Notas iniciais
Oi gente! Nossa, quase não posto hoje. Tive que reescrever o capítulo inteiro! A anta aqui forçou o desligamento do pc sem antes salvar o arquivo ¬¬ rs
Bem vamos a leitura!

Sentada em frente a janela de seu quarto, Rin observava a chuva cair. A tempestade só aumentara desde que voltou para casa naquele dia. A menina estava sozinha em casa, quando chegou encontrou um bilhete de sua mãe informando-lhe que ela e Souta haviam levado seu avô para o hospital. A menina não se conteu e deu uma risada.

"É, sermões sempre funcionam." — pensou, lembrando-se de Seya.

Suspirou.

Será que as coisas ficariam ainda mais complicadas?

A menina desceu até a varanda de sua casa, podia sentir a claustrofobia se aproximando. Era enlouquecedor esperar por ele ainda mais tracada naquele quarto que não era seu. Será que ele realmente voltaria? Será que seria naquele dia? Rin tinha tantas perguntas e no entando era reconfortada pelo fato de realmente confiar na palavra de Seya.

E como num piscar de olhos Rin avistou uma silhueta conhecida. Lá estava ele parado bem a sua frente. Os olhos fixos e aquele meio sorriso brincalhão nos lábios.

E sem se importar com a chuva que estava caindo, Rin correu em direção de Seya dando-lhe um abraço.

O rapaz correspondeu ao abraço e logo em seguida e pegou pelo rosto olhando-a profundamente. Era como se estivesse analisando-a.

- O que aconteceu?

- Minha mãe está bem. Ela vai ter a chance de recomeçar uma nova vida.

- O que aconteceu com você?

- Eu.. já me lembrei de meu verdadeiro propósito aqui. Não tenho muito tempo para explicar as coisas agora, eu realmente preciso ir.

- O que? Não! Quer dizer.. — a menina tentava encontrar palavras para se expressar, mas estava muito confusa. — Porque?

Seya por sua vez pegou a mão de Rin virando sua palma para cima. Logo em seguida pegou um papel dobrado em seu bolso colocando-o ali.

- Eu havia escrito isto para você bem antes de encontrá-la por aqui. E hoje eu.. terminei esta carta, por assim dizer. — deu um meio sorriso. — Eu quero que você leia quando se sentir preparada, em lugar onde se sinta segura.

Rin acenou com a cabeça.

- Agora eu preciso ir.

- Seya.. — disse a menina com os olhos marejados.

E no mesmo instante o rapaz tornou a abraçá-la. Rin enterrou seu rosto em seu pescoço não contendo suas lágrimas. Seya a abraçou mais forte.

- Não se preocupe. Nos veremos em breve.

- Em breve quando?

Seya pegou seu rosto com as mãos.

- Acha mesmo que te deixaria assim tão fácil se não tivesse a certeza de que nos encontraríamos depois? Isso não é uma despedida. É um até logo. — deu um meio sorriso.

Com um beijo na testa, Seya se afastou. Rin estava em um estado tão confuso que não conseguira se mexer, apenas o observava partir. A medida que se afastava e seus olhos já não conseguiam localizá-lo um clarão chamou-lhe a atenção, atravendo o céu, em meio a um lindo arco-íris.

Sengoku Jidai

Inuyasha corria por entre a floresta nos arredores da caverna onde Sesshoumaru estava. A verdade era que o poderoso youki que sentia nos últimos anos desaparecera repentinamente, despertando sua curiosidade. Sesshoumaru não era um youkai que desistia, muito menos que se deixava ser derrotado. Era difícil de se admitir mas para Inuyasha, Sesshoumaru ainda viveria por muito tempo.

O meio youkai logo dispersou seus pensamentos ao se deparar com uma mulher em frente a caverna. Ela tinha os cabelos negros-azulados presos em um rabo-de-cavalo e suas roupas indicavam que era uma sacerdotiza.

No mesmo instante uma luz caiu como um meteoro dentro da caverna.

A mulher sorriu.

- Acho que meus serviços não serão mais necessários.

- Quem é você? O que faz aqui? — rosnou.

- Eu não sou uma ameaça para você nem para ninguém. As coisas entraram em seus eixos. Agora só falta o principal acontecer. — sorriu.

