Notas iniciais
Boa leitura!

Pássaros

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Escrito por Amanur e Noel Blue

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Capítulo 6



As pálpebras piscaram algumas vezes, antes de abrir os olhos lentamente. Elas pesavam, mas a luz clara e brilhante que invadiu sua visão a obrigava a abri-las. Ela sabia que precisava acordar, por algum motivo importante, mesmo que seus olhos não quisessem obedecê-la. No entanto, o som da voz de alguém dizendo algo, a certa distância, a fez saltar.

E então, foi atingida em cheio pela tão conhecida dor de cabeça, que veio acompanhada pela dor no pescoço. Ela resmungou qualquer coisa, por ter dormido de mal jeito, enquanto custava a entender que estava sentada numa poltrona, e que essa poltrona não pertencia à seu quarto ou sua sala. Ela viu uma enfermeira segurando uma bandeja sair do quarto batendo a porta, e mais a sua frente, Sasuke a encarava sério.

Ele ainda estava amarrado, com uma agulha fincada no braço, tomando soro. Mas era estranho aquela seriedade calma, pacifica, com que ele agora a analisava. Como se, de repente, aquele homem agressivo tivesse deixado aquele corpo para dar a vez àquela outra pessoa, que ocupava aquela cama.


Ela coçou os olhos e passou as mãos nos cabelos antes de se levantar. Como sempre, ela cambaleou perdendo o equilíbrio, mas conseguiu se apoiar na parede para evitar a queda. Se sentindo constrangida, olhou de canto para o Sasuke, que continuava a observá-la, sem alterar sua expressão. Suspirou, e tomou seu caminho, arrastando os pés como um zumbi até o banheiro do quarto. Olhar-se no espelho não foi tão difícil desta vez, talvez pelo ambiente ser diferente. Ela estava com uma péssima aparência, teve que admitir para si. Passou água no rosto como se aquilo fosse capaz de levar embora aquela cara horrorosa refletida no espelho, depois enxaguou a boca, e voltou para o quarto. Havia uma bandeja com café da manhã para o acompanhante sobre uma mesa, junto com uma toalha de banho.

Ela serviu a xícara com a bebida quente, e mordeu o pão que acompanhava a refeição. Enquanto mastigava, ela olhava para os seus pés descalços, tentando se lembrar o que houve com seus sapatos. Sasuke continuava a encará-la, sem dizer nada, e ela sabia que estava sendo analisada.

Deu mais uma mordida no pão, e foi até a lata de lixo para jogar o resto fora. Mas ela bebeu todo o café, e ainda beberia mais. Ao colocar a xícara de volta sobre a bandeja, voltou a sentar na poltrona, encolhendo as pernas e abraçando-as. Escondeu o rosto entre os joelhos, porque não queria olhar para ele, mas pensava em apenas dizer que estava com enxaqueca, o que não deixava de ser verdade. Ela achava que ele fosse fazer mais algum comentário depreciativo, e não estava com forças o suficiente para discutir com ele.

— Por quê? — o ouviu dizer, calmamente.

— Hum...? — indagou, sem levantar a cabeça.

— Por que insiste em me tratar? Por que simplesmente não vai cuidar da sua vida? Já se olhou no espelho? Você está uma droga, mulher!

— Obrigado.

— Estou falando sério. Por que não gasta seu tempo para ir num shopping fazer compras, ou sair com as amigas, ao invés de ficar perdendo tempo com pessoas inválidas?


Ela soltou uma risada seca, amargurada, e abafada.


— Essa é uma boa pergunta...

— Eu terminei com a Karin. Rompi com o noivado... — Sakura levantou a cabeça para olhá-lo, desta vez intrigada, e ele continuou , erguendo as sobrancelhas como se desse de ombros — Vocês falavam alto, deu para ouvir quase tudo do corredor... Aquela vaca!


