Notas iniciais
Oie gnte, postando mais um, e obrigado a Stephanie, Laira Leão, Yndia Rivera e JustIsabela por comentarem e Arremedo de Felicidade, Laira Leão e HeyaaIsReal por favoritarem. Santana fofa e linda sempre, quero um assim pra mim. Lembrando que Arnold é pai dee Brittany, Tanny é apelido dela, Roger o motorista e valeria a empregada.

CAPITULO II


Roger abriu a porta para ela sentar e guardou sua mala no porta-malas. Brittany lançou um olhar para o relógio do seu pulso. Passavam das nove horas, ia chegar meia hora depois do combinado. Já havia avisado a amiga que desejava ficar no anonimato, e para sua amiga lhe chamar de Tany. E jamais falar seu sobrenome, pois não queria ser reconhecida como a filha de Arnold Pierce.

Brittany pediu para o motorista parar uma pouco antes da casa, pois não queria ser vista. Roger fez como ela pediu e lhe entregou a mala. Brittany o viu se afastar e se dirigiu a casa de Rachel.

Brittany conforme andava observou a casa. Gostava muito da casa de Rachel, era um sobrado, estilo Tudor, branca, com detalhes em marrom. Jardineiras floridas nas janelas e um lindo jardim.

Da calçada Brittany já podia ouvir a música que vinha de dentro da casa. A festa parecia animada.

Ela se dirigiu a porta de entrada e tocou a campainha. Rachel abriu a porta e sorrindo, lhe deu um abraço efusivo.

Brittany sorriu e entrou na casa. Brittany passou os olhos nos convidados. A maioria eram rapazes, moças, todos jovens médicos, que faziam universidade com Rachel, outros eram amigos do Dr. Leroi, o pai de Rachel.

— Tany. — Rachel piscou para ela, quando lhe disse seu apelido, mostrando que ela se lembrou do combinado. — Estou feliz que tenha vindo, vou levar sua mala para o quarto de hóspede.

Brittany sorriu e falou animada.

— Rachel, eu é que estou feliz, de ter vindo.

Rachel sorriu, como se não acreditasse muito. Ela ainda não havia assimilado que Brittany adorava a vida simples, as pessoas em geral, independentes de sua classe social. E pelo contrário, achava as pessoas comuns, batalhadoras, muito mais interessantes.

Brittany a viu subir as escadas e se misturou entre os convidados. Estava indo pegar uma bebida quando avistou perto da mesa de bebidas uma mulher que aparentava ser mais velha que ela, que olhava em sua direção.

Ela era de um pouco menor que Brittany, pernas não tão compridas, bronzeada. Os cabelos eram escuros, e o porte, atlético. Os olhos negros eram intensos. Brittany continuou a andar sem conseguir desviar os seus olhos dos dela, que também ficou a observá-la. Percebendo que a encarava desviou os olhos dela, mas como se houvesse uma força invisível, voltou a olhar para ela e reparou em seus lábios carnudos, no seu arrogante nariz e corpo escultural.

Ela então lhe sorriu, fazendo-a corar de vergonha, se dando conta que desde que a vira, não conseguia deixar de olhar para ela.

Brittany, então com muito custo desviou seus olhos e mudou de direção, não queria dar a impressão errada, que iria pegar a bebida, para se aproximar dela.

Brittany então se dirigiu a varanda, e se apoiou no parapeito, sentindo o cheiro das flores que vinha do jardim, trazida pelo vento. Fechou os olhos e aspirou fundo.

Poucos minutos depois Brittany sentiu um toque no ombro e viu um jovem, de mais ou menos sua idade, loiro e de olhos azuis sorrindo para ela. Ele era bem alto e Forte.

Brittany lhe sorriu de volta.

— Olá, nunca te vi nas festas de Rachel?Meu nome é Sam Evans.

Brittany levantou as sobrancelhas, surpresa pela rapidez do rapaz em fazer amizade e sorriu.

— É verdade. É a primeira vez que venho à festa de Rachel. — Ela então se lembrou de que só estava ali, pois sua mãe havia permitido. Ela então lhe deu uma breve explicação. — É que eu conheço Rachel há apenas dois meses. Chame-me de Tany.

Sam sorriu-lhe novamente. Brittany nessa hora viu Rachel se aproximando.

— Sam, você não perdeu tempo hein. Logo veio falar com minha amiga.

Henri sorriu para Rachel e fitou Brittany dizendo.

— Estava aqui dizendo que nunca a vi em nossas festas.

Rachel observou Brittany.

— Nós nos conhecemos há pouco tempo.

— Foi o que ela me disse. Você faz o que Tany?

Brittany ficou triste com a pergunta, pois tinha uma vida de festas caras e ociosa. Rachel vendo-lhe a aflição falou.

