P.S. Eu Te Amo
7 #7 - P.S. Eu Te Amo
Notas iniciais
#7
P.S. Eu Te Amo
Na manhã do dia seguinte, Kurt se acordou com a melhor sensação do mundo. Ele acordou feliz. Ele não entendia por qual motivo estava tão feliz, ele só sabia que estava.
Ao sentar na cama, ele viu que o lençol que o cobria não estava o cobrindo por causa do frio e sim porque ele estava sem roupa. Ele olhou para o lado e então viu Blaine na mesma situação.
— Oh, não...— Pensou o castanho, lembrando do que havia acontecido.
*FLASHBACK ON*
Após o maravilhoso beijo de Kurt e Blaine na roda gigante, Kurt arrastou o moreno até sua "casa" atual, mais especificamente o levou para seu quarto.
Dentro do mesmo, Blaine logo tratou de juntar seus lábios nos de Kurt de novo. O castanho levou suas mãos até os cabelos de Blaine, brincando com os cachos do moreno durante o beijo.
Quando os dois se separaram, Blaine segurou Kurt pela cintura e foi o empurrando até a cama, onde eles se deitaram e voltaram a se beijar.
O Anderson estava por cima de Kurt e, enquanto o beijava amorosamente, passeava com suas mãos pelo corpo do castanho, que se arrepiava mais a cada toque.
— Eu te amo tanto... – Disse Blaine, olhando fixamente para Kurt. Tão fixamente, que Kurt chegou a corar.
— Eu também te amo, B... – Kurt disse meio baixo, um tanto quanto tímido.
*FLASHBACK OFF*
— Não, não, não... – Reclamou Kurt, tratando de levantar da cama.
Ele levantou, andou até o banheiro e tomou um delicioso banho quente. Claro que aquilo não mudava o fato do que aconteceu na última noite, nada poderia mudar aquilo, mas ele se sentia pelo menos um pouco mais tranquilo agora.
Quando terminou seu banho, Kurt voltou para o quarto e pegou uma roupa confortável para vestir.
Após vestir sua roupa, ele parou no meio do quarto e observou Blaine por alguns instantes. O moreno estava em um sono tão tranquilo, que Kurt quase voltou para a cama para se juntar a ele.
Kurt foi até a cozinha e começou a preparar o café da manhã, aproveitando também para passar um café preto, que era algo que ele simplesmente estava precisando.
Durante o preparo, o castanho sentiu dois braços o envolvendo e um queixo se escorando em seu ombro.
— Blaine, você me assustou. – Kurt disse, se virando bruscamente para o moreno.
— Bom dia! – Blaine tentou dar um selinho em Kurt, mas o mesmo não deixou. – Fiz algo de errado?
— Eu fiz. – Kurt disse, negando em seguida com a cabeça. – Eu só faço besteira.
Kurt arrumou a mesa, ignorando qualquer coisa que Blaine estivesse dizendo e, após arrumar a mesa, Kurt deixou o moreno lá sozinho e voltou para o seu quarto.
Ele estava se sentindo cada vez pior e aquele dia parecia que seria longo.
[...]
Três dias se passaram e Kurt não falou mais com Blaine. Ele se sentia mal por ignorar o moreno, mas se sentia pior ainda por saber que traiu seu marido.
Ou, pelo menos, era assim que ele se sentia e isso o machucava imensamente.
— Kurt, por que você anda ignorando todo mundo? – Quinn entrou no quarto do castanho, junto com Rachel.
— Vocês só precisam me deixar sozinho e tudo vai se resolver. – Kurt disse um pouco alto, meio áspero em seu tom de voz.
— Você precisa das suas amigas, K. – Começou Rachel.
— E de Blaine. – Completou a Fabray.
— O QUE EU PRECISO É FICAR SOZINHO. – Gritou Kurt. – Eu preciso apenas sofrer sozinho. Eu traí o meu marido. Será que vocês não entendem isso?
— KURT, VOCÊ É QUE NÃO ENTENDE. – Quinn gritou de volta. – Nós entendemos o quanto você ainda sofre por causa dele, mas ele está morto e não vai mais voltar. No momento em que isso aconteceu, você se tornou viúvo. Ele não é mais o seu marido, Kurt. Tudo que nós queríamos era que você se encontrasse novamente com Blaine e que finalmente ficasse com ele, mas aí você fica se culpando quando no fundo sabe o quão feliz está por ter beijado ele.
Quinn saiu do quarto, logo sendo seguida por Rachel. Kurt estava sem palavras. Quinn estava absolutamente certa.
Kurt havia amado beijar Blaine, havia amado os toques do moreno; o quão arrepiado ele ficava com o mínimo toque entre sua pele e a de Blaine; o quão feliz Blaine o fazia sentir; o quão amável eram as carícias do moreno; o quão ele era simplesmente bom para Kurt... droga... tudo que tinha a ver com Blaine era tão malditamente perfeito.
Blaine era perfeito.
Todos os seus detalhes eram perfeitos, até mesmo os mais simples, os quais nem eram tão notáveis. Tudo nele fazia Kurt amá-lo. Tudo nele fazia Kurt se meter em uma nova paixão, o fazia cair cada vez mais fundo. Mas ele não queria parar de cair.
