Pandora
19 Capítulo XIX – Minha Impulsiva
Notas iniciais
Capítulo XIX – Minha Impulsiva
A segunda etapa do campeonato de história tinha chegado. Minhas duas equipes estavam prontas para o que viria. Estávamos no auditório, quatro bancadas de cada lado do auditório e uma mesa no meio com um microfone. Eu tinha acabado de entrar no auditório quando Will se aproximou de mim com alguns papeis, quando lhe perguntei sobre eles, ele me respondeu rapidamente falando que eram as listas dos quatro grupos que iriam concorrer hoje.
Eu não lembrava bem como funcionava a segunda etapa, mas eu sabia que eram quatro grupos de duas escola. Dois grupos para cada escola. Eles teriam que eliminar um grupo de cada escola para competir na terceira etapa. Pensando assim, provavelmente eu lembro mais do que pensava.
Falei rapidamente com Will e fui para os bastidores para falar com minha equipe. Assim que entrei lá, sorri ao vê-los tão nervosos.
Na primeira equipe, tinha Rachel, Artie, Tina e um garoto do time de futebol. Ele era loiro e tinha olhos verdes. Era um rapaz simpático e inteligente, não me surpreendia ter passado da primeira prova. Na segunda equipe, tinha Puck (sim, eu fiquei surpresa com isso, e também orgulhosa) uma garota chama Alex, um rapaz que também estava no clube de xadrez, mas eu não lembrava seu nome, e tinha um garoto moreno, seu nome era Thomas. Eu acho.
Sorri para cada um deles – em especial para uma certa pessoa – e lhes desejei sorte. Todos eles me agradeceram, vindo até mim e me abraçando. Primeiro Alex, depois o garoto do time de futebol, depois thomas, o rapaz do clube de xadrez, Artie, Tina, Puck e por ultimo, Rachel.
Como todos estavam entretidos em uma conversa, repassando algumas coisas que eu tinha feito eles estudarem, abracei Rachel por mais tempo, sentindo seu corpo colado no meu e sua respiração no meu pescoço. Ela abraçou meu pescoço, apoiando os braços suavemente em meus ombros e rindo baixinho no meu ouvido.
— Vejo que sentiu minha falta. — Ela comenta sussurrando e eu deixo uma risada baixa escapar.
— Nos vemos ontem. — Rebati e lhe soltei sorrindo carinhosamente e lançando um olhar rápido pelo seu ombro, checando se alguém estava prestando atenção. Com sorte, não. — Seus pais estão aí fora?
Ela olhou por cima do meu ombro, como se estivesse procurando seus pais.
— Eles me trouxeram, mas não me disseram se iriam ficar. — E dá de ombros, voltando os olhos pra mim. — Porque?
— Queria te levar pra um lugar hoje. — Comentei me sentindo repentinamente nervosa.
Rachel ergueu ambas as sobrancelhas.
— E que lugar é esse?
Respirei fundo e enfiei as mãos nos bolso da calça jens.
— É uma surpresa, Rachel.
E ela revirou os olhos.
Antes que pudesse falar alguma coisa, Tina lhe chamou para repassarem algumas coisas e eu saí da sala avisando que iria estar na plateia.
Will tinha guardado um lugar pra mim ao lado de Holly, o que me deixou surpresa. Como assim ela estava aqui?
Holly acenou timidamente pra mim, o que me deixou intrigada. Holly Holiday não era uma mulher tímida, isso era claro desde o momento em que a conheci. Até porque ela deu em cima de mim mesmo sem saber se eu era gay, ou bi ou qualquer outra coisa, ela simplesmente deu em cima de mim. Uma enorme prova que ela não era uma pessoa tímida.
Sentei entre os dois e me concentrei no que começou no palco. Um homem de terno com óculos redondos e pouco cabelo subiu no palco, sentando na mesa do microfone e começou a apresentar os grupos, chamando-os para entrar e ficarem em seus lugares. Logo em seguida, ele foi explicando as regras e eu me desliguei um pouco, mantendo minha atenção do lado esquerdo do palco.
Rachel Berry.
Ela estava linda toda atenta a cada palavra que saía da boca do homem. Sua cabeça balançava sempre que o cara terminava uma frase, como se estivesse acenando para cada coisa que ele falasse, e seu olhar de satisfação aumentando a cada segundo. Como se ela estivesse ficando mais preparada com o passar do tempo.
Quando deu-se início a prova eu homem fez a primeira pergunta, Rachel apertou o botão e respondeu mais rápido do que qualquer outra pessoa dos outros times. E ela sorriu satisfeita quando o homem acenou e colocou o papel pra baixo, preparando a próxima pergunta.
E assim foi se passando a segunda prova do campeonato de história. Em algum momento, a equipe do colégio rival conseguiu alcançar a equipe de Rachel, e eu percebi o quão tensa ela estava. Depois da quinta vez que ela errou, e ficou mais tensa ainda, Artie passou a responder exatamente como ela.
