Notas iniciais
Oie de novo, não é sempre que posto assim tão rapido mais tenho uns capitulos adiantados no PC então. Obrigado Santana Snixx, Charllote Kiss e JustIsabela por favoritarem e comentarem. Ah Stephanie ja ajeitei o que tava errado, e só queria dizer que adoro suas historia.

CAPITULO III


Quando seus lábios se afastaram, deram-se conta que a música já tinha acabado e já fazia um tempo. Tocava agora uma música em um ritmo mais rápido. Ambas estavam com as respirações irregulares, olhavam-se como se não acreditassem na emoção experimentada nos braços uma da outra. Santana lhe sorriu com ternura, e isso a fez ficar presa em seu olhar, pálida, sem forças.

Santana falou em seu ouvido, fazendo-a se arrepiar.

—Vem. Vamos a um local mais afastado, quero conversar com você. Santana a pegou possessivamente pela cintura e a conduziu para os fundos da casa onde dava em um jardim. Havia uns casais se beijando em cada ponto do jardim, ela então a conduziu novamente a lateral da casa onde tinha um banco tranquilo, aonde ela a fez sentar-se.

Santana sentou-se ao lado dela e a fitando intensamente lhe disse com nostalgia.

— Quando criança eu sempre visitava tio Leroi e aqui era o meu lugar preferido. Brittany sorriu fraco e fitou as mãos no colo, ela a deixava totalmente sem ação, pois nunca em sua vida tinha experimentado um desejo tão intenso.

Pensava nisso, quando ela a rodeou com o braço a sua cintura, trazendo para mais perto de si. Brittany a fitou novamente, e seus olhos azuis ficaram presos nos olhos negros dela.

— O que você tem que eu não consigo deixar de olhar para você?Você me atrai, de uma maneira que nenhuma mulher conseguiu.

Santana ainda com o braço segurando possessivamente sua cintura a fitava intensamente.

Brittany observou-a séria. Seus olhos passaram pelos cabelos negros dela, levemente ondulados nas pontas, aparentava ser um pouco mais velha que Brittany e seus olhos negros. O mesmo ocorrera com ela. Ela também a atraía, de uma maneira intensa.

Brittany podia sentir a respiração dela em seu rosto, ela estava muito próxima e isso fora o suficiente para deixá-la indefesa, a mercê dela.

Nessa hora Santana tomou sua boca num beijo intenso, apaixonado. Brittany quase se viu correspondendo, por um momento ficou mole em seus braços, mas o medo do sentimento que ela lhe despertava se apoderou de seu coração e isso fez com que ela a afastasse com um empurrão.

Estremeceu, ao se lembrar do beijo que ela lhe dera na sala e ainda agora. Ao lembrar como ela a fizera sentir-se, tinha vergonha. Naqueles momentos, sentira-se como uma mulher vulgar...

— Meu Deus! Isso é errado eu mal te conheço.

Ela se levantou nervosa. Santana se levantou depressa e se colocou a sua frente, antes que ela se afastasse.

— Por favor, não vá. Realmente eu me precipitei. Vamos nos conhecer então. Respondo todas as suas perguntas.

As palavras num tom apaziguador, a acalmou por um instante e o apelo que ela viu em seus olhos negros, fora o suficiente para ela concordar.

Não podia mentir para si mesma: O que ela mais queria era conhecê-la.

Santana a pegou pelo braço e a fez sentar-se novamente. Brittany a fitou nos olhos e esperou que ela lhe falasse de si. Ela não estava com a mínima vontade de falar de si mesma, mas queria saber tudo sobre ela.

Como Santana ainda a fitava esperando ela lhe perguntasse alguma coisa sobre ela. Ela lhe falou, o observando atentamente.

— Eu não gostaria de ter perguntar nada. Apenas fale-me de você.

Santana pegou as mãos dela do colo, e apertou-lhe os dedos. Por um momento ficou calada, como se a imagem de si mesma lhe passasse pela cabeça. Ela hesitava.

Santana então a olhou tristemente. Brittany percebeu que:

O que ela iria lhe contar ainda mexia com ela.

