Pandora
6 Capítulo VI – Que a Confusão Comece!
Notas iniciais
Capítulo VI – Que a Confusão Comece!
Respirei fundo quando sentei no sofá do meu apartamento e senti todos os meus músculos relaxarem depois de um dia estressante.
Logo quando cheguei no McKinley no começo daquele dia, Figgins me empurrou diversos papeis com nomes e assinaturas dos pais e de alunos que participariam do Campeonato de História. E depois que eu lhe perguntei sobre os outros professores que iriam ajudar os alunos, ele apenas deu de ombros e passou por mim, ignorando completamente o resto das minhas perguntas.
O resto do dia eu passei perguntando aos outros dois professores de História se eles iam ajudar com o Campeonato. Com sorte, eles disseram que sim. Portanto, eu teria que separar os alunos para cada professor. E por esse motivo tinha milhoes de papeis dentro de uma pasta na minha bolsa dos alunos que eu ainda não tinha separado em três envelopes.
E eu teria que fazer isso ainda hoje para entregar amanhã para os professores.
A única vantagem disso tudo, é que eu poderia escolher quais alunos poderia ajudar.
Mas eram, no mínimo, cem alunos. Quem diria que tantos alunos iriam se inscrever para um Campeonato de História? Talvez eu não devesse falar tanto sobre o assunto nas aulas e nem mencionar as viagens fantásticas que eu fiz com esse Campeonato.
É, a culpa era minha.
Soltei um gemido quando escutei o toque do meu celular dentro da minha bolsa. Abri os olhos e enfiei a mão na bolsa para procurar o telefone. Fechei os olhos quando finalmente o achei e atendi a ligação sem fazer a minima ideia de quem era.
Quem é? — Perguntei suspirando e bocejando logo em seguida.
— Você realmente apagou meu número?
E nesse instante eu acordei completamente e gemi irritada.
— O que foi que disse da ultima vez que você ligou?
— Disse pra eu não ligar mais. Entendi, entendi. Mas então, eu estou ligando pra você. — Seu tom era sarcástico, e isso me irritou profundamente.
— Gregory, por favor...
— O quê? Ah, fala sério, Quinn. — Ele bufa e eu reviro os olhos. — Relaxa que eu não te liguei pra falar a mesma ladainha de sempre não. Eu só quero te pedir uma coisa.
— O quê?
— Pode mandar uma mensagem de parabéns pra minha mãe? Eu sei é que estranho, mas sabe como é, a velha gostava de você e ela é velha. Não deixe a velha morrer triste.
— Porque está me pedindo isso, Greg?
— Já encurtou para apelido? Isso é bom!
— Fala logo, idiota.
— Ela disse que queria falar com você, e eu quero ser o filho especial que da pra mãe o que ela quer. — Ele explica e eu reviro os olhos mais uma vez.
— Você contou pra ela que nos separamos, Gregory? — Perguntei lentamente como se estivesse falando com uma criança.
— Relaxa que eu contei, é que ela não levou isso muito numa boa.
— Claro que não. — Suspirei e passei uma mão pelo rosto. — Eu mando um e-mail pra ela mais tarde.
— Okay! Muito obrigada aí, Quinn.
— Tanto faz.
E desliguei o celular, me forçando a levantar do sofá e ir tomar banho. Meus olhos foram para a bolsa que estava cheia de papeis e gemi irritada. Eu pensaria nisso depois do banho.
Vesti a roupa mais confortável que tinha e voltei para a sala, apanhei minha bolsa no sofá e abri ela jogando todos os papeis em cima da mesa, para logo em seguida jogar a bolsa no sofá e sentar na cadeira. Peguei os envelopes com os nomes dos outros dois professores e coloquei para o lado.
Hora de começar o trabalho.
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— Senhorita Berry? — Chamei no corredor quando vi o cabelo castanho. Sorri quando ela virou rapidamente, ignorando o namorado ao seu lado. — Posso falar com você por um segundo?