Meia hora se passou quando deu o intervalo e todos se levantara para caminhar até o refeitório do colégio em que estávamos, aonde aconteceria um almoço feito pelo colégio anfitrião. E mesmo estando nele, eu não fazia ideia de que colégio era esse.
Vi que Rachel saiu do palco mais rápido do que qualquer outro, então me levantei e fui na direção de onde ela estava indo. Quando avisei a Will que iria dar uma palavrinha para meus alunos, ele acenou e andou para sair do auditório. Ao virar pra ver Holly, percebi que ela queria falar algo, mas apenas balançou a cabeça e seguiu Will.
Consegui alcançar Rachel do lado de fora do colégio. Pelo que eu conseguia entender, estávamos no campo de futebol. Rachel estava nas arquibancadas e falava consigo mesma fazendo gestos exagerados com as mãos.
— Rach. — Chamei e ela ergueu a cabeça pra mim com os olhos atentos. — Tudo bem?
E seus olhos ficaram aguados de repente. Suspirei suavemente, entendendo como ela se sentia. Ela estava tendo um momento de pânico por ter errado algumas questões. Eu passei por isso no meu primeiro ano de competição, e vê-la assim, só fez com que eu lembrasse do quão assustada eu estava.
Abri meus braços e ela veio até mim, abraçando meu torso e enfiando o rosto em meu ombro.
— Não precisa ficar assim. — Comentei fazendo movimentos circulares nas suas costas, tentando relaxá-la. — Ainda podemos ganhar isso, estamos empatados.
Rachel respirou fundo.
— Eu sabia a resposta. — E ela levantou a cabeça pra mim. — Eu não sei... não sei porque ela não saiu, eu não sei. Eu tentei, eu tentei fazer a resposta sair, mas... mas não deu eu...
— Eu sei, eu sei como é.
— Foram cinco, Quinn. — Ela choramingou e eu acenei e sorri. — Porque está sorrindo?
— Porque você acertou todas as outras sempre que conseguiu apertar o botão. E é por isso qu estão empatados, Rach.
— Eu estudei, Quinn. Estudei muito eu sei de todas as respostas eu só...
— Você teve um momento em branco. — E sorri passando as mãos pelos seus braços cobertos pelo suéter vermelho e branco listrado que ela usava. — Isso acontece com todo mundo.
— Não comigo.
— Rachel.
— É sério! Eu nunca tive um momento de branco! Nunca!!!
E ela me soltou andando mais pra frente e caminhando de um lado para o outro, deixei meus braços caírem ao meu lado e fiquei alí, observando-a.
Esperei que ela se acalmasse, e isso demorou uns cinco minutos até que ela virou pra mim ligeiramente ofegante.
— Não vou conseguir voltar. — Ela soltou e eu arregalei os olhos.
— Rachel.
— É sério, Quinn! — E ela andou pra perto de mim, gesticulando nervosa. — Se eu for pra lá eu vou estragar tudo e...
Rachel estava insegura. Muito insegura. E isso foi uma novidade muito grande pra mim. Ela nunca se mostrou insegura perto de mim, bem, não totalmente. Ela já deixou bastante claro que não gostava da Holly, mas isso era insegurança em relação ao nosso relacionamento, mas ela nunca foi insegura sobre algo que fazia.
— Rachel. — Chamei quando ela se sentou nas arquibancadas e suas pernas balançavam nervosamente. Sentei ao seu lado, colocando meu braço na arquibancada de cima atrás dos seus ombros. Rachel respirou fundo, puxando ar com força para dentro. Franzi o rosto em preocupação. — Isso é apenas mais uma prova, Rachel. Se vamos conseguir ou não, não importa.
— Como assim não importa? — Ela parecia chocada. — Claro que importa, Quinn! Isso é...
— Não é nada demais. É apenas mais um prêmio. — Coloquei a mão em seu ombro e procurei seus olhos. — Você fez o suficiente hoje. Só vai pra lá e responde quando a resposta conseguir sair dos seus lábios, se não, deixa qualquer outro responder, não se preocupa com o prêmio, e sim com a diversão.
— Não é muito divertido ser pressionada. — Ela comenta e eu sorrio carinhosamente.
— Eu sei, mas convenhamos, — Dei de ombros. — é divertido ver as outras equipes suando.
E Rachel acenou, finalmente sorrindo.
— É, isso é divertido. — E ela sorriu mais ainda e eu tenho que me controlar para não inclinar e beijar seus lábios. — Obrigada, Quinn.
E ela encontrou meus olhos, seus olhos brilhando fazendo meu coração acelerar.
— De nada. — E pisquei pra ela, vendo-a corar suavemente.
— É. — E ela comprimiu os lábios. Percebi que seus olhos desceram para meus lábios por alguns segundos antes de voltar para os olhos com um suspiro. — Eu quero tanto te beijar agora.
Um aperto em meu ventre fez com que eu acordasse do torpor que os olhos de Rachel me faziam entrar.
— Você não faz ideia do quanto eu quero isso. — Comentei e ela mordeu o lábio inferior, preparando-se para se inclinar, mas eu desviei o olhar para o outro lado do campo de futebol. — Mas não podemos, Rachel. Não aqui.
