Paixões Violentas
2 Capítulo 2
Quinn sentou-se na cama e acendeu um cigarro. Ao seu lado estava uma prostituta que ela nem sabia o nome, mas que lhe teve alguma serventia. A garota estava dormindo naquele momento.
Mesmo não querendo, Quinn se pegava muitas vezes pensando em sua ex-namorada traidora, e se enfurecia, porque estava sendo traída por si própria cada vez que isso acontecia.
Era sempre a mesma coisa, ela fechava os olhos e podia sentir o toque macio dos lábios da outra em seus próprios lábios, até mesmo em sua pele, o cheiro do perfume adocicado...
FLASHBACK
“Quinn senta aí.” Brittany lhe dissera, logo que as duas entraram no quarto, de mãos dadas, e a loira mais alta a guiou até a cama, fazendo-a sentar. “Eu tenho uma coisa para você.”
“É? Me fala o que você tem para mim.” O sorriso malicioso no rosto de Brittany não deixava dúvidas sobre o que ela “tinha” para Quinn.
A stripper se aproximou do rádio e o ligou em um som bastante alto, tocando Rock´N´Roll .
I'm on my second drink
(Estou no meu segundo drinque)
But I've had a few before...
(Mas já tomei outros antes...)
I'm trying hard to think
(Estou me esforçando pra pensar)
And I think that I want you on the floor
(E eu acho que quero você no chão)
Uh huh, yeah on the floor!
(Uh huh, yeah no chão!)
Brittany rebolava sensualmente durante essa parte da música, enquanto Quinn mal conseguia mover um músculo diante daquele corpo digno de uma deusa, que pertencia à ela, somente à ela.
“Uhu!” Quinn bateu palmas, então chegou a melhor parte.
Go on and take it off
(Vá em frente e tire isso)
(Take it off!)
(tire isso!)
You got to Shake it off baby, for me
(Você tem que se livrar disso baby, por mim)
C'mon and break me off
(Venha e me impeça)
(Break me off!)
(me impeça!)
'Cause I get what I want and I like what I see
(Porque eu consigo o que quero e gosto do que vejo)
A cada verso Brittany tirava uma peça de sua roupa, começando por sua blusa, seguido pelo sutiã e a calça, e Quinn já sedenta pelo prazer que a sua namorada estava pronta para proporcioná-la, segurou em sua mão e puxou-a para cima de si. O beijo foi um dos mais quentes e deliciosos que ambas as garotas haviam provado em sua vida. O coração de Quinn batia mais rápido do que nunca, e ela podia sentir que o de Brittany também estava disparado, quase em uníssono ao seu.
“Você é tão linda.” Quinn sussurrou no ouvido da outra, logo após sugar seu lóbulo, fazendo-a soltar um pequeno gemido.
“Oh Quinn...” Brittany sorriu e mordiscou o pescoço da namorada que rolou na cama, e inverteu as posições, ficando agora por cima de Brittany. “Você deveria tirar sua roupa também.”
Quinn tirou sua jaqueta e sua camisa que estava por baixo, ficando sentada na barriga da namorada, que mordeu o lábio inferior ao admirar o abdômen perfeito da outra, e em seguida tocando seus seios, ainda envolvidos no sutiã.
“Oh Britt... Você é incrível.” Quinn murmurou o toque de Brittany a estava enlouquecendo “Eu te amo.”
“Diga outra vez, por favor.” Brittany pediu surpresa, fora a primeira vez que Quinn lhe dissera aquilo.
“Eu te amo.” Quinn repetiu e mergulhou na namorada, lhe beijando profundamente. “Agora me diz que você é minha, Britt, diz isso para mim.” Quinn não entendia o porquê, mas sentia uma grande necessidade de sentir que Brittany lhe pertencia, e ela adorava ouvir isso da boca da própria garota.
“Eu sou sua Quinn, toda sua.” E Brittany sabia dessa necessidade. Quinn sorriu e voltou a beijá-la.
/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/
Quinn levantou-se da cama num pulo só, acordando a garota que estava ao seu lado.
“Está tudo bem?” A garota perguntou,e quando a Quinn a olhou ela ficou surpresa com os olhos vermelhos e a expressão triste neles. “Eu posso te ajud...?