Gendai


[RIN POV]
Confusa. Esta é única palavra que me descreve fielmente no momento. Ultimamente eu estava bloqueando qualquer tipo de dúvida, mas depois do que vi, do que aconteceu.. Seya trouxe Azumi-chan a vida, assim como Sesshoumaru fez comigo. Mas.. ele não tinha a tenseiga e no entanto, eu tinha a mais absoluta certeza que aquela luz era mesma luz da katana que devolvia a vida de Sesshoumaru.

Suspirei.

Como podem dois dias inteiros terem se passado desde que Seya fora embora e eu nem se quer percebi? Sei que devia estar um pouco mais preocupada com jii-chan, que ainda permanecia no hospital, mas.. Parte de mim — a maior dela — me direcionava a um rumo completamente diferente, um rumo que ultimamente eu desistira de tentar entender; mas agora que Seya se fora nada mais fazia sentido.

Abri a gaveta de minha mesa de cabeceira e encontrei a carta de Seya, que até então eu não tinha lido. O papel já estava um pouco amassado devido as vezes em que a curiosidade falava mais alto. Mas sempre me lembrava das palavras de Seya: Eu quero que você leia quando se sentir preparada, em lugar onde se sinta segura.

Eu não estava preparada e muito menos no lugar onde eu queria estar. Não que eu não me sentisse bem e segura aqui mas.. aqui não era o meu lugar.

Ouvi a sineta do templo, o que despertou de meus pensamentos. Já fazia um bom tempo que ninguém vinha visitar o templo. Quem seria?

Fui até a janela e vi uma mulher de cabelos negros-azulados partindo. Certamente percebera que jii-chan não estava lá. Mas mesmo assim, algo nela me chamou a atenção. Corri até a escadaria a tempo de alcançá-la.

- Ei!

A mulher parou e virou-se. A minha surpresa foi imediata.

- Azumi-chan?

Azumi-chan estava incrivelmente linda em um vestido branco de alças até os joelhos. Seus olhos expressavam alegria e seu sorriso em resposta quando me vira, era contagiante. Dá última vez que a vira estava bastante debilitada. Era difícil de acreditar de que aquela mulher era a mesma mulher que estava em estado terminal semanas antes.

Eu continuava a encará-la, incrédula.

- Olá, Rin. Pensei que não havia ninguém por aqui, então fiz minhas preces rapidamente. Já estava de saída.

- Ah.. É! Ojii-chan está no hospital, por isso que o templo está.. abandonado esses dias.

- Algo grave?

- Não.. Nada de grave.

Ela sorriu.

- Na verdade, eu não vim aqui apenas para fazer minhas preces. Seya comentou uma vez que você vivia aqui. Queria encontrá-la para me despedir.

- Se.. despedir?

- Sim. Vou reconstruir a minha vida. É mínimo que posso fazer por ele e.. por mim.

Eu estava chocada. Será Azumi-chan perdera a memória? Como poderia estar tão calma?

- Sabe.. — ela disse. — Eu devo a minha vida a ele. Eu devo tudo a ele.. Eu estava no fundo do poço quando ele apareceu e mudou a minha vida. E eu tenho certeza que vocês dois vão se reencontrar. E quando esse dia chegar diga a ele que serei eternamente grata, por tudo.

- Mas você nem se quer..

- É como eu disse a você daquela vez: — disse interrompendo-me. — Há certas coisas inexplicáveis que ocorrem em nossas vidas das quais nós não precisamos procurar as respostas. Seya foi meu milagre pessoal. E Espero que cuide bem dele quando voltar a vê-lo.

Eu não tinha uma resposta racional para aquilo. Acenei com a cabeça.

- Posso te dar um abraço?

- Mas é claro!

Não pensei duas vezes. Talves aquela fosse a últma vez que a veria e eu me sentia tão triste por isso! Eu a conhecia a pouco tempo mas.. ela era uma pessoa que assim como as outras que encontrei neste novo mundo, fazia a diferença.

Senti-me tão familiarizada com aquele abraço. Não por sentir que a conhecia antes, mas ao me abraçar eu tive a sensação de que já não estava nesta Era e sim no verdadeiro lugar onde deveria estar.

- Adeus, Rin. Espero que nos encontremos algum dia.

Com um sorriso nos lábios, Azumi-chan afastou-se. E eu fiquei ali ainda com a carta de Seya nas mãos e com uma estranha esperança em meu coração de que eu finalmente conseguiria o que tanto esperei.
[RIN POV OFF]

Notas finais
Ai, gente que dorzinha no coração me dá por esses seram os ultimos capítulo :/
Mas vou fazer o possível para "demorar" rs
Mas e ai, gostaram? :B
Beijos!