— Isso é uma droga.
Virei para lhe encarar e ela tinha aquele sorriso sacana e aquele brilho malicioso nos olhos. Puta merda.
— Rachel. — Tentei avisar, mas ela já puxava meu suéter para si e colava seus lábios nos meus.
Foi mais rápido do que eu queria, e também não foi o suficiente para saciar a minha vontade.
Mas foi necessário.
Logo nós tinhamos voltado para dentro da escola. Rachel alcançou seus amigos e eu fui ver algo para comer. Apanhei uma maçã e um cappuccino que parecia frio antes de ir até a mesa onde Will estava almoçando. Sentei na sua frente e ele encarou o que eu tinha em mãos.
— Só vai comer isso?
Acenei e mordi a maçã, abrindo o copo do cappuccino e fungando dentro pra ver se era bom. O cheiro era agradável. Apanhei a maçã da boca, arrancando a mordida e mastigando.
— Não to com muita fome. — Respondi com a boca cheia e ele acenou lentamente com um suspiro, como se estivesse totalmente de acordo comigo.
— Eu também não estaria se fossem as Regionais que, por acaso, é daqui a um mês.
E ele começou a suar do nada. Ergui as sobrancelhas.
— Está realmente nervoso por causa disso? — Perguntei e ele enfiou um pedaço de frango na boca.
— Sim, muito. — Ele ainda mastigava o frango.
— Mas porque? Vocês conseguiram as Seletivas muito bem. — Comentei e ele levantou os olhos pra mim mais rápido do que normalmente faria.
— Você realmente não tem ideia de nada né? — Ele perguntou e eu neguei mordendo a maçã mais uma vez. Will respirou fundo e comprimiu os lábios. — Tem uma equipe em um colégio de uma cidade próxima que... bem, eles são imbatíveis.
Soltei uma risada seca.
— Ninguém é imbatível, Will.
— Eles são!
Recuei com a alteração dele.
— Okay... — Balancei a cabeça. — Se precisar de ajuda, estou aqui.
Ah, não. Não. Isso não. Eu não deveria ter deixado isso sair da minha boca.
— Ah, então tudo bem!
O sorriso que ele me lançou foi grande demais e fez com que eu me arrependesse com todas as forças do que ofereci. As vezes, eu deveria parar de ser legal. Nem sempre trás coisas boas.
Quando a meia hora de intervalo do almoço passou todos voltaram para o auditório. Will e eu pegamos um lugar mais na frente para que eu pudesse ter meus olhos nos meus alunos. Ao sentarmos, percebi que Holly não estava me lugar algum. Não a vi no almoço e nem em lugar algum do auditório.
Bem, ela era uma mulher crescida.
Voltei meus olhos para o palco a tempo de ver as equipes entrando. Pisquei rapidamente pra Rachel, que corou um pouco e seus lábios tremeram com um sorriso. Ela tinha me encontrado com os olhos no minuto que entrou no palco. Definitivamente, foi uma bela ideia correr para sentar mais na frente.
Will foi inteligente nisso. Acho que valeu a pena ter me oferecido para ajudá-lo.
— Quando vamos marcar uma reunião para você nos ajudar? — Escutei ele me perguntar no meio de uma pergunta que Puck respondeu logo em seguida.
É, acho que não valeu a pena mesmo.
— Depois a gente ver isso. — Cortei rapidamente, quase rosnando.
— Mas...
— Schuester. — Meu tom ameaçador foi o suficiente pra fazer ele se calar.
A próxima meia hora se passou mais devagar do que eu imaginava. E na ultima pergunta, estava apenas um equipe de cada escola. Will quicava a perna ao meu lado enquanto eu tinha meu corpo completamente inclinado pra frente.
O grupo era o de Rachel e ela tinha aquele olhar determinado, a mão erguida atrás da orelha, esperando o momento correto para descer a mão e bater no botão. O olhar determinado era excitante demais pra que eu ficasse encarando.
A pergunta foi lançada, mas Rachel não conseguiu apertar a tempo. O rapaz gordinho da outra escola tinha um braço mais pesado do que o dela, e ele caiu com força no botão. O problema, foi que ele não sabia a resposta. E como era a ultima pergunta e as regras mudavam, ele apertou, então era quem deveria responder. Ele suava gaguejando e eu comprimi os lábios.
Rachel estava saltando no mesmo lugar com a mão balançando frenéticamente. Ela sabia a resposta.
— Vamos passar a resposta. — O jurado decidiu e apontou para o grupo do McKinley. — Quem aí sabe a resposta?
— Eu! — Rachel quicou erguendo a mão e dando um sorriso tão lindo que meu coração saltou.
E ela deu a resposta lindamente, o sorriso não saindo do seu rosto enquanto ela falava cada detalhe. O jurado tinha um sorriso nos lábios quando ela terminou de responder, ele acenou e apontou para o McKinley, dando-nos como vencedores.
Não tinha muita gente do McKinley no auditório, então a comemoração foi praticamente minha e do Will. E também das minhas equipes, claro. Mas Will e eu fizemos uma festa.
