Pandora
1 Capítulo I – Bem-Vinda de Volta!
Notas iniciais
Mais uma fanfic, como prometido.
Ela ainda está em desenvolvimento, portanto ainda não tenho uma data definida para ficar postando.
Espero que gostem dessa, é clichê, e geralmente me dou bem com clichês.
'Não importa se é clichê, o importante é se é bem escrita'.
E vou tentar ao máximo manter a atenção de vocês nessa fanfiction.
Espero que gostem mesmo.
Boa Leitura
Capítulo I – Bem-Vinda de Volta!
Meus saltos clicando no chão enquanto andava pelo corredor era o único som que atingia meus ouvidos. Os corredores do McKinley High estavam vazios. Claro que estavam, afinal, era horário de aula. Os corredores ainda eram brancos, armários de cor amarela grudados na parede, totalente enjoativo. Alguns armários tinham adesivos de bandeiras com o logotipo da William McKinley High, outros não tinham um só adesivo.
Nas paredes acima dos armários tinham fotos dos clubes. Antes de andar até o meu destino, parei em frente ao armário de prêmios do McKinley High. Sorri quando achei uma foto do clube de História. Lá estava eu ao lado da minha melhor amiga, Santana Lopez. Mais ao lado tinha a foto da turma. Turma de 2007. Meu ultimo ano no McKinley High. E ainda mais para o lado, as Cheerios. E eu estava no meio, ao lado de Santana, com a cabeça erguida orgulhosamente.
Quem diria que eu iria voltar depois de me formar em Yale.
Com meu fiel livro de Mitologia sob o braço, andei até a sala dos professores. Ao entrar suspirei aliviada ao encontrar alguns rostos familiares. Alguns eram meus professores de quando estudei aqui. Outros eu nunca vi na minha vida. A maioria ainda era de desconhecidos, não sei se isso é bom ou ruim.
A sala era num tom amarelo enjoado com quatro mesas acinzentadas no meio da sala. Logo ao lado das mesas tinha um sofá marrom empoeirado. Respirei quase rindo. McKinley nunca mudou. Eu que mudei.
— Oh, Quinn Fabray! A nova professora de História Mitológica! – Um homem se aproximou de mim e eu acenei olhando ao redor e pensando para onde deveria ir. Eu não o conhecia. Ele tinha o cabelo ruivo encaracolado, e usava uma camisa xadrez que estava me deixando enjoada só de olhar, e sobre a camisa tinha um colete cinza e vermelho. – Não lembra de mim?
Passei um tempo olhando para aquele cara. Quem era ele? E porque ele me conhecia?
— Hmm?
— Will Schuester?- Ele tentou e eu continuei olhando-o. Esse nome não me é estranho. – Do Clube do coral?
Ah! Agora sim eu o conhecia!
— Oh! Sim, lembrei de você. – Ele pareceu muito feliz com o que eu disse.
— Fantástico! – Ele guincha e eu já começo a pensar se foi uma boa ideia ter dito que o conhecia. – Quando me disseram que você seria a professora de História fiquei perplexo! Mas não tanto, sempre soube que você gostava de Mitologia.
Soltei uma risada. Era verdade. Ter participado do clube de História e ter ganhado vários campeonatos durante o Colegial me fizeram ter uma fama. Principalmente por estar nas Líderes de Torcida enquanto isso acontecia. Santana e eu éramos grudadas, mas quando decidi participar dos campeonatos de História, ela logo disse que não iria descer tanto assim.
Mas nunca me arrependi.
— Sim, também é uma surpresa encontrar você aqui. – Comentei, mas não era tanta surpresa não. Eu nem ao menos lembro o que ele gostava de fazer. Bom, ele participou do clube do coral, então presumo que ele goste de cantar... é.
— Sim! Muitos dizem isso. – Tenho certeza que isso é mentira. – Mas eu não dei muito certo no mundo da música. – Ele dá de ombros. – Então resolvi ensinar música! Mas e você? Achei que fosse virar uma historiadora.
— Não exatamente. Pensei nesse assunto, mas do mesmo jeito que amo História, também amo Mitologia. Então resolvi me profissionalizar em ensinar Mitologia.
— Oh. Entendo. Por isso que voltou para o McKinley, né? Eu voltei porque senti muita falta daqui, desses corredores e essas salas. Me fez bem voltar. Estou aqui há dois anos!
