Notas iniciais
*Olá pessoal, agradeço de todo coração a todos os reviews e quero também me desculpar pela demora, mas agora eu estou trabalhando, e o tempo para escrever diminuiu, mas não se preocupem, eu vou fazer o possível para atualizar pelo menos de duas semanas.
*AVISO: esse capítulo contém sexo.
*Boa leitura

“Britt, eu... Eu sinto muito...” Santana disse, caminhando atrás da loira, que estava chorando muito. O machucado em sua perna doía, mas ela estava se esforçando o máximo para acompanhar a garota. Estava determinada, já que ela havia colocado Brittany naquela situação, era sua obrigação salvá-la.

“Cale essa boca e suma da minha vida!” A loira falou, virando-se para encarar a outra. Sam era a segunda pessoa que morreu de forma inocente por causa de seus erros inconseqüentes.

“Eu nunca imaginei...” Santana procurava alguma desculpa, mesmo sabendo que nada seria convincente o suficiente para fazer a outra lhe perdoar, mas ficar calada não era exatamente uma opção naquele momento.

“Você mentiu para mim, mesmo depois de tudo, você poderia ter me contado antes, e ele poderia estar vivo ainda...” Santana baixou os olhos, sentia um peso enorme pela morte de Sam, não somente porque ele era primo de Brittany, e um de seus últimos pilares, mas sim também porque ela própria o considerava um rapaz decente e de caráter, características admiráveis e que poucos possuíam, e ela sabia bem que não fazia parte desse grupo seleto de pessoas. “Você já causou estrago demais na minha vida, é hora de ir embora e me deixar sozinha.”

“Não Britt, eu não posso, eu não posso deixar você sozinha, eu não vou deixar.” Santana lhe assegurou.

“Você não tem escolha.” Essas palavras de Brittany fizeram o coração de Santana se partir em mil pedaços. Elas foram ditas de uma forma tão fria, que nem pareciam ter vindo daquela menina tão gentil e delicada que ela conheceu e em poucos dias aprendeu a amar de uma maneira singular. “Vá embora, Santana Lopez.”

Sometimes I feel I've got to

(Às vezes eu sinto que tenho)

Run away I've got to

(Fugir, eu tenho que)

Get away

(Escapar)

From the pain that you drive into the heart of me

(Da dor que você empurrou no meu coração)

The love we share

(O amor que compartilhamos)

Seems to go nowhere

(Parece ir para lugar nenhum)

And I've lost my light

(E eu perdi minha luz)

For I toss and turn I can't sleep at night

(Para eu arremessar e virar, eu não consigo dormir à noite)

Brittany se virou e seguiu seu caminho, e Santana ficou imóvel por alguns segundos, ainda absorvendo o baque das palavras tão duras de sua agora ex-namorada, mas seu coração lhe dizia para não desistir, Brittany era uma pessoa ingênua acima de tudo, e se ela a deixasse sozinha em prazo de dias ela estaria nas mãos de Quinn Fabray, e só Deus poderia ajudá-la se isso viesse acontecer.

“Britt, espera, me deixa ir com você!” Ela insistiu, e mesmo com sua perna em frangalhos, ela correu atrás de sua amada.

Brittany apressou seus passos, indo para nehuma direção, apenas buscando uma forma de fugir de Santana, o que não seria difícil, considerando a sua situação física.

Once I ran to you

(Uma vez eu corri para você)

Now I'll run from you

(Agora eu correrei de você)

This tainted love you've given

(Este amor estragado que você tem me dado)

I give you all a girl could give you

(Eu te dei tudo que uma garota poderia te dar)

Take my tears and that's not nearly all

(Pegue minhas lágrimas e não é quase tudo)

Oh...tainted love

(Ooh... Amor estragado)

Mesmo dando o melhor de si diante de prejudicial situação física, Santana perdeu a loira de vista. O seu corpo atlético lhe deu uma grande vantagem física.

A morena suspirou, e sentou-se no meio daquela praia deserta. Tudo voltara à estaca zero. Agora ela era de novo a solitária ex-policial corrupta, que sozinha teria que encontrar uma maneira de sobreviver, mas sua alma nunca estaria em paz sem saber para onde nem o que estava acontecendo a Brittany.

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O celular de Quinn tocou, fazendo-a parar de beijar uma garota de programa morena que estava sentada no seu colo. Ela sorriu durante o beijo, imaginando que iria ouvir de Finn Hudson que Santana Lopez estava morta, e Brittany estava pegando o avião junto dele.

