Notas iniciais
Boa tarde galera! Desculpem pela demora, segue mais um capítulo da minha história! Quero agradecer a todos que comentaram e começaram a acompanhar a minha fic, isso me deixa muito alegre! Espero que gostem! Beijos

Uma luz piscava insistentemente em seus olhos entre abertos, Katniss tenta levantar sua cabeça, mas uma dor lacinante lhe atinge fazendo seus olhos se apertarem novamente.
–Dra. Everdeen... -Dra. Everdeen
Uma voz feminina sussurrava na maca ao lado.

Seus olhos tentam focar o rosto que lhe chamava, mas sua cabeça girava pelas luzes piscando.

– Onde estam... Uma tosse lhe faz parar de falar.

–Onde estou?
A lembrança dos homens invadindo Arkham começa a surgir em sua cabeça, os olhos azuis frios lhe encarando, a pancada em sua cabeça.

–Não sei muito bem, acordei aqui... Precisamos sair daqui! Ou vão nos matar!

Katniss reconhece o rosto da mulher que choramingava sem parar, era uma das psiquiatras. Os cabelos cacheados estavam baguncados e o rosto moreno exibia alguns cortes e manchas de sangue.

–Precisamos fugir! Tente se soltar doutora...

Os braços ainda estavam dormentes e seu corpo parecia não obedecer os seus comandos. Seus pensamentos ainda estavam atordoados... Porque Peeta havia feito aquilo com ela? O que havia feito de errado? Seu coração começa a dar pulos dentro do peito, precisava se soltar, preciso encontra-lo!

Seus olhos percorrem a sala, ela se lembra de Cinna ter te mostrado a sala de terapia intensiva, porém não tinha entrado muitas vezes.
As macas estavam espalhadas, havia remédios pelo chão, seringas jogadas e manchas de pegadas com sangue pintavam o chão branco.

–Sabe a quanto tempo estamos aqui?
Seus punhos dão alguns trancos inúteis tentando se soltar.

–Não sei... Eu acordei e vi um dos homens vindo nos vigiar, não sei porque estão nos mantendo presos aqui.

Sua cabeça se levanta um pouco, um cheiro forte de álcool incomoda suas narinas, seus pés agora tentam se soltar com toda força, mas ela sabia que seria difícil se soltar daquelas amarras.

–Heeey! Me tirem daqui agora!
A voz de Katniss ecoa pela sala.

–Dra. Eveerden, não grite! — Eles vão nos matar!

–Ninguém vai me matar sua estúpida! — Preciso encontra-lo agora!

A voz sai alta com um tom descontrolado, que faz a mulher de cabelos cacheados se encolher na maca.
Ela se debatia com força, a única coisa que pairava em sua mente naquele momento era aqueles olhos azuis... Só de imaginar que poderia perder Peeta seu estômago se contorcia!

Seu amor era maior do que qualquer coisa, sua carreira não importava e nem o fato de ter assassinado sua melhor amiga. Katniss sabia que passaria por tudo pra ficar com Peeta, absolutamente tudo!

* * *

Peeta dava um longo trago em seu cigarro, o filtro vermelho se destava na luz baixa e o cheiro forte se impregnava na sala.

Tudo fluia como ele havia planejado, um sorriso de lado simplesmente era impossível de ser tirado dos seus lábios e os gritos que vinham da sala ao lado pareciam música para seus ouvidos.

–Chefe, parece que o amiguinho lá não está querendo abrir a boca...

Um homem alto de aparência rústica estava parado na porta, o macacão laranja estava sujo com sangue e suas mãos exibiam algumas escoriações como se ele estivesse socando uma parede.

–Não quer... Que funcionário dedicado
Ele solta uma gargalhada longa, o homem barbado parecia não entender muito bem qual era a graça, mas deixou um sorriso escapar dos lábios.

–Vamos, vamos, vou conversar com nosso amigo.