Assenti lentamente e olhei ao redor da sala, vendo que todos estavam conversando. De longe avistei Sue Sylvester. Com a mesma aparência de sempre. A mulher que me disse que um dia eu voltar para o McKinley com uma posição superior. E não é que ela estava certa?
Prestei mais atenção nela, Sue implicava com algum outro professor, falando várias coisas que o faziam se encolher contra a própria cadeira. Sue se inclinava sobre a mesa enquanto falava baixo para o outro professor. Quando ele se levantou e saiu correndo, Sue sentando exatamente onde ele estava antes, colocando as pernas em cima da mesa e cruzando os braços em uma posição de completo orgulho de si mesma.
Soltei uma risada e Will me olhou confuso, então seguiu o meu olhar e soltou um suspiro.
— Ela ainda vive me incomodando. Diz que a minha aula é desnecessária para essa escola. – Ele fala e eu o olho, quase com pena. Sue tem dessas coisas. Adora rebaixar outras pessoas. E se me lembro bem, ela já fazia isso com ele quando eu estudava aqui.
— Sue é assim mesmo. – Falo dando de ombros e ando até uma mesa vazia, colocando meu livro e minha bolsa de carteiro em cima da mesa. Suspirando quando o peso da bolsa finalmente saiu do meu ombro.
Will me seguiu e sentou na minha frente.
— Então, quais suas aulas hoje? – Ele me pergunta eufórico.
Abri meu livro e apanhei o papel de aulas que teria hoje.
— O terceiro e o quinto período. – Respondi suspirando. O terceiro era com o primeiro ano e o quinto era com o terceiro.
— Bom, eu tenho o sexto período com o quarto ano. – Ele responde sorrindo. Quando é que ele para de sorrir?
— Sorte a sua. – Comento e ele solta uma risada.
— Você vai gostar do terceiro ano. Eles são legais, minha melhor turma.
— Eu lembro bem do meu terceiro ano aqui. – Suspirei pesadamente. – Foi meio pesado com todas as competições de História e as Cheerios.
— É, mas foi um ano bom. Nós estudamos juntos, lembra?
—Sim. Lembro, mas nunca gostei dos meus colegas de classe, acho que de todos, somente Santana... – Olhei pra ele e vi que ele tinha um olhar esperançoso no rosto. Engoli em seco e resolvi mentir um pouco. – E você que salvavam aquela turma.
— Ah, sim. Eu concordo com você. Hmm, eu lembro de Santana. Ela é aquela latina que sempre falava palavrão?
— Ainda fala. – Anunciei e o vi rir. Não achei graça, mas forcei um sorriso. Tenho que ser legal.
— Então vocês ainda se falam?
— Sim, ainda nos falamos. Fomos juntas para Yale. É uma médica muito boa.
— Oh, então vocês foram juntas para Yale? Eu não consegui sair de Ohio. Entrei pra OSU e não consegui mais nada grande demais depois disso.
Apenas acenei e reclinei na cadeira, abrindo minha bolsa e retirando as anotações que fiz para as aulas de hoje. Will não me incomodou mais depois disso. Ele se levantou e me trouxe um copo de café. É uma pena que eu não goste muito de café, meu interesse vai todo para o cappuccino.
Quando o terceiro período chegou me levantei e arrumei minhas coisas, tomei o café e saí para a minha sala. Will tinha ido para a sala de música dez minutos antes do segundo período acabar, alegando que precisava organizar umas coisas na sala.
A aula no primeiro ano foi tranquila. Eles tinham certo medo de mim por ser nova e já ter estudado aqui, e também por parecer um pouco com Sue Sylvester em alguns pontos(sim, eu me orgulho disso de vez em quanto). De acordo com a treinadora de futebol, na aula de educação física, o primeiro ano é o mais energético. Claro, eles entraram no ensino médio agora. Dei uma aula básica, me apresentando e falando o tipo de aula que iria dar no decorrer do ano. Essa era uma desvantagem de ter entrado em setembro e não em agosto, como deveria.
Quando a aula terminou, observei os alunos saírem da sala tranquilamente e relaxei na cadeira. Será que poderia ficar nessa sala até o quinto período? Will não falou nada sobre isso. Levei os pés para cima da mesa e apanhei meu livro de Mitologia, suspirando e o abrindo para começar a ler.