— Tany está indecisa quanto à escolha do curso na universidade. Por enquanto está de férias.

Brittany sorriu tristemente para a amiga, ao lembrar-se de suas intermináveis férias, onde seu pai sempre relutava de interá-la nos negócios da família. Muitas vezes pensava, ao vê-lo dar os jantares e convidar os filhos de seus amigos ricos, que na verdade, ele queria que ela se casasse com um deles, para que seu futuro marido assumisse o estaleiro.

Rachel mudou de assunto.

— Tany. Você não está comendo e nem bebendo nada.

Rachel olhou para Sam e pediu.

— Sam pegue uma Martine para Tany.

Brittany sorriu para ele dizendo.

— Eu gostaria muito.

Sam se prontificou.

— Vou trazer para você. Brittany seguiu o rapaz com os olhos e estava para se virar quando viu a mulher que havia lhe chamado atenção de novo. Quando seus olhos azuis se encontraram com os negros dela, ela lhe sorriu e levantou o copo numa saudação. Brittany sustentou o olhar e lhe sorriu provocativamente, fazendo com que ela sorrisse também, Brittany então voltou sua atenção para Rachel que lhe falava.

— As festas que você frequenta deve ser o máximo.

A imagem das festas que seu pai dava surgiu em sua mente. Brittany lembrou-se das mulheres com roupas extravagantes, os homens com seus charutos cubanos regados a champanhe e conversa fútil.

— Se você acha um bando de gente fútil, onde cada um conta suas ultimas aquisições materiais, se achando o máximo. Você iria adorar. Pois é isso que ouço o tempo todo.

— Mas você deveria entender que eles falam o que eles vivem no momento. Afinal, eles têm dinheiro para isso não é? Para gastar.

— Eu que sou uma chata então. Tenho asas, mas não gosto de voar.

Sam nessa hora chegou com as bebidas. Brittany se virou para ele, sorrindo, pegando a taça que ele lhe estendia. Levou aos lábios, enquanto sorvia lentamente o líquido, seus olhos procuraram a garota novamente, mas ela havia saído de lá. Rachel nessa hora foi chamada e entrou na sala.

Brittany voltando a sua atenção para Sam perguntou-lhe.

— Você disse que é estagiário. Você já se formou?

Sam passou a mão pelos cabelos, que agora foram despenteados pelo vento, dizendo.

— Estou no último ano.

Brittany também sentiu o vento frio.

— Vamos entrar, está frio agora. — Brittany disse passando a mão pelos braços arrepiados. Enquanto caminhavam para dentro ela foi dizendo, sorrindo para Sam — Você parece tão novo.

— Tenho vinte anos.

Sam a pegou pelo braço, conduzindo-a até um lado da sala mais tranquilo. Brittany conforme caminhava viu a garota conversando com o pai de Rachel, eles pareciam ter afinidades, pois ambos sorriam, numa conversa animada. Ela reparou melhor na calça jeans colada, na camiseta branca colada no corpo definido por baixo de uma blusa xadrez aberta. Morena, atlética e Sexy, impunha presença em qualquer lugar. Tinha um físico de atleta aliada a uma elegância natural.

Essa combinação resultava numa evidente autoconfiança que com certeza a intimidava. Brittany desviou os olhos dela, com muito esforço, pois seus olhos insistiam em fitá-la.

Sam ainda falava com ela, lhe explicando seu cotidiano de trabalho e as aulas que cursava na faculdade. Aproximaram-se da mesa de salgados.

— Gostei muito de você Tany uma pena que meu tempo é tão tomado. Mas gostaria de te ver amanhã.

Brittany ficou sem ação por um momento, nessa hora Rachel se colocou ao seu lado. Brittany pegou um salgado e se preparava para a resposta.

— Perdi alguma coisa? — Rachel gracejou.

Sam impaciente fitou Rachel, Brittany então se dirigiu a Sam e explicou.

— Amanhã depois do almoço eu irei embora.

— Você mora longe daqui? — Sam indagou com insistência.

Rachel então convidou.

— Tany, ligue para sua casa e passe o dia comigo. O que você acha? Você iria embora à noitinha e Sam poderia vir aqui.

Brittany sorriu, pois se agradou com a idéia. Ligaria para sua mãe e a avisaria. Ia aproveitar que seu pai estava fora.

— Tudo bem, amanhã eu ligarei para ela.

Sam a fitou com olhos ardentes sorrindo satisfeito. Nessa hora ele foi chamado por um grupo de amigos. Brittany aproveitou para lhe perguntar a garota que havia visto, ela não parecia ser médica ou estudar medicina. Ela destoava da festa.

— Rachel, quem é aquela mulher que está conversando com seu pai, mas, por favor, olhe discretamente.

