Para Sempre
43 In Brazil - Katy Marshal
Notas iniciais
Boa leitura! ^^
POV: Katy.
.
- Bom dia... ! — exclamou Kyle com mais algumas palavras que eu provavelmente não entendi.
- Espera... O que você disse? — perguntei me sentando na cama.
- Bom dia... — respondeu dizendo as mesmas palavras que eu não entendi.
- O que você disse depois do bom dia?
Ele disse as mesma palavras e traduziu:
- Nega do suvaco cabeludo. — e riu.
Não pude evitar de rir também.
- Vou dar um tempinho para você se arrumar. Vamos comer alguma coisa e conhecer a cidade. — disse, sério agora.
- Tá. Quanto tempo você vai dar pra mim?
- Três horas.
Olhei no relógio, e vi que já eram nove horas.
- Fechado. Você vai sair para algum lugar?
- Vou sim. Vou arrumar a papelada do hotel.
- Ah tá... Tudo bem, então.
Ele deu um sorriso e saiu do quarto. Levantei da cama em um pulo, tomei banho, me arrumei e fui correndo para o restaurante do hotel — onde comi as pressas também alguns pedaços de mamão, melancia e banana — e fui correndo aonde eu mais queria ir: Para alguma lan house.
- Er... Com licença, será que eu poderia usar um computar só por cinco munutinhos... — falei devagar, para que pudessem me compreender.
Os funcionários me olhavam como se eu fosse alguma estranha — e no caso, eu realmente sou, né ¬¬' — E uma mulher tomou atitude e veio até mim.
- Você quer um computador? — perguntou.
- Sim. — respondi.
Ela fez um gesto para que eu a seguisse e assim eu fiz, enquanto ela me guiava em uma sala cheia de computadores — não! Televisões ¬¬' — enfileirados e com a maioria com gente usando. Ela parou na frente do ultimo computador, abriu o navegador, entrou no google tradutor e digitou de portugues para inglês: "A hora é vinte reais". Eu aproveitei e usei o tradutor de ingles para portugues e respondi: "Não vou demorar muito, só vou usar por uns dez minutinhos". Ela tomou posse do mouse e do teclado novamente e escreveu: "Se for rapidinho como você está dizendo, a gente vê o quanto você vai ter que pagar depois" e saiu. Não posso deixar de dizer que me senti um pouco ofendida com a ignorância da resposta dela.
Na saída dela, me sentei na cadeira e fui direto para o meu e-mail. O que aquele rapaz me dissera no dia anterior me fizera ficar muito curiosa. Quem não ficaria em saber que você recebeu um e-mail secreto que nem em público a pessoa poderia falar?
Bem, quando vi que realmente recebi o e-mail, meu coração começou a acelerar. Fingindo que estava tudo bem, abri o e-mail e começei a ler.
.
"Cara Inspetora Katy Marshal,
Primeiro de tudo, gostaria que mantesse em segredo absoluto tudo o que ler ou descobrir deste e-mail.
Nós ficamos sabendo através de boatos de um de nossos detetives sobre você. Disseram que você é uma boa detetive e espiã, mas que seu sucesso era ofuscado por muitos outros detetives que revelaram a sua identidade para o público. Gostaríamos de pedir que, se aceitar a nossa proposta, continuasse sendo discreta com a sua identidade. Nós, do FBI (Federal Bureau of Investigation) e da CIA (Central Intelligence Agency) nos unimos para deter uma invasão de inimigos, e gostaríamos que você fosse a nossa principal agente e detetive.
Caso aceitar, responda a este e-mail apenas com "Eu, Katy Marshal, aceito a missão", ou se recusar, responda a este e-mail com apenas "Eu, Katy Marshal, recuso a missão".
Esperamos anciosamente pela sua resposta. Ela é muito importante para a segurança de todos. "
.
Uau. Como a CIA e o FBI foram chamar justamente á mim? Eu sou uma boba que só deu sorte na carreira que escolheu!
Enfim, eu aceito ou não? Se eu aceitar, eu vou ser bem reconhecida pelo país pelas agências de investigação e realizar uma parte do meu sonho — que é trabalhar como detetive ou agente para uma dessas agências — E se eu recusar eu estarei comprometendo a segurança de todos — o que no caso, parece que é os Estados Unidos inteiro — e proibindo-me de cumprir o meu sonho.
Ah, quer saber? Vou aceitar realizar a missão.
Cliquei em "Responder E-Mail" e, antes de responder, senti meu coração acelerar ainda mais. Ele acelerou tanto que até para escrever eu fiquei um pouquinho lerda.
Quando terminei, desloguei da minha conta e fui até o caixa. A mulher que me levou até aquele computador me olhou com espanto e disse alguma coisa que eu provavelmente não entendi e mostrou cinco dedos na mão, o que eu e qualquer um entenderia que é o quanto eu devo pagar.
Como eu estava com pressa e realmente curiosa para saber do que se tratava aquele e-mail, nem parei para pensar que eu tinha que pegar o dinheiro brasileiro com o Kyle. Droga.
Peguei dez dólares que estava no bolso da minha calça e entreguei para ela, que quando pegou a nota, a tratou como relíquia. Depois, fui até o hotel novamente ás pressas. Quando cheguei no quarto, eram vinte para o meio dia. Como descanso, me deixei cair na cama, e talvez, até tirar uma soneca.
Fale com o autor