Para Sempre
42 In Brazil
Notas iniciais
Vocês que ouviram a música que não recomendei ouvir, gostaram da música? ~le eu malvada UAHUAH'
Obviamente não, né kkk'
Se alguém tiver gostado, manda um salve na review kkk' ~duvido que vai ter kkk'
POV: Kyle.
.
- Já decolamos? — perguntou Katy.
- Já. — respondi.
- Será que você poderia tirar as mãos dos meus olhos? Eu já sei aonde estamos.
- Como você já sabe? — perguntei, arqueando uma sombrancelha.
- Ué, a temperatura quente já entrega tudo. Estamos no Brasil, bobão.
- Droga... — murmurei tirando as mãos dos olhos dela-.
Ela se virou para mim com um largo sorriso zombeteiro e colocou uma de suas mãos em cima da minha.
- Não fica assim não. Você queria o que de uma detetive? — perguntou Katy.
- Agora você tá se achando, só porque é detetive. — comentei.
- Claro que não. É você que não pensa nas coisas direito.
- Tá me chamando de burro?
- Não, que eu saiba, a loira aqui sou eu.
- Não fala assim. Existem loiras que são burras por opção.
- Tem razão.
- Atenção passageiros, o desembarque do avião está liberado. Sejam bem vindos ao Brasil!
Eu me levantei e ela se levantou em seguida.
- Sabe falar português? — perguntou Katy.
- Só o que eu sei falar é "Te Amo", graças á música da Rihanna. — comentei dando de ombros,
- Muito legal isso. E ouse-se falar isso pra alguém que eu te mato. E eu assisti CSI o suficiente pra parecer que o assassinato foi um suicidio.
- Nossa, que medo! — comentei antes de rir.
- É, vai rindo mesmo. Quando eu te matar, aí eu quero ver você dar risada.
- Tá bom, Sra. Psicopata... Vem! — respondi puxando ela pro fim da fila para sair do avião, que ia aumentando cada vez mais. — Na verdade, eu estava brincando. Eu sei falar um pouquinho de espanhol, que é puxado do portugues.
- Aprendeu com o Eric?
- Exatamente.
- Também, foi só isso que eu aprendeu com ele, né?
- Aham. — confessei.
Ela riu.
- Estranho. Pra quem odiava o Eric. — comentou.
- Poisé. A gente também aprende com os nossos inimigos.
De repente, a gente estava descendo pela escadaria para sair do avião.
- Você está com o meu celular, não é? — perguntou, quando chegamos no chão.
- Estou. Quer ele?
- Sim.
Peguei o celular dela no bolso da minha calça e dei pra ela.
Ela pegou o celular com um certo desespero e colocou uma música.
- Diz que essa música não tem aqueles berros! — supliquei.
- Claro que não! Essa música é do Simple Plan. E não é berros, é Screamo! — contra atacou Katy.
- Nossa, desculpa aí! — disse revirando os olhos. — Vou lá pegar as nossas malas. Fique aí que eu já volto.
- Ok... What time is it where you are?...
POV: Katy.
.
- I miss you more than anything...
De repente, escuto alguém falando alguma coisa que eu obviamente não entendi — português, por que é que você tem que ser tão difícil? — e eu me viro para ver quem estava falando. Era um homem alto, de cabelos escuros, pele e olhos incrivelmente claros e de um sorriso encantador. Eu fiquei meio sem graça e respondi em inglês calmamente:
- Me desculpe, eu não falo português.
- Tudo bem, eu consigo falar um pouco de inglês. — respondeu o homem.
- Ótimo, ér, posso te ajudar em alguma coisa?
- Pode sim. Você, por um acaso, seria Katy Marshal?
- Bem, também sou. — ri. — Me casei ontem. Por que?
- Fui pago para te avisar sobre um e-mail secreto.
- Ah, obrigada. Poderia saber seu nome?
- Felipe Couto. Prazer em conhecê-la! — dizendo isso, ele foi embora.
