Pandora
9 Capítulo IX – Dois Caminhos na Mesma Direção
Notas iniciais
Capítulo IX – Dois Caminhos na Mesma Direção
Mantinha minhas mãos no carrinho enquanto o guiava pelas alas do supermercado. Acho que realmente nunca entrei em um para fazer compras completas. Acho que só para comprar cerveja, sorvete, e qualquer outra besteira. Nunca para comprar comidas de verdade. E talvez por isso que eu já tinha batido em alguns carrinhos porque não sei me guiar dentro de um supermercado.
Estou quase ligando pra Santana vir me ajudar.
Mas não vou fazer isso. Preciso aprender a me virar sozinha, e é por isso que estou com uma lista no meu celular de coisas que minha mãe mandou para comprar.
Ela ficou bastante irritada quando eu falei que não sabia fazer compras no supermercado e começou a citar os momentos em que ela me levava pra fazer compra e que eu já deveria ter aprendido daquela época.
E bem, ela continua me mandando coisas para comprar e eu continuo me perdendo nas alas do supermercado.
— Precisa de ajuda?- Escutei e levantei a cabeça, encontrando um homem alto, cabelo grisalho estava coberto por uma boina marrom e óculos de gráu sobre o nariz. Ele usava um suéter verde escuro por baixo de uma jaqueta marrom que combinava com a boina. Ele pareceia amigável. E eu precisava de ajuda.
— Se não for de muito incomodo. — Murmurei nervosamente e ele riu, se aproximando. Ele carregava um papel e uma caneta. Não vi seu carrinho em lugar algum.
— É só perguntar. O que quer saber?
Franzi o rosto e olhei para a lista de coisas no meu celular.
— Ahn... aonde ficam as frutas? — Perguntei vendo a lista de frutas que minha mãe mandou. Levantei os olhos pra ele, que sinalizava para que eu o acompanhasse.
— É nova aqui?- Ele perguntou e eu não soube como responder.
— Não exatamente... — Pigarreei e apoiei os cotovelos no carrinho. — Sou nova nisso de fazer compras.
— Ah. Mas eu nunca te vi por aqui. — Ele comenta curioso.
— É porque eu nunca estive em um supermercado.
E ele ri com isso, balançando a cabeça.
— Não falo daqui, falo de Lima. Não lembro de ter visto você em algum lugar na cidade.
Dou de ombros com uma risada e guincho aliviada ao ver as frutas. Pego um saco e vou colocando as frutas dentro dele vendo o homem fazer o mesmo.
— Me mudei para Lima em julho. — Respondi e coloquei as frutas no carrinho.
— Três meses? Não fez compras nesse tempo? — O homem se aproximou com os sacos e me olhou divertido.
— Não exatamente...
Ele riu e acenou.
— Sei como é. Vida de solteiro é assim. Nunca se importa muito com a comida e tal. — Ele dá de ombros e coloca os sacos com as frutas no carrinho de um outro homem que se aproximou. — Depois que casei a minha alimentação virou das melhores.
Franzi o rosto ao ver o outro homem sorrir. Ele era um pouco mais baixo. Cabelo encaracolado e grisalho. Era forte e usava um suéter cinza de gola alta. Ao ver o homem que me acompanhava parar ao lado dele, entendi que eram casados, e sorri. Lima evoluiu bastante.
— Talvez eu precise casar mesmo. — Comentei dando de ombros com uma risada e ele me acompanha.
— Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. — E ele olha para o seu marido com um olhar carinhoso, antes de se voltar para mim. — Qual o seu nome?
— Quinn. — E estiquei minha mão para cumprimentá-lo.
Ele apanhou minha mão com um sorriso.
— Meu nome é Hiram. E esse é meu marido. Leroy. — E ele bate suavemente no ombro do marido que sorri para mim.
— É um prazer, Quinn. — Leroy fala e eu sinto minhas bochechas corarem.