Apertei a alça da bolsa sorrindo suavemente – o mais profissional possível – e dei de ombros. Me aproximei mais um pouco, parando na sua frente e vendo Rachel dispensar Finn com um beijo em seus lábios e um empurrando pelos ombros para a direção do corredor.
E eu tentei ao máximo ignorar a vontade de fazer uma careta com isso.
— Sim, professora? — Rachel deu um leve ênfase no 'professora' e isso fez com que eu reprimisse um sorriso.
— É que eu queria falar com você sobre o Campeonato de História. Recebi o seu papel de inscrição. — Falei sorrindo e mordi o lábio suavemente. — Não sabia que você iria realmente se inscrever.
— Eu disse que ia. — Ela falou divertida e eu acenei.
— Sim, você disse.
E ficamos nos encarando. Meu estômago dando leves voltas com o sorriso suave que habitava em seus lábios. Eu estava tão fudida por pensar essas coisas, mas com Rachel na minha frente só fazia com que não ligasse pra nada. Era como se sempre que eu olhasse em seus olhos, ou apenas olhasse para ela, todo o mundo ao redor desaparecia. Mesmo que fosse muito errado, eu não conseguia evitar esse tipo de coisa.
Mas Rachel foi a primeira a desviar, olhando ao redor. Fiz o mesmo, pigarreando e percebendo que não tinha mais ninguém nos corredores.
— Acho melhor eu ir para a aula. — Ela comentou e seus olhos arregalaram. — Meu Deus, eu vou me atrasar!
Soltei uma risada, balançando a cabeça.
— Qualquer coisa você estava falando comigo sobre o Campeonato, Rachel. — O seu nome saiu sussurrado da minha boca, para que quem estivesse por perto, não escutasse. — Eu ando com você até a sala.
Rachel corou e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha.
— Tudo bem então.
E eu sinalizei para ela andar comigo.
— Coloquei você como uma das alunas que vou ajudar. — Avisei olhando-a de soslaio, sorrindo quando vi as bochechas dela se avermelhando. — A não ser que não queira, claro.
— O quê? Não! Quero dizer, sim! Sim, eu quero. — Ela disse nervosa e eu ri parando na frente da sala de aula. — Acho que fico por aqui.
— Acho que sim. — Olhei para a porta da sala, vendo que o professor ainda não estava lá. — Seu professor não chegou ainda.
— É, acho que sim.
Eu assenti e acenei pra ela, andando para trás e vendo ela sorrir antes de entrar na sala e fechar a porta atrás de si.
Eu sou tão idiota.
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Will olhava pra mim como se estivesse esperando que eu respondesse alguma pergunta que ele tinha me feito, mas por algum motivo (Rachel passou sorrindo pela porta da sala dos professores) eu me distraí e não faço a mínima ideia do que ele disse.
— Pode repetir, por favor? Eu estou com muita dor de cabeça hoje e não conseguir escutar direito. — Falei a primeira desculpa que surgiu na minha cabeça, soltando uma risada sem graça logo depois.
Will não pareceu se importar em repetir.
— Perguntei sobre a escolha da música. — Ele se inclinou na mesa. — Não acha que é muito...
— É perfeita, Will. — Balancei a cabeça e lambi os lábios, sentindo o gosto do cappuccino que estava bebendo minutos atrás. — Não sei porque está tão hesitante com tudo isso. Achei que gostava de Bon Jovi.
— E eu adoro! — Ele suspirou e passou a mão pelo colete verde lodo. Nossa senhora, que colete feio. — Tudo bem?
Sim, eu estava fazendo uma careta enquanto olhava para o seu colete feio. Balancei a cabeça e forcei uma risada.
— Sim, claro. — Sorri e pigarreei, passando a mão pelo cabelo. — Então, está tudo certo para a semana que vem?
— Sim, Mercedes e Kurt estão cuidando dos figurinos. Brittany e Mike estão cuidando da coreografia. — Ele deu de ombros. — Por enquanto está tudo bem.