—_
Quando finalmente tive tempo a sós com Rachel, a levei para o meu carro. No momento em que entramos, quase rezei pra que ninguém resolvesse me procurar no meu carro, porque Rachel estava praticamente no meu colo beijando meus lábios com sua língua enterrada na minha boca. E eu nem ao menos sabia aonde minhas mãos estavam.
Depois do primeiro gemido dela, percebi que estavam em suas pernas, apertando-as com mais força do que normalmente deveria, e pelos gemidos sensuais, ela estava gostando.
— Pra sua casa. — Ela murmurou em meus lábios e eu murmurei algo em resposta.
No momento seguinte, eu dirigia lentamente pelas ruas de Lima Ohio com Rachel mordendo minha orelha e sussurrando coisas que eu não deveria escutar, ao menos não agora.
Entrei no estacionamento do meu prédio e estacionei o carro. Rachel saiu dele mais rápido do que minha mente perturbada poderia processar. Em um segundo, nós estávamos dentro do meu apartamento. E em algum momento, eu empurrei Rachel contra a porta da minha casa. Minhas mãos apertavam sua cintura e a apertava contra mim. Seu quadril se encaixava no meu, e isso estava me deixando tonta.
Apertei com mais força sua cintura, e empurrei seu corpo mais na porta. Rachel guinchou e apertou a camisa no meu ombro. Me concentrei em beijá-la, meus lábios se movimentando sobre os maravilhosos de Rachel, minha língua enterrando na sua boca e passando a ponta no céu da boca dela. Rachel tremeu em meus braços e escorregou pouco pela porta.
— Quinn... — Ela gemeu quando escorreguei minhas mãos até suas coxas, puxando-a pra cima e ondulando meu quadril pra dentro dela. Rachel tremeu e eu fiz de novo. Ela gemeu e eu continuei. Estava viciada. Viciada nos sons que Rachel fazia. Nos grunhidos, nos gemidos, nos dedos dela apertando minha nuca e me puxando para intensificar um beijo já intenso. Ondulei mais algumas vezes e seus dedos agarraram-se no meu cabelo, o beijo ficando apressado enquanto ela soltava gemidos entre nossos lábios. — Quinn....
— Hmmm...- E enrolei suas pernas na minha cintura, soltei seus lábios sentindo ela ofegar no meu ouvido e desci meus beijos pelo seu rosto, mordi sua mandíbula antes de enterrar meu rosto no seu pescoço. Enterrei meus dentes na junção do pescoço com o ombro, Rachel tremeu mais ainda contra mim choramingando no meu ouvido. Porra. A pele dela era maravilhosa. O gosto da sua pele contra minha língua, a maciez dela quando enterrei os dentes. Rachel era maravilhosa.
— Quinn... — Ela gemeu e eu murmurei algo enquanto chupava um ponto atrás da sua orelha, Rachel derretia, ofegando contra minha orelha e balançando contra mim quando eu ondulava meu quadril contra o seu. — Se continuar assim... — Ela geme quando raspo os dentes na sua orelha, puxando suavemente o brinco pequeno que ela tinha alí. — Se... se continuar assim... eu vou gozar...
E parecia que meu corpo inteiro estava pegando fogo.
— Vai?- Perguntei e minha voz saiu profunda e rouca. Dificilmente me reconheci. Tirei a cabeça do seu pescoço para olhá-la nos olhos. Ao encontrá-los, estavam escuros. Bem mais do que o normal. Algo se apertou abaixo do meu ventre.
Rachel acena com a cabeça lentamente e se inclina, encostando nossos lábios, gemendo e mordendo meu lábio inferior.
— Não para não... — Ela pede choramingando. Bem, assim fica difícil de negar.
— Claro que não. — Sussurrei e chupei seu lábio suavemente. — Vou facilitar um pouco.
E tirei minhas mãos das suas coxas, indo para minha jaqueta. Tirei ela e joguei do outro lado da sala. Logo coloquei as mãos na saia de Rachel, puxando-a pra cima e quase desmaiando quando meus olhos bateram na mancha molhada na frente da calcinha dela. Tentei não pensar muito nisso e puxei seu quadril para que seu centro se encontrasse com o meu abdômen.
Rachel gemeu e seu quadril balançou tenso contra minha camisa.
— Quinn... eu vou.... vou... — Ela continuou balançando, sua cabeça arqueando para trás na porta.
— Vai?- Sussurrei e colei meus lábios na sua garganta, minhas mãos ainda ajudando-a a mover-se contra a camisa. — Vem pra mim.
Meus lábios se moviam suavemente contra sua garganta, e eu soltava leves arfadas com os movimentos de Rachel contra meu abdômen.
Eu conseguia sentir o quão molhada ela estava. E isso estava fazendo uma parte atrás da minha mente, gritar para levá-la pra cama e tê-la toda pra mim. Mas ainda tinha alguma coisa dentro de mim que me impedia de fazer isso.
E eu sabia quem em algum momento eu agradeceria aquela parte de mim.