“Gata, eu vou ter que atender o telefone, tratar dos meus negócios, mas eu já volto.” A prostituta saiu do colo, e assim que a loira se levantou e foi para outro cômodo, e atendeu seu telefone.

“Fala Hudson, qual é a boa notícia?” O tom de sua voz demonstrava uma alegria incomum.

“Srta. Fabray, quem está falando aqui é Rory Flanagan.” Ela estava tão empolgada que nem mesmo parou para checar a ligação.

“O que foi Irlanda?” Ela perguntou um tanto intrigada.

“Eu não tenho boas notícias, Srta. Fabray.” A voz do rapaz estava pearosa.

“Fala logo.” Quinn odiava sentir-se ansiosa, e era exatamente assim que ela estava naquele momento.

“Acabou de dar no noticiário local, eles encontraram o corpo do Finn.” Quinn sentiu sumir debaixo de seus pés. “Ele foi assassinado com uma pancada na cabeça.”

“Aquelas vagabundas!” Quinn esbravejou, com lágrimas já rolando por seu rosto.

“Eu sinto mui...” Mas Quinn nem esperou o rapaz terminar de falar, ela simplesmente desligou o telefone.

Ela nunca imaginou que Finn pudesse falhar naquela missão, afinal, ele era um brutamontes, provavelmente daria conta de duas mulheres, mas ela subestimou as duas, e naquele instante tudo ficou claro, só havia uma pessoa capaz de realizar aquela missão, e era ela mesma.

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Brittany andava sozinha por uma estrada, quando um carro parou ao seu lado. Aquela cena lhe era comum, e nenhum pouco agradável.

“Hey chica bonita!” Um rapaz jovem e até bem aparentado a cumprimentou. Ele falou em espanhol, mas pelo sotaque ela notou que ele era americano.

“Oi.” Brittany abriu um sorriso.

“Você é americana?” Ele perguntou sorrindo.

“Sim.” O rapaz então piscou para ela.

“Uma moça tão bonita como você não deveria andar sozinha como você não deveria andar sozinha por aí a essa hora, pode ser tão perigoso.” Brittany respirou fundo, e caminhou até o carro, debruçando-se na porta, e deixando o seu rosto bem próximo ao dele.

“E um rapaz tão bonito como você poderia me ajudar.” Ela falou em um tom sedutor e piscou para ele em seguida, antes de colar seus lábios no do rapaz. “Me leve para longe daqui, e eu lhe prometo uma noite inesquecível, o que acha disso?”

“Entra no carro.” Ele disse, e sem demorar, abriu a porta do passageiro para ela. Assim que a garota entrou no carro, ele a beijou mais uma vez. “ A propósito qual o seu nome?”

“Brittany, e o seu?” Ela perguntou, enquanto acariciava os fios dos cabelos castanhos do rapaz.

“Sebastian.” E eles se beijaram calorosamente mais uma vez, antes de partirem para longe dali.

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Após alguns minutos de viagem, o rapaz parou em um motel.

Segundos após entrarem no quarto, os dois já estavam nus, e minutos depois Brittany estava de joelhos, com o órgão do rapaz em sua boca, enquanto ele se movimentava para frente e para trás, e seus gemidos invadiam o quarto e o cérebro da jovem, que sentia um lixo por estar fazendo isso.

“Vai, vai delícia, isso... AAAAHHHH.” Ele finalmente alcançou o seu orgasmo, deixando Brittany enojada, mas a noite estava apenas começando.

Após o sexo oral, Brittany se deitou na cama, e abriu as pernas para que ele a possuísse e torcendo para que ele logo caísse no sono, mas Sebastian começou a beijar seu corpo, primeiro a boca, depois o pescoço, os seios, e durante minutos ele sugou e mordiscou os seus mamilos, depois o sua barriga, suas coxas, e por fim, seu sexo, devolvendo o ‘favor’. E assim que Brittany atingiu sei orgasmo, ele se postou sobre ela, colocando o seu pênis no local certo, e movimentando seus quadris de forma firme, mas sem machucá-la.

“Ah, Ah Oooh, Oh, oh Deus, oh...” Brittany estava se odiando por ter essa reação, mas aquele sexo estava sendo bem prazeroso para ela, apesar de tudo, e Sebastian não era nojento como a maioria de seus clientes do passado.