Antes de terminar a primeira página, alguém bateu na porta. Passei a mão pelo rosto e levantei os olhos para o vidro da porta que deixei a persiana aberta. Franzi o rosto ao ver que era uma garota asiática. Acenei para ela abrir a porta e ela o fez, caminhando até mim, pedindo licença e colocando timidamente um papel na mesa.
— Prof. Schuester pediu para entregá-la. – A menina fala baixinho e acena antes de sair quase correndo.
— Obrigada. – Falei para o nada e apanhei a folha da mesa.
Era de Will, pedindo para que eu fosse para a sala dele no sexto período. Quando foi que ele virou o meu amigo? Santana não ia gostar nem um pouco disso. Soltei uma risada e dobrei o papel, colocando-o dentro do bolso da minha pasta.
Era horário de almoço, e eu tinha esquecido de trazer almoço. Sempre fui assim. Nunca me lembrava de arrumar a bolsa com comida. Minha mãe vivia reclamando disso quando eu estudava aqui. Passei muito tempo gastando dinheiro com o almoço do refeitório, e não era bom. Bufei e abri a pasta. Tenho certeza de que guardei algum tipo de alimento em algum lugar. Claro! Eu embrulhei uma maçã no papel laminado antes de sair! Mas será que coloquei na bolsa?
Enfiei a mão na bolsa e suspirei aliviada quando achei. Retirei o papel laminado, jogando no lixo ao meu lado. Rodei a maçã na mão, sorrindo logo em seguida. Ela estava inteira. Sem nenhuma parte podre.
Mordi e gemi satisfeita. Dava para aguentar o resto do dia.
O horário de almoço terminou rápido e o quarto período começou. Observei os alunos passando pela minha sala, correndo ou rindo, ou os dois. Sorri. Era uma época boa. Não tinha que me preocupar com nada sem ser as notas.
Sentia muita falta de andar por esses corredores, como aluna. Suspirando pesadamente, voltei os olhos para o livro. Uma coisa que eu sempre amei e que sempre vou amar, é ler histórias mitológicas. Mesmo já sabendo grande parte delas, eu relia os livros, decorando cada frase e me emocionando em cada parte.
Novamente alguém bateu na porta antes que pudesse virar a vigésima página do livro. Levantei os olhos e encontrei Will com dois copos cheios na mão.
— Oi! – Cumprimentei e me organizei na cadeira, marcando o livro e o colocando em cima da mesa. – O que me trouxe?
Ele riu e colocou um copo na mesa e puxou uma cadeira para sentar na minha frente.
— Tina me disse que ainda estava aqui, então resolvi dar um tempo aqui. – Ele avisa e aponta para o copo. – É café. Sue finalmente me deixou usar a máquina.
Forcei uma risada e peguei o copo que ele me entregava, tomando um gole. Realmente, não sou fã de café, mas esse tinha creme, então não me incomodou muito. Prefiro cappuccino. Tenho que dizer isso para Will em algum momento, pelo menos da próxima vez ele me trará cappuccino ao invés de café. Ao menos minha amizade com ele teria alguma utilidade.
— Tina é...? — Indaguei confusa e ele soltou uma risada engolindo o café e se arrumando na cadeira.
— A garota asiática que pedi para que trouxesse um papel para você. Recebeu minha mensagem?
— Sim! Eu recebi. Ela foi bem tímida. – Brinquei e ele soltou outra risada. Impressão minha ou ele estava tentando flertar comigo? – E sim, eu vou passar na sala de música antes de ir para casa. Vai ser interessante.
— Ah, sim. Eu queria que você fosse lá quando o terceiro ano estiver. É bem mais legal, os talentos são incríveis! O quarto ano é talentoso, mas eles são estranhos. Sabe? Aquela coisa de “é o ultimo ano, então não vamos fazer nada, só curtir”. É bem estressante às vezes.
— Hmm. – Tomei outro gole do café, quase engasgando por estar quente. – E você fala muito bem do terceiro ano, por quê?
Eu tinha que saber sobre a sala de aula que teria a próxima aula, né? Afinal, não queria ser surpreendida.
— Oh! Eu os adoro! Eles são fantásticos. – Will começa empolgado. Posso dizer que me arrependi de ter perguntado. – São talentosos demais! E grande parte participa do clube do coral!