Quando Rachel gozou, ela teve espasmos e me apertou contra ela, minha cabeça caiu em seu ombro e seus lábios grudaram no meu ouvido, os gemidos que ela soltou fez com que eu quase explodisse quando finalmente tremeu completamente e caiu mole em meus braços.
Suas pernas não sustentavam mais na minha cintura, então apanhei suas coxas descendo-a suavemente do meu colo e segurando-a pela cintura, apertando-a contra mim para que não caísse.
— Você vai me matar algum dia. — Comentei e Rachel riu apertando minha camisa e jogando a cabeça pra frente, caindo no meu ombro. — To falando sério.
— Eu sei disso. — A voz de Rachel estava rouca e ofegante. Virei o rosto e beijei sua têmpora carinhosamente. — Não acho que consigo andar.
E foi minha vez de rir. Abaixei e a peguei pelas coxas, fazendo-a cruzar as pernas na minha cintura. Rachel era tão mais leve do que aparentava, era como segurar uma criança. E talvez as aulas de ioga que tomei enquanto estava na faculdade tenham me ajudado bastante na força. Rachel abraçou meu pescoço e riu enfiando a cabeça nele.
— Não sei porque você 'tá rindo. — E eu falei isso rindo enquanto sentava no sofá com ela no meu colo. Rachel se afastou com um sorriso suave.
— Só estou feliz que você decidiu não parar de fazer isso. — E ela tinha aquele olhar sonolento que me deixava louca. Era o mesmo olhar que ela me deu na quarta quando eu fiz praticamente a mesma coisa que acabei de fazer.
— Por isso que eu estou enlouquecendo, Pandora.
O apelido saiu antes mesmo que eu pudesse pensar nele. Rachel franziu o cenho se inclinou pra trás.
Fechei os olhos, esperando que ela falasse alguma coisa, mas tudo que escutei, foi uma risada tão fofa que meu coração inchou no peito. Abri os olhos e encontrei o seu sorriso confuso.
— Pandora?
Dei de ombros e joguei minha cabeça pra trás no sofá. Rachel se arrumou no meu colo, levando as mãos para meus ombros, me encarando intensamente.
— Porque Pandora? Tenho certeza de que não sou tão curiosa...
Soltei uma risada, jogando a cabeça pra trás e sentindo uns tapas em meus ombros.
— Eu não sou curiosa!
— Não é curiosa? — Olhei pra ela e ri mais uma vez quando ela fez beicinho. — Verdade, não é curiosa, é impulsiva. Exatamente como Pandora. Impulsiva com o que sente.
Rachel franziu o cenho e eu comprimo os lábios, esperando que ela entenda o que quero dizer.
Ela não é só Pandora por ser curiosa, ou impulsiva. Eu tinha absoluta certeza de que ela estava ali para fazer com que eu me perdesse. Em todos os sentidos.
— Está dizendo que fui impulsiva quando beijei você naquele dia? — Ela ergueu as sobrancelhas e deixei um sorriso curvar-se em meus lábios. — É, acho que sim.
— É, pois é. — E sorri mais ainda. — Mas não é só por isso que você é a minha Pandora.
As sobrancelhas de Rachel subiram mais ainda e um sorriso cresceu em seus lábios.
— Sua? — E ela se inclinou pra mim, colando nossas testas.
Ri e acariciei suas costas, subindo para suas omoplatas e descendo para a lombar. Rachel ronronou e apertou minha camisa em meus ombros. Ela soltou o ar sobre meus lábios e eu aperto minha mão em sua lombar, puxando-a mais pra mim.
— Não quer ser minha? — Pergunto e, ao invés de sentir tranquilidade, meu estômago se revirou e mordi os lábios para conter o nervosismo.
— Achei que já fosse. — Ela arrastou as mãos para minha nuca e balançou os quadris suavemente. Rachel afastou o rosto um pouco para me lançar um olhar que eu classificaria como 'malicioso'. — Depois de tudo que fizemos esses dias. Mas só sou sua, se você for minha.
E ela ainda finaliza mordendo o lábio inferior com o sorriso ainda malicioso.
— Bem... — Dou de ombros e me inclino para beijar seus lábios suavemente. Me afasto com um sorriso. — Mas não era só por isso.
Rachel ergueu as sobrancelhas.
— Então o que é?
Sorri com os lábios comprimidos e ergui uma sobrancelha.
— O que a faz pensar que eu vou falar?
Rachel franziu o rosto.
— Porque não?
E eu apenas sorri, dando de ombros. Eu não diria o real motivo pra Rachel ser minha Pandora. Não era algo que eu admitiria em voz alta tão facilmente. Mesmo que Rachel estivesse me lançando um olhar emburrado, eu ainda não diria isso pra ela. Não era fácil admitir que tinha uma fraqueza pra alguém que se importava, principalmente se essa fraqueza era esse alguém.
—_
Depois de um tempo sentadas no sofá, vendo filmes no Netflix, convenci Rachel que era hora dela ir embora. Até porque já era hora do jantar e o celular de Rachel tocou algumas vezes e ela resmungou que não iria atender por ser o Kurt.