— Eu morei a vida toda em York, depois que minha mãe morreu me mudei para cá. Tive uma infância difícil, pois tenho dislexia, foi diagnosticado tardiamente, apanhei muito de meu pai que me julgava burra, pois ia mal à escola, não conseguia ler as palavras, e não entendia como meus amigos conseguiam. Quando eu já havia repetido pela quarta vez a quarta série, uma professora descobriu meu problema e explicou para minha mãe, que eu sofria de Dislexia, que é um problema cerebral, que tem como consequência: Problemas visuais, para ler, escrever e soletrar; de entendimento do texto escrito; para identificar fonemas, associá-los às letras e reconhecer rimas e aliterações; para decorar a tabuada, conceitos matemáticos; ortográficas: troca de letras, inversão, omissão ou acréscimo de letras e sílabas, organização temporal e espacial. — Então seu rosto ficou sombrio, triste. Santana o tempo todo quando lhe falava a fitava intensamente, mas nessa hora ela direcionou o olhar para o chão e com um olhar vago e o rosto sombrio, continuou, com voz cansada, resignada. — Eu, com quinze anos, revoltei-me. Saí de casa por causa de meu pai, que constantemente me batia. Ele não aceitava o falto que eu tinha uma doença, dizia que era preguiça, vadiagem de minha parte. Fui trabalhar em uma fazenda cuidando dos animais, mas nunca deixei de visitar minha mãe. Depois de três anos, meu pai morreu, voltei para casa e passei a morar com ela. Senti muito a morte de meu pai, eu o amava, apesar de tudo. Desde então, trabalhei em vários tipos de emprego, sempre soube que nunca teria um curso superior por causa da doença.

Ela então fez uma pausa emocionada e continuou.

— Hoje leio com dificuldade, e escrevo as palavras razoavelmente bem, abandonei a escola há muito tempo. Mas uma coisa faço bem, toco piano. Eu escuto a música apenas uma vez e consigo reproduzi-la de ouvido. No meu último emprego como zeladora de uma boate tinha um piano velho, e pude praticar bastante lá.

Nessa hora Brittany se aproximou dela comovida, não estava acostumada a conhecer o lado triste da vida. Seus pais sempre a protegeram, sempre lhe deram de tudo, principalmente conforto. Embora vivesse num lar, tão vazio de amor, de vida. Ela sabia que seus pais a amavam do jeito deles, mas agora estava ao lado da mulher, mais interessante que conhecera em sua vida, com um passado tão triste, tão sofrido e isso só a fazia se interessar mais por ela.

Brittany levantou o rosto dela e o beijou de leve nos lábios, como se isso lhe desse algum conforto. Santana a envolveu nos braços a fazendo sentar no colo dela e a beijou apaixonadamente. Sua língua invadindo sua boca, enlouquecendo. Brittany não pensava em mais nada, tudo parou de existir naquele momento. Quando seus lábios se afastaram permaneceram abraçados.

Santana então a afastou passando o dedo no rosto dela com carinho.

— Fale-me sobre você.

Brittany evitou seus olhos. Constatou que sua vida em contraste com a vida dela, era uma maravilha. Se sentindo ingrata com seus pais que lhe davam de tudo e a tratavam bem. Triste a abraçou e falou evasiva.

— Eu tenho vinte anos. Não me formei ainda em nada, meu pai quer que eu me envolva com os negócios da família, mas tem relutado a me chamar. Gosto muito de ler livros, principalmente os policiais e de romances. Conheci Rachel há dois meses.

Brittany então assustada saiu de seu colo e se levantou.

— Meu Deus, Rachel. O que ela pensará?

Santana se levantou e a enlaçou pela cintura. Brittany ergueu os olhos e fitou os intensos olhos dela.

— Ela vai entender que estamos nos conhecendo, e que precisávamos desse tempo, para conhecer uma a outra.

Brittany sorriu pensando em Sam.

— Sam, então vai me julgar uma mulher fácil, ele deve ter presenciado nosso beijo, quando dançávamos.

Eu fiz de propósito. — Quando Brittany fitou-o assustada, Santana corrigiu rápido. — Não para ele pensar isso de você. Mas para afastá-lo de você, quando eu te vi, eu a quis para mim.

— Quantos anos você tem, Santana?

— Vinte e oito.

— O que você faz?

— Estou desempregada atualmente. Saí de minha cidade, e com a venda da casa de meus pais comprei um apartamento pequeno.

— Qual é sua profissão?

Santana satisfeita, por ela querer tanto conhecê-la a estreitou nos braços ainda mais e lhe disse com o rosto em seus cabelos perfumados abraçada a ela.

— Já fiz tanta coisa, sei um pouco de tudo, conserto encanamentos, sou uma boa eletricista, já fui capataz em uma fazenda, já fui jardineira, motorista, segurança...

Meu Deus! Ela tinha todos os ingredientes para seu pai implicar com ela. Seu pai não a aceitaria. Era uma garota, sua origem era humilde, ela era da classe operária, tinha deficiência na leitura, seu passado era conturbado, pela sua saída de casa aos quinze anos, e estava desempregada.

Brittany com esses pensamentos ficou triste, ela levantou o rosto e seus olhos se encontraram. Os de Santana intensos, os dela inseguros. Santana baixou o rosto e a beijou delicadamente nos lábios.