E ele se odiava por gostar tanto disso.
— Seb, olha bem tudo que eu ando fazendo. Eu sou a pior pessoa do mundo. Eu traí você, eu fui rude com as minhas amigas, eu ignorei Blaine, eu me odeio tanto... – Kurt dizia com as lágrimas brotando em seus olhos.
Por que ele tinha que ser tão fraco? Por que ele precisava amar tanto Blaine e, ao mesmo tempo, sofrer tanto pelo simples fato de amá-lo? Sua vida estava uma bagunça, que só ficava maior.
— Eu queria tanto que você soubesse que você não é uma má pessoa. Você é a melhor pessoa que poderia existir no mundo e eu queria tanto que você pudesse me ver agora. Você veria o quão feliz eu estou por ver você tentando seguir em frente com a sua vida...
— Será que se você estivesse aqui comigo as coisas seriam diferentes? – Kurt perguntou encarando a foto que tinha em mãos. Aquela foto que ele tanto amava, onde ele, Blaine e Sebastian sorriam juntos e não sorriam apenas com a boca, sorriam também com os olhos. – Ou será que tudo seria igual? Eu queria tanto que você estivesse aqui agora para me ajudar.
— Kurt, meu amor, você sabe que não seria nada bom se eu estivesse com você ainda. Você passaria o resto da sua vida comigo, lembrando sempre que você nunca teve a oportunidade de dizer a ele o quanto você o ama. Não perca essa oportunidade, meu amor. Vá atrás dele, diga o quanto o ama, diga que quer ficar com ele e fique. Você não está me traindo.
Kurt encolheu suas pernas e as abraçou, derrubando todas as lágrimas que estava tentando segurar segundos atrás. Ele queria que as coisas tivessem acontecido de maneira diferente.
Queria não ter perdido a oportunidade de dizer a Blaine o que sentia; queria ter o beijado na noite de seus dezoito anos, a noite em que Blaine pulou sua janela e os dois dormiram abraçados; queria ter encontrado Blaine mais cedo; algumas vezes queria nunca ter casado. Ele só queria voltar no tempo para poder dizer a verdade.
E, agora, as palavras de Blaine estavam ecoando em sua mente.
“- Kurt, eu... – Ele travou, respirou fundo e então prosseguiu. – Você se lembra do dia em que você beijou Sebastian pela primeira vez?
— Sim. – Disse frio, sem nem olhar para Blaine.
— Lembra da pergunta que você me fez naquela sala de aula? – Kurt continuava sem olhar para o moreno.
— Hoje mais cedo, antes de você sair correndo por causa do seu teste... você ia me beijar? – Respondeu Kurt e Blaine sorriu. Kurt ainda se lembrava daquilo. – E então você, gaguejando, respondeu que não.
— Kurt, olhe para mim. – Pediu o moreno, mas Kurt não o olhou, fazendo com que seu coração quebrasse mais um pouco. – Eu menti.
Blaine levou sua mão até a mão de Kurt e a segurou firme, a puxando para si e a posicionando em seu coração.
— Seu coração está batendo muito rápido. Eu consigo sentir ele mesmo com todas essas roupas suas. – Kurt disse preocupado. – Isso é por causa do seu medo de altura?
— Não. Isso é o que você me faz sentir.”
Aquilo significava o que Kurt mais quis ouvir durante sua vida inteira. Blaine gostava sim dele. Blaine queria sim ele. E durante a noite que os dois passaram juntos, tudo que Blaine soube dizer, era o quanto ele amava Kurt.
Só de lembrar disso, o castanho se arrepiou e, então, mais lágrimas começaram a rolar por seu rosto. Por que aquilo precisava doer tanto se era algo tão simples? Eles se amavam, ambos eram solteiros – Kurt viúvo – por que não podiam ficar juntos agora?
— Você ama ele e ele te ama, Kurt. É tão simples isso. Eu sempre vou te amar, meu amor, mas eu preciso ver você feliz. Seu sorriso é a única coisa boa que eu ainda vejo, então não pare de sorrir. Agora vamos fingir que essa é uma das cartas que te mandei e vamos encerrar isso da melhor maneira, ok? P.S. Eu te amo.
— Kurt, você está bem? – Blaine perguntou, entrando no quarto do castanho. De onde ele tinha surgido, afinal?
— Não, eu não estou. – Kurt disse desesperadamente.
Blaine subiu na cama e puxou Kurt para um abraço, se deitando com o castanho em seguida, ainda o abraçando. O Anderson acariciava a cabeça de Kurt com uma mão e, com a outra, ele segurava firme a mão do castanho.
— Calma, vai ficar tudo bem. – Blaine sussurrou no ouvido de Kurt e isso fez com que o castanho se virasse de frente para ele. – Quinn e Rach foram embora mais cedo. Eu soube que vocês brigaram.
— Eu vou consertar isso com elas depois. Primeiro eu preciso resolver outra coisa. Uma coisa que eu deveria ter resolvido há muitos anos. – Kurt disse, apertando mais forte a mão de Blaine.
— O que você precisa resolver? – Blaine foi praticamente interrompido por um beijo.
— Eu amo você! Eu sempre amei você, Blaine.
Fale com o autor