Notas iniciais
Boa noite galera! Queria primeiramente desculpas pela imensa demora pra postar um novo capítulo, mas queria dizer que não abandonei a fanfic e que irei continuar escrevendo. Também queria pedir desculpas pelos erros de digitação que vocês possam encontrar nos últimos capítulos, estou fazendo tudo pelo celular e meu corretor pode mudar algumas coisas. Obrigado por todos os comentários! Espero que gostem e em breve tem capítulo novo! Beijos ❤

Um arrepio sobe pela sua espinha, o coração acelera, a respiração fica ofegante... Ela tenta parecer calma, queria realmente estar calma, mas bastou ele se aproximar e seu cheiro invadir suas narinas que ela parecia totalmente petreficada.

—Peeta? A voz de Katniss sai fraca, como um miado de um gato amendrontado.

Os lábios finos cerrados, aquelas bolas azuis carregados de uma imensa irá que jamais poderiam ser descritas a encaravam. Um silêncio torturante tomou conta do ambiente por alguns momentos, Katniss continuava imóvel, a doutora choramingava com os olhos semi cerrados e Peeta caminhava de um lado para o outro, os punhos fechados e os olhos que ainda devoram a morena que tambem o encarava.

Peeta podia sentir as unhas cravando a palma de suas mãos, aquela sensação estranha que seu peito simplesmente não reconhecia tomou conta dele de novo... Ela estava em suas mãos pela segunda vez, seus pensamentos eram frios e maldosos. Ele sempre soube que era um monstro e agia como tal, não se importava, jamais teve pena de qualquer um... Porque ele estava paralisado sem conseguir agir diante dela de novo?

—Pee... -Peeta, me tira daqui!

Sua voz sai com mais presença dessa vez.

Sua mandibula se contra-e, mas nenhuma palavra sai de sua boca. A respiração se torna mais acelerada, seus olhos ainda a fitava, quando em um movimento brusco ele segue em direção até a porta em um silêncio assustador.

Por alguns segundos Katniss continua paralisada, sem entender absolutamente nada do que estava acontecendo. Ela podia sentir que algo iria acabar dando errado para ela, há essa altura a única coisa que ela deveria fazer, era achar um jeito de salvar sua própria pele!

* * *

A chuva começa a cessar e a luz do céu acinzentado faz os olhos de Gale doer.

O policial de olhos verdes se aproxima, um gole grande de café bem quente faz seu corpo esquentar por alguns segundos.

—Delegado, conseguimos avaliar o lugar, provavelmente as bombas devem estar em maior quantidade no salão principal.

Mais um gole de café desce por sua garganta, algo dentro do seu peito parece se acalmar, seus pensamentos começam a fluir melhor e o desespero que estava lhe dominando parecia ter evaporado.

—Peeta não irá ceder! — Conheço o tipo de canalha que ele é...

O policial o observa atentamente

—Não queria colocar meus homens em um confronto, mas teremos que invadir!

O homem concorda com a cabeça, todos sabiam que um sádico como ele seria capaz de matar um por um que estivesse naquele lugar apenas para chamar a atenção de Gotham e mostrar o quanto era o poderoso da cidade.

—Estamos de acordo com sua decisão, o salão principal deve ser evitado. — A entrada dos fundos é a melhor opção, observei apenas um homem tomando conta do lugar e ele parecia bem desatento.

—Iremos invadir ao anoitecer, passaremos o dia observando como irão agir... -Deixem a mídia se aproximar das câmeras de segurança, isso vai manter ele distraido. -Depois nos livramos das câmeras e invadimos.

Ambos se olharam, pareciam confiantes e sabiam que estavam preparados. Gale sabia que seria capaz de qualquer coisa para salvar o amor de sua vida.

* * *

—Foi você não foi? A voz da mulher saia firme a carregada de raiva.

niss a encara bem mais calma do que parecia antes.

—Eu vi a forma que vocês se olharam, você fez isso! — Foi culpa sua!

A mulher grita em plenos pulmões! Katniss pulsa de raiva, se alguem estivesse por perto, ela estaria ferrada!

—Cala a boca! — Eu não fiz porcaria nenhuma! Você está em choque, está delirando.

— Você passava horas na cela dele, eu mesma vi você entrando diversas vezes na cela dele!

Seu coração congela por alguns segundos, como pode ser tão burra? E claro que alguém iria notar suas visitas...

— Ninguém vai acreditar em você! Estúpida!

A porta se abre com um estrondo! As duas dão um pulo na maca, mas a figura que entra na sala não era um dos homens de Peeta, e sim um paciente.

Um idoso, que usava uma roupa cinza clara andava de um lado para o outro.

— Ei! Senhor, me tire daqui! Tire essas coisas do meu braço.

O homem continua andando de um lado para o outro. Katniss sabia que aquela era sua chance de conseguir fugir daquele lugar.

