Paixões Violentas
3 Capítulo 3
“Ei Britt.” O jovem Sam Evans entrou no quarto que ele próprio disponibilizara para sua prima ficar confortável em sua estadia ali, trazendo uma bandeja com frutas, leite e bolinhos. “Bom dia, eu trouxe seu café-da-manhã.”
“Bom dia, Sam.” A loira se sentou na cama e sorriu para seu simpático primo. “Você sabe que não precisa fazer essas coisas, na verdade você já está fazendo muito por mim.” Brittany disse ao rapaz, que sorriu.
“Eu sei que você faria o mesmo por mim se eu tivesse no seu lugar.” Brittany assentiu com a cabeça. “Eu preciso voltar para atender uns clientes, mas você não precisa ter pressa nenhuma, fique a vontade com seu café-da-manhã.” O rapaz deu um leve beijo na testa da prima e em seguida deixou o quarto, fechando a porta.
Brittany e Sam eram filhos de irmãs gêmeas, e passaram toda a infância e parte da adolescência juntos, mas após alguns anos a vida se encarregou de separá-los. Norah Pierce, a mãe que Brittany adorava, fora abandonada por seu marido, Jason, quando a menina tinha treze anos, e acabou adoecendo, o que resultou em sua morte prematura, deixando a sua filha sem rumo, caindo em uma vida de perdição. Seus tios Nell e John Evans mudaram-se para o México levando seu filho Sam, sem se importar com a sobrinha deixada para trás.
Uma vez sozinha, a adolescente Brittany teve uma vida árdua, começou a trabalhar como garçonete, em seguida se tornou dançarina, chegou a ser prostituta, mas decidiu largar essa vida perigosa e tornar-se uma stripper, e por conseqüência, mulher de traficante. Que belo destino.
FLASHBACK
Dois anos atrás
Brittany estava uma pilha de nervos, ela fora escolhida por Edgard, seu chefe e dono da boate em que trabalhava para fazer uma dança exclusiva para ninguém mais, ninguém menos que Quinn Fabray. A stripper não usava drogas, mas muitas de suas colegas sim, e o nome imponente de Quinn várias vezes fora assunto entre as meninas, já que ela era praticamente uma lenda, por ser grande nesse mundo tão masculino que era o tráfico de drogas.
“Você só tem que dançar para ela, como nós fazemos todas as noites, qual o problema nisso Britt?” Riley, a stripper negra e a melhor amiga de Brittany na boate disse, enquanto a maquiava. “Você deveria estar honrada.”
“Eu sei, mas,... Sei lá, ela é perigosa, não?” Brittany estava confusa, nunca poderia se saber o que estava se passando na cabeça de uma pessoa com aquela fama.
“Brittany, ela quer te ver dançar, tirar a roupa, essas coisas, ela não tem motivos para querer te fazer algum mal.” Riley sorriu. “Perigoso é ela ter um infarto quando vir seus movimentos felinos” As duas strippers riram, no momento em que um rapaz muito alto abrir a porta.
“Está pronta? A chefe não gosta de esperar.” Ele falou olhando fixamente para o corpo de Brittany, que estava com uma lingerie que imitava a pele de uma onça. Ele sorriu, maliciosamente. “Você é um presentão de aniversário, hein?” As duas garotas se entreolharam enojadas com o comportamento do rapaz, mas não podiam discutir.
“Boa sorte Britt.” Riley beijou o rosto da amiga e sorriu para ela. “Você vai se sair bem nessa.”
“Obrigada Riley.” Brittany vestiu um hobbe preto e acompanhou o alto rapaz.
O lugar onde Quinn vivia era realmente muito bonito, espaçoso, as paredes claras com plantas e quadros dando graça ao ambiente,
Brittany acompanhou o rapaz calada, as pernas trêmulas e as mãos suando frio. Seu estômago já estava praticamente revirado. Finalmente o rapaz parou em frente a uma porta grande, no fundo do corredor. Ele a encarou.
“Aqui é o quarto da chefe.” Brittany estava tão nervosa, que a única coisa que ela foi capaz de fazer, foi ficar ali parada olhando para o capanga. “Está esperando o quê para entrar?”
“Desculpe.” Brittany sussurrou, atordoada, então segurou a maçaneta, e sem muita firmeza abriu a porta lentamente.
