Notas iniciais
*CAPÍTULO EXTRAORDINÁRIO.
*Esse capítulo é todo um flashback, e vemos uma parte do porque Brittany tentou matar Quinn, espero que vocês gostem.
*AVISO: CONTÉM VIOLÊNCIA.
*Boa leitura

Flashback 8 meses atrás

Brittany e sua amiga que estava junto dela na piscina entraram na cozinha, as duas riam.

“Só você mesmo Riley para me fazer rir desse jeito...” A loira falou animada. “Mercedes, eu posso abusar da sua boa vontade?”Ela perguntou, voltando a atenção para a cozinheira, que já começava a preparar o jantar.

“Claro Brittany.”Mercedes respondeu. Ela gostava de Brittany, a garota era simpática e bondosa, diferente de muitas outras que já estiveram em seu lugar, mas que não duraram nem metade do tempo em que ela estivera na mansão.

“Você pode preparar um lanche para...”

“Não! Ela não pode.” A voz firme de Quinn cortou a sentença de sua namorada. Ela apareceu na porta do nada, e estava com os braços cruzados, e com os olhos que iam do corpo de Brittany para o corpo de sua amiga, ambos somente em biquínis e molhados.

“Mas Quinn...” Brittany começou, a sua namorada mesma lhe disse que todos estavam ali para lhe servir, no que quer que ela pedisse, e até mesmo Quinn nunca dissera não para ela.

“Está quase na hora do jantar Brittany, e Mercedes já está fazendo o seu trabalho, então não a atrapalhe.” Quinn estava séria, muito diferente da forma que ela sempre conversava com Brittany.

“Tudo bem então.” Brittany concordou a contra gosto e cruzou a braços.

“Vai tomar um banho e se vestir, eu quero ter uma conversa com você, a diversão acabou.” E sem dizer mais uma palavra, Quinn simplesmente virou as costas e saiu.

“Acho que ela não gostou de me ver aqui.”Riley comentou baixinho e cruzou os braços.

“Talvez ela só esteja em um dia ruim, não se preocupe, ela não é assim.” Brittany lhe assegurou.

“Eu vou me vestir e ir embora, eu ainda tenho que trabalhar hoje.” A stripper falou, e nesse.

“Ai!” O grito agudo chamou a atenção das duas mulheres.

“Cedes, está tudo bem?”Brittany perguntou se aproximando da cozinheira, e colocando as mãos em seu ombro. Mercedes, visivelmente nervosa e tremendo.

“E- está tudo bem.” Ela respondeu, pegando um guardanapo de papel, e o enrolando em volta de seu dedo machucado. “Eu acho melhor você fazer o que a Srta. Fabray falou.” Aquilo pareceu mais um alerta do que um lembrete.

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Assim que Brittany entrou em seu quarto, já de banho tomado e vestida como Quinn lhe dissera, ela encontrou a namorada sentada em sua poltrona, a lareira acesa, mesmo em um dia relativamente quente, com uma caixinha de veludo em mãos. Ela nem olhou para Brittany, que se aproximou devagar.

“Quinn...” A ex-stripper começou, mas no mesmo instante, se levantou de sua poltrona, e encarou Brittany. Seus olhos estavam vermelhos e inchados, mas ela não se permitia chorar na frente de ninguém.

“Olha só isso Brittany.” Ela abriu e deixou o anel prateado com o adorno azul expostos a uma surpresa Brittany.

“Você gosta dele?” Quinn perguntou, ainda séria, e um pequeno sorriso surgiu no rosto de Brittany.

“É lindo, eu adorei...” Ela começou, mas suas palavras sumiram diante de uma atitude quase brutal de Quinn em lançar o anel e sua caixa ao fogo da lareira.

“E agora você gosta?” Brittany estava pálida e sem palavras. Ela jamais esperava por isso. “Responda Brittany, como você se sente vendo uma jóia tão preciosa sendo consumida pelo fogo?”

“Você é louca!” Brittany falou irritada. “Por que você fez isso?”

“É melhor você mudar esse tom ao falar comigo, eu não respondo por mim quando estou com raiva.”Quinn a alertou.

“O que eu fiz?” O tom de Brittany estava mais baixo e controlado.

“O que você fez?” Quinn deu uma risada debochada, mas ao mesmo tempo machucada. “Você fez exatamente o que eu acabei de fazer com aquele anel que eu te dei, só que com o meu coração.”

“O quê?”

“Como você ousa a trazer uma vagabunda daquelas para debaixo do meu teto?” O tom de Quinn ficou mais agressivo. “Você não pode ser tão burra para chegar a esse ponto, pode?”

“Riley não é uma vagabunda, não chame ela assim, e nós somos amigas, ela praticamente me salvou em um dos momentos críticos da minha vida!” Quinn bateu palmas e abriu um sorriso fingindo comoção.

“Olha só que lindo, as duas vagabundas são amiguinhas.” Brittany não podia ouvir aquilo, aquelas palavras eram duras demais para ela.

We're caught in a trap

(Caímos em uma armadilha)

I can't walk out

(Não posso escapar)

Because I love you too much baby

(Porque eu te amo demais, meu bem)

Why can't you see?

(Por que você não vê?)