Isso me fez franzir o cenho.
— O que quer dizer com 'por enquanto'?
Will comprimiu os lábios, parecendo levemente nervoso.
— Eu já te disse que não é a primeira vez que nós fazemos uma apresentação para o McKinley inteiro. — Ele balançou os ombros. Estava nervoso mesmo. — Das ultimas vezes não foi bom. Nem um pouco.
— O que aconteceu?
Ele apertou a gravata, fazendo-me rir e balançar a cabeça. Schuester definitivamente estava exagerando.
— Da primeira vez, foi no refeitório duranto o almoço e... — Ele engoliu em seco.
— Guerra de comida. — Supus e ele estremeceu. — É.
— Da segunda vez foi... bem... — Will corou fortemente e eu comprimi a vontade de soltar uma gargalhada. A bochecha vermelha dele não combinava nem um pouco com o cabelo ruivo. Na verdade, ficava ridículo. — Foi quando cantamos Britney Spears.
Franzi o rosto mais uma vez. Era difícil contar a quantidade de vezes que eu ficava confusa em uma conversa com Will.
— O que aconteceu, Will?
— Uma bomba de hormonios adolescentes por todo o colégio. — E não foi Will que respondeu. Meus olhos foram para a pessoa que disse essas palavras. Sue Sylvester. Sorri ao vê-la. — Esse clube fez uma apresentação digna de bordel, e todos os alunos entraram em êxtase.
— Imagino que tenha sido muito bom. — Brinquei e Will se encolheu na cadeira diante do olhar de Sue.
— Graças a mim, que impediu que uma cena pornográfica acontecesse no meio do ginásio. — Ela cruzou os braços e olhou pra mim. — E pelo jeito você foi para o lado gay da força.
Corei um pouquinho.
— Na verdade, eu já estou nele faz um tempo, então... — Dei de ombros e percebi Will arregalando os olhos e fazendo uma expressão frustrada para logo em seguida se encolher na cadeira.
É, acho que acabei de acabar com as esperanças dele para me conquistar. Fazer o quê? Mulheres realmente me encantam. Sue me lançou um sorriso orgulhoso antes de afastar uma cadeira e sentar entre Will e eu.
— Então quer dizer que anda disfrutando da forma feminina a um tempo? — Ela me lançou um olhar curioso. — Sempre soube que você e a Lopez andavam se pegando pelo armário do zelador e o vestiário.
Will parecia inconsolável, e eu estava começando a ter pena dele.
Bem, eu estava porque comecei a ter pena de mim depois das coisas que Sue começou a dizer pra mim sobre o passado. E, realmente, nada era de verdade. As únicas pessoas que tive alguma coisa durante o colégial foram alunas universitárias. Três alunas universitárias.
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— Alguém sabe me dizer porque Atlas foi castigado por Zeus? — Perguntei para meus alunos do terceiro ano. Realmente eu adorava dar aula para eles.
Alguns levantaram a mão para responder minha pergunta, mas ao ver que Finn Hudson tinha timidamente levantado a dele, pedi para que respondesse.
— É que... bem, ele queria alcançar o máximo do poder e atacou o Olimpo. — Ele se mexeu nervosamente na cadeira, fazendo-me sorrir e acenar, pedindo para que continuasse. — É só isso mesmo.
Todos soltaram risadas baixas e eu sorri acenando.
— Está correto, sr. Hudson. — Falei e ele sorriu orgulhoso de si mesmo. Até mesmo eu estava orgulhosa dele. — O que eu queria que você completasse, era que existe outra versão sobre essa história. E que tem no livro. — Apontei para o livro que estava na minha mesa. — Na outra versão, eles dizem que Atlas reuniu os outros titãs para combater uma revolta liderada por Zeus.
— Mas qual versão é a certa? — Puckerman perguntou, genuinamente curioso. Sorri com isso.
