Para Sempre
52 The Question
POV: Katy,
.
– Gostariam de um copo de água ou de uma barra e cereais? — perguntou a aeromoça.
– Eu vou ficar com cinco barrinhas de cereais, obrigada. — respondi.
Ela me deu as cinco barrinhas,
– Eu vou ficar com o seu telefone, gatinha! — respondeu Danny piscando para a aeromoça — Assim eu vou te ligar quando quiser te dar uns pegas.
A aeromoça corou, não respondeu nada e foi atender outras pessoas.
Eu e Danny começamos a chorar de rir.
– Danny seu galinha pervertido! — exclamei.
– Pelo menos eu não sou a depressiva que só se alivia comendo! — retrucou confiante demais — Cuidado para não ficar ainda mais gorda!
– Ah, qual é! Uma barrinha só é uma miséria! — me defendi.
– Isso é verdade, mas se você ficar mais gorda e morar na academia eu não vou ir até lá para te buscar, ouviu?
– Desde quando eu tenho tempo para ir em academia? ¬¬
– Ok, você venceu essa, Sra. Nervosinha.
Depois disso, o maravilhoso silencio começou a reinar entre aqueles três bancos — onde estavam o grupo A (Alex, Amy e Addie), eu e o Danny. Posso jurar que se o silencio prevalecer, posso tirar uma soneca — com altas chances de Danny rabiscar meu rosto enquanto eu durmo — mas seria impossível tirar uma soneca sem ser interrompida com alguém do grupo A chorando ou choramingando por causa de um dos cabeças ocas.
– Hey, Katy! — chamou Alex.
Me virei para trás para encará-la.
– Sim? — respondi.
– Você acha que a gente vai achá-los sem morrer antes?
A pergunta dela era bem delicada — principalmente para alguém que não decidiu um emprego do qual a morte no serviço é 90% certa.
– Eu não consigo prever nada ainda sobre isso, Alex. — respondi.
– Quem estiver por trás de tudo isso eu vou matar — exclamou Addie.
– Desde quando você é tão psicopata assim? — perguntei incrédula — Você sempre teve atitudes fofas! Por que agora vai ser psicopata?
– Eles encostaram em algo que eu possuo. — respondeu com um olhar assassino.
– Meu Deus, que medo! — comentei o olhar da Addie.
– Você também deveria estar assim! Eles sequestraram a Laurence! — exclamou Amy.
– Não se preocupe com isso, quando eu estou no mesmo estado que a Addie, eu sou incrivelmente insuportável, e eu desconto tudo no Danny — pisquei.
– É, no entanto que você anda agindo como uma criança só porque está fazendo o que não quer! — murmurou Danny.
– DÁ PRA CALAR A BOCA? — exclamei.
– Percebemos.... — disse Alex.
Me virei para frente e voltei a fitar a janela.
– Katy, mas apesar de tudo, me responda uma coisa. — pediu Danny.
– Pergunte.
– Você ainda ama o Broflovski?
– Tem mais alguma outra pergunta?
– Pare de agir como se tivesse respondido a pergunta!
– E se eu não quiser responder a essa pergunta idiota?
– Qual é? Somos super melhores amigos, não somos?
Suspirei derrotada.
– Certo, certo... — comecei — Eu...
– Senhores passageiros, em breve passaremos por um turbulência que não foi prevista. As aeromoças passarão nos corredores distribuindo os para quedas. Quando for avisado, peço para se retirarem do avião pelas passagens de emergência.
Este foi o motivo para o desespero reinar no avião. Creio que apenas eu e Danny estávamos tranquilos.
– KATY! A GENTE VAI MORRER! — exclamou Alex — EU SABIA QUE A GENTE IA MORRER ANTES DE ACHÁ-LOS!
– KATY! — choramingaram Addie e Amy.
– Seria pedir muito se eu mandasse vocês calarem a boca? — respondi — A gente não vai morrer!
A aeromoça passou distribuindo nossos para quedas.
