P.S. Eu Te Amo

6 #6 - Um velho amigo em Londres


Notas iniciais
Oii, gente! Voltei depois de um certo tempo sem atualizar essa fic. Recados rápidos: 1. Tem uma cena no capítulo, lá para o final, que ficou meio fantasiosa, onde Kurt está "conversando" com Sebastian, mas é que no filme/livro de P.S. Eu Te Amo, tem uma cena assim, quando a Holly está lendo uma das cartas e o marido dela está ao lado "lendo" para ela, então eu quis fazer algo parecido, porém diferente. Espero que gostem! 2. Vou dedicar o capítulo ao meu amigo - mais do que ciumento - Leo, porque ele reclamou que não tem personagem com o nome dele nas minhas fics, então ele vai aparecer u.u Boa leitura! ♥

#6

Um velho amigo em Londres

Kurt arrumava suas malas com uma certa incerteza pairando sobre si. Ao mesmo tempo em que ele se encontrava feliz, ele se encontrava extremamente triste.

As atuais situações sempre tinham dois lados e algumas vezes ele se obrigava a ficar feliz pelo lado ruim. O lado ruim em questão, era estar feliz por saber que em Londres ele tinha uma grande chance de encontrar Blaine. Mas e se por um acaso ele encontrasse Blaine e algo acontecesse? Ele estaria traindo seu marido e nunca se perdoaria por isso.

Seu coração doía só de imaginar a possibilidade de uma traição.

Mas, ao mesmo tempo, seu coração batia alegre por apenas pensar na chance que ele tinha de encontrar Blaine por lá, depois de tantos anos.

Como era possível que ele ainda era extremamente apaixonado pelo moreno? Ele não conseguia acreditar nas coisas que ele mesmo sentia. Tudo parecia tão complicado, mas ao mesmo tempo parecia que o complicado não eram as coisas e sim ele mesmo.

O castanho terminou de arrumar suas malas e foi ao encontro de suas amigas que já o esperavam no aeroporto. Ele chegou lá e as encontrou sentadas. Ele as cumprimentou e sentou ao seu lado.

Logo o voo deles foi anunciado e os três foram em direção ao embarque.

Aquela viagem seria longa...

[...]

Quando eles finalmente pousaram em Londres, foram de táxi até o local onde ficariam hospedados.

O local em questão, era um chalé extremamente aconchegante. Em cima da mesa da cozinha, foram encontradas duas cartas: uma para Rachel e uma para Quinn. Kurt se sentiu triste por não ter nenhuma para ele, mas não reclamou, afinal Sebastian também era amigo de Rachel e de Quinn.

Kurt não se preocupou em perguntar o que dizia nas cartas, ele preferiu deixar as garotas guardarem para elas mesmas. O Hummel se afastou e foi até o cômodo que seria seu quarto pelas próximas duas semanas e se acomodou. Ele se atirou na cama e ficou olhando para o teto, apenas pensando em tudo que havia lhe acontecido no último ano.

Ele estava tão triste, mas ao mesmo tempo estar ali estava o fazendo se sentir tão bem. Sebastian sempre faria falta, isso era óbvio, mas ele não podia simplesmente sofrer para sempre, não é mesmo?

Kurt acabou pegando no sono e foi acordado algumas horas depois por Quinn, que disse que eles tinham que ir em um famoso bar de karaokê que tinha em uma parte mais afastada na cidade. Afastada de onde eles estavam, em questão.

Kurt levantou preguiçosamente e foi tomar um banho, pois o cansaço da viagem ainda estava em cima dele. Ele tomou seu banho ainda preguiçosamente e saiu do banheiro para se arrumar.

Ele colocou uma calça jeans preta que era completamente colada ao seu corpo, colocou uma camisa azul escura e enrolou um lenço no pescoço.

Kurt tinha trinta anos e se sentia estranho por usar as mesmas roupas que usava aos vinte anos, principalmente porque naquela época ele tinha seu marido ao seu lado, mostrando que ele tinha um “dono”.

Ele passou seu perfume de sempre, arrumou seu cabelo em um perfeito topete e pegou seus documentos, indo para a sala. Suas amigas já estavam sentadas no sofá o esperando, ambas estavam prontas e lindas. Quinn usava um vestido vermelho que tinha um grande decote no peito e era curto o comprimento da roupa; Rachel usava um vestido roxo que ia até o joelho e tinha um leve – bem leve – decote no peito.

— Você está lindo. – Comentou Rachel.

— Até eu pegaria você nesse momento. – Brincou Quinn, fazendo os amigos rirem.

— Vocês também estão muito bonitas. – Kurt disse e os três sorriram e saíram.