— Senhor, me tire daqui! — Sou sua médica, posso te levar até o jardim, gostaria de passear?

O velhinho bate palmas e vai até a morena e começa a soltar suas amarras.

—Não faça isso! Ela causou isso!

O velhinho para e sai correndo da sala.

Seus olhos carregados de raiva penetram a morena que tem seus cachos ainda mais bagunçados, a mão direita de Katniss se levanta e um sorriso maldoso brota em seus lábios.

—Olha só quem está livre.

Mesmo com o punho extremamente dolorido ela começa a se soltar, primeiro a mão esquerda e depois seus pés. Ela se levanta apressada e vai em direção dos armários e começa a vasculhar tudo, não havia mais nada ali que poderia ser usado. Ela sabia que precisava se livrar da sua companheira de trabalho, mas precisava de algo letal!

Lágrimas escorrem pela pele machucada da morena, mas as duas apenas se encaram enquanto Katniss se inclina e sai abaixada pela porta.

Arkham estava destruído! As paredes estavam cheios de marcas de bala, sangue escorria pela tinta branca... Por alguns segundos um arrependimento passa por ela, sua carreira poderia ter sido exaltada por trabalhar naquele lugar, porém era tarde para isso! A única coisa que precisava fazer era fugir daquele lugar.

Seus passos são lentos e bem elaborados, não queria ser capturada por eles de novo! Ela observa uma silhueta se mover, seu coração pulsa, da alguns passos e se esconde atras de um balcão. O som dos passos do homem a faz sentir todo seu corpo arrepiar! O som vai se afastando e seus sentidos começam a voltar, ela se levanta e começa a seguir até sua sala que estava destrancada, silenciosamente ela fecha a porta e respira fundo.

* * *

As horas passam voando! Gale veste um colete a prova de balas, checa suas armas e tenta acalmar os nervos que agora insistiam em lhe atormentar. Vários homens estão ao seu redor observando a planta de Arkham, todos estavam com armamento pesado! O esquadrão anti bomba estava lá, um dos policias dá sinal e alguns tiros de silenciadores destroem as câmeras de segurança.

Tudo parecia silencioso demais, apenas seus pensamentos gritavam em sua cabeça, Gale sabia o que queria fazer! O plano estava traçado em sua cabeça, ele iria fazer o que deveria ter feito há alguns meses atrás... Matar Peeta!

* * *

Sua cabeça doía, seus olhos ardiam, Katniss estava exausta! Havia passado o dia todo escondida em sua sala. O cheiro do corpo de sua amiga começa a dar alguns sinais, fazendo suas lembranças se tornarem tão vivas que pareciam um filme diante de seus olhos. Havia encontrado suas chaves, mais a coragem de deixar aquela sala parecia não aparecer, até barulhos de passos agitados do lado de fora e alguns gritos fizeram seu corpo se encher de adrenalina.

— Finnick! — Finnick!

Ela conhecia bem aquele maldito nome, mas não reconhecia a voz.

—Os tiras estão destruindo as câmeras de segurança, precisamos dar o fora cara!

Droga! Ela sabia que tinha deixado a maldita doutora que sabia de tudo viva... Ela precisava agir agora!

Os passos foram para outra direção, seus olhos observam por uma pequena fresta na porta, parecia estar vazio... O som da sua respiração parecia ser mais alto que qualquer ruído naquele lugar. Uma barra de ferro suja com sangue estava jogada em um canto do corredor, seu peito se enche de ar e suas pernas ainda meio bambas a levam até seu objetivo.

Sua coluna encontra novamente com a parede, mais alguns olhares ao redor e Katniss corre disparada até a sala de terapia intensiva. Sons de tiros penetram seus ouvidos, seu corpo pulsava! Mais não era apenas por medo, algo em tudo aquilo parecia ser... tenebrosamente divertido!

—O que você vai fazer? -Me tire daqui Dra. Everdeen...

A voz penetra sua mente a tirando de seu devaneio, seus passos lentos, pesados e carregados de maldade chegam até a mulher.

—Por favor... — Eu prometo manter silêncio, por favor... Por favor...

Seus olhos encaram a morena que parecia ter perdido qualquer gota de sanidade que pudesse existir dentro de seu ser, algo havia mudado dentro da garota animada e carismática que havia conquistado seu sonho de se tornar uma grande psiquiatra. Ela sabia que Peeta havia feito algo adormecido despertar dentro dela, mas agora a única coisa que precisava era fugir daquele lugar! E nada nem ninguém iria impedir que seu plano saísse errado, a mulher naquela maca implorando por sua vida era a única testemunha do erro que havia cometido e isso era algo que não poderia deixar escapar! Seus braços se erguem, os gritos desesperados da mulher não podem ser abafados nem com os barulhos de disparos de armas de alto calibre.