What you're doing to me

(O que está fazendo comigo)

When you don't believe a word I say

(Quando você não acredita em uma palavra que eu digo)

“Eu não quero mais ouvir isso!”Brittany falou, e virou-se para ir até a porta, mas Quinn segurou firme em seu braço, e a jogou contra a parede.

“Nada disso!” Ela se colocou na frente de Brittany. “Você só vai sair daqui quando eu mandar, sua vaca!” As palavras de Quinn chegavam a ser piores que um tapa. “Eu te dei toda a liberdade, e o que você faz? Você me traz uma vadia para dentro da minha própria casa! Tem que ser muito piranha mesmo, para fazer algo desse tipo.” Quinn falava com nojo. “Agora você vai aprender a viver sob minhas regras, entendeu? Você é minha, e vai fazer tudo o que eu mandar!”

“Quinn para com isso!” Brittany praticamente implorou, chorando como nunca e temendo por sua vida. “Não é nada do que você está pensando, eu nunca trairia você.”

“Mentirosa!” A palma de Quinn acertou em cheio a face esquerda de Brittany em um tapa ardido e que ecoou pelo quarto. O grito de Brittany foi doloroso de se ouvir. Em seguida a ex-stripper colocou a mão em sua face avermelhada.

“Quinn, por favor, acredite em mim...”

We can't go on together

(Não podemos continuar juntos)

With suspicious minds.

(Com mentes desconfiadas)

And we can't build our dreams

(E não podemos construir nossos sonhos)

On suspicious minds

(Com mentes desconfiadas)

Mas Quinn estava implacavel, e machucada, por causa daquela garota ingrate para qual ela dera todo o seu carinho, amor, além de presentes caros, nada mais justo do que aliviar a sua dor nela. E um outro tapa acertou a outra face de Brittany. Mais um grito pode ser ouvido.

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Da sala, Mercedes ouvia o som dos tapas, e os gritos e choro de Brittany. Seu coração estava disparado, e suas mãos trêmulas, ela andava de um lado para o outro. Aquela aflição estava lhe matando. Como era horrível a sensação de saber que alguém está sendo machucado e não poder fazer nada para ajudar, ainda mais alguém como Brittany, sempre tão dócil e gentil com todos, até mesmo para pessoas que não mereciam, como Finn Hudson e Quinn Fabray.

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Riley já estava a algumas quadras da mansão Fabray, quando um carro parou ao seu lado, assustando-a. De dentro dele saíram dois rapazes altos e fortes, que ela reconheceu serem capangas de Quinn. Ela ficou estática, com medo do que estava acontecendo.

“Então, vamos dar uma volta, gata?” Finn perguntou, e nesse instante, ela virou-se para correr, mas os dois lhe alcançaram. “Acha que pode fugir, é?” Ele ironizou, assim que colocou suas mãos nos braços da jovem.

“Por favor, não faça nada comigo...” Ela implorou, enquanto era levada para o carro, tentando inutilmente se livrar do rapaz, que era bem mais forte que ela. O outro abriu a porta de trás.

“Mas não somos nós quem vamos fazer nada, é a nossa chefe.” Finn disse, lhe jogando violentamente contra o carro.

“Parece que você mexeu com a mulher errada.” Karofsky ironizou, e fechou a porta.

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Finalmente o som da violência vinda do quarto de Quinn parou, e a traficante apareceu na sala, com uma expressão inidentificável. Mercedes se assustou ao vê-la ali.

“Leva alguma coisa para Brittany comer.” Ela falou com frieza. “E não precisa terminar o jantar não, eu volto tarde, e talvez nem volte hoje.” Mercedes apenas sacudiu a cabeça, enquanto Quinn pegou a chave de seu carro e saiu sem dizer mais nada.

Mercedes fez exatamente o que sua patroa mandou, apagou o fogo das panelas que estavam cozinhando o jantar, e preparou um lanche rápido para Brittany, com as coisas que ela sabia que agradavam a loira.

Assim que ela subiu as escadas e chegou na porta do quarto, ela bateu três vezes, mas não obteve resposta. Então, ela resolveu entrar devagar, abrindo a porta em um ritmo muito lento, e o aparente silêncio foi quebrado pelo choro baixo de Brittany que estava sentada no chão, com cabelos desgrenhados.

“Com licença, Brittany.”Mercedes falou baixo, aproximando-se lentamente da jovem. “a Srta. Fabray mandou lhe trazer algo para comer.”

Assim que Brittany olhou para Mercedes, o coração da cozinheira se partiu, o belo e quase angelical rosto da loira, estava agora marcado pela violência que ela sofrera. Seu olho esquerdo estava roxo, seu lábio inferior e narina direita sangrando, além de marcar roxas na testa, e também em seus braços.

“Eu não quero nada.”Ela respondeu, e voltou a olhar para baixo. “Vai embora, por favor.”

“Eu sinto muito Brittany, de verdade.” Mercedes se desculpou, sentindo-se tão péssima por aquela cena, que sua vontade era de estapear Quinn Fabray até que ela ficasse em um estado pior do que o de Brittany. Covarde, essa era a melhor palavra para descrever sua patroa.

Notas finais
*Música: Suspicious mind (Elvis Presley)
*Comentem, por favor.
*Obrigado por lerem e até a próxima