O que ela encontrou no quarto não era exatamente o esperado. Muitos falavam sobre a beleza de Quinn, mas ela não esperava que ela fosse tão atraente aos seus olhos. A jovem traficante estava sentada em uma poltrona com um charuto na mão esquerda e um copo de uísque na mão direita. Seus cabelos dourados e curtos caídos por seu rosto, que tinha uma expressão selvagem, mas não assustadora. O alívio tomou conta do coração de Brittany quando a outra sorriu, um sorriso lindo, talvez o mais bonito que ela tivesse visto.
“Oi.” Ela cumprimentou Brittany. “Lince?”
“Sim.” Brittany confirmou, tentando não deixar transparecer seu nervosismo em sua voz. Aquele era seu nome como stripper, Lince, felina matadora.
“Você é muito mais linda do que eu imaginava, menina.” Brittany apenas sorriu em resposta, encantando ainda mais a outra, que já estava praticamente babando, já imaginando o tesouro que havia debaixo daquele hobbe. “Escolha uma música e dança para mim.” Quinn indicou com a cabeça um aparelho de som e uma pilha de CD´s do outro lado do outro lado do quarto. Brittany caminhou até lá e começou a analisar suas opções musicais, que eram resumidamente clássicos do Rock, mas então a stripper encontrou a música perfeita. Ela respirou, e livrou-se do hobbe, ainda de costas para Quinn, que já estava com as calças molhadas, antes de apertar o play.
Brittany virou-se rebolando lentamente, para Quinn, que já se livrara do copo de uísque e do charuto. Suas mãos estavam ávidas para sentir a pele provocante da stripper.
Tonight I wanna give it all to you
(Esta noite eu quero dar tudo a você)
In the darkness
(Na escuridão)
There's so much I wanna do
(Há tanto que eu quero fazer)
And tonight I wanna lay it at your feet
(E esta noite eu quero deitar aos seus pés)
'Cause girl, I was made for you
(Porque garota, eu fui feito para você)
And girl you were made for me
(E garota, você foi feita para mim)
A cada verso da música ela aproximava-se de Quinn, inquieta na poltrona. Queria a stripper em seu colo, tocá-la, beijá-la, possuí-la, não podia se conter.
I was made for loving you baby
(Eu fui feito para amar você baby)
You were made for loving me
(Você foi feita para me amar)
And I can't get enough of you baby
(E eu não consegui ter o bastante de você baby)
Can you get enough of me?
(Pode você ter o bastante de mim?)
Brittany chegou tão próxima da traficante. Ambas extasiadas, olhos nos olhos, e finalmente as mãos de Quinn tocaram a cintura de Brittany. Ela nunca deixava ninguém a tocar, mas o toque da traficante lhe deu prazer.
Tonight I wanna see it in your eyes
(Esta noite eu quero ver isto em seus olhos)
Feel the magic
(Sinta a mágica)
There's something that drives me wild
(Há algo que me deixa selvagem)
And tonight we gonna make it all come true
(E esta noite nós vamos fazer tudo se tornar realidade)
'Cause girl, you were made for me
(Porque garota, você foi feita para mim)
And girl, I was made for you
(E garota eu fui feito para você)
Os rostos se aproximaram, no momento que as mãos de Quinn migraram da cintura para os seios de Brittany, fazendo-a soltar um pequeno gemido. A boca da traficante aproximou-se do ouvido da stripper.
“Me beije.” Ela sussurrou gentilmente. Brittany sorriu, ela queria muito mais que a outra esse beijo, tinha certeza disso.
I was made for loving you baby
(Eu fui feito para amar você baby)
You were made for loving me
(Você foi feita para me amar)
And I can give it all to you baby
(E eu posso dar tudo pra você baby)
Can you give it all to me?
(Você pode dar tudo pra mim?)
O beijo foi fogoso, cheio de desejos, e das mãos se agarrando. Quinn puxou Brittany, que caiu sentada de frente para ela, em seu colo. As línguas exploravam as bocas, e o monstro chamado desejo já havia dominado todo aquele momento. Quinn abriu a parte de cima da roupa de Brittany, e a jogou longe. Sua boca agora explorava os seios da stripper, cada vez mais excitada. Nunca se sentira assim antes. Estava queimando entre suas pernas. Não demorou muito para a traficante tratar de livrar-se da calcinha da stripper, e explorar seu sexo encharcado com os dedos, fazendo-a gemer.
“Eu quero te ter.” Quinn sussurrou languidamente no ouvido de Brittany, e a beijou nos lábios mais uma vez.