— É um prazer para mim também. Seu marido me ajudou bastante aqui. — E apontei para as frutas. — Se não fosse por ele, eu ainda estava perdida na ala de produtos de limpeza.
— E precisa de mais alguma ajuda, Quinn?- Hiram pergunta e eu olho para minhas compras, depois pego meu celular.
— Ahn... aonde fica a padaria?
Leroy ri e aponta para alguma coisa atrás de mim. Viro e vejo o nome enorme escrito em letras de forma: PADARIA.
— Achou? — Hiram perguntou divertido e eu reviro os olhos com a minha estupidez.
— Acho que agora sim. — Brinco e ambos riem. — Muito obrigado.
— Não há de quê!
— Agora já consegue se localizar dentro de um supermercado. — Hiram zomba e eu solto uma risada.
— Graças a vocês!
— Espero tombar com você mais uma vez, Quinn. — Hiram fala e eu aceno.
— Eu também espero, Hiram.
E eles acenam quando vou me afastando.
Realmente, foi um achado encontrar esses dois aqui. Quando eu morava em Lima, cinco anos atrás, nunca que eu veria um casal de homens fazendo compras normalmente. E vê-los daquele jeito, tão confortáveis um com o outro em um ambiente como esse, me fez feliz. Nada tiraria o sorriso da minha cara.
—_
Quando você disse que iria cozinhar, eu achei que iria ser envenenada. — Escutei Santana falando e concluí que ela já tinha chegado no meu apartamento. — Mas pelo cheiro, acho que é comida de verdade mesmo.
— Quando foi que eu não fiz comida de verdade? — Reclamei, mas não me virei para encontrá-la, continuei picando a cebola que estava na minha frente.
— Quando é que você cozinhou? Essa é que é a pergunta, Quinn, querida.
— Ah, por favor, não é a primeira vez que eu cozinho pra você! — E tentei lembrar da ultima vez que cozinhei para Santana.
Não tinha nenhuma outra vez.
Santana ergueu uma sobrancelha.
— Ainda tentando lembrar? — Ela debocha e eu reviro os olhos, continuando minha comida. — O que está fazendo?
— Uma receita que minha mãe me passou por e-mail. — E joguei o que picava dentro da panela. Me distrai enquanto misturava e senti um vendo quente na minha nuca. Guinchei, saltando para o lado e revirando os olhos quando vi que era Santana querendo ver o que eu fazia. — Quê isso, porra?
— Xiu, olha a boca. — Ela ralha e eu reviro os olhos. — Diz aê o que está fazendo. 'Tá bem cheiroso.
— Claro que 'tá. — Bufo e fecho a panela para pegar o macarrão que eu tinha colocado para secar na pia. — Espaguete.
— Sério? Italiano? Aí quero ver. — Sua voz tinha o tom claro de desafio.
— Santana, lembra quando minha mãe disse que ia fazer pizza?
— Sua mãe trabalha com comida, Q. Ela não é amadora. A não ser naquele dia que ela resolveu fazer doce de goiaba. Aquilo não foi...
— Lembra da pizza, Santana? — Cortei e ela bufou e pulou para cima do balcão. — Lembra como o molho ficou bom?
— Sim. — Ela respondeu com a voz arrastada e eu acenei.
— Fui eu que fiz.
— Mentira.
— Não mesmo. — Olhei por cima do ombro e ela tinha os olhos cerrados. — Minha mãe me ensinou uma receita interessante de molho naquele dia.
— E ela te passou essa receita e agora você está cozinhando. — Santana supôs e eu acenei virando de costas para ela e jogando o macarrão em outra panela. — Espero que isso fique bom.
— Claro que vai ficar.
E acabou ficando mesmo. Santana, no ínicio, comia com os olhos cerrados, mas depois do segundo prato, ela tinha eles arregalados.