Sakura não disse nada, desviando o olhar. Não sabia ao certo o que dizer, mas certamente não se sentia bem por aquilo. Não era para ter causado aquele sofrimento todo. Contudo, não sabia se um pedido de desculpa seria realmente apropriado, devido as circunstâncias. E ela, melhor do que ninguém, sabia que desculpas não trariam de volta o passado.


Sasuke também não disse mais nada, mas o silêncio não durou por muito tempo, porque a psicóloga entrou no quarto cumprimentando o paciente.


— Como se sente hoje, Sasuke? — indagou — Você teve infecção nos seus curativos, o que causou febre alta em você. Talvez por isso tenha se agitado... Você precisa deixar que as enfermeiras troquem seus curativos por, pelo menos, três vezes ao dia!

— Me sinto melhor. — apenas disse.

— Que bom saber... Se importa se deixarmos as amarras em você por hoje? Por precaução. Você estava muito agressivo ontem...

— Não me importo. — e suspirou, porque ele não se importava com mais nada.


Tenten olhou dele para Sakura, que deu de ombros. A psicóloga fez sinal para que a amiga a acompanhasse até o corredor, para conversarem a sós. A rosada revirou os olhos, já sabendo o que viria pela frente, mas a seguiu assim mesmo.


— Prepare-se para uma conversa muito séria com a chefia. Eu tentei fazer com que não abrissem a boca, mas alguma delas deve ter aberto o bocão.

— Não se preocupe, ok? Já estou bem vacinada contra hipócritas.

— E como você está?

— Estou bem...

— Não, você não está, Sakura...

— Eu vou ficar! Só preciso de um tempo...

— Espero que sim. Vou deixar a sua bolsa em sua sala, mas vê se não arruma mais problemas e vá para sua casa!


Sakura concordou, e voltou para dentro do quarto, deixando a amiga do lado de fora. Desabou novamente naquela poltrona, deixando seu olhar se perder no chão, tentando lembrar o que havia acontecido na noite anterior. Foi então que se lembrou de ter deixado Naruto completamente sozinho, sem explicação alguma. Praguejou baixo, mas o suficiente para Sasuke ouvi-la.


— O que houve?

— Nada...

— Hummm... Ei, doutora... Você acha mesmo que consegue fazer com que minhas condições melhorem?


Ela o olhou mais atentamente, estranhando a pergunta dele. Mas parecia que finalmente ele estava se dispondo a melhorar. Ela pensou em perguntar o motivo para aquela mudança de pensamento tão drástica, mas resolveu ficar quieta para não arriscar a mais uma discussão desastrosa.


— Eu prometo que o ajudarei, Sasuke. — ela preferiu manter em silencio a parte de sua condição ser irreversível, tanto para tranquiliza-lo quanto para dizer a si mesma que seria capaz de fazer algo por ele — Mas você precisa me deixar ajudá-lo. E vou precisar que me ajude a te ajudar... Sozinha, não consigo fazer milagres... Porque essa será uma caminhada árdua, que necessitará de muito esforço. Mas te digo, com toda honestidade, que nada é impossível.


Ele balançou a cabeça afirmativamente, desviando o olhar. Ele pigarreou, e voltou a olhá-la nos olhos, mas desta vez com um sorriso torto nos lábios que Sakura ainda não tinha visto.


— Quero voltar a andar só para chutar o rabo daquela vaca!

— Não se preocupe... Vou ajudá-lo para que isso aconteça. — e então, ela sorriu de canto também.


Em seguida, se levantou para ir até a enfermagem, e pedir para que tentassem novamente entrar em contato com os familiares dele. Mas ao tocar a maçaneta, o ouviu resmungar algo.


— Eu menti quando disse que seu cabelo era ridículo, ok? — ela virou para olhá-lo, e ele continuou — Ele só é meio bizarro. — ele ergueu as sobrancelhas novamente e piscou o olho, sorrindo mais ainda. Ela revirou os olhos, mas saiu do quarto sem perceber que tinha um pequeno sorriso de lábios colados no rosto.