Os três amigos pegaram um táxi e foram em direção ao famoso bar que as garotas haviam mencionado.

Ao chegarem lá, os três entraram e sentaram-se juntos em uma mesa. Havia um palco que ficava de frente para as mesas e no momento uma moça estava cantando uma música da Shakira.

Kurt olhou para Quinn e a viu cochichar no ouvido de um rapaz moreno, com cabelos cacheados, o qual Kurt achou um graça e... oh, não... era Blaine. Kurt reconheceria o moreno em qualquer lugar do mundo e sabia que aquele era Blaine.

O Hummel ficou sem reação a ver que o seu Blaine estava ali em sua frente, falando com Quinn.

O moreno passou os olhos pelas mesas, mas Kurt desviou o olhar. Kurt sabia que ao olhar para os olhos de Blaine, tudo a sua volta pararia e ele não podia fazer isso.

Blaine subiu no palco e pegou o microfone para falar algo.

— Boa noite a todos que estão aqui hoje. Eu gostaria de cantar para vocês uma música que cantei em uma competição a qual participei no ensino médio. Naquela época ela já tinha um significado especial para mim, mas hoje ela é mais especial ainda, já que aquele para quem eu cantei naquele momento, está aqui hoje. E ele sabe que é dele que estou falando. Espero que gostem! – Disse o moreno.

Um frio passou por todo o corpo de Kurt e ele simplesmente não sabia o que fazer.

Quando o fundo da música começou a tocar o coração de Kurt parecia que ia sair por sua boca. Blaine não podia estar mesmo fazendo aquilo com ele.

It's a big big world

(É um grande, grande mundo)

It's easy to get lost in it

(É fácil de se perder nele)

You've always been my girl, oh

(Você sempre foi a minha garota, oh)

And I'm not ready to call it quits

(E eu não estou pronto para desistir)

Kurt não precisou de muitas palavras para que seus olhos se enchessem de lágrimas. Era como se ele estivesse sendo acertado por milhares de tiros. Ele não sabia controlar a dor que sentia no momento.

Será que o que ele estava pensando agora era verdade? Será que Blaine também gostava dele desde a época de escola?

Aquilo era demais para ele. Ele não sabia nem como reagir só de ouvir aquela música que, por tantos anos, o assombrou.

We can make the sun shine in the moon light

(Nós podemos fazer o sol brilhar na luz da lua)

We can make the grey clouds turn to blue skies

(Nós podemos fazer as nuvens cinzas se tornarem um céu azul)

I know it's hard

(Eu sei que é difícil)

Baby, believe me

(Amor, acredite em mim)

O olhar de Blaine finalmente encontrou o de Kurt e como o castanho queria poder fugir daquilo. Fugir daquele olhar, fugir daquele lugar. Era um turbilhão de sensações vibrando dentro dele e ele não sabia se aguentaria por muito tempo.

Ele estava sendo muito forte ao segurar as lágrimas que ainda estavam se acumulando em seus olhos, mas sabia que aquilo não duraria. Ele não era tão forte assim.

That we can't go nowhere but up

(Que nós podemos ir para qualquer lugar, mas além)

From here, my dear

(A partir daqui, minha querida)

Baby, we can't go nowhere but up

(Amor, nós podemos ir para qualquer lugar, mas além)

Tell me what we've got to fear

(Me diga o que nós temos a temer)

We'll take it to the sky past the moon to the galaxy

(Estamos indo para o céu, passando da lua para a galáxia)

As long as you're with me, baby

(Enquanto você estiver comigo, amor)

Honestly with the strength of our love

(Honestamente, com a força do nosso amor)

We can't go nowhere but up

(Nós podemos ir para qualquer lugar, mas além)

Blaine conseguia ver as lágrimas nos olhos de Kurt e podia sentir o quanto o castanho estava se segurando para não deixá-las cair. O moreno se sentia destruído.

Todos os anos que ele passou longe de Kurt foram um inferno e agora Kurt estava ali em sua frente. Lindo como sempre, porém praticamente chorando.

O Anderson não entendia exatamente o motivo de Kurt estar chorando, mas, pelo brilho que havia no olhar do castanho, ele sabia que não era por causa de Sebastian.

It's a big big world

(É um grande, grande mundo)

And I'm gonna show you all of it

(E eu vou te mostrar todo ele)

I'm gonna lace you with pearls, oh

(Eu vou encher você de pérolas, oh)

From every ocean that we're swimmin' in

(De todos os oceanos onde nós nadarmos)

As lágrimas de Kurt venceram a força do castanho e acabaram rolando sem parar por seu rosto. Por que aquilo ainda precisava machucá-lo?

