Notas iniciais
Oi gente, como estão?
Eu tô mega cansada, final de semana não fiz nada além de estudar, alguém me salve por favor? Sesshoumaru? *-* uashuahsu
Bem, vamos entrar na reta final da fic com este capítulo (:
Espero que gostem!

Naquela manhã o sol não havia aparecido. O céu estava cinzento ameaçando chover. Parecia que os planos de Rin, Mayumi e Seya para o piquenique no campo teriam que ser adiados.

- Parece que vem tempestade por ai, Rin. É melhor levar um guarda-chuva. — disse Souta.

Suspirou.

- Acho que é melhor eu ligar para Mayumi-chan e avisar que vamos adiar.. Como jii-chan está?

- Tudo na mesma. Ele continua se recusando a ser levado para o hospital, o médico disse que não tem como ele ser tratado em casa.

Durante a semana, o avô de Kagome teve algumas indisposições resultando em uma grave pneumunia. Era literalmente uma missão impossível tentar convencê-lo a ir a um hospital.

- Hãm.. Oi, Rin. Eu.. vi que a porta de sua casa estava aberta e.. você sabe né? — disse Seya. — Vem tempestade por aí. Então, má ideia fazer um piquenique hoje. — deu um sorriso brincalhão.

- Ah, oi Seya. Está tudo bem.. Eu já ia ligar para Mayumi-chan para cancelar nosso passeio de hoje.

O rapaz se aproximou.

- Algum problema?

Suspirou.

- Jii-chan ainda está doente e não quer ir ao hospital. Ele diz que a "hora dele chegou e não há nada que possamos fazer".

Seya revirou os olhos.

- Acho que eu posso dar um jeito nisso. Posso vê-lo?

- Hãm.. Claro. — disse. — Souta, pode ligar para Mayumi-chan por favor?

- Claro, deixa comigo!

xxx

Rin e Seya entraram no quarto onde o avô de Kagome estava. Estava visivelmente debilitado e muito dramático, já que essa era sua característica principal.

- Como está jii-chan?

- Não está vendo? Estou morrendo!

Seiya bufou.

- Ah, fala sério, velho!

- Seya! — Rin o repreendeu.

Seya parou na beirada da porta apoiando-se nela de costas, com os braços cruzados.

- Se você vai morrer é porque você quer. Tem a chance de ficar melhor, é só parar com a palhaçada e ir para o hospital.

- Garoto não diga bobagens, sabe que não devemos nunca interferir no nosso destino! E sinto que a minha hora chegou.

- Se sua hora tivesse chegado o médico não lhe diria que para melhorar você teria que ser levado ao hospital, gênio. — retrucou.

Rin não conseguia acreditar no que estava vendo. Seya e e seu avô brigando feito crianças. Era uma coisa inacreditável. A menina os observava perpléxa.

- Agora preste a atenção velho: — disse Seya num tom mais sério. — Se você quer morrer, é problema seu eu não importo e nem vou sentir a sua falta. Mas você tem uma família que te ama acima de tudo. Então pare com essa bobagem de destino e vá logo para o hospital, muitas pessoas gostariam ter essa mesma chance que você tem agora.

Dito isso Seya se retirou do quarto sendo seguido por Rin.

- Sermões. Eles sempre ajudam. Ele vai mudar de ideia a respeito de ir ao hospital — deu um meio sorriso. — Ah, e de nada.

A menina ficou sem palavras. Não sabia se o repreendia ou se o agradecia. Seya definitivamente tinha um jeito úinico de ser.

- Olha.. Eu preciso ir.

A menina notou uma mudança repentina no comportamento de Seya. Sua feição se fechou, como se tivesse lembrado de algo ruim.

- Ei, espere. Aonde você vai?

- Vou ver a minha mãe.

xxx

- Rin, já disse, não era para você ter vindo!

- Não importa. Alguma coisa aconteceu, você sentiu algo.. Eu sei.

O rapaz parou e a olhou intensamente. Ambos já estavam em frente ao quarto de Azumi.

- Vocês não deviam estar aqui. Por favor vão para sala de espera. — disse uma enfermeira, sua voz era urgente.

E num roupante, Seya adentrou no quarto se deparando com sua mãe imóvel e os aparelhos desligados.

- Quando isso aconteceu? — o rapaz perguntou, sem tirar os olhos de sua mãe, a voz sem vida.

- Já fazem algumas horas, tentamos contactá-lo antes mas.. — tentou se explicar a enfermeira. — O médico responsável já está vindo falar com você. Eu sinto muito.

- Seya, você está bem? — Perguntou Rin, ainda perplexa com a notícia.

- Por favor, vocês tem que se retirar.

- Me dê uns minutos. — disse o rapaz.

Sua voz era tão autoritária e suplicante ao mesmo tempo que a enfermeira apenas acenou com a cabeça deixando-os no quarto.

Seya olhava sua mãe sem vida intensamente. Até que deu um passo em sua direção.

- Posso vê-los.. — sussurrou. — Os emissários do outro mundo.

- O que disse?! — a menina exclamou.

Seya aproximou-se mais ainda de sua mãe e a tocou com o dedo indicador em sua testa, delicadamente. Algo aconteceu, com um leve movimento para direita pôde ser visto um tastro de luz.

Segundos depois ouviu-se um grande suspiro.

- Você está bem?

Aos poucos Azumi abria os olhos e logo se deparou com Seya bem perto de si.

- Melhor agora. — sorriu.

Rin assistia a tudo calada e boquiaberta. A menina não queria ter pensamentos que a levassem mais dúvidas.

- Rin?

A voz séria de Seya, que estava de costas para a menina, a sobressaltou.

- Seya.. — sussurrou.

- Você pode ir agora, por favor.

- Eu..

- Mais tarde nos falamos.

Rin não entrou em discussões, apenas atendeu ao pedido de Seya, saindo logo em seguida.

- Seya.. — a voz de Azumi era um pouco falha.

Com um gesto de carinho, Seya passou a mão nos cabelos de sua mãe.

- Obrigado. — disse Azumi.

- Não por isso. — deu um meio sorriso.

- Você finalmente lembrou-se de quem realmente é. — sorriu. — Me desculpe por mentir.

O rapaz acenou com a cabeça.

- Você tem uma nova chance agora. — disse chegando mais perto de seu rosto. — Faça boas escolhas e reconstrua a sua vida.

- Sim. Farei isso.

- Promete?

- Eu prometo. — deu um meio sorriso. — E você vai ser muito feliz. Não quero uma promessa, isso é uma ordem.

Seya deu uma gargalhada.

- Que tipo de filho eu seria se desobedecesse uma ordem de minha mãe?

- Venha cá, me dê um abraço.

Com um demorado abraço ambos se despediram.

- Espero que arrume uma boa desculpa para explicar que você voltou a vida. — disse ao pé do ouvido.

Azumi sorriu o abraçando mais ainda. De certa forma aquele era o jeito certo para as despedidas. Não pensar nas respostas era algo que Azumi sempre fazia e tornava as coisas mais fáceis.

Notas finais
Muito beeeeeeeeeem! Estamos muito perto agora de saber quem é Seya! Vocês estão preparadas? :B
Até a próxima, beeeeeeeijos!