Para Sempre

51 Can I Escape Of This Small Town?


Notas iniciais
Certo, certo, fugindo das cadeiras, mesas, bigornas e etc queria me desculpar pelo atraso pois eu estava de castigo e só podia entrar a tarde, e acontece que uma tarde não é o suficiente pra minha criatividade entrar em ação TT.TT entretando, me desculpem pelo atraso e ai vai ^^

POV: Katy Marshal.


Senhores passageiros, apertem os cintos e sejam bem vindos á humilde South Park!

– Se eu fosse você não contava muito com isso, Katy. — disse Danny — Eu sei exatamente no que esta pensando, você quer fazer essa missão sozinha e continuar sem falar para o pai de Laurence que a filha é dele. Segredos não duram pra sempre. — disse Danny mexendo em seu celular.

Desviei meu olhar da janela e o encarei.

– Esse segredo será diferente. Ele durará, Kyle Broflovski perdeu totalmente o direito de conhecer Laurence desde o dia que nos casamos.

– Não diga bobagens, Katy. Só porque você levou consigo para a minha casa novos acessórios para a cabeça? Ninguém morre sem nunca ter esses benditos acessórios, acredite em mim. É como se eles nunca saíssem de moda. E, segunda coisa, como assim ele não tem o direito de saber da existência de Laurence? Ele é o pai dela! Sei que ainda estamos em pleno século XXI, mas ainda não inventaram um método para trocar o sangue do pai ou da mãe do filho com o de outro alguém.

– Apesar de estar dizendo palavras idiotas, o sentido delas têm razão — cruzei os braços — Mas eu me recuso a mudar de opinião em relação á isso.

– Você está fazendo da sua filha um meio de se vingar dele, Katy. Você acha isso justo?

– É simples, responderei que me separei daquele canalha.

– Você é cruel, Katy — disse Danny balançando a cabeça negativamente — Mas, vamos focar em você agora. Eu sei que você ainda ama ele. O brilho dos seus olhos não é o mesmo desde aquela época em que estávamos naquela missão juntos.

Nada respondi. Apenas direcionei meu olhar para a janela novamente.

– Você é cruel consigo mesma, Katy. — comentou Danny olhando para seus pés — Você está se tornando muito fria, muito fechada... Você não quer abrir a sua mente, você não quer se abrir com o mundo.

– O que você quer dizer com isso?

– Já parou para pensar que ele poderia ter outro motivo para traí-la?

– Mas é lógico que não tem outro motivo além de que ele sempre amou Bebe Stevens.

– Mas por que ele preferiu ficar com você?

– Por que ele é um galinha que ficou com dó de mim por eu ter me apaixonado por ele, aquele idiota ambulante...

– Não importa, Katy. Você ainda vai bater de frente com ele — Danny respondeu mexendo as pernas inquieto — E esse dia não vai demorar muito para chegar.

Olhei para ele e vi que ele olhava no meu rosto.

– Você é um idiota, Danny — concluí — Você é um tarado por fazer idiotices. — revirei os olhos.

– Quer saber? Eu só queria deixar isso bem claro pra você, Katy. — respondeu — Quero te dar um conselho agora: Cicatrizes não se curam quando você continua cortando.

Olhei para a janela e cruzei as pernas.

Danny as vezes é bem petulante, porém, tudo que ele faz ou diz tem um motivo. Eu entendo que ele está preocupado comigo, eu reconheço que ele está certo em tudo, mas em relação á isso, é uma coisa que eu gostaria de esquecer e continuar a cuidar de Laurence como se ela não tivesse um pai, mesmo sabendo que a desculpa de que a cegonha não a trouxe não vai durar muito tempo. Quero poupá-la do pai idiota que ela tem.

Um tempo depois, quando eu caí em mim, eu e Danny estávamos em um restaurante de South Park comendo dois superultramegablasterfucking grandes x-saladas até que o celular dele toca...

– Moshi-moshi¹... — disse Danny ao atender o celular — Desculpe, quem fala é Daniel Worsnop... Sim, estamos aqui, em breve estaremos na residência dos Broflovski... Ela está um pouco atordoada com a ideia, além de ter recusá-la completamente de cara; Ela esta parecendo uma criancinha mimada, acho que ela ainda não aprendeu que nem tudo o que fazemos na nossa vida é porque gostamos ou queremos... Sim, sim, deixando isso de lado, já exclareci isso á ela... Até logo. — ele desligou o celular e guardou no bolso.

– Seria muita invasão de privacidade se eu perguntar quem era? — perguntei.

– Era Addie. — responde.

– Que? Como? Eu não me lembro de ter passado o telefone dela para você!

– É porque eu atendi a ligação dela pelo seu telefone.

– Isso é invasão de privacidade, seu idiota! Você sabia que eu tento não invadir a droga da sua privacidade estúpida?

– É impressão minha ou alguém aqui está de TPM?

– ISSO NÃO É COISA QUE SE FALE, IDIOTA!

– Eu só fiz uma pergunta — dá de ombros.

– E eu não pretendo respondê-la, seu tapado!

– Nossa, quantos apelidinhos carinhosos!

– Ainda bem que gostou!

– Certo, certo, vamos comer esses hambúrgueres, estamos perdendo tempo aqui com esses seus apelidinhos.

Em seguida, devoramos os hambúrgueres, pagamos nossa conta e fomos para a minha casa, pois era minha e dos meus pais antes de se tornar minha e dele, mas eu tinha maior a parte ali.

– Vamos entrar, Sra. Esquentadinha? — perguntou Danny.

– Vamos Sr. Tarado-Por-Me-Irritar-Toda-Hora.

– Adorei meu sobrenome. — piscou.

– Ah, cala a boca!

Entramos dentro da casa e lá estavam todas as minhas amigas, menos Bebe — também porque ela não é minha amiga.

– Olá gente! Como vão? Eu sou Daniel Worsnop! E essa aqui — bateu de leve no meu ombro — vocês já sabem. Katy Marshal.

Retribui a batida no ombro com uma três vezes mais forte.

– Idiota petulante... — murmurei após o soco no ombro dele.

– Certo, certo...- começou — Katy, poderia revelar uma coisinha bem alto e claro?

Dei aquele olhar assassino para Danny, porém ele retribuiu o meu olhar com um sério, como se estivéssemos tratando de coisas sérias. Não que eu esteja ali a brincadeira, mas há certas coisas que eu prefiro não falar.

Suspirei e desembuchei:

– Eu tenho uma filha com Kyle Broflovski. Ela foi sequestrada.

Todas ali fizeram um coral de "Oh".

– O que devemos fazer agora? — perguntou Amy.

– Vamos procurar por aqueles idiotas cabeças ocas e pela minha filha — respondi como se isso fosse a coisa mas óbvia.

– Mas... Como? — retornou Amy a perguntar.

– Vamos fazer uma viagenzinha pra FBI.- respondeu Danny — Mas já vou avisando: Essa viagem, sem sombra de dúvidas, terá sangue derramado, machucados graves, partes ruins ou, até mesmo, vidas perdidas. — elas escutavam isso como se estivessem determinadas a achar os rapazes — Espero que estejam prontas fisicamente e psicologicamente para nossa jornada.

Notas finais
¹ - Moshi-Moshi é alô em japonês ^^
Eai, gostaram?