Por que ele ainda precisava sentir o que sentia por Blaine e ainda por cima precisava sofrer por sentir isso?

Ele não deveria estar sofrendo apenas pela morte de seu marido? Ele não deveria esquecer que tinha essa paixão por Blaine?

Sim, ele deveria, mas ele simplesmente não conseguia. Ele precisou guardar essa paixão, esse amor, esse carinho, por tantos anos e agora ele só queria gritar o que sentia para o mundo inteiro ouvir.

Mas não era tão simples assim.

We can make the sun shine in the moon light

(Nós podemos fazer o sol brilhar na luz da lua)

We can make the grey clouds turn to blue skies

(Nós podemos fazer as nuvens cinzas se tornarem um céu azul)

Yeah, I know it's hard

(Sim, eu sei que é difícil)

Baby, believe me, ooh

(Amor, acredite em mim, oh)

Blaine não sabia dizer como ele conseguia ainda sentir por Kurt o que ele sentia durante o ensino médio. Como é possível esse sentimento durar por tantos anos?

Já fazia mais de dez anos de sua paixão e ele ainda sentia o mesmo.

E mais que isso, ele analisava toda a situação e percebia que ambos passaram mais tempo separados do que ao lado um do outro. E mesmo assim o amor que ele sentia por Kurt continuava ali, intacto, como se nada tivesse acontecido.

Como se Kurt nunca tivesse perguntado a ele naquela sala se ele ia beijá-lo, como se Kurt nunca tivesse saído irritado da sala e agarrado Sebastian, como se Kurt nunca tivesse sido casado com Sebastian.

Como se Blaine não tivesse sido burro por não ter se declarado.

That we can't go nowhere but up

(Que nós podemos ir para qualquer lugar, mas além)

From here, my dear

(A partir daqui, minha querida)

Baby, we can't go nowhere but up

(Amor, nós podemos ir para qualquer lugar, mas além)

Tell me what we've got to fear

(Me diga o que nós temos a temer)

We'll take it to the sky past the moon to the galaxy

(Estamos indo para o céu, passando d lua para a galáxia)

As long as you're with me, baby

(Enquanto você estiver comigo, amor)

Honestly with the strength of our love

(Honestamente, com a força do nosso amor)

We can't go nowhere but up

(Nós podemos ir para qualquer lugar, mas além)

Aquela situação era tão confusa e complicada. E eles ainda a bagunçavam e complicavam mais ainda. Não seria tudo tão mais simples se eles apenas fossem um até o outro e finalmente dissessem o que realmente sentem? Não seria tudo mais fácil?

Claro que seria, mas parece que ambos gostam de complicar e sofrer.

Baby, we were underground

(Amor, nós estávamos para baixo)

We're on the surface now

(Nós estamos na superfície agora)

We're gonna make it girl

(Nós faremos dar certo, garota)

I promise

(Eu prometo)

If you believe in love

(Se você acredita no amor)

And you believe in us

(E você acredita em nós)

We can't go nowhere but up

(Nós podemos ir para qualquer lugar, mas além)

Blaine queria, mais que tudo, que eles finalmente se acertassem. Ele queria abraçar Kurt e manter o castanho preso em seus braços para sempre. Mas ele nem sabia se Kurt iria querer o mesmo.

Mas Kurt queria. Queria mais que tudo, mas ele não iria admitir isso tão facilmente. Ele sentiria isso como uma traição e isso era imperdoável aos seus olhos.

That we can't go nowhere but up

(Que nós podemos ir para qualquer lugar, mas além)

From here, my dear

(A partir daqui, minha querida)

Baby, we can't go nowhere but up

(Amor, nós podemos ir para qualquer lugar, mas além)

Tell me what we've got to fear

(Me diga o que nós temos a temer)

We'll take it to the sky past the moon to the galaxy

(Estamos indo para o céu, passando d lua para a galáxia)

As long as you're with me, baby

(Enquanto você estiver comigo, amor)

Honestly with the strength of our love

(Honestamente, com a força do nosso amor)

We can't go nowhere but up

(Nós podemos ir para qualquer lugar, mas além)

A música acabou e Kurt aplaudiu Blaine, que agradeceu a todos ainda de cima do palco. O Hummel logo tratou de secar as lágrimas, ainda mais porque Blaine estava vindo em sua direção.

— Eu senti a sua falta. – Disse Blaine, sentando-se ao lado de Kurt.

Quinn e Rachel apenas cumprimentaram Blaine e saíram de perto, deixando os meninos a sós para conversarem tranquilamente.