Seus mundos eram opostos, elas eram duas garotas, e tinha um grande abismo que precisavam passar, e não era o fato dela ser rica. O abismo se chamava Arnold Pierce, seu pai. Brittany se arrepiou.

Santana percebeu e disse gentilmente.

— Vamos entrar. Você está com frio.

Brittany concordou com um gesto de cabeça. Seu arrepio, não fora de frio, era só de imaginar a cena que seu pai faria quando conhecesse Santana. Só ela sabia o quanto seu pai era difícil.

Santana a pegou pela mão, e juntos seguiram até a casa.

Quando entraram na casa avistaram Rachel, que sorriu ao vê-las. Os olhos dela então observaram Brittany, admirados, pois sabia das tentativas frustradas do pai de Brittany dela namorar alguém de seu meio.

— Ora, Ora. Vocês sumiram. O que foi isso? Não vão me dizer que vocês de alguma maneira se conheciam, pois eu não vou acreditar.

Santana fitou a prima e pegou Brittany possessivamente pela cintura e fitando Brittany falou olhando-a intensamente.

— Não Rachel, nós não nos conhecíamos antes. Mas é como se eu a tivesse conhecido há muito tempo.

— Meu Deus. Eu estou impressionada. Agora nos dê licença Santana que vou dar uma palavrinha com Tany.

Santana sorriu para Brittany e beijando-lhe as mãos se afastou.

Brittany. O que foi aquilo? Eu mal acreditei nos meus olhos quando as vi beijando-se.

— Eu não sei o que ocorreu. Eu me interessei muito por ela, sem explicação. E muito mais agora que conversamos.

— Você contou a ela que você é filha de Arnold Pierce?

— Contei, mas ela não esboçou qualquer reação.

— Minha prima não lê jornais. Por isso ela não conhece seu pai. Ela explicou o problema dela?

— Sim, contou-me que ela tem dislexia, e não consegue ler e um monte de coisas que já esqueci.

— Você pretende contar para ela, de como você é rica?

Brittany a avistou conversando com Leroi novamente, de costas para ela. Apreciou aquele corpo perfeito. Ainda podia sentir a colônia dela em seu vestido.

— Não, você sabe que detesto ser uma filhinha de papai, sem uma profissão, vivendo para cima e para baixo com um chofer, com um pai que me dita regras o tempo todo. Uma vida fútil, de festas, de viagens, onde essas viagens, meu pai sempre está presente, como um cão de guarda. Tenho medo de assustá-la também, pois nossos mundos são muito diferentes.

— Ou você está com medo que ela sabendo, se interesse pela sua fortuna, ao invés de você?

Brittany observava agora ela sorrindo para Leroi, ela estava de lado agora. E ao ouvir pergunta de Rachel ela se assustou e disse logo.

— Rachel. Que horror. Não! Eu não pensei nisso. O pouco que conversei com ela, percebi que ela é honesta o suficiente para se ligar a mim, por mim mesma. E afinal, ela não sabe quem eu sou. E mesmo assim demonstrou interesse por mim.

— É eu sei. Ela te contou que o pai dela já foi para a cadeia?

Brittany negou com a cabeça.

— Isso foi antes de se casar com minha tia. O pai dela era um delinqüente juvenil. Parece que depois que ele se casou, ele se tornou direito. Foram todos contra minha tia por ter se casado com o pai de Santana, mas ela lutou contra todos e se casou.

Brittany fitou Santana novamente, os olhos dela estavam sobre ela. Santana lhe sorriu provocadora, ela retribuiu o sorriso, elas por um tempo ficaram se olhando.

Rachel então comentou.

—Sam quando avistou vocês se beijarem, ficou pasmo como eu. Ele parecia não acreditar. Então sem dizer uma palavra, nervoso, foi embora.

Brittany apertou com os dedos a cabeça, sua cabeça estava estourando. Ainda bem que sempre carregava alguma aspirina na bolsa.

— Rachel, eu estou com dor de cabeça, vou me recolher. Não vou aguentar ficar até o final da festa. Diga para Santana que já fui me deitar. E que amanhã nos veremos.

— Teu quarto é o primeiro à direita.

— Obrigada.

Brittany se dirigiu a escada, que ficava no canto direito do sobrado que ficava um pouco afastada da visão de Santana. Ela subiu lentamente e entrou no quarto acendeu as luzes e encontrou sua mala em cima da cama.

O quarto era bonito, todo em tom bege, desde os armários, a colcha, e o carpete. Um tapete colorido quebrava a monotonia do quarto. Um baú aos pés da cama de madeira maciça, todo trabalhado. Cortina marrom, em tom claro e o abajur combinando com as cortinas. Em um aparador tinha uma toalha branca de renda com uma bandeja. Estava depositada uma jarra de barro com água e um copo.