Ela acerta a mulher com toda força! A testa se abre em um corte fundo, sua respiração se torna mais acelerada, o golpe parecia ter sido letal, ela não movia nenhum membro do seu corpo. Seus braços se erguem novamente, ela precisava ter certeza, mas tiros atingem a sala fazendo os vidros explodirem com toda força!

Katniss se joga no chão e começa a se rastejar para fora da sala, vários homens trocavam tiros e mais corpos estavam jogados pelo chão, o cheiro de polvora e sangue estava lhe deixando tonta.

Não sabia para onde estava indo, apenas se rastejava sem rumo por aquela verdadeira guerra! Uma guerra que ela mesmo havia causado, sabia disso! Então apenas se sentou e ficou por alguns segundos observando quando viu uma silhueta conhecida entrar em uma pequena porta, era Peeta! Parecia estar fugindo, seu corpo involuntáriamente tenta se levantar, mas a visão de Gale o seguindo a fez congelar por alguns segundos. O brilho de sua arma sobe na altura da nuca de Peeta... Então novamente ela parecia ter perdido o controle sobre si...

* * *

Gale encara seus homens, todos estavam em alerta! As câmeras haviam sido destruídas e era a hora de acabar com aqueles desgraçados.

Com um breve sinal um dos homens arromba a porta e outro acerta o homem vestido em um macacão laranja, o rapaz de pele enfeitada por diversas sardas e um cabelo ruivo como fogo desaba no chão com um buraco entre as sobrancelhas, ele era jovem, muito jovem para morrer daquela forma. Sua cabeça se balança tentando tirar aqurla visão de sua mente, quando diversos homens pareciam se aglomerar por todos os lados!

—São mais do que imaginavamos! -Atirem! Gale da a ordem e as armas começam a disparar sincronizadamente. Seus olhos se abrem enquanto corre em uma direção diferente, ele precisava encontra-lo! Antes que outro policial coloque as mãos em Mellarck, a voz de seus amigos chamando seu nome é ignorada e seus passos continuam acelerados em direção aos corredores. O lugar estava tenebroso, havia corpos de médicos e enfermeiros jogados por todos os lados, um corpo de bruços fez seu corpo estremecer! Cabelos negros como o de Katniss "Não pode ser!, não suportarei isso!" Suas mãos tocam os ombros gelados, a coragem vêm do fundo de seu âmago e ele vira a mulher... Que não era Katniss, fazendo seu corpo relaxar.

— Katniss! — Katniss sou eu, Gale...

Um disparo passa muito perto de sua cabeça, fazendo seu corpo desabar no chão.

Ele reconhece o homem que corria entre as sombras, a raiva o faz correr na mesma de Peeta que parecia conhecer o lugar e ganhava alguma vantagem por isso.

— E pra isso que você fez isso? — Pra ficar fugindo como uma garotinha assustada pelos corredores, me enfrente Peeta!

As luzes piscavam e a visão de Gale não estava nada boa, uma fumaça tomava conta do lugar e o cheiro de plástico queimado fazia seu nariz arder.

Apenas o som da risada do loiro podia ser ouvido, até mais um disparo ser feito, mas dessa vez ele acerta Gale no braço esquerdo fazendo ele se ajoelhar. A dor era lacinante! E seu braço parecia queimar, sua visão fica turva e o som de tiros começam a se aproximar.

Peeta tenta escapar por um dos corredores, Gale se levanta e o segue, a dor parecia sumir ao ver aquele homem tentando fugir. Ele dispara três vezes com a arma em vão, nenhum dos tiros acertam Mellarck que parecia não se importar com a perseguição. Seus olhos se apertam fazendo sua visão ficar limpa e ele acerta o ombro dele, fazendo seu corpo se chocar com a parede, mas o sádico homem segue se esbarrando pelo lugar.

As vozes de outros policiais chegam até ele, porem era um caso pessoal e ele segue em direção de Peeta e parece encontrar uma pequena porta entre toda aquele fumaça, seus passos se apertam e derrepente ele está praticamente colado em Mellarck que parecia ter encontrado uma saída.

—Pare! — Acabou Peeta, seu show chegou ao final... — Novamente nos encontramos e agora, eu vou fazer a coisa certa.

O brilho de sua arma chega aos olhos do loiro que se vira em sua direção, o encarando com aqueles olhos frios. Sangue escorria pelo ombro, quando o cano quente do revolver encosta em sua testa.

O dedo de Gale está prestes a apertar o gatilho, um sorriso estranho brota nos lábios de Peeta

— Boa noite delegado...

Gale queria acabar com ele, seu corpo se prepara e quando vai apertar o gatilho, uma pancada forte lhe atinge a cabeça fazendo o perder os sentidos e cair no chão com toda força.

Peeta se afasta abrindo a pequena porta e quando está prestes a sair ele se vira, um olhar malicioso observa algo que entre todos os seus erros, havia lhe dado mais uma chance.

Notas finais
Plágio é crime