— Por que você nunca mais voltou, Blaine? – Perguntou o castanho, finalmente encarando Blaine. – Todos os dias que eu vivi longe de você foram vazios, sabia? Porque eu nunca me senti completo sem você ao meu lado. E nos últimos meses eu tenho estado mais vazio ainda, já que as minhas duas partes mais importantes estavam longe de mim. Uma eu tinha certeza de que jamais voltaria e me doía imaginar que a outra talvez não voltasse também.

Aquelas palavras atingiram Blaine de um jeito que só o moreno sabe o quanto doeu. Nem um raio o atingindo doeria tanto.

— Eu sempre quis voltar para continuar ao seu lado, mas... – Kurt o interrompeu.

— Mas o que? Fala, logo, Blaine. – Kurt disse claramente alterado.

— Eu não posso falar... eu não consigo dizer isso. – Blaine disse frustrado. – Eu queria conseguir, mas é difícil.

— Olha, se você não consegue falar isso, então é melhor continuarmos afastados. – Kurt disse e se levantou, logo saindo de dentro do bar.

Ele andou apressadamente e pegou um táxi, logo voltando para o local onde estava hospedado. Ele mandou uma mensagem para Quinn, avisando que tinha ido embora.

[...]

Na tarde do dia seguinte, Kurt, Quinn e Rachel resolveram fazer um passeio de “bote” pelo rio que havia ali.

Os três se sentaram e pegaram os remos para saírem do lugar ali dentro. Eles “estacionaram” no meio do rio, onde tinham uma bela paisagem para ver.

Eles permaneceram em silêncio por um longo tempo, até que Quinn o quebrou.

— Vocês sempre riram de mim quando eu saía com homens diferentes todos os dias... e agora eu vou casar. – Ela disse dando um grito histérico, mostrando sua aliança no dedo. – O nome dele é Leonardo e ele é lindo, tem um cabelo castanho, olhos castanhos um pouco esverdeados e ele é um amor. O primeiro rapaz que fez com que eu me apaixonasse de verdade.

Rachel gritou animada com ela e Kurt apenas deu um sorriso para a amiga. Eles tentaram pegar os remos para voltarem, pois já estavam ficando com frio, mas um deles caiu na água e com o susto Rachel derrubou o outro.

— Nós três vamos ficar aqui e congelar até a morte agora. – Kurt disse irritado.

— Na verdade, nós quatro. – Rachel disse passando a mão por sua barriga.

Que ótimo, era tudo que Kurt queria. Ver suas amigas felizes enquanto ele claramente estava sofrendo. Mas é óbvio que ele não iria dizer aquilo em voz alta. Ele se sentia feliz por ver a alegria delas, mas ele ainda se sentia um tanto quanto destruído por dentro e, aquele que ele pensava ser o responsável por curá-lo, novamente estava sem falar com ele.

Os três amigos permaneceram por horas ali dentro do pequeno bote, mas eles não saberiam dizer quanto tempo se passou. Eles só sabiam que estavam lá há bastante tempo.

Uma chama de esperança os aqueceu quando eles viram um grande barco vindo na direção deles. Quando o barco parou ao lado deles, Kurt viu quem estava o esticando a mão para puxá-lo.

— Você sempre aparece no momento certo, Blaine! – Quinn falou animadamente e Rachel concordou.

Kurt apenas se deixou ser puxado, sem dizer nenhuma palavra.

Blaine convidou os três para todos irem juntos em um parque de diversões e as garotas aceitaram na hora. Kurt permaneceu sem concordar em ir, até que finalmente aceitou.

De volta a casinha deles, Kurt foi tomar um banho quente para se aquecer e, depois do mesmo, já vestiu a roupa que usaria para ir ao parque de diversões à noite.

Ele sentou-se na cama e segurou em mãos a sua aliança de casamento, permitindo-se sentir a dor que ainda estava o atingindo.

— Eu queria tanto que você estivesse aqui comigo, Seb. – Kurt disse triste.

Eu estou sempre ao seu lado, você só não pode mais me ver, me ouvir, nem mesmo me sentir.

— Seb, eu sinto que estou te traindo ao sair com ele, mas eu não consigo mais viver do jeito que estou vivendo. Eu sinto sua falta a todos os instantes, mas eu não aguento mais. Essa dor está me matando. – Kurt derrubava inúmeras lágrimas e a cada uma que ele derramava, outra simplesmente surgia.

Eu sei o quanto você me ama e sei o quanto eu te amo. Sei que isso nunca vai mudar, mas você precisa viver sua vida. Eu sei que quando você me beijou pela primeira vez você só queria provocar ele e sei que se ele tivesse admitido os sentimentos dele você não estaria comigo. Eu não consigo mais ver você sofrendo, mas eu não posso fazer nada daqui onde estou. Apenas seja feliz, meu amor.