Brittany pegou uma aspirina da bolsa e tomou com um copo de água. Dirigiu-se ao banheiro com as suas roupas na mão. Tomou uma ducha e vestiu a camisola. Apagou as luz e deitou-se na cama. A imagem de seu pai surgiu em sua mente, seu coração ficou descompassado, em se imaginar enfrentando ele por causa de seu romance com Santana.

Santana mostrou claramente, com seu gesto e atitudes, que ela tinha um real interesse nela.

Um nó em sua garganta se formou. Pelo fato dela ocultar dela que era filha de um grande magnata no ramo dos estaleiros. Mas no fundo ela não dava importância para sua condição social.

Até que ponto ela enfrentaria seu pai por causa de Santana?

Meu Deus. Precisava ponderar as coisas.

Mas também ela não vivia infeliz com a vida que levava?

Não seria hora de dar um basta e começar a fazer suas escolhas e viver a sua própria vida, independente das imposições de seu pai?

Santana despertou nela o desejo de mudança!

Seu pai iria acabar fazendo-a casar com algum rapaz rico, com intenção de aumentar os negócios da família e iria colocá-lo para tocar o estaleiro.

Nunca, Arnold lhe passaria a administração do estaleiro e ela seria uma dondoca do lar.

Ele o tempo todo queria investir em um genro, não nela. Por isso ela não conseguia seu lugar ao sol. Para ele, a felicidade de uma mulher estava em ser à sombra de seu marido.

Queria isso para sua vida?

Não definitivamente não!

Mesmo que seu namoro com Santana não desse certo, seria um ponto de partida para enfrentar seu pai. Já devia ter feito isso há muito tempo.

Como seria sua vida hoje, se ela tivesse lutado por sua independência?

Estaria cursando Administração, que era o curso que tanto queria fazer?

Estaria estagiando em alguma empresa?

Ou teria apenas arrumando confusão e seu pai a estaria boicotando o tempo todo, com suas cenas de problemas no coração?

E como ela manteria a universidade?

Ele teria feito sua vida um inferno? Não duvidava nada que ele teria lutado contra e acabasse fazendo-a desistir dos estudos.

Brittany chorou no travesseiro, como invejava Rachel que podia fazer suas escolhas. Como gostaria de ter nascido em um lar comum.

Então refletiu. Há tantas famílias ricas que eram mais liberais e não assim como seu pai. Que seus filhos podiam fazer suas escolhas. O problema não era sua riqueza, seu problema se chamava Arnold.

No dia seguinte, Brittany se levantou cedo. Depois de escovar os dentes, vestiu seu vestido branco e dourado, sandália branca, passou seu perfume que era um perfume suave que lembrava flores do campo, fez uma maquiagem leve, penteou os cabelos.

Desceu para a sala e viu copos, guardanapos e pratos, espalhados pela casa. Foi até a cozinha e encontrou a empregada lavando alguns copos. Há apenas oito meses, Rachel havia perdido sua mãe. Desde então Valéria, uma empregada rechonchuda, cuidava de tudo.

— Bom dia, onde tem um saco de lixo para eu recolher aqueles guardanapos na sala?

— Imagine menina, nem Rachel me ajuda na casa.

— Por favor, eu quero ajudar.

Então Brittany ouviu a voz de Santana.

— Bom dia!

Brittany se virou ao ouvir aquela voz que já estava começando a lhe ser familiar. Santana estava parada na soleira da porta, linda. Com um short preto e uma camiseta colada no corpo, revelando a barriga sarada e os seios fartos.

Os cabelos negros estavam molhados pelo banho. Os olhos negros a fitaram divertidos, observando-a.

— Bom dia. — Disse depois de um tempo.

Brittany mesmo com o coração descompassado, desviou os olhos para Valéria com muito esforço.

— Então trarei os copos e pratos.

— Tudo bem, se você quer ajudar. — Disse Valéria resignada.

— Eu te ajudo. — Santana disse, fazendo-a olhar para ela de novo.

Brittany assentiu com um gesto de cabeça e juntas foram até a sala e em silêncio começaram a recolher os copos e pratos. Com várias viagens até a cozinha, arrumaram a sala.

Rachel desceu na hora, que Brittany e Santana estavam colocando os móveis no lugar, pois eles haviam sido afastados.

— Meu Deus! Deixe isso aí. Valéria aos poucos arruma a casa. Ela já está acostumada.

— Não custa nada. — Então ela fitou Santana que a observava. — Santana me ajudou.

Leroi desceu as escadas.

— Bom dia! Já tomaram café?

Valéria nessa hora apareceu na sala, dizendo.

— Eu vou colocar a mesa e servi-los.

Notas finais
Pronto, espero que gostem até amanhã ou hoje a noite. Beijos e favoritem e deixem comentarios.