Enquanto comiamos, eu contava para Santana sobre o meu encontro no supermercado com Hiram e Leroy. E ela compartilhou a minha surpresa. Quando morávamos aqui, não existia uma só pessoa fora do armário. Nem mesmo eu e Santana. Só realmente saímos quando fomos para Yale. E ver que isso mudou, era bom. Era interessante.
— Então, amanhã é o dia da primeira prova do campeonato de história. — Comentei quando nós duas sentamos no sofá e zapeavamos os filmes e séries do Netflix.
— Não é da minha conta.
Revirei os olhos.
— Sim, beleza. — Continuei zapeando e olhei de esguelha pra ela. — Mas é sério. É amanhã.
Santana soltou um bufo enorme e revirou os olhos, olhando para mim.
— 'Tá certo. O que eu tenho a ver com isso?
— Você não pode vir pro McKinley também?
E ela continuou me olhando séria. Comprimi os lábios e desviei o olhar. Eu precisava de Santana lá, tinha certeza de que Holly Holliday estaria lá, e nunca fica mais fácil quando ela aparece na minha vista mesmo que sejam poucos dias na semana, e com Santana lá, vai ficar mais fácil.
— Amanhã é sábado.
— Eu sei disso.
— Você quer que eu acorde cedo em pleno sábado para ir pro campeonato que nem vou estar participando.
— Ah, por favor Santana! Não vai ter nada demais. Apenas vamos ficar no ginásio vendo os alunos fazerem as provas e torcendo para os da minha sala.
E ela revirou os olhos.
— Porque eu deveria?
— Brittany vai estar lá.
E ela ficou em silencio, olhando pra mim com os olhos vidrados. Comprimi os lábios e sorri esperando a resposta positiva. Santana realmente gostou de Brittany.
—_
— Não acredito que você realmente me convenceu. — Santana reclamou ao meu lado e eu cobri a boca para não rir alto.
— Você tem que entender que sempre vou acabar te convencendo de alguma maneira, então pare de resistir.
E ela revira os olhos dramáticamente.
Santana e eu estávamos sentadas na arquibancada com alguns outros professores – Holly Holliday incluída – enquanto os alunos respondiam as provas de histórias no meio da quadra. Haviam várias mesas que eles compartilhavam para responder a prova.
Meus olhos estavam na mesa em que Rachel estava. Ela estava distante o suficiente para que eu não conseguisse ver seu rosto, mas sabia que ela estava usando a mesma expressão que usava quando estava respondendo as questões na minha aula. E como meus olhos passavam muito tempo nela, eu sentia Santana bater o cotovelo na minha costela e logo em seguida sussurrar pra eu parar de ser tão obvia.
Sim, eu sou obvia demais e isso tinha que parar.
Mas não agora.
— Você não me disse que a Brittany estava fazendo prova também.
E ela realmente estava. A loirinha líder de torcida estava em uma mesa perto da de Rachel, respondendo as questões animadamente, e dava leves saltos na cadeira de vez em quando.
— Ela não é da minha sala. — Respondi dando de ombros e Santana cerrou os olhos.
— Vou torcer pra ela. — É o que diz antes de se inclinar para apoiar o cotovelo no joelho.
Balancei a cabeça e continuei assistindo os meus alunos fazerem as provas. E claro, secretamente torcendo por Rachel.
Quando o tempo de prova acabou, houve um suspiro coletivo e eles foram se afastando da mesa quando um professor passou pegando cada prova e indo na direção dos responsáveis pelo campeonato.
Santana me puxou para sair do ginásio e fomos para os corredores.
— Vamos embora. — Ela fala me puxando na direção da porta de saída.
— Não vai dá, tenho que ficar pra falar com meus alunos.
— Uma porra. Você fala na segunda.
Soltei uma risada e parei, puxando-a para parar também. Ela olha pra mim incrédula e eu dou de ombros.
— Eu tenho que ficar mesmo. Se quiser pode ir indo. — Apontei para a porta e ela revirou os olhos.