Eles caminham lentamente até a sala ao lado, a porta estava aberta e a imagem de um homem com os braços amarrados e o rosto inchado fez ele sorrir novamente.

Era um dos chefes de segurança de Arkhan, Peeta sabia que precisava de informações importantes e só esse homem poderia fazer seu show se completar.

–Não, não, não... Isso é forma de tratar nossos convidos.

Por alguns segundos ele realmente parecia estar indignado com toda aquela situação, deixando uma expressão chateada em seu rosto.

O grandalhão solta a corda e o homem desaba no chão como um saco pesado, ele se contorce um pouco, mas não emite nenhum som.

Peeta aponta para a cadeira que estava no canto da sala, seus passos lentos se aproximam do homem e ele o ajuda a se sentar.

– O qu... O que vocês querem de mim?
A voz do homem sai engasgada, quase não dava para escutar, uma fita de saliva grossa e com sangue escorre pelo seu queixo.

–Precisamos de uma pequena informação, que apenas você pode nos dar caro amigo.

Os olhos inchados encaram o loiro que exibe uma postura cordeal naquele momento.

–Informação? — Eu apenas trabalho na segurança desse lugar...

–Exatamente! -Precisamos dessa informação... É óbvio que essa porcaria de lugar deve ter uma saída de emergência, não tem?

Sua voz se altera um pouco, o semblante em seu rosto passou de.cordeal para interrogativo.

O homem parecia exausto! A camisa preta estava rasgada nas mangas, seu crachá estava manchado de sangue, James J. Era o nome de uma figura esfarrapada e quase irreconhecivel que sentia um frio na espinha ao encarar aquele homem.

–Arkham tem a entrada a dos fundos, que da acesso ao estacionamento.

Os lábios finos se abrem exibindo seus dentes.

–Não... Nós sabemos que há mais uma saída senhor...
Suas mãos puxam a identificação do homem

– James!

Ele se aproxima mais um pouco, o cheiro de cigarro entrou pelas narinas machucadas dele.

– Apenas a saída dos fundos...

A vontade de ver aquele homem atrás das malditas grades fazia sua garganta se fechar!

–Não quero descobrir tudo da forma mais difícil, então sabendo da dor que podemos lhe causar, diga o que queremos saber e te deixamos em paz.

Peeta olha para o seu comparsa e ele se afasta, caminha até uma das macas e pega um alicate.

–Você devia voltar pra maldita cela de onde você nunca deveria ter saído! — Animal!

Os olhos de James mal piscam quando vêem o punho se aproximar, um golpe certeiro lhe atinge o nariz, fazendo seus sentidos se perderem por alguns segundos.

–Quanto rancor Sr. James... Isso não vai ser nada bom para você, sábia?

Ele caminha de um lado para o outro enquanto massageia seu pulso direito.

–Você tem família James?

O sangue escorria pelo seu nariz, mas ele se esforça e levanta seu olhar até o dele.

–Sábia que podemos ter acesso a ficha de funcionários?! — Posso descobrir onde você mora, posso fazer uma visitinha para sua esposa.

Ele aponta para a aliança dourada na mão esquerda do homem.

–Aham... — Eu posso, talvez ele não goste muito, na maioria das vezes é, digamos... — Dolorido!

James tenta se levantar mais os braços fortes do brutamontes o puxa com toda força da cadeira.

–Seu verme!

– Ahhh, você fala demais! — Me de esse alicate.

As mãos pesadas seguram o maxilar de James com força! Fazendo sua boca ficar aberta involutariamente, seus movimentos pareciam inúteis! Não conseguia escapar do brutamontes que rangia os dentes enquanto o segurava.

Peeta prende o alicate em seu molar e começa a puxar com toda força! Os berros eram levementes abafados pelo alicate que agora dava pequenos trancos no seu dente. Ele podia sentir os nervos estourando, a dor era horrível! Seu molar desgrudava da sua gengiva lentamente... Quando ele está prestes a desmaiar o dente pula de sua boca.