“Cala a boca piranha!” Quinn a interrompeu. “Vai embora daqui, você já fez o que era para ter feito.” A garota, muito nova, ficou olhando assustado para a loira, que havia sido tão carinhosa com ela momentos antes. “ANDA! É surda é?” Quer que eu mostre o caminho?” Quinn avançou em direção à menina e segurou muito forte em seu braço.
“Por favor, não me machuque.” A garota pediu entre lágrimas, super assustado com a brutal transformação de Quinn.
“Sai daqui agora!” Quinn esbravejou, jogando-a violentamente na cama. “ Eu vou até o banheiro, e se você tiver aqui quando eu voltar, juro que vou te fazer se arrepender de ter nascido, sua vagabunda!” Ao dizer isso a loira foi até o banheiro e bateu a porta com a maior violência, foi até a pia abriu a torneira e lavou a rosto. Suas mãos estavam trêmulas, e o sangue fervia em suas veias. Sempre que se lembrava de Brittany se sentia assim, era uma maldição.
Voltou para o quarto e para a própria sorte, a garota já não estava mais lá, Quinn suspirou, quando isso acontecia, ela tinha vontade de sair quebrando tudo, mas Brittany, a traidora, não era merecedora de tanto, mas no fundo não via a hora de Santana entrar pela porta de seu escritório arrastando a loira pelos cabelos e lhe entregando seu tão esperado prêmio. Ela iria sofrer tanto, mas tanto, que no final das contas não iria se lembrar nem de seu próprio nome, e depois disso teria uma morte, mas uma morte extremamente dolorida.
Ninguém, mas ninguém mesmo, se metia com Quinn Fabray e saia impune, principalmente alguém que quebrara seu coração.
/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/
Santana olhou para aquela boate mediana com um letreiro vagabundo. Claramente aquele buraco era um ótimo refúgio para quem estava sendo perseguida por uma traficante cruel como Quinn Fabray.
A latina atravessou a rua e entrou naquele recinto nojento freqüentado especialmente por bêbados, que assobiaram e lhe chamaram diversos nomes. A ex-policial os ignorava, mas se algum deles tentasse tocá-la, Ela não pensaria duas vezes para usar a arma que estava carregando.
Felizmente ela conseguira entrar no local sem nenhum grande problema. Uma vez dentro do local ela começou a procurar o tal Puckermann, e não foi difícil encontrá-lo, porque de acordo com Finn Hudson, o capanga braço direito de Quinn, o tal Puck era conhecido por seu moicano ridículo, e só havia uma pessoa com aquele estilo ali.
Santana aproximou-se do rapaz, que dançava com uma das strippers que trabalhavam ali.
“Noah Puckermann?” O rapaz olhou para ela, e soltou a stripper e depois lhe deu um tapinha na bunda, antes de ela se afastar. Puck sorriu imaginando que ali estivesse só mais uma bela menina procurando emprego.
“Em que posso ajudá-la, princesa?” Santana odiava homens daquele estilo, aquele tipinho conquistador barato, com um sorrisinho insosso se achando uma espécie de Brad Pitt.
“Eu preciso de uma informação, e você pode me ajudar.” Santana respondeu, e o sorriso de Puck ficou ainda mais evidente e malicioso.
“Claro que eu ajudo gata, mas você terá que retribuir o favor.” Ele deu uma piscadela, na esperança de que a morena estivesse com as mesmas intenções, mas ele não sabia com quem estava lhe dando.
“Escuta aqui cara, eu quero que você saiba que eu não estou aqui para brincadeiras, eu procuro uma pessoa que mexeu com cachorro grande e muito perigoso, então se você não quiser ver essa sua espelunca vir a baixo é melhor colaborar e parar com essas gracinhas.” Puck pareceu confuso pela atitude da latina, tanto que seu sorriso cafajeste sumiu de seu rosto.
“Tudo bem, o que você quer?” Ele perguntou, cruzando os braços. Santana então tirou do bolso da calça a foto que Quinn lhe dera dias atrás e colocou a vista dos olhos do rapaz com moicano.
“Você conhece a garota dos olhos azuis, não?” Sim, Puck a conhecia.
“Sim, é Brittany.” Ele confirmou.