– Hey Katy! — chamou Danny — O que acha de pilotarmos essa bagaça?
– Adorei a ideia — respondi me virando para trás — Fiquem aqui, grupo A. Nós voltamos logo.
– Hey! Aonde vocês vão? — perguntou Alex.
– Não é óbvio? Eles vão fugir primeiro! — respondeu Addie.
– Claro que não, suas idiotas! Pra que eu ia fugir? Se não fosse pela Laurence, eu pularia desse avião sem o para quedas nesse momento! — respondi.
– Fala sério! É por causa do Kyle também, não é? — perguntou Alex.
– Cale a boca e fique aí. — respondi seca.
– Atenção passageiros, as passagens de emergência já foram abertas, por favor, façam fila para sair do avião.
Eu e Danny saímos dali e fomos para a sala de controle no meio da muvuca de pessoas desesperadas.
– O que vocês estão fazendo aqui? — perguntou o único homem que ali estava, provavelmente, o piloto.
– Viemos pedir o avião, já que vocês não vão mais utilizá-lo. — respondeu Danny.
– Vocês sabem pilotá-lo? — perguntou o piloto.
– É lógico! Se estamos pedindo, é óbvio que sabemos pilotar! — respondi.
– Ignore-a, ela está naqueles dias. — disse Danny cochichando para o piloto.
– Perdão, creio não ter autoridade o suficiente para fornecer o avião. — respondeu o piloto.
– Pelo amor de Deus! Estamos em uma missão e precisamos desse avião! — exclamou Danny.
– Certo, certo... Mas, caso eu me der mal, vou processar vocês! — exclamou o piloto saindo.
Danny tomou o controle e voou mais para o alto.
– Katy! Vá verificar se tem mais alguém no avião! — disse Danny um pouco preocupado.
Saí da cabine e vi que tava o grupo A, todo encolhido sentado no mesmo lugar.
– Viram? Eu não fugi. — disse — Sentem-se mais próximo de nós, eu estou ajudando Danny a pilotar o avião.
– Mas está tudo bem mesmo? O avião ainda está com turbulências! — exclamou Alex.
– Claro que sim! Ouvi outros agentes falarem que Danny é um piloto excelente! — respondi — Venham, sentem-se mais próximo! E fiquem a vontade, não se esqueçam. Sugiro que pensem em alguma pista sobre o desaparecimento daqueles idiotas.
Ouvi um coro de "NÃO CHAME ELE DE IDIOTA!" porém, no lugar do "Ele" elas disseram o nome correspondentes aos seus homens.
– Ta, ta, que seja! — exclamei — Apenas sentem-se próximas de mim e do Danny.
Elas se levantaram e vieram nos primeiros bancos. Eu voltei para a cabine e me sentei do lado do Danny.
– Espero que eu possa lhe ser útil em alguma coisa — comentei desnecessariamente.
– Ah, mas é claro que será, porém não quero que se preocupe com isso. — respondeu Danny — Quero apenas que responda aquela pergunta.
– Aquela...?
– Sim, aquela.
– Que pergunta? Eu me esqueci — menti — Olha! A turbulência já passou! — tentei mudar de assunto, em vão.
– Eu perguntei se você ainda amava o Broflovski.
– É... Bem, eu...
– Katy, eu quero te perguntar uma coisa. — disse Alex adentrando a cabine.
– Droga... Essas mulheres tiraram o dia para perturbarem... — resmungou Danny.
– Certo, eu volto logo, Danny. — respondi me levantando da cadeira e indo até um lugar mais distante do avião – O que você quer me perguntar?
– Você mantém alguma relação com o Danny?
– Como assim?
– Você e o Danny são namorados?
– Ah... Isso não! Somos apenas amigos! Sabe como é, eu fiquei meio traumatizada com aquela situação passada e por causa disso, eu não quero mais ter sentimentos profundos por mais ninguém.
– Mas vocês parecem tão íntimos!
– Alex, por que você me perguntou isso?
– É porque...
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