Com a fixa de informações dele em mãos, ela mesma fez a ligação. Tentou primeiro com o telefone residencial, que ninguém atendeu. Depois tentou o celular do Itachi, que também caiu na caixa de mensagens. Então deixou o recado.


— Aqui é do Hospital em que seu irmão está internado. Houve um incidente com ele na noite passada, e ele acabou passando a noite em observação. Mas solicitamos sua presença o mais breve possível... Ele... Rompeu com o noivado. — desligou o telefone em seguida, com medo de que tivesse falado demais.


Para sua sorte e a do seu paciente, era domingo e ela não trabalharia. Portanto, não seria problema ficar com ele. Aliás, pelo contrário, lhe faria bem ocupar a cabeça com outro assunto que não fosse a noite passada.


Com um suspiro pesado, voltou para o quarto. Ele não disse mais nada, olhando para luz do dia que entrava pela janela do quarto. Foi então que ela teve uma idéia. Mas antes, pegou a toalha de banho para o acompanhante, e meteu embaixo do chuveiro para uma ducha rápida; só para tirar o cheiro da noite passado que havia impregnado na pele. A água caiu sobre sua cabeça como uma benção. Dez minutos depois, ela saiu do banheiro, vestida com o mesmo vestido, enxugando os cabelos molhado. Sasuke continuava a olhar a janela, distraído, lembrando dos tempos em que se misturava às nuvens como um pássaro.


Ela saiu do quarto novamente, e voltou instantes depois com duas enfermeiras carregando uma cadeira de rodas.


— Que tal uma volta no pátio do hospital, para ver o dia? Além disso, se movimentar um pouco vai lhe fazer bem.


Ele olhou para aquela cadeira de rodas, engolindo a seco. A idéia não lhe agradou, mas não recusou. Com a ajuda das enfermeiras, elas tiraram as amarras que o envolviam, e o colocaram na cadeira. Manipulavam com ele com extremo cuidado, devido aos curativos nas costas. Ambas as enfermeiras a olhavam em reprovação, pelos métodos não convencionais da fisioterapeuta. Em situações “normais”, não se tira um paciente da cama tão “cedo”. Mas Sakura tinha seus motivos para o que fazia. Mesmo sabendo que Tenten ficaria uma fera por ela ter passado por cima das suas ordens, mas ela preferiu pensar que se resolveria com a colega mais tarde.


Já, Sasuke, aceitou sair do quarto desde que continuasse com o lençol cobrindo-lhe todo o corpo. Ele ainda não se sentia seguro o suficiente para mostrar-se ao mundo naquela sua nova forma, sem sua mobilidade, e sentiu-se aliviado quando a fisioterapeuta não lhe contestou. Mas ao passar pelo corredor, entre enfermeiras e acompanhantes de outros pacientes que caminhavam por ali, ele abaixava os olhos para não encarar ninguém. A palavra invalidez era irônica, porque não só seu corpo estava parado e insensível, como se sentia um completo inútil naquela cadeira.


Mas Sakura foi empurrando-o atrás, o guiando até o elevador. E ao invés de descerem, eles subiram até o ultimo andar. Lá no alto, ficavam o varal cheio de lençóis hospitalares para serem enxugados, depois esterilizados a vapor, e entregues no deposito com sacos lacrados. Os tecidos dançavam ao vento, formando uma coreografia estranha. As sombras no chão iam e vinham, e Sasuke se perdeu brevemente naquele balanço, quando passaram entre os lençóis. Mas logo Sakura parou de empurrar a cadeira, deixando-o na beirada, protegida por uma cerca de arame trançado.


Ela sentou no chão, ao lado da cadeira dele, olhando para o horizonte. E sem dizer nada, ele ficou observando os cabelos dela esvoaçarem.


— O que você acha? — ela indagou, sem olhar para ele, mas sentindo sendo observada.