— Aonde é a sua sala? — Ela estava emburrada com os braços cruzados.
Comprimi os lábios para não sorrir abertamente. Santana não tinha anda melhor para fazer no dia de hoje e, aparentemente, ficar no McKinley comigo era melhor do que ficar em casa estudando.
— Minha sala está fechada hoje. — Avisei e ela bufou audivelmente.
Escutei ela chingando baixinho e virando de costas pra mim e indo para perto da parede, logo em seguida se encostando.
— É uma surpresa encontrar vocês depois de tanto tempo.
Meu corpo inteiro ficou tenso ao escutar essa voz. E pelo olhar de Santana sobre o meu ombro, eu sabia exatamente quem estava atrás de mim. Engoli em seco e respirei fundo, fechando os olhos por alguns segundos antes de abri-los. Santana agora tinha os seus olhos cerrado.
— Sinceramente, Holliday, essa coisa de stalker tá feio. — Ela debocha e eu sinto meus lábios tremerem em um sorriso.
— Ah, bem. — Holly solta uma risada descontraída e eu sinto a vontade de virar apenas para ver seus dentes lindos e brancos que cintilavam seus olhos azuis, mas seria apenas uma facada minha nas minhas costas. — Sabe como é, as vezes vale a pena.
Mas eu tive que virar com isso, indo para o lado de Santana.
Holly tinha os olhos nos meus e ela estava séria agora.
Como assim 'vale a pena'? Em momento algum ela admitiu que ela estava aqui por mim, e agora ela vem dizer que eu 'valho a pena'. Como assim?
— Para de mentir, Holliday. — Santana continua debochando com um risinho. — Nós três aqui sabemos o motivo exato por você ter ido embora.
Engoli em seco com isso e acenei concordando com Santana.
Holly continuva olhando pra mim, mesmo depois do que Santana disse. Ela nem ao menos se defendeu, fazendo com que uma aperto estranho surgisse em meu peito, mas não me abalou. Ela ainda olhava pra mim quando um sorriso surgiu no canto esquerdo da sua boca.
— Se é o que vocês acham. — E ela deu de ombros, dando as costas e saindo de perto de nós.
Respirei fundo escutando um murmurio debochado de Santana ao meu lado.
— Essa mulher é ridícula.
— Totalmente de acordo. — Comento e ela ri ainda debochando.
— E ela realmente acha que não está deixando obvio o interesse que tem por você.
— Sim. — Murmurei e olhei para o lado, procurando alguma coisa para me distrair do leve aperto em meu peito.
Não me julguem, okay? Holly Holliday foi o meu primeiro amor! E todos nós sabemos daquele leve ditado: Ninguém esquece o primeiro amor. E realmente, fica meio dificil quando ela está rondando a sua vida. Eu sei que estou sentindo coisas pela – minha aluna – Rachel, mas realmente, prefiro sentir coisas por Holly do que por uma garota mais nova.
Não que eu esteja sentindo coisas pela Holly! Eu ainda lembro bastante de como ela quebrou o meu coração.
— Você já viu quem está disfarçando para olhar pra cá?- Santana murmurou divertida e eu lhe lancei um olhar confuso. — Sua garotinha.
E segui o seu olhar, vendo que Rachel conversava com Tina Cohen Chang, mas não parecia muito interessada no assunto. Já que seus olhos estava em mim. Por cima do ombro da Chang.
E, curiosamente, ela não desviou o olhar imediatamente quando encontrou meus olhos. Ela o mateve até que Tina deve ter falado algo importante e suas sobrancelhas franziram e ela respondeu alguma coisa para a Chang.
Eu senti algo que realmente não deveria ter sentindo quando seus olhos estavam grudados nos meus. A intensidade do seu olhar era demais. Como se ela quisesse falar algo através daqueles olhos brilhosos.
O modo como meu coração bateu, certamente, não era nada bom.