— Bem, Puckerman, eu acredito que a primeira está certa. — Peguei um impulso para sentar na mesa e sorri para eles, roubando um olhar de Rachel por alguns segundos antes de voltar para Puckeman. — Logo depois disso, Zeus lhe deu um castigo, que acredito que muitos saibam, ele teve que segurar o mundo sobre os ombros.
— É por isso que usam essa metáfora em músicas? — Fiquei surpresa ao ver que era Kurt quem me perguntava.
Dei de ombros, balançando as pernas e prendendo as mãos na mesa.
— Não conheço tanto de música, sr. Hummel, mas acredito que sim.
— O peso do mundo nos ombros de Altas é uma metáfora para os problemas e responsabilidades que temos. — Quem disse isso foi Rachel, fazendo-me sorrir. Porra. Quando é que eu não iria sorrir com Rachel? — Então esse é o motivo para usarem em músicas.
Rachel era inteligente. Muito. E depois que eu lhe questionei sobre o Campeonato de História, ela vem fazendo questão de mostrar o quanto ela sabe sobre o assunto. Em todas as aulas, ela responde as perguntas que eu faço, mas apenas quando direciono a ela. Aparentemente, ela não queria tirar as chances de outra pessoa responder.
Rachel era simplesmente incrivel.
— Muito bem, srta. Berry. — Disse orgulhosamente, vendo o brilho que surgiu nos olhos dela quando terminei de falar. — Alguém anda se preparando bem para o Campeonato.
E foi o que eu disse antes que o sinal tocasse e os alunos tivessem que se levantar e sair para a próxima aula. Continuei na mesa, observando cada acenar para mim antes de sair pela porta. Era uma sensação bem interessante ver que eles pareciam gostar de mim. Dava uma sensação de dever cumprido melhor do que nas outras salas.
Talvez eu esteja sendo boazinha demais com eles.
— Te vejo depois da aula? — Escutei enquanto ainda olhava para a porta e me assustei, olhando para Rachel que estava parada na minha frente.
Porquê?
Rachel franziu o cenho e eu ri quando entendi o que ela estava me perguntando.
— Não vai ter a reunião depois da aula?
— Sim, vai, eu só... — Balancei a cabeça e ri mais uma vez, encostando-me na mesa e cruzando os braços. — Eu ainda estou surpresa.
Rachel sorriu timidamente.
— Porque eu me inscrevi? — Assenti e ela lambeu os lábios antes de falar. Foi bem difícil tirar os olhos daqueles lábios umidos. Sério. Como alguém podia ter lábios tão lindos? — Eu disse que me interessava.
— É, eu sei. Mas não imaginava que realmente fosse fazer isso. — Sorri e dei de ombros. — Então vou te ver depois da aula, srta. Berry?
Rachel corou suavemente e assentiu.
— Sim, professora. — E sorriu antes de sair da minha sala.
Fiquei observando a porta fechada e a risada que soltei foi algo inesperado. Como essa garota faz isso comigo?
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Eu observava os alunos discutindo as questões que lhes passei e sorria ao ver como eles realmente estavam interessado no assunto. As cadeiras formavam um circulo na sala e todos que estavam aqui foram alunos que eu mesma escolhi ajudar no Campeonato. Foram duas horas de conversa e já estava começando a anoitecer.
Ao olhar para a janela mais uma vez, percebi que não era a única olhando. Rachel parecia preocupada e quando seus olhos encontraram os meus, ela desviou rapidamente.
— Acho que por hoje é só, pessoal. — Anunciei e eles começaram a recolher as coisas, preparando-se para sair. — Semana que vem nos reuniremos mais uma vez e vamos discutir as outras questões. Recomendo que passem o final de semana revendo as respostas e procurando aprofundar mais no assunto. Vejo vocês semana que vem.
E eles se despediram de mim, mas quando Rachel ia passar por mim, toquei seu ombro e sorri pra ela.
— Precisa de carona?
Rachel ergueu ambas as sobrancelhas.
— Você não precisa...