— Eu acho que você é muito linda.


Ela franziu o cenho, e o encarou.


— Eu estava me referindo à vista daqui, Sasuke.

— Continuo achando linda. — ele respondeu, sem desviar o olhar dela.

— Você está mesmo tentando me cantar? — ela não sabia se ficava brava, confusa, ou se ria. Para alguém que estava desesperado, aquela mudança brusca de temperamento era surpresa deveras estranha. Mas, talvez, pensando bem, aquele fosse o verdadeiro homem por trás daquela rebeldia, que ela apenas não conhecia.

— Mas só porque sei que não tenho chances. — ele confessou.

— Você é estranho! — ela respondeu, voltando a olhar para o horizonte, mas sorrindo torto, meio sem jeito.

— Você sabe que posso tomar isso como uma ofensa, certo?

— Você sabe ao que me refiro, engraçadinho.


Ele suspirou, sem humor, olhando para o céu. As lembranças de como se sentia quando voava ainda estavam tatuadas na memória, e se perguntou se algum dia voltaria mesmo para lá — o único lugar onde realmente se sentia livre. Mas, então, a lembrança do acidente o fez desviar seu foco para o chão. Ele ainda conseguia ouvir o forte estrondo que vibrou em todo o seu corpo, e o deixou surdo por algumas horas. A sensação de queimação no corpo, a ardência e a dor lacerante de seus membros, como se fossem arrancados do corpo em pleno ar... Estava tudo lá, bem registrado na memória. Tudo aconteceu muito rápido, mas não o suficiente para esquecer.


E desta vez, foi Sakura quem se pegou olhando para ele. O vento também bagunçava seus cabelos, mas só ali, sob a luz do sol, ela percebeu o quanto ele tinha traços bem definidos. A barba por fazer lhe dava o ar de masculinidade, e se perguntou se ele a usava constantemente. Sem querer, pensou no quanto ele poderia se sentir mal por não ser mais capaz de fazer a própria barba, mas ela estava decidida a ajudá-lo a ter uma boa qualidade de vida. E olhando sobre essa nova perspectiva, ela não entendeu como sua noiva pôde ser capaz de abandoná-lo.


— Por que está chorando? — ele perguntou de repente.


Ela não tinha percebido aquelas lagrimas que escorreram pelo rosto, sem seu consentimento. Rapidamente, com as costas das mãos, ela as enxugou. Como não fez menção em responder, ele resolveu indagar mais.


— O que aconteceu com você? Você sabe que essas enfermeiras são mais fofoqueiras do que aborrecentes... Elas sempre entram no quarto puxando assunto, e quando trocam a roupa de cama, é o pior momento do dia, porque não calam a boca...

— Não é da sua conta. — ela disse, virando o rosto para o lado oposto a ele.

— Isso não é justo. Você me fez romper com meu noivado, e não quer me dizer nada sobre si mesma!?

— Você está me culpando por ter uma namorada covarde?

— Estou culpando por se meter onde não era chamada! Você sequer deveria ter passado a noite naquela poltrona, porque meu problema não lhe diz respeito!


Sakura sabia que ele tinha razão, e se calou. Ino sempre dizia que ela tinha essa mania de querer resolver os problemas do mundo, quando mal conseguia resolver as próprias contas para pagar.


Suspirou nervosa. Suas mãos começaram a tremer de leve, porque não queria fazer o que estava prestes a fazer. De repente desejou poder se liquefazer, ou talvez virar pó e se espalhar pelo ar só para não precisar falar nada. Mas talvez, pensando bem, fosse melhor desabafar para um estranho, do que para os amigos... Assim, ficaria livre de julgamentos.


O problema é que começar aquela conversa não era uma tarefa fácil para ela. As palavras parecima meio intaladas na garganta, e em consequência, os olhos inundaram. Mas ela conteve o choro, e suspirou firme algumas vezes, enquanto ele, pacientemente, esperava ela conseguir o que desejava.