Na vez que ela atendeu, Kurt estava praticamente implorando pra ela voltar pra casa dele que os pais dela iriam lhe buscar lá daqui a uma hora.
Foi quando eu descobri aonde Kurt Hummel morava. O que me surpreendeu, foi ver a silhueta de Finn Hudson pela janela da casa dos Hummels. Franzi o rosto e segurei o pulso de Rachel quando ela estava prestes a abrir a porta do carro depois de ter beijado meus lábios.
— Porque Finn Hudson está aqui?- Perguntei tentando não parecer perturbada. Rachel me lançou um olhar confuso.
— Não sabia que ele morava aqui?
Ergui as sobrancelhas.
— Finn Hudson mora com os Hummels? Por essa eu não esperava.
Ao desviar o olhar, senti os olhos de Rachel no meu rosto. Ignorei por alguns segundos, mas foi difícil quando ela puxou meu rosto pra ela.
Rachel tinha um sorriso maroto e mordia o lábio sensualmente.
Puta merda.
— É ciúmes que eu vejo aqui?
— Claro que não! — Balancei a cabeça indignada. — Só curiosidade.
— Tem certeza? — Ela soltou o cinto e levou uma mão até minha nuca. — Não é ciúmes?
— Claro que não. — Minha certeza já não era tão clara na voz. Pigarreei e acenei para a porta do carro. — Acho melhor ir indo. Não quero ter que explicar para seus pais o que você fazia no meu carro.
Rachel apenas ergueu as sobrancelhas.
— Você sabe que não precisa sentir ciúmes, né? — E eu a olhei com o rosto franzido em curiosidade. — Eu nunca teria feito o que fizemos mais cedo se não quisesse você.
E foi aí que eu lembrei do que tinha pra falar pra ela.
— Falando nisso. — Peguei sua mão na minha nuca, segurando-a entre as minhas e passando o polegar em seu pulso. Pude sentir com facilidade o olhar preocupado de Rachel.
— Você não vai...
— Não, não se preocupe. — Balancei a cabeça e voltei meus olhos para os castanhos. — É que... nós precisamos falar sobre limites, Rachel.
Rachel franziu o rosto.
— Porque precisaríamos falar sobre limites?
Soltei uma risada sem humor.
— Eu sou uma mulher de vinte e três anos, Rachel. Esse tipo de coisa é provocação demais até mesmo pra mim. — Engoli em seco e respirei fundo. Rachel tinha suavizado a expressão confusa. — Nós não vamos até o final...
— … Nós poderíamos...
— … Não vamos. — Olhei pra ela com firmeza. — Não agora.
Rachel me lançou um olhar admirado.
— Como pode ter tanta certeza de que não é isso que eu quero?
A pergunta foi feita tão lentamente, como se Rachel estivesse escolhendo as palavras cuidadosamente. Sorri suavemente e entrelacei nossos dedos.
— Porque não quero que se arrependa só por causa do momento. — Levei uma mão até seu rosto. — Na hora certa, você não vai pensar no calor que sente, mas sim no amor que sente pela outra pessoa.
Os olhos de Rachel brilharam, e eu não quis pensar no que isso significava.
— Então quando chegar a hora certa...
Sorri e acenei.
— Você vai saber com o seu coração, não no calor do momento.
E ela sorriu pra mim, se inclinando e beijando meus lábios antes de se afastar.
— É, a cada dia que se passa, você só prova que é a pessoa perfeita pra isso. — E ela me beija mais uma vez antes de abrir a porta do carro e soltar minha mão, logo em seguida saindo do carro.
E agora eu tinha que agir como se o que ela tinha dito não fez meu coração bater mais forte e mais rápido.
—_
Quando voltei para o meu apartamento, a porta estava aberta. Antes de abrir a porta completamente, apanhei o celular no bolso da calça a procura de alguma mensagem de alguém da minha família, mas como não tinha, olhei para as horas. Sete e meia da noite. Já sabia quem tinha entrado na minha casa.
Terminei de abrir a porta e fechei ela atrás de mim. Ergui uma sobrancelha quando escutei o som de algo caindo e quebrando na cozinha.
— Santana! Eu espero que não tenha sido nada importante.
— Deixa de frescura, Fabray!
Tirei meu sobretudo, jogando em cima da poltrona da sala e andei até a cozinha. Me encostei no batente da porta com os braços cruzados. Santana estava agachada no chão da cozinha, apanhando os vidros delicadamente do chão. Só que, em suas mãos, ela tinha luvas de borracha.
— O que você tá fazendo? — Perguntei franzindo o rosto e esperando que a resposta fosse boa o suficiente.
Ela olhou pra mim ligeiramente ofegantes. Então se ajoelhou e passou o braço pelo rosto para tirar o cabelo da frente.
— Apanhando o vidro. — Ela aponta para o saco cheio de vidro ao lado dela.
— E porque está usando essas luvas? Eu uso elas pra lavar o banheiro. — E ainda apontei para o corredor, sinalizando o banheiro. Santana revirou os olhos.
— Eu não quero me cortar. — Ela dá de ombros e volta ao trabalho.
