Notas iniciais
Oláa leitores, fãs, amigos *-* Mais um capítulo aqui.. espero estar deixando vocês bem curiosos... então boa leitura!! Para qualquer erro de digitação me informem.. Obg!! (: Aliás o capítulo de hoje é o último do tema: Alpha Aproveitem (;

–TRAIDORA! – explodi – Porque voltou?

–Precisava me desculpar, meu senhor, não aguentava mais essa distância – dizia ela entre as lágrimas temendo alguma reação violenta de mim.

–Sua vagabunda impura – aproximei-me dela sentindo meu ódio se tornar poderoso e controlar meu corpo. Minha visão começou a embaçar e a escurecer e senti meu sangue vazar pelos meus olhos.

–Ryan, pare! – pedia Otávio indeciso para reagir.

–Me traiu, acabou com a minha reputação, destruiu minha honra, arruinou minha vida, miserável – ao finalizar levantando a mão para lhe direcionar um soco forte o suficiente para desfigurar sua face, sou impedido pelas mãos de Otávio e Kattarine enquanto duas pítons se enrolavam em meu corpo com uma força descomunal me imobilizando, foi então que percebi que estava muito poderoso. Tal poder fluía dentro de mim como se fosse normal, como um... Como um poder adormecido.

Kattarine levantou meu rosto acariciando-o, em seguida selou seus lábios nos meus por um longo tempo enquanto notava o olhar de Luna ser desviado observando sua expressão de frustração.

–Por que veio aqui? – perguntou Otávio.

–Eu vi Copérnicus se encontrando com Hares – ela fez uma pausa – E ele soltou os Dolls para que matassem Ryan antes de chegar ao mundo dos humanos.

–Como é?

–Ele também colocou Eros e Eron no comando de todos os exércitos do Submundo, inclusive o exército do major Kronos.

Libertei-me das serpentes esticando-as ao máximo até que elas se rasgassem arremessando seus pedaços para longe, em seguida limpei o sangue de meu rosto.

–Você vem comigo – apontei para Luna – E isso é uma ordem. Partiremos agora.

Luna subiu em meu corcel e logo que vesti meu sobretudo e embainhei a espada montei em sua frente puxando as rédeas do cavalo. Otávio e Kattarine fizeram o mesmo. Cavalgamos por horas debaixo daquele sol ardente sob o céu vermelho que deixava o ambiente totalmente desconfortável, tanto que parecia que há séculos em que a chuva não caía. A sede nos consumia e a fome também, mas não havia sinal de vida naquele deserto e não conseguia esconder a preocupação sobre Eros e Eron estarem no comando de meus exércitos, não imaginava as ambições de Copérnicus e o que ele pretendia fazer. Ele morto ou não, nunca será um pai de verdade, no entanto havia outro problema: que poder misterioso era esse que me fez sangrar pelos olhos? Eram muitas as dúvidas e a cada caminho que seguia, elas só aumentavam.

–RYAN – gritou Otávio.

–O que quer desgraçado?

–Estava lhe chamando há meia hora. Existe uma cachoeira de águas limpas logo à frente, os cavalos estão cansados e sedentos desde a cidade fantasma.

Assenti concordando em uma pausa sentindo o vento soprar e o barulho das águas aliviarem o desespero deles. A cachoeira era envolta por uma bela floresta de árvores altas e carregadas de frutas maduras, lá havia muita sombra sobre o gramado verde e fresco, porém uma força espiritual ali me deixava preocupado e confortável ao mesmo tempo.

Kattarine e Otávio colheram frutas e plantas comestíveis enquanto Luna... Essa deveria estar chorando em algum lugar feito uma miserável.

Deixei minhas roupas na margem do rio, mergulhando nu nas águas cristalinas retirando toda a sujeira e poeira de meu corpo. Nadei até a cachoeira onde a água caía sobre meus músculos definidos, porém um pouco lesionados pelas lutas. A sede fazia com que a cicatrização demorasse mais do que o normal e isso era desvantajoso.

Ao me virar para encarar a floresta, avisto Luna de costas, próxima a margem do rio, se banhando sem perceber a minha presença. Seu corpo sensual – ainda machucado pela minha brutalidade – atiçava minha sede por sangue, tanto que não sabia por quanto tempo a mais poderia resistir. Mergulhei até ela ressurgindo ao seu lado segurando sua cintura e beijando seu pescoço de modo que a fizesse se arrepiar e me hesitar, mas seus suspiros de prazer eram inevitáveis.