Ah! Agora eu vi. Schuester os forçou a participar do clube do coral. Por isso gostava tanto dos pestinhas. Sorri para ele. Ele os manipulou bem, tenho que admitir.
O quarto período foi assim. Ele falando o quanto gostava do terceiro ano, e eu escutando tudo enquanto lia o meu livro e tomava o café que ele me trouxe. Certo, eu não estava escutando nada, mas estava sempre balançando a cabeça, então ele achava que eu estava. Dez minutos antes ele saiu da sala se despedindo de mim e dizendo que iria para a sala de música.
Cinco minutos antes do quinto período começar, arrumei minha mesa e coloquei no lugar a cadeira que o Will desarrumou. Voltei para minha cadeira e joguei o café no lixo, sentando-me corretamente na cadeira e abrindo o livro que usaria para dar aula.
Dois minutos antes de a aula começar, levantei da cadeira e risquei meu nome no quadro, logo abaixo coloquei: A origem. Pondo a data logo em seguida e virando quando vi a porta sendo aberta. Os alunos iam entrando e eu continuei escrevendo palavras aleatórias no quadro.
Ao terminar, bati as mãos e uma nuvem de giz se formou na minha frente. Virei para todos que conversavam e riam enquanto se arrumavam sentados.
— Olá. – Falei alto e a sala ficou silenciosa. Sorri discretamente e andei para frente da mesa. – Meu nome é Quinn Fabray e eu sou a nova professora de Histórias Mitológicas de vocês.
Uma mão disparou no ar e eu olhei para o rapaz de moicano que tinha um sorriso estranho no rosto. Eu não tinha dito nada para eles terem perguntas. Pigarreei e apontei para ele.
— O que aconteceu com a Profa. Yaker? – Ele perguntou ainda sorrindo.
— Nome? – Perguntei distraidamente me encostando na mesa atrás de mim, apanhando o livro e abrindo-o.
— Noah Puckerman. – Ele se apresenta em um tom quase egocêntrico. Ergui os olhos do livro para os dele. – Mas você pode me chamar de Puck. – E ele pisca para mim, me fazendo querer rir.
— Bom, Sr. Puckerman. – Ignorei o que ele disse e escutei algumas risadas dos outros alunos. – Profa. Yaker precisou se aposentar.
Ele abaixou a mão com um sorriso e se virou para falar com um amigo.
— Sr. Puckerman? — Chamei e ele virou ainda sorrindo. – Eu não tolero conversas aleatórias na minha aula. – Avisei e passei os olhos por toda a turma. – Isso é para todos. – Me desgrudei da mesa e coloquei o livro nela, indo até o quadro. – Alguém sabe me falar a origem da mitologia?
Uma mão ergueu-se e eu me surpreendi ao ver que era um cadeirante. Acenei para ele me responder.
— Não tem uma teoria certa sobre a origem.
— Isso mesmo, senhor... – Ele sorriu para mim.
— Artie. Artie Abrams.
— Sr. Abrams. – Sorri de volta e me encostei ao lado do quadro. – Os filósofos diziam que a mitologia não tem uma só origem, mas sim quatro. Alguém sabe me dizer quais são elas?
Outra mão se ergueu. Era a asiática.
— Sim, Srt. Cohen Chang? – Sim, o Will me falou o sobrenome dela.
— Bíblica, Histórica, Física e Alegórica. – Ela respondeu e eu sorri, me afastando do quadro.
— Isso mesmo. Vamos começar pela Bíblica. – Ditei e fui com o apagador até o quadro, apagando meu nome e escrevendo a palavra “bíblica”. — Nessa teoria, todas as lendas mitológicas têm a sua origem nas narrativas de escrituras. Mas muita gente sabe que esses fatos foram distorcidos e alterados.
E assim a aula se passou. Eu ia explicando as teorias, recebendo alguns complementos de alguns alunos que estudaram. E recebia também cantadas idiotas de alguns jogadores de futebol que sentavam no fundo da sala. Eram cantadas nada sutis.
O sinal para o fim da aula tocou e eu me encostei na mesa, assistindo-os arrumarem as coisas.
Escutei os passos deles saindo. Nessa aula, pude observar todos. Will tinha me avisado sobre alguns e me alertado sobre coisas que provavelmente aconteceriam, como as cantadas e os deboches. E eu sabia bem que, sendo o McKinley, ninguém se importava com o que os alunos falavam, só com o que faziam. Suspirei terminando de guardar meus livros na bolsa e saindo da sala. Eu poderia ter me dirigido logo para a saída do McKinley e ter ido embora, mas prometi a Will que passaria na sala dele antes disso. Bufei. Odeio bancar a legal.