— Meu... Marido saiu em uma viagem a trabalho. A viagem deveria ser curta, de dois dias, mas como não tive notícias dele em quatro dias, acionei a policia. Uma semana depois, em angustia e agonia, recebi uma ligação do delegado, para me informar que encontraram o carro dele. Ele capotou na estrada e morreu na hora, junto com... Uma mulher.

— Parente?

— Não... — respondeu com amargura — De acordo com a perícia, aquele não foi um acidente qualquer, por causa das evidências que o pneu deixou no asfalto. A polícia diz que foi assassinato. Alguém o forçou a desviar da estrada, resvalando num barranco para capotar. O problema é que ninguém viu o que aconteceu. Foi como se ele tivesse sumido de casa e aparecido ali, num passe de alguma mágica macabra, porque sequer encontraram registros de que ele havia passado alguma noite em algum hotel. Ninguém sabe de nada, por que a estrada não era muito acessível, e não há câmeras de vigilância. E isso está me matando, sabe? Não saber por que meu marido morreu é horrível. Mil e uma teorias se passam na minha cabeça.

— Há quanto tempo vocês estavam casados?

— Cinco anos. Assim que fiz dezoito, fugi de casa com ele, e nos casamos.


Eles ficaram em silêncio, ouvindo o som dos lençóis atrás deles se debaterem, e o vento uivar em seus ouvidos. Mas logo ela tornou a falar.


— A policia chegou a suspeitar de mim, achando que eu tivesse provocado o acidente por vingança ou ciúmes... — ela olhou de canto, esperando que ele perguntasse o que deveria perguntar, mas Sasuke ficou calado. — Por que aquela mulher, de acordo com as digitais, era a amante que havia engravidado dele... — suspirou — Ela estava grávida. E agora me afogo na melancolia, me perguntando exatamente como foi a morte dele. O que se passou na cabeça dele, o quanto sofreu, e se pensou em mim no ultimo instante...

— Hum. E agora você se agarra à vida dos outros, porque não quer pensar na morte. — ele diz.


Sakura deu de ombros, porque nunca tinha pensando dessa forma.


— Mas às vezes penso que se eu estivesse com ele, poderia tê-lo salvado.

— E por isso você insiste em mim? Para compensar o que não fez?

— Você pilota aviões e é formado em psicologia? — indagou sarcástica.

— Faço apenas observações amadoras. Na verdade sou formado em administração, mas nunca atuei na área. Eu queria ter fugido das expectativas do meu pai, mas caí na armadilha de me apaixonar por aviação. Trabalho na Aeronáutica... É meio que um negócio de família. Meu pai é um Marechal-Brigadeiro, está no topo da hierarquia, e meu irmão é um Tenente-Coronel...

— E você?

— Sou apenas um Capitão. Ou era... Não sei o que vai acontecer, depois disso.

— Acho que essa é a graça da vida... Não saber o que vai acontecer amanhã, quero dizer.

— Eu diria que é a desgraça, mas acho que é apenas uma questão de ponto de vista. — ele diz.

— É isso aí, Capitão.


Após outro suspiro, ela se levantou, espalmando a traseira. Depois esticou os braços para o alto, se espreguiçando, e se deu conta de que não derramou nenhuma lágrima ao relembrar o que aconteceu, e achou estranho.


Ela o levou de volta para o quarto, e sozinha o colocou de volta na cama. Ela despediu dele, dizendo que precisava resolver alguns problemas, mas que voltaria mais tarde. Ela pretendia ir direto ao setor principal, para justificar seus atos, e encarar de uma vez o chefe. Mas ao abrir a porta para sair, Sasuke a chamou.


— Ei, doutora... Com todo respeito a sua dor... Seu marido era o maior otário.


Ela engoliu a seco, olhando para ele.


— Eu sei. — e fechou a porta atrás de si, se sentindo estranhamento bem.

Notas finais
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