— Essas luvas estavam no armário do banheiro. — Falei e entrei na cozinha, puxei o banco do balcão e sentei nele ainda tendo a visão completa de Santana apanhando o vidro.
— Eu sei. — Ela bufa e olha pra mim, passando o braço pelo rosto de novo antes de revirar os olhos. — Foi lá que eu achei.
— Sim, mas não vi você indo pra lá quando isso aí quebrou. — Cruzei os braços sobre o balcão. — Você tava fazendo o quê com minhas luvas aqui na cozinha?
E Santana finalmente levantou do chão com a sacola cheia de vidro. Ela me lançou aquele olhar de 'para de fazer pergunta chata' e continuou seu caminho até a lavanderia do meu apartamento.
— Tem outra sacola? Quero colocar essa sacola em outra sacola.
E ela vai andando na direção da lavanderia que é ao lado da cozinha. Observo seus movimentos, quando ela se agacha pra pegar a sacola no armário ao lado da máquina de lavar roupas, e quando ela coloca o saco de vidro dentro do outro saco. Franzi o cenho e balancei a cabeça.
— O que você 'tá fazendo? — Perguntei mais uma vez e ela me olhou com as sobrancelhas erguidas.
— Nada demais. — E deu de ombros. Tirou as luvas e colocou em cima da máquina antes de jogar a sacola no lixo.
Claramente, ela estava escondendo algo de mim.
— Santana... — Meu tom de aviso fez ela respirar fundo.
— Tudo bem... eu posso ter feito algo. — E ela andou até ficar na minha frente no balcão. Ela morde o lábio inferior e dá de ombros. — Eu fui naquela escola que você 'tava hoje de tarde, sabe? Naquela competição idiota e tal...
— Vá direto ao ponto.
— E eu encontrei alguém lá. — Ela lambeu os lábios e se inclinou no balcão, apoiando os cotovelos. Ela desviou o olhar com um pigarro. — E... bem...
— Santana.
— Eu posso ter transado com a sua aluna.
Meus olhos cresceram tão rápido que estava fora do meu controle.
— O que porra...
— Eu sei, eu sei! Foi só um momento, ela estava lá, e eu estava te procurando, nós fomos te procurar juntas, mas você não estava em lugar algum, então... de repente... ela meio que tinha a mão dela dentro da minha calça.
Santana falava tão rápido que ficava mais difícil de processar a cada palavra. Então ela terminou e eu não fazia ideia de qual era a minha expressão naquele momento, mas com toda certeza, não era uma feliz.
— Quem era? — Perguntei, minha voz saindo mais dura do que eu queria, mas foi necessário.
— Eu não acho que... — Ela tentou, mas levantei a mão, fazendo-a se calar.
— Quem era, Santana?
— Aquela líder de torcida loira.
— Você dormiu com Brittany Pearce? — Rosnei e ela franziu o rosto.
— Tecnicamente, não. Só transei com ela mesmo. — E ela ainda deixou um sorriso crescer em seus lábios. — E foi bom pra caralho.
— Para, Santana. — Praticamente implorei. Deixei a cabeça cair no balcão e soltei um som que pareceu um berro de lamento. — Nem sei porque estou surpresa com isso, sabia que ia acabar dormindo com ela em algum momento.
— Nós não...
Levantei a cabeça lhe lançando um olhar de tédio.
— Não interessa se você dormiu ou não.
E ela comprimiu os lábios.
— Fizemos contra a parede do box de um dos banheiros então... realmente não teve nada de 'dormir'.
— Só cala a boca. — Lhe lancei um olhar cansado e ela revirou os olhos antes de se apoiar no balcão mais uma vez. — Agora me fala, o que foi que você quebrou?
Santana arregalou os olhos e eu franzi o rosto.
— Santana...
— Nada de importante, garanto. — E ela ainda sorriu. Lhe lancei um olhar, não sabia exatamente qual era, que ela se sentiu ofendida. — Pelo menos eu não transei com a MINHA aluna.
E eu voltei meus olhos pra ela. Dessa vez, eu sabia exatamente qual era o olhar que eu estava lançando. Santana soltou uma gargalhada e passou o dedo sob o olho direito, fingindo limpar uma lágrima.
— Você deve ser achar muito engraçada, né?
— Eu sou, Q. — E ela ainda sorriu presunçosa.
— Me diz logo o que você quebrou.
E antes que ela pudesse responder, pulei do banco e andei até o armário de canecas que eu fazia coleção. No momento em que abri, vi que tinha algo faltando.
— Q...
— Santana.
— Olha, foi um acidente.
Me virei pra ela, e meus olhos estavam quentes.
— Minha avó me deu aquela caneca. — Rosnei e Santana engoliu em seco.
— Eu sei... eu... eu sei disso, Q. — Ela sorriu sem jeito. — Foi realmente um acidente.
Eu tentei, realmente tentei me alterar com ela, mas não consegui, não com Rachel na minha cabeça. O que tínhamos feito apenas algumas horas atrás contra a porta da sala ainda estava na minha cabeça. Então simplesmente balancei a cabeça e fechei a porta do armário.