Rachel procurou seu pai com os olhos e o avistou.

— È Santana Lopes, minha prima, filha da minha falecida tia, irmã de mamãe. Ela comprou um pequeno apartamento num bairro pobre em Horley, que está reformando. Por isso ela ficará um tempo conosco até o apartamento ficar pronto. Ela não é daqui, ela morava em York.

Brittany ficou surpresa com a revelação de Rachel e tornou a fitá-la, discretamente. Rachel nessa hora lhe pediu licença e se afastou. Brittany a fitou novamente e então a surpreendeu observando-a, seus olhos escuros, insinuantes, mediram-na de cima a baixo, e nesse instante Brittany teve certeza de quanto àquela garota mexia com ela.

Será que ela percebia isso?

Ela então se moveu em sua direção, de uma maneira decidida, como uma felina, seus olhos estavam fixos nela e Brittany ficou presa no olhar dela.

Ela parou a sua frente. Disse com uma voz profunda e agradável.

— Você veio sozinha?

Brittany, com o coração saltando do peito, torcendo para ela não perceber o quanto ela mexia com ela respondeu.

— Vim.

Ela lhe sorriu e Brittany ficou extasiada com seu sorriso, seus lábios eram carnudos, e os dentes perfeitamente brancos.

— Eu também. Sou prima de Rachel, meu nome é Santana Lopes. E o seu?

— Brittany Pierce. Mais pode me chamar de Tany.

Brittany disse seu nome completo de propósito para ver sua reação diante do seu nome, que carregava suas origens e seu berço de ouro. Ela não teve reação alguma, então se lembrou de que ela era de fora e seu pai era muito conhecido na região de Brighton.

Santana então a fitou, demonstrando interesse nos olhos, e parecia não se importar de transparecer isso.

— Aquele rapaz que estava com você, é seu namorado?

— Não. Eu o conheci aqui.

Rachel se colocou ao lado deles surpresa, pois Brittany tinha acabado de perguntar com interesse da sua prima e agora ela os encontrava juntas.

— Já vi que vocês já fizeram as apresentações.

Nessa hora Sam se aproximou. Brittany observou Sam, que parecia incomodado, com a presença de Santana ao seu lado.

Santana vendo a reação de Sam; sorriu irônico para Brittany com um traço levemente cruel.

Os olhos de Santana eram intensos quando a convidou.

— Dança comigo?

Ela arregalou os olhos surpresa, e desviou os olhos dos dela por um instante. Ficou indecisa alguns segundos, pensando se aceitava ou não.

Santana Lopes mexia muito com ela, tinha medo desse desejo e sentimento estranho que ele lhe despertava. Levantou o rosto a fim de recusar, mas quando seus olhos azuis se encontraram com os olhos negros intensos dela, Brittany se perdeu neles. Sua mente ficou embotada, e seu coração disparou, suas pernas fraquejaram e quando se viu, estava aceitando.

— Danço.

Santana rodeou sua cintura, provocando em Brittany um leve estremecimento. Um canto da sala os móveis haviam sido afastado para as pessoas dançarem.

Ela a conduziu para lá e a estreitou nos braços e apertou contra si, ao ponto de seus seios se esmagarem contra os seios dela.

Ela tentou se afastar, mas a mão dela segurava-lhe, firme, as costas. Podia sentir o calor da pele dela através do tecido da camisa.

Ela passou a levá-la a se mover lentamente, em sincronia com ela, quase numa dança sensual. O coração de Brittany estava a mil e as pernas moles, estava cativa nos braços dela. Dançaram assim por um tempo. A colônia barata que ela usava a deixava mais Sexy. Percebia pelas mãos dela que ele era uma mulher rústica.

Brittany se afastou um pouco e ergueu o rosto, viu que os olhos dela desceram para sua boca e se fixaram lá. Nesse momento Santana foi subindo lentamente o olhar até seus olhos se encontrarem. Santana então sorriu e foi descendo lentamente o rosto, uniu seus lábios nos dela.

Brittany estremeceu ao sentir a umidade morna da boca dela, os lábios dela se moviam delicadamente sobre os seus. Brittany ficou estática totalmente sem ação em seus braços, se deixando ser beijada. Ela usava uma colônia barata, mas parecia combinar tanto com ela...

Parecia tudo uma loucura. Quantas vezes os jovens que frequentavam sua casa, tentavam sem sucesso, lhe impressionar. Principalmente Finn, um jovem amigo de seu pai, formado em engenharia.

Quantas vezes ele a convidou para sair sem sucesso. Ela sempre tinha uma desculpa na ponta da língua. E agora ela estava ali, nos braços de Santana e ela já estava virando seu mundo de cabeça para baixo.

Notas finais
Ate o proximo, comentem e favoritem.
Beijos