–Você me decepcionou, Luna – subi minhas mãos por suas costas sentindo seu corpo estremecer – Eu confiava em você, porque mentiu?

–Eu não menti meu senhor, apenas disse que eu lhe servi meu sangue e que você havia salvado o bebê. Ele iria cortar minha garganta... – fez uma pausa entre as lagrimas e soluços – Fiquei com tanto medo...

Não fazia sentido, porque Copérnicus me baniria por salvar um bebê? Quem havia assassinado Nicolau e me incriminado? Quem estaria tentando acabar comigo?

Ela se virou de cabeça baixa e cobriu o rosto com as mãos tentando esconder o choro. Coloco seus cabelos atrás de sua orelha levantando seu rosto e abaixando suas mãos fitando seus olhos cheios de lágrimas.

–Foi só isso?

–M-me perdoe... – gaguejou.

–Não... – abracei-a – Sou eu quem deve pedir desculpas. Eu a culpei, lhe feri... Perdoe-me?

Não esperei respostas, fui impulsionado contra seus lábios selando um beijo que foi se intensificando com nossas línguas se entrelaçando e nossos corpos nus colados um ao outro sentindo o calor que eles emanavam. Seus braços envolveram meu pescoço delicadamente oferecendo conforto e prazer naquele momento íntimo e gostoso que logo foi encerrado pelas risadas escandalosas de Kattarine e Otávio que se aproximaram. Rapidamente fui para o outro lado do rio e vesti minhas roupas.

–RYAN? – gritava Kattarine – RYAN?

Observei ela retirando suas roupas fazendo Otávio ter uma hemorragia nasal. Kattarine mergulhou nas águas e veio em minha direção debruçando-se sobre a margem.

–Ryan, querido, não sabia que a garota ali era uma escrava.

–Faz diferença?

–Ela é uma pobre inútil, não faz sentido levá-la nesta viagem.

Segurei-a pelo pulso e apertei até que sentisse seu coração bater, encarei-a seriamente vendo sua expressão ficar assustada e irada ao mesmo tempo.

–E você é uma prostituta, que sentido isso faz? Nunca mais diga algo assim. Sintam-se honrados em estarem comigo, pois esta viagem era solitária.

Soltei-a e fui à busca de meu corcel deixando todos para trás. Encontrei-o no meio da floresta degustando-se das frutas do chão.

–Um meio vampiro um meio ofidioglota... –uma voz comentou quase como um sussurro, mas não havia ninguém ali, talvez fossem as loucuras de minha mente, então não dei muita importância.

–Um domador? Que interessante... – novamente a voz sussurrou.

–Malditas vozes de minha mente, deixem-me em paz.

–Não sou uma voz de sua mente.

Algo se enrolou em minha perna. Deparei-me com uma serpente.

–MALDIÇÃO – gritei a arrancando de mim – Você fala?

–Sempre falamos, mas até que você se conectasse conosco era impossível por causa da barreira espiritual que nos cerca.

–Vá se ferrar!

Gritos vindos do rio me chamaram a atenção, era de Luna. Corri o mais rápido que pude o que me pareciam minutos, pois a sede fazia com que meus poderes de velocidade diminuíssem assim como a regeneração.

Avistei Otávio segurando Kattarine que queimava de raiva tentando machucar Luna com as unhas.

–VAGABUNDA, MISERÁVEL, VADIA... – gritava ela – EU VOU MATAR VOCÊ! SOLTE-ME OTÁVIO.

Fitei ferimentos nos braços e no rosto de Luna, sangravam bastante e aquele cheiro de sangue no ar me provocava. Ela montou em seu cavalo e correu para a floresta enquanto Kattarine se aquietava. Que droga!

–Otávio, cuide dela.

Assoviei e meu corcel rapidamente veio até mim. Montei-o e cavalguei até alcançá-la. De repente, a mesma serpente se enrolou em meu braço sem explicação alguma.

–Deixe ajudá-lo?

–Já disse para ir se ferrar – joguei a serpente a frente do cavalo de Luna sem intenção, o cavalo se assustou e empinou derrubando Luna, mas antes que se chocasse contra o chão, desço do corcel e a seguro firmemente em meus braços, abraçando-a.

–Você está bem? Não vou mais te deixar sozinha com ela, eu prometo.

–Eu te amo!

–O-o que disse? – gaguejei? Eu havia gaguejado? É claro que eu ouvi claramente o que ela disse.

Notas finais
Está interessante? Comente a respeito galera!! não tenham medo de deixar suas msg negativas ou positivas (; eu não mordo... muito Abraços o/