Pacto Mystico: Conflito e Poder.
2 Capítulo 02
Uma semana se passou desde o desaparecimento de Carlos e a morte de Diego, e a única coisa que saiu nos jornais foi uma pequena nota sobre um latrocínio com a morte de um segurança de uma empresa de informática. Os figurões sobrenaturais de Brasília, assim como em toda grande metrópole, manipulavam as informações quando envolvia algum ser mystico. Este era o protocolo de segurança que existia para evitar que os humanos soubessem da existência dos seres sobrenaturais, era o consenso da manutenção da fábula.
---Vai continuar lendo todos estes jornais Kazuma? Perguntou Enkidu olhando com cara de deboche para o amigo nissei deitado no sofá. ---Vou! Quem sabe não encontro minha cara metade nos anúncios de acompanhantes hem? Só tem garota com dezoito anos e recém-chegada em Brasília, olha que por curiosidade dei uma lida em jornais com mais de um ano de impresso e as mesmas garotas ainda tem a mesma idade e são recém chegas em BSB. Disse Kazuma rindo das verdades encontradas nos jornais. Kazuma era filho de uma mulata brasileira com pai japonês, ele tinha nascido em São Paulo, na Liberdade, mas passou toda a juventude no Japão, voltou para o Brasil após perder a mulher e o filho em um acidente automobilístico, e foi no Brasil que conheceu Enkidu e sua esposa Selene quando ainda tinha vinte e sete anos. Hoje ele já estava com seus quarenta anos, mas era um homem cuidadoso com o corpo, formado em fisioterapia e Educação Física. Olhando para seu estilo despojado ninguém pensaria que era um Nomeador ou como era comum chamar no Brasil um Feiticeiro. --- Já está na hora de você casar novamente Kazuma, quando um homem chega ao ponto de ver os classificados das acompanhantes é porque já chegou ao fundo do poço. Enkidu observou o amigo soltar um grande sorriso.Kazuma iria fazer alguma piada indecente quando viu Enkidu colocar o dedo na boca e apontar para o quarto. Segundos depois Selene abriu a porta do quarto.Selene era uma mulher negra de rosto comum, mas de corpo escultural, natural de algum lugar do Egito, uma mulher normalmente simpática, com um gosto cultural afinado e uma inteligência fora do comum. Era casada com Enkidu por tanto tempo que não exista mais pedras preciosas ou metal compatível com as bodas de casamento deles. ---Meu anjo como vai o nosso hospede? Perguntou Enkidu apontando para a porta do quarto.—--Com uma estaca no peito, já regenerou o suficiente para a entrevista, o sangue que lhe dei é o suficiente para não acordar com a fome. Mas precisava ferir o corpo até aquele ponto? Selene tentou usar uma entonação na voz menos áspera, mas a frase saiu como uma bronca rotineira. —--Eu tentei, mas ele deu um trabalho maior que o esperado! Enkidu apetou os olhos de maneira marota e abriu um sorriso sem graça. Ser casado com uma vampira que lia emoções e pensamento era um problema infinito.Kazuma se levantou do sofá, colocou a mão do ombro do amigo e sussurrou com cara de deboche. —--A mulher vai deixar você de castigo camarada. Sorte a sua que tenho um classificado de hoje, dezoito aninhos, recém-chegada em Brasília... há há há.Selene apenas balançou a cabeça em negativa. Quando os dois homens estavam juntos e de folga pareciam apenas adolescentes com problemas hormonais, era um concurso de quem falava mais bobagens, sorte a dela que a folga era artigo raro.
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