— Você tem sorte que eu não tenho cabeça pra isso. — Resmunguei e saí da cozinha indo na direção da sala. Eu sabia perfeitamente que ela viria atrás de mim. E quando sentei no sofá, ela já estava parada na minha frente.
— O que foi? — Ela pergunta, sua expressão deixando claro que não iria aceitar desculpas para não falar.
Dei de ombros e levei uma mão até o cabelo, me curvando pra frente e abaixando a cabeça.
— Sinto que estou indo em uma direção sem caminho de volta. — Comentei e pude sentir meus olhos queimando e minha garganta tapando com uma vontade de chorar. Tentei engolir essa vontade, mas só piorou a situação. Respirei fundo e percebi Santana sentando ao meu lado. — Eu estou me apaixonando, Santana.
Santana engatou a respiração. Eu consegui perceber isso com ela ao meu lado. Ela estava assustada com isso. Mas não tanto quanto eu.
— Quinn... não vou dizer que não sabia que isso iria acontecer, mas...
— Eu sei. — Levantei a cabeça e procurei seus olhos. Santana me lançou um sorriso suave. — Eu deveria ter pensado nisso.
— Sim, deveria. — E ela respirou fundo. Ainda olhando em meus olhos. — Mas isso não é sua culpa.
Grunhi em desespero e balanceia a cabeça, levando uma mão até o cabelo e escorregando no sofá.
— Como que não é, Santana? — Olhei pra ela mais uma vez. — Como que não é minha culpa?
Santana lambeu os lábios, desviando o olhar por alguns segundos antes de voltar pra mim. E, em momento algum, desviei meus olhos dela, não tinha como, eu estava implorando para que ela me ajudasse. O desespero que sentia era maior do que eu imaginava.
— Talvez você esteja errada. — Ela comenta e eu franzo o rosto pra ela. Não faço ideia de quantas vezes fiz isso apenas hoje. — Talvez você tenha se apaixonado por ela muito antes de começarem a ter o que tem agora.
Engoli com força, sentindo o coração martelar no peito.
— Então... agora...
— Você é apaixonada por ela, só precisa descobrir como lidar com isso sem que se auto destrua. — E Santana dá de ombros, imitando minha posição. — Foi inevitável desde o início, Q.
Fechei os olhos, respirando fundo. Não era certo. O que eu sentia por Rachel, não era pra parecer tão certo.
— E agora eu estou perdida. — Dei de ombros com uma risada sem humor e abri os olhos para o teto. — Estou perdida porque me apaixonei por uma garota de dezessete anos.
— Não fique se martirizando, Quinn. — Ela pede e eu viro a cabeça pra ela, vendo seu sorriso suave. Santana sabia ser a melhor amiga possível quando eu precisava. E eu amava isso nela. — Não é como se tudo fosse mudar no momento em que você se desse conta do que estava sentindo.
— O problema é esse, Santana. — A risada sem humor escapou novamente dos meus lábios. — A noção desses sentimentos é o que está me fazendo questionar. Definitivamente, eu não fiz a escolha certa, mas... — Levei uma mão até o ponto acima do meu peito, aonde meu coração batia com força contra a palma da minha mão. — Aqui dentro... aqui dentro eu fiz a coisa certa.
— E quem disse que não importa? — Virei meu rosto pra ela, encontrando seus olhos brilhantes. — O que seu coração diz, as vezes, é mais claro do que o seu cérebro.
— Não parece ser mais claro. Na verdade, parece cada vez mais confuso.
E foi a vez de Santana deixar uma risada escapar, só que a dela, tinha algum humor.
— Está confuso porque você quer. — Ela piscou pra mim. — Porque você já sabe o que sente, só falta descobrir o que fazer com isso.
Balancei a cabeça de um lado pro outro.
— Ela é minha aluna, Santana. — Lembrei e a palavra-chave soou amarga em meus lábios.
Santana comprimiu os lábios e seus olhos saíram de foco por alguns segundos. Como se ela estivesse pensando em algo pra falar.
— Então... — Ela deu de ombros, os olhos ainda fora de foco. Então seus olhos entraram em foco com os meus. — Acho que você só vai ficar totalmente bem com isso, quando ela deixar de ser sua aluna.
E eu franzi o rosto com isso.
— Está dizendo que eu deveria me demitir?
Santana balançou a cabeça em negação.
— Não estou dizendo nada. — E ela levantou do sofá. — Eu preciso ir embora. Tenho um jantar lá na casa da minha mãe.
Santana colocou a mão na minha cabeça e bagunçou meu cabelo antes de sair pela porta do meu apartamento.
Enquanto eu observava a porta fechando, minha mente ia divagando para os momentos que tive com Rachel desde que estivemos juntas.
Santana tinha razão, eu não iria ficar totalmente bem com isso enquanto Rachel fosse minha aluna. E me demitir estava fora de questão. O tempo que eu terei que ficar pensando nisso vai ser longo.
Só espero que quando eu termine de pensar nisso, não seja tarde demais.
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