— Quando você disse naquela carta que sabia dos meus sentimentos mais ocultos, eu me senti tão estúpido, pois pareceu que eu estivesse traindo você, mas eu não sei, eu estou tão confuso. Eu te amo tanto, mas ao mesmo tempo eu amo tanto ele. Eu não sei nem como isso é possível. – Kurt não conseguia mais parar de chorar.

Isso é possível porque você sempre me amou, mas, por mais que diga isso para convencer a si mesmo, você nunca foi apaixonado por mim e nós dois sabemos muito bem disso. Eu me odeio por ter feito você desistir dele e, mais que isso, não ter permitido que vocês dois ficassem juntos. Como eu queria poder voltar no tempo agora...

— Kurt, precisamos ir! – Gritou Quinn do lado de fora do quarto.

— Já estou indo. – Kurt largou a aliança em cima do criado-mudo e arrumou seu cabelo em frente ao espelho, logo secando as lágrimas e respirando fundo, soltando um suspiro e saindo do quarto em seguida.

Blaine buscou os três com seu carro e, por mais que Kurt tenha ido na frente com ele, eles não trocaram uma sequer palavra.

Kurt até mesmo ignorava a conversa que Blaine mantinha com Quinn e Rachel.

Já no parque, Rachel e Quinn ficaram incomodando Blaine, dizendo que queriam ir na roda gigante. Mas elas não queriam ir, elas queriam que Blaine e Kurt fossem e sozinhos em sua cabine.

Rachel e Quinn foram em uma das cabines e, depois de muito esforço, Blaine convenceu Kurt a ir com ele. A roda ficava girando lentamente por cerca de seis minutos, então ela pararia para todos descerem e os próximos subirem.

Eles mal começaram a girar e Blaine soltou um suspiro, tendo puxar coragem de onde não tinha para falar o que estava preso em sua garganta.

— Kurt, eu... – Ele travou, respirou fundo e então prosseguiu. – Você se lembra do dia em que você beijou Sebastian pela primeira vez?

— Sim. – Disse frio, sem nem olhar para Blaine.

— Lembra da pergunta que você me fez naquela sala de aula? – Kurt continuava sem olhar para o moreno.

Hoje mais cedo, antes de você sair correndo por causa do seu teste... você ia me beijar?— Respondeu Kurt e Blaine sorriu. Kurt ainda se lembrava daquilo. – E então você, gaguejando, respondeu que não.

— Kurt, olhe para mim. – Pediu o moreno, mas Kurt não o olhou, fazendo com que seu coração quebrasse mais um pouco. – Eu menti.

Kurt virou o rosto bruscamente e encarou os olhos castanhos maravilhosos de Blaine.

— Você... o que? – Kurt perguntou confuso.

Blaine levou sua mão até a mão de Kurt e a segurou firme, a puxando para si e a posicionando em seu coração.

— Seu coração está batendo muito rápido. Eu consigo sentir ele mesmo com todas essas roupas suas. – Kurt disse preocupado. – Isso é por causa do seu medo de altura?

— Não. Isso é o que você me faz sentir. – Blaine disse sorrindo e se aproximou mais de Kurt, lentamente, com medo de Kurt se afastar.

Quando o castanho não se afastou, Blaine levou sua mão livre até o rosto de Kurt e fez um carinho gostoso no mesmo, fazendo o Hummel fechar os olhos sentindo a boa sensação.

Blaine então se aproximou mais ainda e juntou seus lábios nos de Kurt em um beijo totalmente calmo. Um beijo o qual ele esperava por mais de dez anos e, Deus, como aquela espera toda havia valido a pena.

Kurt levou sua mão até o rosto de Blaine, o segurando para garantir que o mesmo continuasse ali com ele.

Blaine levou a mão que estava no rosto de Kurt até sua nuca e aprofundou o beijo. O castanho não protestou em momento algum, pois ele também queria aquilo.

E, por um breve momento, Kurt sentiu como se toda a sua alegria tivesse simplesmente voltado para ele. Ela não havia de fato, mas, o dia disso acontecer estava próximo. Ele só precisava aceitar um novo – porém antigo – amor em sua vida.

Notas finais
FINALMENTEEEE *----* Música: https://www.youtube.com/watch?v=lFxOr58PIUs - Essa versão é a acústica e ao vivo, mas foi a que usei para me inspirar ao escrever, então seria interessante se escutassem ela ♥ Espero que tenham gostado. Me deixem saber ♥♥ Bjo ♥