“Ai delícia, você é...AAAAHHHHH, Brittany.” Por fim o rapaz gozou mais uma vez.

E assim a noite se seguiu. Eles transaram por várias vezes, até que finalmente Sebastian caiu no sono.

Após isso, Brittany foi até o banheiro, onde chorou. Chorou porque na maioria do tempo em que Sebastian estivera dentro dela, ela só pôde pensar em uma pessoa, Santana.

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Quinn fechou uma mala já estava quase pronta para ir ao México. Só faltava uma coisa: Ela abriu o fundo falso de seu guarda-roupa, onde estavam guardadas suas armas e sua munição que se formavam exclusivamente com munição de ponta oca.

Ela sorriu enquanto colocava as balas em suas duas pistolas, e as guardava em uma outra mala.

Put all your angels on the edge

(Coloque todos os seus anjos a beira do abismo)

Keep all the roses, I'm not dead

(Guarde todas as rosas, eu não estou morta)

I left a thorn under your bed)

(Eu deixei um tormento sob sua cama)

I'm never gone...

(Eu nunca me fui)

Go tell the world I'm still around

(Vá dizer ao mundo que eu ainda estou por aqui)

I didn't fly, I'm coming down

(Eu não voei, eu estou vindo a baixo)

You are the wind, the only sound

(Você é o vento, o único som)

Quinn pegou as duas malas, e saiu de seu quarto. Era como aquele velho ditado: ‘se quiser algo bem feito, faça você mesmo’. Mandar Sanatana Lopez e Finn Hudson em algo que era exclusivamente seu, foi o maior erro de sua vida. Ela deveria ter sabido desde o início, afinal sua vida fora assim, ela só conseguira as coisas quando estava sozinha.

Whisper to my heart

(Sussurre para meu coração)

When hope is torn apart

(Quando a esperança estiver acabada)

And no one can save you

(E ninguém pode te salvar)

I walk alone

(Eu caminho sozinha)

Every step I take

(Cada passo que dou)

I walk alone

(Eu caminho sozinha)

My winter storm

(Minha tempestade de inverno)

Holding me awake

(Mantendo-me acordada)

It's never gone

(Nunca se vai)

When I walk alone

(Quando eu caminho sozinha)

Quinn entrou em um carro guiado por um de seus seguranças, e seguiu até um aeroporto clandestino onde pegaria um vôo até Los Angeles.

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Já era de manhã quando Sebastian deixou Brittany em um pequeno vilarejo, cerca de trinta quilômetros da praia onde a pousada de Sam se encontrava. Eles se beijaram mais uma vez, e ele lhe deu seu telefone, mas após ele estar a uma boa distância, ela amassou o pedaço de papel e jogou no primeiro bueiro que viu. Ela não precisaria mais dele para nada.

Ela andou pelo local em torno de duas horas, completamente perdida, sem rumo e sem destino certo, apenas caminhando para frente.

Quando ela entrou em uma ruela, um som de pneus cantando lhe assustou, fazendo-a pular, e assim que ela olhou para trás, viu um carro preto e enorme vindo em sua direção.

Certamente um capanga de Quinn havia encontrado, sem muito o que fazer, ela apenas correu, o mais rápido possível, sem nem saber como, visto como as suas pernas estavam bambas e seu coração disparado.

Mas como era de se esperar, o carro foi mais rápido, ultrapassando-a, e em um movimento ‘cavalo-de-pau’, parou ao seu lado, e os vidros se abriram, revelando o seu motorista, Santana Lopez.

Notas finais
*Notas: Não me odeiem, o Sebastian não é importante para a história, ele foi só um plot device, nem vai aparecer de novo.
*Músicas: Tainted love(Gloria Jones) e I walk alone (Tarja Turunen)
*Espero que tenham gostado do capítulo e comentem por favor ;)
*Caso alguém se interesse, eu estou com uma fic nova chamada "Não é fácil", é um crossover Glee/Smallville, com um Brittana, claro. Então se você gosta de histórias com super heróis, dê uma olhada nessa minha fic.
E se você gosta de fics com muita angst e drama, dê uma olhada em "O Clone", também minha e com Brittana.
Eu acho que quem gosta de paixões violentas, pode também gostar dessas duas fics.
*No mais, obrigado por lerem, e até a próxima.