“Eu quero você também.” Os olhos de Quinn brilharam ao ouvir a resposta da outra loira, que segurou em seu cabelo, sem machucá-la, e lhe beijou profundamente , explorando totalmente sua boca, com sua língua sedenta por prazer, e sem parar o beijo levou-a para cama, e deitou sobre ela, com as mãos deslizando por todo o corpo nu da stripper.
“Você é maravilhosa...” Quinn murmurou, mordendo o lóbulo de Brittany, fazendo a outra soltar um pequeno gemido. “Eu nunca estive com uma mulher assim antes...” Brittany sorriu.
Os beijos de Quinn desceram para o pescoço, depois para o colo, os seios, a barriga, o interior das coxas, e por fim, a parte mais íntima do corpo da outra. Ela saboreou lentamente o gosto de Brittany em cada uma dessas etapas.
Apesar dos gemidos da stripper serem abafados pelo som alto das músicas, mas Quinn podia sentir pelas contrações de seu corpo e pelo seu sexo molhado, que Brittany estava tão excitado quanto ela. Finalmente a stripper alcançou seu orgasmo e suspirou fundo. Nunca na sua vida havia transado tão gostoso assim, Quinn era provavelmente a filha de Afrodite.
Após isso, ela sentiu o corpo de Quinn repousar ao lado do seu. A dona da casa pegou o controle e desligou o som, sem tirar os olhos do corpo nu de Brittany, que ainda respirava ofegante e tinha as bochechas vermelhas. Carinhosamente com a ponta de seus dedos ela tirou algumas mechas de cabelo do rosto da outra.
“Me diga, qual é o seu nome?” Quinn murmurou, elas haviam feito tanta coisa, e mesmo assim ela ainda não sabia o nome daquela menina maravilhosa.
“Brittany.” Quinn sorriu. Era um lindo nome para uma linda menina.
“Brittany?” Quinn mordeu o lábio inferior e voltou a beijar a outra, dessa vez delicadamente na testa. “Brittany, saiba que você fez desse meu aniversário o melhor de todos.” As duas riram.
Brittany não sabia que ela não deveria ter transado com Quinn, mas não o fez como stripper, e sim como mulher, e além do mais, não estava nem um pouco arrependida.
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“Você poderia ser menos egoísta e me oferecer um desses seus cubanos” Santana sugeriu e piscou para Quinn, que estava sentada na cadeira de seu escritório. Ao lado da traficante estava Finn Hudson, braço direito de Quinn, e o mesmo que guiara Brittany em sua primeira visita a mansão Fabray, dois anos antes.
“E você deveria estar pensando em como pegar Brittany ao invés de fumar charutos.” Quinn forçou um sorriso, e a latina suspirou. Aquela Quinn era uma grande egoísta, sempre fora.
“Eu já sei como pegar a garota, eu só não sei por que você me fez voltar para cá ao invés de mandar direto para o México.” Santana respondeu então Quinn a olhou fixamente nos olhos, com seu típico olhar ameaçador, deixando-a desconfortável.
“Eu não gosto de fazer acordos sem olhar nos olhos da pessoa.” Quinn estava mais tenebrosa do que nunca.
“Mas nós já não fizemos o acordo?” Santana lembrou a traficante do dia em que ela estivera em seu apartamento.
“Sim, mas eu quero deixar algumas coisas claras, primeiro: a sua viagem para Cancun não vai ser uma espécie de férias...
“Olha Fabray, eu não costumo brincar em serviço, tudo bem? Fracasso não é uma palavra presente no meu vocabulário!” Santana odiava aquele jeito arrogante de Quinn, e odiava também que lhe fitassem regras e filassem o que ela sabia que tinha que fazer, ela pensava estar falando com quem?
“É mesmo?” Então por que seus colegas policiais descobriram seus esquemas com o tráfico?” Finn ironizou, fazendo Quinn soltar um risinho debochado, e as bochechas arderem de raiva. A vontade que ela tinha era de enfiar uma bala no meio da testa daquele idiota de tamanho anormal.
“Isso não é da sua conta, seu sequelado!” Ela respondeu com sangue nos olhos.
“Esqueça isso!” Quinn ordenou à Santana.
“Então fale para esse seu pai-mandado calar a boca!” Santana exigiu, ainda olhando para Finn como se quisesse espancá-lo.
“Ele não vai mais falar nada.” A loira garantiu, após olhar para o rapaz que piscou, como se tivesse afirmando entender o recado. “Continuando a nossa conversa, a segunda coisa é que eu quero Brittany viva...”