— Ela não é minha garota. — Resmunguei ainda olhando na direção de Rachel, vendo que ela ainda falava enquanto Tina escutava.
— Aparentemente ela quer ser. — Santana fez um som com a boca e eu a olhei com o rosto franzido.
— Cala a boca. — Pedi e balancei a cabeça. Santana pareceu se divertir com isso.
— Só um idiota não percebe isso, Quinnie. — Ela debocha e desencosta da parede. — Vou indo pra minha moto e ver se tombo com a loirinha por aí. Quando terminar de falar com as suas crianças aí eu vou estar esperando.
E ela vai andando, me deixando para trás.
Balanço a cabeça e entro em uma sala que o Figgins me disponibilizou para falar com meus alunos.
—_
— Será que eu posso falar com você sem os seus cães de guarda? — Escutei e levantei a cabeça para encontrar Holly na minha frente. Eu estava sentada na sala dos professores esperando os outros professores de História para discutir sobre a próxima prova do campeonato.
— O que, exatamente, você quer falar? — Perguntei e abaixei a cabeça de volta para o meu livro. — E quem são meus cães?
Já era segunda-feira e eu tinha acabado de chegar no McKinley, surpresa por não encontrar Will perambulando pela sala dos professores. Mas, aparentemente, o clube do coral era a primeira aula. Minha primeira aula era só depois do almoço, e eu aproveitaria e falaria sobre os resultados do campeonato de História.
Eu estava realmente ansiosa pelo resultado, parecia até que meu nome estaria entre os alunos, como antigamente.
Holly tirou uma almofada do sofá e sentou-se ao meu lado, não muito próxima, mas também não longe o suficiente. A proximidade dela me incomodava, mas ao mesmo tempo fazia com que eu ficasse nervosa.
— William Schuester e Santana Lopez. — Ela responde com um tom divertido.
Reviro os olhos.
— Will nunca seria um cão de guarda. — Zombei e ela riu.
— Claro que não, ele é muito manso. — Mesmo sem olhar, percebi que ela balançou a cabeça. Ela fazia isso quando falava algo que era verdade e obvio. — Seria o cão bonzinho e a Lopez seria o cão mal.
— Achei que essa tática só se aplicava para policiais. — Zombei e levantei a cabeça para ela. Holliday franziu o rosto.
— Não sei, só sei que eles são seus cães. — Ela sorri e eu engulo em seco, desviando o olhar.
Esqueci de como era fácil conversar com Holly Holliday. Ela sempre sabia como tirar a minha timidez e me fazer falar tranquilamente sobre qualquer assunto. Sempre um assunto aleatório que surgia em sua mente, e ela o jogava para mim.
— O que quer conversar? — Eu repito a pergunta e sem olhar, percebo que ela respira fundo.
— Você realmente acha que eu iria trocar você por um cara?
Odiava lembrar das imagens que surgiram na minha cabeça. Imagens de Holly conversando com um universitário, logo em seguida ele envolvendo os braços na cintura dela e puxando-a para um abraço seguido de um beijo.
— Foi o que eu e grande parte das líderes de torcida vimos, Holliday. — Comentei e escutei um suspiro.
— Você deveria procurar o contexto da história toda. — Ela sugere e eu solto um som debochado. — Ao menos deveria me escutar...
— Não estou afim, Holly. — Falei e ergui a cabeça pra ela. — Você não tem ideia da quantidade de vezes que eu fiquei tentando arrumar uma lógica para o que eu vi.
— Você não sabe o que viu, Quinn. — Ela revira os olhos.
— Eu sei muito bem.
— Não, não sabe.
— Então foi que foi? — E me inclinei para frente, esperando uma resposta de verdade.
Foi um grande erro.
Ela aproveitou para se inclinar e colar os lábios nos meus.
E outro grande erro meu, foi fechar os olhos e não me afastar.
Fale com o autor