“Ela trabalha aqui, não?”
“Não mais.” Ele tratou de responder logo, Santana o olhou como se não estivesse acreditando naquilo.
“Cara, se você estiver mentindo...” Ela começou.
“Eu não estou mentindo!” Ele estava visivelmente nervoso. “Ela trabalhou aqui sim, mas há uns dias atrás ela foi embora, e eu não sei para onde.” Ele explicou. “Nós nem éramos próximos, ela ficou pouco dias trabalhando aqui, Tina é amiga dela, ela deve saber muito mais que eu.”
“Quem é essa Tina?” Santana perguntou, então Puck apontou para uma garota asiática dançando no fundo da boate.
/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/
“FALA VAGABUNDA!” Santana berrou para uma frágil, aterrorizada e chorosa Tina. Santana estava sentada em cima da garota que estava algemada, e apontando uma arma para seu rosto.
“Eu já disse que eu não sei onde ela está...” Tina respondeu entre lágrimas e soluços. Santana lhe estapeou no rosto, Tina perdera as contas de quantas vezes a latina já fizera aquilo.
“Eu sei que você está mentindo, mentindo para proteger sua amiguinha.” Santana sussurrou no ouvido da asiática. “Você acha que vale mesmo a pena perder a vida por causa de uma piranha como ela?”
“Por favor, eu não sei de nada.” Tina mais uma vez respondeu, fazendo Santana socar o chão bem ao lado da cabeça da asiática que tremeu pelo susto.
“Eu estou perdendo minha paciência, garota, eu não vou ser mais boazinha com você não!” Santana agarrou o cabelo longo de Tina puxando tão forte que a fez gritar de dor. “É melhor você abrir a boca se não quiser que eu estoure seus miolos.”
“Não me machuque, por favor, eu não sei mesmo onde ela está.” Tina insistiu, Santana sacudiu a cabeça negativamente.
“Então eu acho que se eu trouxer uma certa Emily aqui ajude a refrescar sua memória, o que você acha?” Tina arregalou os olhos.
“Por favor, deixe a minha filha fora disse, ela é só uma criança.” Tina implorou para a latina.
“A escolha é sua, ou é a vida da sua amiguinha vadia ou a da sua filha.” Santana sorriu maniacamente. “Só depende de você, gata.” Ela beijou o rosto que estapeara tantas vezes antes.
“Ela foi para o México.” Tina falou de uma vez só.
“Filho é um ótimo remédio para a memória, nunca falha.” Santana riu. “Que lugar do México?”
“Cancun, viver na pousada de um primo dela, Sam Evans.” Tina realmente não queria entregar sua amiga, ela sabia que Brittany iria morrer, e ela iria se lamentar muito por isso, mas sua filha ainda era mais importante.
“Ótimo, está vendo? Você poderia ter evitado tudo isso se tivesse me dito antes.” Santana disse enquanto acariciava os cabelos da asiática.
“Me deixa em paz agora?” Tina praticamente implorou, então Santana se levantou guardou sua arma e pegou a chave da algema para soltar a asiática.
“Ei Tina, só mais uma coisa, nem pense em tentar avisar a sua amiguinha que eu estou atrás dela, porque eu juro por Deus que volto aqui e estouro os miolos da sua querida filhinha.” Os olhos da asiática estavam cheios de medo.
“Eu... Eu não vou fazer isso.” Tina lhe garantiu.
“Ótimo.” Santana respondeu.
Tina voltou para a casa chorando só de imaginar o terror que esperava por Brittany, e o peso na consciência que ela carregaria por ter de entregá-la, mas Deus sabia o quanto ela resistira a entregar as informações aquele demônio em forma de mulher.
Brittany agora estava nas mãos de gente muito cruel, e ninguém poderia ajudá-la.
/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=//=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/=/
Santana deitou na cama, estava exausta, e agora a sua missão seria mais longa do que ela planejara e imaginara. Suspirou fundo, a única coisa que ela queria era colocar a mão naqueles cem mil dólares para poder viver em paz com sua mãe em Porto Rico, a única pessoa que realmente importava em sua vida.
Notas finais
*Gostou? Odiou? Deixe eu saber sua opinião sobre essa história complicada, por favor ;)
Fale com o autor