto muita saudade dela, dói aqui ㅡ o garoto confessou pela primeira vez, apontando para o peito. A garganta de Naruto se fechou e ele engoliu em seco.

ㅡ Muito bom! Agora porque não vai um pouco lá para dentro enquanto eu termino de falar com seu pai?

Boruto assentiu e pulou do colo do pai, segurando a mão da assistente social. Era muito esperto para um garoto de quatro anos.

ㅡ Bom, senhor Uzumaki, devo concordar que fisicamente ele herdou todos os seus genes.

Um sorrisinho de lado escapou em Naruto.

ㅡ Mas infelizmente não posso liberá-lo sem um exame. O senhor é tutor direto da guarda, caso seja comprovada a paternidade. Enquanto isso, a guarda do menino deve ficar sob a responsabilidade do avô.

ㅡ Mas meritíssimo… não pode fazer isso. Ele já passou por coisas demais nos últimos dias, não pode separá-lo do pai.

ㅡ Senhor Uzumaki, infelizmente esse é o procedimento. Assim que comprovar a paternidade, a tutela será de sua responsabilidade… enquanto isso, o menino vai ficar com o tutor imediato.

O juiz bateu o martelo sem dar espaço para mais indagações e o policial indicou a saída a Naruto. Ele já imaginava que aquilo aconteceria, mas a sensação de ter que sair dali sem o filho era mil vezes pior do que imaginara.

ㅡ Eu posso conversar com ele? ㅡ perguntou à assistente social que assentiu e se retirou momentaneamente. ㅡ Filho, vem aqui.

Boruto que estava brincando com carrinhos levantou o rosto e se levantou, correndo até ele.

ㅡ Já vamos para casa, papai? Eu gostei daqui mas eu quero ir para sua casa. ㅡ Naruto ficou aflito ao notar o medo do filho de ser deixado lá. Ele já havia entendido o que aconteceria.

ㅡ Escuta filho, lembra do que eu disse, que a mamãe e o papai sempre estariam aqui ㅡ ele disse e tocou onde estaria o coração, o menino assentiu. ㅡ Então, hoje você vai ter que ficar aqui e sentir a mamãe o papai bem aqui. E eu prometo que venho o mais rápido possível te buscar.

ㅡ Não papai, não. Eu não quero ficar aqui ㅡ Boruto se agarrou desesperadamente às roupas do pai. ㅡ Por favor, não vai embora, papai!

ㅡ Filho, é rápido. Você nem vai sentir minha falta.

ㅡ Você prometeu, papai. Você prometeu que não ia mais embora ㅡ Boruto o olhou magoado, os seus olhinhos cheios de lágrimas.

ㅡ Não faz assim, campeão. Já, já o papai está de volta.

A assistente social entrou novamente na sala, indicando que o tempo tinha acabado.

ㅡ Não me deixa aqui, papai ㅡ Boruto se agarrou ainda mais à Naruto.

ㅡ Eu venho logo, meu filho. Não esquece que eu te amo! ㅡ Naruto se desfez do aperto de Boruto delicadamente e saiu correndo da sala, antes que o pegasse e o tirasse dali à força. Também não queria que o filho o visse chorar. O olhar magoado de Boruto iria lhe assombrar a noite inteira.

Naruto caminhou de volta pelo corredor cinza. Todo seu corpo tremia de raiva, tristeza e dor. Lágrimas quentes rolavam pelo seu rosto e queimavam o desejo de vingança. Faria Hiashi se arrepender custe o que custar.

Notas finais
E aí, gente? Acho que daqui pra frente o sofrimento diminui consideravelmente. Mas o que acharam da relação pai e filho? Eu quis que eles tivessem uma ligação instantânea. Será que a Hina não vai acordar mesmo? Vishe. Ainda não decidi se aprofundo Sasusaku, mas pelo andar da carruagem, não irei. A história deles vai dar muito pano pra manga e eu não quero mais alongar desnecessariamente. Então, não sei... Enfim, gostaram do plot da Hanabi? kkkkkkk Ela vai fazer acontecer. Aguardem!