— Eu vi que estava preocupada com o horário. — Apontei para a janela, mostrando que já tinha escurecido.
Rachel corou e acenou.
— Hoje é aniversário do meu pai e eu não imaginava que fosse ficar até tão tarde, e eu quero chegar lá antes que ele chegue em casa.- Ela mexeu-se desconfortável.
— Ah, me desculpe por isso. — Passei a mão pelo cabelo e virei para a minha mesa, arrumando minhas coisas. — Vou te deixar em casa.
— É sério, não precisa eu...
— Sei que não tem como voltar pra casa, Rachel. — Deixei seu nome escapar de propósito e percebi que ela pareceu ficar mais receptiva. — Prometo te deixar lá antes dele chegar.
E ela corou, logo em seguida sorriu.
— Acho que vou aceitar, então. — Balançou os ombros e apertou os cadernos contra o peito.
Coloquei a alça da bolsa em meu ombro e acenei para a porta.
— Então vamos logo.
E saímos juntas da sala. Andamos juntas em silêncio, mas ela travou quando chegamos no estacionamento e só tinha a minha moto nele.
— Eu esqueci que você tinha uma moto. — Rachel comentou sombria e eu ri correndo até alcançar a moto, subindo nela e apanhando o capacete reserva e entregando pra ela, mas ela não pegou, deu um passo para trás e riu nervosa. — Acho melhor eu ir andando mesmo...
— De jeito nenhum. — Arrumei o capacete e encaixei na sua cabeça, sorrindo aliviada por entrar sem problema nenhum. — Você vem comigo.
Coloquei o capacete e subi na moto, esticando a mão pra ela. Rachel estava travada ali abraçando o caderno contra o peito. Soltei uma risada e agarrei seu pulso, peguei o seu caderno e coloquei dentro da minha pasta. Ela acenou rapidamente e subiu atrás de mim. Olhei por cima do ombro.
— Se segurem em mim. — Avisei e vi seus olhos arregalando por trás do visor do capacete.
Liguei a moto e acelerei
Ela soltou um grito quando saí do estacionamento e agarrou-se em mim, apertando os braços ao redor da minha cintura. Foi difícil não me arrepiar ao sentir as mãos dela no meu estômago e seus dedos apertando a minha camisa.
Quando desacelerei, ela passou a me guiar até a sua casa. E ainda não tinha me soltado, o que era bem legal, porque eu já não estava indo tão rápido, nem mesmo o vento estava incomodando.
Parei a moto na frente da casa que ela indicava e soltei um suspiro, tirando o capacete e vendo ela sair da moto. Ajudei Rachel a tirar o capacete e sorri ao ver as bochechas coradas e o cabelo desgrenhado.
— Seu caderno. — Avisei abrindo a minha bolsa e tirando ele, entregando-lhe e sorrindo mais um pouco ao ver que estava levemente ofegante. — O carro do seu pai está aqui?
Ela olhou para a garagem e negou com a cabeça.
— Ainda está cedo, ele deve chegar daqui a meia hora. — Rachel explica rapidamente e suspira. — Muito obrigada por me trazer.
— Não há de quê.
Ela ainda ficou parada na minha frente, sorrindo timidamente e balançando de um lado para o outro. Seus olhos ainda nos meus e tinham um brilho agradável.
— Acho melhor eu ir logo.
Sua voz saiu sussurrante e eu acenei. Passei a mão pelo cabelo e apontei para o caderno.
— Não esqueça de estudar. — Lembrei no mesmo tom e ela riu, acenando e saiu andando. — Dê parabéns para o seu por mim! — Gritei antes que ela alcançasse a porta. Rachel virou e acenou com uma risada.
— Vou fazer isso.
E subiu as escadas, abrindo a porta da casa e entrando, mas antes se encostou no batente e sorriu mais uma vez pra mim. Então fechou a porta.
Ainda passei um tempo olhando para a porta fechada, apenas pensando no que eu estava sentindo.
— Puta que pariu eu tô fudida.
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