“Você já disse isso!” Santana a cortou, impaciente.
“Nunca é demais lembrar!” Quinn retrucou no mesmo tom. “E é bom você saber, que se matá-la, eu mato você!” Santana riu debochadamente, era óbvio que aquela idiota ainda estava apaixonada pela stripper quase assassina.
“Eu não vou matar ninguém!” Santana se defendeu.
“Lembre-se disso Lopez, eu não sou de perdoar.” O tom sombrio na voz de Quinn era de arrepiar.
“Muito menos eu.” Santana assegurou com um sorriso estranho nos lábios.
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Santana arrumou suas coisas em uma pequena mala, ela não precisava, nem tinha, muito. Sabia que o México era quente como o inferno, e que seu alvo estava em uma cidade litorânea, o que deixava tudo ainda mais quente.
Quinn disponibilizou seu jato particular para ela, e com a ajuda da poderosa ferramenta Google fora fácil descobrir o endereço da pousada de Sam Evans, em uma praia quase deserta. Bem melhor para ela.
Seu celular tocou pouco antes do embarque, era sua mãe, ou madrecita como ela costumava chamá-la.
“Hola madrecita.” Ela atendeu, e o seu tom de voz estava completamente diferente do que ela usava com qualquer outra pessoa. “Está tudo bem com a senhora?”
“Santana, mi niña, estava preocupada, há dias que você não me manda notícias.” Maria Lopez, falou do outro lado da linha, a voz de quem estava chorando, sua preocupação com Santana era grande, afinal, ela era sua única filha que ela criara sozinha desde que seu marido, Alejandro, fora assassinado por dois policiais na rua onde eles moravam, na frente de uma Santana de sete anos de idade.
“Desculpa madrecita, é que eu tenho andado muito ocupada nesses últimos dias.” Santana justificou, ela nunca mencionava para a mãe as coisas que ela realmente estava fazendo, era sempre algum “trabalho” ou dizer que estava ocupada, mas Maria não era boba, ela sabia que a filha estava fazendo coisas erradas e perigosas, e por causa disso, toda noite ela rezava um terço para Nossa Senhora de Guadalupe proteger e iluminar os passos de sua menina, para que ela não tivesse o mesmo destino que o seu pai, pois seu coração não agüentaria perdê-la , Santana era a razão de sua existência. “Madrecita, olha só, não precisa se preocupar, logo eu estarei aí com a senhora, eu só tenho que fazer um último trabalho aqui, só isso.”
“Eu queria você comigo agora, seu quarto está arrumadinho, só te esperando, além do mais, meu coração anda muito apertado ultimamente.” A mulher insistiu
“Madrecita, no te preocupes, logo eu estarei aí com a senhora, só tenha mais um pouquinho de paciência, por favor.” Santana pôde ouvir um soluço de sua mãe, e isso partiu seu coração. “Madrecita, no llores...”
“Ei Lopez!” Finn Hudson a chamou, assim que passou ao seu lado. “Mexa-se!”
“Madrecita, eu tenho que desligar agora, tudo bem?” Santana informou à mãe, já que o alto rapaz, parou a pouco metros dela e ficou encarando-a.
“Anda logo com isso!” Ele a pressionou com agressividade, e o olhar que ela lhe lançou, deve ter sido um dos piores que ele recebera na vida.
“Niña, que Deus e Nossa Senhora de Guadalupe te abençoes e te guardem.” O choro de Maria estava bem mais evidente.
“Amem” Santana respondeu, e sem mais delongas desligou o telefone, não queria aquele pau-mandado ouvindo sua conversa com a mãe.
“O avião já está pronto.” Finn lhe informou, então a latina o acompanhou. Pouco antes de ela subir a escada, o rapaz segurou seu braço.
“O que é?” Ela perguntou em um tom agressivo.
“Boa sorte, afinal, você vai precisar.” Ele sorriu maliciosamente. “A chefe mandou avisar que se você fracassar, ela vai colocar a sua cabeça como enfeite na sala de estar”
“Fala pra sua chefe que logo ela vai ter a loirinha dela e eu os meus cem mil dólares” Santana se desvencilhou do rapaz.
“Boa viagem.” Aquele sorriso dele era extremamente irritante.
“Vai se foder!” Santana respondeu com raiva, e sem perder mais tempo entrou no avião. Aquele desgraçado já estava entalado em sua garganta.
Notas finais
*Reviews por favor.
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