– Olha só! — Nem doeu não é?

Peeta ri enquanto James aparentemente começa a voltar para terra.

– Podemos fazer isso quantas vezes for necessário... — O que você prefere?

Os olhos negros se encontram com aquele mar azul.

–Na sala de câmeras... — Há uma porta que sai no jardim...

O homem já parecia sem forças, mas as plavras vão saindo de sua boca.

–Tem um portão no jardim dos fundos, vai te levar até a rua de trás...

–Onde estão as chaves?

Peeta levanta sua cabeça com uma das mãos.

–Não tem chave, um contro...

Uma tosse intensa faz ele parar de falar por alguns minutos

– Há um controle de segurança dentro do armário nessa mesma sala.

Um sorriso nasce no canto de seus lábios

–Viu como foi fácil!

Ele lhe da alguns tapas no ombro

– Por favor, me deixe ir embora! — Por favor

Peeta lhe dá as costas e começa a caminhar em direção a porta

– De um fim nele!

–Não, não!

Os gritos acabaram com o som dá pancada seca que o alicate faz quando acerta seu crânio, apenas um golpe foi o suficiente para lhe tirar a vida.

* * *

– Gale!
Uma voz rouca grita em meio aos fleshs que lhe cegavam.

– Tire todos esses jornalistas daqui! — Estão muito perto, mandem todos se afastarem agora!

O homem magro com o uniforme dá polícia apenas acena com a cabeça e começa a colocar todos pra trás.

Gale tentava se manter calmo diante da situação, precisava pensar e arquiterar um plano para tirar todos de lá, tirar Katniss de lá o mais rápido possível! Só de imaginar a imagem de Peeta suas mãos tremiam de ódio! Ele podia se lembrar perfeitamente do dia em que o capturou
"Devia ter matado aquele desgraçado".

–Delegado! — Precisam falar com o senhor.

Um policial bem jovem de óculos fundos de garrafa lhe fez sair de seu devaneio. Os dois caminhavam lentamente, uma tempestade que mais parecia um diluvio caia sobre Gotham, o chão estava
extremamente escorregadio e a caminhada até um grupo de oficiais pareciam Os homens olhavam para alguns papéis e um mapa, estava levemente úmido com alguns pingos de chuva que caia sobre os ombros de um deles.

–Delegado!
O homem alto de pele parde e olhos verdes como esmeraldas o comprimenta.

–Somos do esquadrão anti-bomba, recebemos uma denúncia anônima dizendo que havia explosivos por toda parte.

O estômago de Gale se contorceu naquele momento, ele sabia que Katniss estava realmente em perigo, ele precisava agir! Precisava salvar o amor de sua vida e todos os inocentes que estavam correndo o risco de serem explodidos por aqueles canalhas malditos!

–Precisamos agir! — O que devemos fazer?

Inconscientemente ele encara o homem que parecia lhe observar com frieza.

–Primeiro precisamos avaliar tudo com calma! — Não queremos que eles descubram que sabemos das bombas, quando mais alvoroço, mais ele vai achar tudo isso uma grande piada.

Gale apenas o observa, a voz grave saia com firmeza e todos pareciam confiar em tudo que aquele homem dizia...

–Vamos avaliar o lugar e acharemos um jeito de entrar com segurança! — Enquanto isso vamos observar os próximos passos deles e achar a hora certa de atacar.

Todos pareciam apreensivos com a notícia das bombas... Um massacre poderia acontecer ali a qualquer momento! E eles sabiam disso.

Peeta era ardiloso! Sabia montar verdadeiras armadilhas, Gale sabia muito bem com quem estava lidando... Precisava deixar a raiva e a preocupação com Katniss, por alguns momentos ele abaixa a cabeça leva as mãos a cintura e respira profundamente! "Preciso agir"

Seus passos são se tornam acelerados, ele segura o ombro do mesmo homem de olhos verdes...

