Oxente, Meu Amor.
3 Capitulo 3.
Notas iniciais
Tentava não ri, suas mãos faziam cócegas em minha cintura, eu ainda estava revoltada com ele, mas que resiste a cócegas? Nossas bocas colavam, minhas mãos estavam presas em seu cabelo, minha alegria era intensa e meu mostrava isso. E novamente um beijo, sua mão se colocou por debaixo do meu vestido, o empurrei. O amava, mas não seria louca de descumprir a promessa dá minha mãe, que me casaria virgem caso ela tivesse uma menina.
– Não... — Minha voz falha, mas ainda assim sai. Uma mistura de medo e certeza, passeia pelo meu corpo.
– Se tu quer assim! — Ele levanta beija o topo dá minha cabeça e sai.
Me jogo no chão, fecho meus olhos, as lembranças de quando ele resolveu parti, me deixar.
"Estávamos próximos a fonte, sua mão segura forte, e muito forte, a minha, usava frio, sua roupa estava rasgada, também ouvir dizer que alguns dias ele e seus pais não vem se dando muito bem. Minhas mãos vão, ao seu pescoço e o trago para mim, tento o beijar, mas ele não corresponde, estava frio. Sua mão volta a segurar a minha, começo a sentir medo, o que será que estava acontecendo?
Minhas mãos passa a suar, fecho os olhos e sinto o sol bater diretamente nas minhas costas.
– Bianca preciso lhe contar algo... Peço para que fique calma... — Ele tentava escolher escolher as melhores palavras, mas já estava com agonia.
– Fale, fale logo! — Coloquei as mãos na cintura e fecho os olhos.
– Terei que partir, terei que ir embora!
Ele chorava e eu também, choravamos, ficamos abraçados, eu não queria abandonar a única pessoa que me entendia neste mundo. Ele chegou tão de longe, me fez amar, agora me abandonaria? Nos beijamos, queria sentir seu gosto, nem que fosse pela última vez."
– Acorda, ou princesa, princesa acorda! — João me chamava.
Havia dormido no chão, na verdade todos dormimos só que alguns com cobertores e eu ali. Ouvimos gritos parecia ser de capangas do coronel, meu corpo tremeu, podia ver alguns animais reagindo, o João me puxava, mas não tive reação, meu corpo além de tremer estava travado, um dos Capangas me puxou me levaram arrastada. Pude ouvir tiros, gritaram meu nome, tudo ouvia e nada fazia. Sentia-me fraca, inútil, meu coração me dizia que não seria forte para aguentar mais uma separação, meus pais haviam morrido, o João era a única pessoa que amava que ainda estava fo meu lado. Aos poucos meu corpo começou a voltar a si, mas era tarde e mais, havia dois homens com armas na mão apontadas em minha cabeça, estava dentro da carroça, balaçava muito, todos tinham o olho em mim.
Cheguei ao meu destino, era casa do Coronel e o seu filho me esperava do lado de fora, na verdade todos, o resto dos, criados me esperava. Ele vem me buscar e me pega como se eu fosse uma das mais importantes mulheres da sociedade, sinto um nojo intenso ao ponto de puxar minha mão, ele da risada e eu olho para outra direção. Ele começa a caminhar me levando até um quarto e sua maldita voz sai como se estivesse falando com alguém muito sensível.
– Sabe... fiquei com medo de te perder... você é minha princesa! — Ele se aproximou e tentou me beijar só que virei o rosto.
– Se você quiser se casar comigo mesmo, terá que me respeitar... não vai me beijar antes fo casamento...
– E você jura não fugir? — Sua cara era de criança boba, nojento!
– Juro! Agora sai vou tomar banho...
As palavras mal saíram dá minha boca e ele já estava do lado de fora, tentei não chorar, queria meu João, queria ser feliz. Ao sair do banho fui a janela e comecei a chorar, chorava, pois eu merecia ser feliz, merecia? Rasguei o vestido de seda que estava na cama, receberia tratamento de madame? Meus olhos encheram com mais água, chorava, vergonha não tinha. Joguei algumas coisas contra parede. Não queria me casar com ele, queria me casar com o João ele que era meu amor. Um pouco mais de lágrimas, acabei pegando no sono.
"Estava no rio, minha mãe e meu pai estavam ali me observando, o Gui e seus pais do outro lado, sentia-me feliz e chorava.
– Irmãos nos estamos presentes nesse momento para celebrar a união dá Senhorita Bianca com o Senhor Carlos Eduardo — Disse o tal padre. Levei um susto.
– Não padre...
Estava pronta para rebater, quando vejo que quem esta no altar é o filho do coronel, tento corre, porém não saia do lugar."
Estava nua e o filho coronel deitado me observando, sentia-me estranha, meu corpo estranho olhei para minha cama e havia sangue para tudo que é lado, ele havia...
– Você me paga! — Minha voz ardeu ao passar pela garganta.
Elê riu e saiu do quarto, o odiava, ele havia mexido com a garota errada, mexeu com uma mulher de cangaceiro, nem que eu tivesse que passar a noite gritando o seu nome o João iria me ouvir, principalmente que ele mexeu com algo precioso de uma mulher.
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