- Caramba, eu sempre pensei que os brasileiros tivessem a pele mais bronzeada que a dos norte americanos... — comentei, espantava, ver o menino correndo.
De repente, Kyle chega cheio de malas. Pego as minhas malas e ele olha pra mim e pergunta:
- Aconteceu alguma coisa?
- Não, por que?
- Nada, só tô tendo um pressentimento.
- Ah, não é nada. É que eu vi um garoto de pele e olhos clarinhos. E eu sempre imaginei que aqui no Brasil as pessoas fossem bem bronzeadas.
- Aquele garoto deve ser descendente de alemães então. — comentou.
- Não precisa nem ser descendente de alemães. Pode ser um norte americano mesmo.
- É verdade. Desde que não seja jersey, como eu.
- Quando é que você vai entender que ser jersey não é uma coisa ruim, hein?
- Ih... Vai demorar um pouquinho ainda... — ri.
- Ok. Vamos pro hotel. — começei a andar.
- E em seguida, pra praia! ^^ — me seguiu.
- É bom o senhor se comportar na praia, viu?
- Por que? Se eu me comportar você vai me deixar de castigo?
- Não, vou fazer pior do que isso.
- O que é que você vai fazer?
- Segredo. — dei um sorriso.
- Ah, qual é? Conta pra mim!
- Não.
- Ah, sacanagem isso!
Fomos até o hotel, a pé, para sentir a brisa quente do Brasil. Para ver os lindos lugares do Rio de Janeiro até chegarmos no nosso hotel, onde trocamos de roupa — no caso, colocamos as roupas de banho — e fomos pra praia Copacabana ou algo do tipo.
O dia estava muito quente — perfeito para pegar um bronzeado, e até um belo câncer de pele — e tomar muito sorvete. Quando chegamos na praia, Kyle esitcou a esteira na areia e nos sentamos nela. Começei a passar protetor nas costas do Kyle e as pessoas que passavam por perto começavam a nos encarar como estranhos — talvez seja por causa que a pele é clarinha, só talvez — e depois, ele foi dar um mergulho. Nesse mergulho que ele foi dar, muitos rapazes — pelo o que parecia — davam as cantadas mais idiotas que eu já vi em toda a minha vida. Apesar deles tentarem falar em inglês, dava para entender o que eles realmente queriam dizer. Quando Kyle chegou do mergulho, parece que todos os rapazes voltaram para os lugares deles.
Mais tarde, quando saimos da praia, fomos almoçar em um restaurante próximo da praia. Acabamos fazendo uma confusão lá por causa da linguagem — são nesses momentos que a gente desejaria que o mundo inteiro falasse uma língua só — e, depois, começamos a dar umas voltas pela cidade. Cumprimentamos todo mundo — os cidadãos do Rio são muito simpáticos e educados. Sempre que víamos um na rua, eles sorriam e nos cumprimentavam -. Só voltamos pro hotel no finalzinho da tarde, quando decidimos tomar um banho e descansar um pouco, afinal, passar um tempinho na praia parece que você ficou uma década lá e está extremamente cansado.
Quando Kyle me chamou para sair novamente — ou seja, lá pras oito horas da noite — ele decidiu ir para aquelas espécie de "festinhas de pagodes" que as pessoas fazem. Coloquei um vestido simples, uma sapatilha e ele colocou uma calça jeans, um tenis qualquer e uma camiseta xadrez e fomos para a rua procurar uma dessas festinhas. Quando achamos uma — o que não demorou muito para acontecer, porque na rua no hotel mesmo tinha uma dessaas festinhas — fomos pra lá, todos nos cumprimentaram — ou ao menos, tentaram — e nós começamos a tentar dançar. Todos que estavam perto da gente tentavam nos ensinar a dançar, mas era complicado demais e começamos a rir que nem loucos e passar mico nas ruas.
E então, esse foi o meu primeiro dia de lua de mel. Até que foi bom de mais para ser verdade, admito.
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