–Vou achar um jeito de me comunicar com ele, talvez uma pequena distração para poderem avaliar o local.

– Me de um sinal quando conseguir!

* * *

–Ei chefe, o cara estava certo... — De uma olhada nisso aqui!

Ele se aproxima e vê a pequena porta que guardava a saída escondida de Arkhan, ambos riem e se olham...

– O bunda mole nós deu a informação certa!

A mão de Finnick encosta a fechadura e quando ele vai abrir Peeta o segura.

–Não! — Ainda não, alguém pode ter falado sobre esse lugar... Mantenha a porta bem trancada até a hora de fugirmos, assim nós pegamos ele de surpresa.

Finnick coloca a chave no bolso do macacão que exibia uma mancha grande de sangue fresco, ele olha para todas aquelas câmeras e seu sorriso murcha rapidamente.

– Chefe!

Os olhos azuis encontram o monitor e uma irá imensa pode ser vista em seus olhos.
Era o maldito delegado que havia lhe jogado naquele asilo nojento, suas mãos tocam o botão do microfone e seu corpo queima de raiva ao ouvir aquela voz.

"Sei que podem me ouvir, apenas quero conversar! Estou desarmado! Não tentarei nada contra vocês"

Peeta sai praticamente correndo pelo corredor, Finnick o segue e lhe entrega uma das armas que carregava.

–Chame mais um pra irmos conosco até o sala principal! — Vou escolher um dos reféns.

Eles se separam e Peeta faz tudo rapidamente, ele sabia que queria um de seus reféns especiais.

* * *

Cinna parecia um fantoche na mão de Peeta, o rosto todo inchado, ele mal conseguia andar e a cada puxão seu corpo cambaleava com força.

Gale estava parado muito próximo a vidraca, sua jaqueta preta estava ensopada e suas mãos estavam pra cima, mostrando que estava desarmado.

Cinna cai de joelhos, Peeta o segurava pelos cabelos. Um de seus capangas se aproximam do interfone e apertam o botão:

–Quanto tempo delegado Gale! — Sentiu minha falta?

Todos riem da piadinha de Peeta que rangia os dentos e exibia algo doentio em seu olhar.

–Queremos negociar!

Peeta o corta e aumenta seu tom de voz!

– Não queremos negociar delegado!

–Vocês estão cercados! — O melhor a se fazer é se entregarem...

Gale parecia focado, mas não podia deixar de lado a vontade de socar aquele bandido.

– Não, não, não... O show apenas começou... — Eu nem te mostrei a nossa estrela principal, sua namoradinha.

Ambos se olham e Peeta pode perceber o quanto ele estava preocupado com Katniss... Isso só o deixou com mais sede de destruir aquele lugar.

– Você não irá encontar um dedo nela... — Seu sadico maldito, eu deveria ter te matado!

Ao ver ele tentar proteger Katniss, um sentimento estranho de raiva cresceu dentro do seu peito.

Sua mão segura o pescoço de Cinna e faz sua cabeça se chocar contra o vidro, todos os polícias levantam suas armas em ritmo com os capangas de Peeta. O clima fica tenso em prazo de segundos e a voz de Peeta se torna alterada

– Eu vou explodir esse maldito lugar! Você vai falhar Gale! — Vai falhar!

Gale ergue sua mão dando um sinal para ninguém atirar, eles começam se afastar lentamente até encontrarem a porta.

Peeta se vira e volta dando socos pelas por toda parte! O sangue fervendo dentro de suas veias, seus passos rápidos, ele sabia onde ele estava! Ele pode sentir no tom de voz dele o quanto a amava, isso o fez perder o controle, algo desconhecido estava acontecendo, um sentimento que era desconhecido!

A porta se abre com um estrondo!

Katniss se contorce na maca e o encara

– Peeta?

Notas finais
Plágio é Crime!