No caminho para a sala de música, percebi certa movimentação. Meus sentidos me diziam para me afastar, mas ao escutar um grito fino, meu corpo me guiou até a movimentação. O que encontrei me fez ficar terrivelmente irritada. Passei pela roda de alunos, empurrando-os e rosnei ao ver o que acontecia mais claramente.
Uma garota estava sendo acuada por dois jogadores e eles tinham a famosa raspadinha em mãos. Meu corpo ferveu. Como eles não pararam de vender aquilo aqui? Isso era o pior tipo de repressão que os alunos tinham! E pior! Os jogadores eram gigantes e estavam acuando uma garota que era três vezes menor do que eles. E se me lembro bem, ela estava na minha aula agora pouco.
Eles estavam esperando-a sair? McKinley não era assim quando eu estudava!
Andei até eles antes mesmo que se preparassem para jogar a raspadinha na garota. Andei até parar entre eles, de costas para a garota e de frente para os jogadores.
— Perderam alguma coisa aqui, senhores?- Questionei autoritária. Vi os meninos recuar dois passos. Apontei para os Slushies com um sorriso sarcástico. – Acho melhor vocês tomarem isso, vai derreter, e sabe... não é muito bom quando derrete. Ele fica com o gosto mais artificial do que o normal.
Um dos jogadores, o pálido e maior, solta uma risada e olha para sua raspadinha.
— É regra, professora! – Ele debocha apontando pra garota atrás de mim. – A Berry tem levar uma dessas pelo menos uma vez por dia.
Meu sangue ferveu.
Regra? Como algo assim poderia ser regra?
Um guincho soou atrás de mim. A garota estava com medo, senti uma mão na minha camisa e dedos apertando o tecido dela. Meu sangue ferveu mais ainda. Ela estava com medo!
— Acho melhor você virar as costas e sair daqui tomando isso ai. – Falei duramente e vi o sorriso sumir do rosto do garoto. – Não vai querer que eu leve isso para o Figgins.
— Mas... – O outro garoto tentou e eu lhe lancei o pior olhar que conseguia.
— Não quero ninguém chegando perto dessa garota para jogar qualquer tipo de alimento ou bebida. – Avisei autoritária, olhando para a roda de alunos assustados. – Posso ter chegado agora, mas já estudei aqui antes, sei como as coisas funcionam. Caso não em conheçam, procure saber sobre Quinn Fabray com Sue Sylvester.
Depois que terminei de falar, passei um braço pelo ombro da garota e a guiei até a minha sala. O que mais me doeu foi como ela se apertou tremendo no meu corpo. Certamente eu iria falar com Figgins sobre isso, e se ele não tomasse as providências, eu mesma iria tomar, e ninguém mais tomaria aquela bebida nesse colégio.
Abri a porta da sala, guiando-a para dentro e sentado-a na minha cadeira.
— Você está bem? – Perguntei suavemente e vi-a tirar as mãos do rosto e olhar para mim.
— Sim. – Ela murmura timidamente. Era uma garota muito bonita. Sorri carinhosamente para ela.
— Poderia me dizer seu nome? – Indaguei e a vi corar levemente, soltei uma risada.
— Rachel. Rachel Berry. – Ela responde ainda tímida.
— Bom, Rachel. Qual é sua aula agora? – Perguntei e ela fungou. Seus olhos estavam brilhantes pelo choro que já tinha passado.
— Inglês. – Ela responde e eu assinto.
— Você quer que eu a acompanhe?
— Não, tudo bem. Eu posso ir sozinha. – Ela garante e levanta da cadeira me fazendo levantar também. – Obrigada, Profa. Fabray.
— Não tem problema, Srta. Berry. – Ela me olhou por alguns segundos e suas bochechas ficaram avermelhadas antes dela acenar e sair da sala.
Franzi o cenho e soltei uma risada.
Realmente, o primeiro dia no McKinley foi louco.
Notas finais
Espero, realmente, que tenham gostado.
Me deixem sabendo o tipo de coisa que gostariam de ver por aqui, vou tentar atender aos pedidos.
Me deixem sabendo se gostaram!
Até a próxima!
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