Notas iniciais
Poxa vida, escrevi o post aqui e o Nyah me trollo D:
Mas enfim, postando rapidex porque amanhã o dia será looongo!
Boa leitura :D

Lá estava ela, em frente ao poço-come-ossos. Mantendo uma certa distância, antes de arriscar-se mais uma vez. Era um risco, pois a esperança que se permia sentir era tamanha que se algo desse errado, Rin não sabia se poderia suportar. Apesar de um certo medo, sua confiança estava ao máximo e aos poucos ela se aproximou. Debruçou-se e logo veio a supresa.

Aquele céu. Um céu estrelado que só era existente em um único lugar. Seu coração disparou e a menina caiu de joelhos no chão ainda com as mãos nas bordas do poço. Fechou os olhos com força desejando que aquilo não fosse loucura de sua cabeça. E ao se levantar o alívio. Aquilo não era loucura. Naquele momento a menina teve a certeza de que Seya tinha uma ligação com o outro lado.

Com um leve suspiro, Rin não pensou duas vezes antes de saltar. Era estranho, pois a um tempo atrás se sentia culpada por deixar tantas pessoas queridas para trás. Mas era diferente dessa vez, a menina sentia que voltaria e que as coisas seriam como antes.

"Mamãe, Souta, Jii-chan, Mayumi-chan e.. Azumi-chan. Eu prometo que não os deixarei." — A menina pensou.

Ao abrir os olhos Rin ainda se deparava com aquele maravilhoso céu estrelado. Estava deitada e suas lágrimas escorriam involuntariamente. Era um alívio. Um alívio que esperara anos para sentir novamente. Com um profundo suspiro a menina subiu. Era como um sonho, depois de tanto tempo finalmente conseguira voltar! Rin deu uma lufada de ar, aquela sensação.. Tudo pelo que tanto ansiava estava ali.

A noite escura trazia consigo aquele ar de mistério que somente a Sengoku Jidai o possibilitava. Rin passou alguns minutos observando o céu e absorvendo toda aquela energia que faltava em sua vida..

Antes de seguir em seu verdadeiro propósito, Rin respirou fundo e abriu a carta que Seya lhe dera.

- Estou preparada e me sentindo mais segura do que nunca. — disse com um sorriso.

E então, Rin recostou-se na borda do poço e finalmente pôs-se a ler a carta de Seya..

Olá menina de meus sonhos. — Está bem pode rir. Isso é bastante brega e clichê e saiba que estou envergonhado. — Eu não sei o seu nome mas eu tenho uma estranha certeza dentro de mim que vou conhecê-la — pessoalmante — algum dia. Porque sinceramente eu sinto que já a conheço há séculos! Deve haver uma explicação lógica para esses sonhos ou talvez eu seja louco no final das contas. Mas eu ainda não conto com essa possibilidade, fique sabendo. Eu nem se quer sei porque realmente estou vivo!
Vejo seu rosto em meus sonhos e sinto uma paz tão profunda dentro mim.. É como se eu vivesse em um conflito eterno comigo mesmo, como se esperasse totalmente sentir o que sinto ao oposto.. Como se todos os meus sentimentos estivessem canalizados em um só propósito e então eu lembro de você e este propósito — que a propósito eu não faço ideia! — já não faz mais sentido se você está ali. É sempre confuso tentar explicar. Talvez algum dia eu entenda o que realmente sou porque eu já estou completamente ciente do que você é para mim..

Rin, agora sim eu sei o seu nome..( Eu não disse que iria conhecê-la?) Encontrei esta carta que escrevi antes de encontrá-la, como pôde perceber, e resolvi terminá-la. Mesmo agora sabendo de meu verdadeiro propósito e de quem eu realmente sou, não anula as coisas que escrevi antes de tudo. Agora as coisas estão mais claras, sinto que venci e tudo graças a você. Sei que vai ser muito difícil viver sem mim, você vai sentir a minha falta que eu sei! Mas não importa o que aconteça o Seya que você conheceu vai estar sempre alí presente para qualquer coisa, desde que você queira, somente para você.. Basta olhar com os olhos do coração, que é algo que eu tenho certeza que você sempre fez.

Cuide de meu coração, mantenha-o puro, faça-o como você sempre o fez.
Com amor, Seya.

Palavras tão confusas e ao mesmo tempo tão reveladoras! Rin entendera o que Seya quisera dizer, mas ainda não conseguia organizar tudo aquilo em uma ideia lógica. Preferia deixar como estava. Era clara sua ligação com Sesshoumaru, mas de que tipo era essa ligação? Ainda era algo inexplicável. Agora, seu foco principal era procurá-lo. Seu coração tão estava disparado pela emoção de estar tão perto e ao mesmo tempo tão longe, que a menina caiu de joelhos para tentar se acalmar.

- Calma coração. — disse colocando sua mão no lado esquerdo de seu peito. — Eu quero vê-lo tanto quanto você quer.. — deu um meio sorriso. — Eu já vou devolvê-lo a seu verdadeiro dono.

A menina levantou-se e quando virou-se teve uma grande surpresa.

- Você voltou. — disse uma voz conhecida.

Aquela voz.. Já fazia tanto tempo!

Notas finais
Gostaram?
Até a próxima ;**