Overdrive & Dark End
39 Capítulo 10-Eu sou uma abelha
Um carro passava pela estrada, o motorista parecia estar tranquilo, fumando cigarros, e curtindo a calmaria. Ele usava uma blusa vermelha, e calção verde, tinha muito cabelo, além de um bigode enorme Até que, encontrou um tipo de parede feita com terra no meio da estrada. O motorista saiu, e foi ver o que era. Mas, assim que saiu do carro, o motorista levou uma flechada no joelho. Laura apareceu do meio de uma mata, e entrou no carro.
Laura: Sinto muito... O homem ficou quieto, assustado, enquanto Laura roubava o carro. Mas, antes de sair, Laura deixou alguns curativos, e medicamentos para o homem. Daí sim, ela saiu, apressada, e sem falar mais nada. A sua mão tremia no volante, e Laura algumas vezes achava que perderia o controle naquele carro. Laura: Porcaria! Porcaria! Porcaria! Porcaria! Depois de algumas horas, Laura chegou em Nerk, e entrou na cidade rapidamente. Procurou Terry em todos os cantos, mas não o achava. Mesmo assim, Terry a achou, em uma calçada, e extremamente cansada. Terry: O que aconteceu? Laura: Rewly venceu. Ele pegou Marie, Schatten, Daewron, Jack... E não sei o que fez com eles. Todos os outros soldados foram capturados, também. Terry: ... Laura: Terry? Terry: Conte como isso aconteceu. Laura: Um cara doido jogou uma bomba de fogo devastadora, que matou muitos de ambos os lados. Depois, Marie lançou uma onda de água, que fez a situação ficar menos crítica, mas não o suficiente para reparar o estrago. A partir daí, só sei que Rewly bolou um ótimo plano para capturar todos de uma só vez. Consegui escapar de lá, mas... Foi difícil. Terry: Você está dizendo que muitos soldados de Rewly também estão mortos? Laura: Sim. Terry: Vamos atacar amanhã, logo no amanhecer. Laura: O que? Terry: Eles vão estar em desvantagem, exército quase que massacrado, e pouca defesa. Essa foi uma das razões de eu querer a ajuda do grupo de Daewron. Foi Schatten quem deu a ideia, mas mesmo assim, tinha que aproveitar a oportunidade. Laura: Foi só um plano seu? Terry: Não leve para o lado ruim, foi necessário. Daewron quem teve a generosidade de mandar todos os seus homens para o campo de batalha duma só vez, o que me ajudou ainda mais. Nós vamos resgatar todos eles, e vai ser uma das prioridades. Laura: Entendi. Terry estava mais frio, e calculista. Ele se sentia meio ruim por tudo aquilo que estava acontecendo, mas no fundo, essas coisas alimentavam um desejo de vingança dentro dele. Laura: Essa batalha está longe de acabar... Terry: Isso não é mais uma batalha, Laura. Amanhã nós só vamos matar os inimigos que restaram. ---------------------=--------------------------- Rewly: Morram! Os inimigos sobreviventes do ataque que estavam gravemente feridos foram amarrados em árvores, logo então, Rewly os fuzilava brutalmente. A maioria morreria de qualquer jeito, mesmo, e muito estavam sem algum membro do corpo. Rewly terminou de fuzilar o último, dos que foram encontrados no momento. O sangue espalhado por todos os cantos dava um prazer para ele, sensação de relaxamento. Rewly: Eu quero mais! Daniel surgiu atrás dele, com cara feia. Além disso, estava meio perturbado com aquilo que Rewly fez. Daniel: Você tinha mesmo que fazer aquilo com Schatten? Rewly: Você não entende... Daniel: Não entendo o que? Rewly olhou para Daniel, ele estava sem paciência, e parecia ameaçador para qualquer um, aliás, essa era a sua intenção. Ele mexia os braços, como se quisesse apontar a metralhadora na cara de Daniel. Rewly: Vou te explicar... O seu namorado elfo matou um monte de caras que seriam reforços! E ele fez tudo isso sozinho, sem medo, enfeitou as ruas com cabeças decepadas. Além disso, o mesmo invadiu sozinho um bar, e matou Shupert, além de todos os Defensores que estavam lá dentro... Tirando eu. Os outros prisioneiros não se comparavam a ele, e nem representavam o mesmo perigo. Foi precipitado? Talvez, eu não sou burro de negar isso, mas algo precisava ser feito. Além disso, se aquelas pessoas duvidavam do quão longe eu iria... Ali estava a resposta. Daniel: Eu quero ver os outros... Conheço Daewron e Jack, quero falar com eles. Rewly: Pode ir, estão bem nos fundos da cidade, em ‘’quartos’’ separados, não queria que eles falassem com outros prisioneiros. Eu prometeria que não os machucaria, mas... Não gosto de mentir. Daniel: Quem acreditaria nisso? Rewly: Ninguém. De qualquer forma, as explicações foram dadas, acredite se quiser, ou não. Quer falar mais alguma coisa? Daniel: Nós devíamos sair daqui. Rewly parou com aquele olhar ameaçador, e ficou surpreso com o que Daniel disse. Rewly: Como assim? Daniel: Essa cidade já está quase destruída, pânico em todos os cantos, e muitos soldados mortos. Isso já é o suficiente? Rewly: Lá fora nós iríamos correr mais riscos. Não tem muita coisa para fazer, fora que, vencemos a batalha. Terry também está em grande desvantagem. Daniel: Essa batalha ainda não acabou.
Rewly: Talvez. Mas nós vamos ficar aqui, e esperar... Não importa como, mas Terry vai morrer. Daniel: Você é quem decide. Daniel deixou Rewly sozinho. Depois de alguns minutos, um soldado de Rewly apareceu. Soldado: Achamos mais cinco soldados feridos. Rewly: Dos nossos? Soldado: São inimigos. Rewly: Então... Se divirtam um pouquinho, façam o que quiser com eles. -----------=----------------------- Daniel voltou para seu apartamento, confuso, e perdido. Margaret não estava lá, então, ele pegou um pacote de salgadinhos bem velhos, e começou a comer. Daniel: Tenho que acabar logo com isso... Daniel saiu do apartamento, ainda comendo os salgadinhos. Antes de tudo, ele falou com um velho qualquer, para conseguir uma cartela de cigarros. Logo então, foi até o local onde Daewron, Jack, e os outros estavam presos. Por um momento, ele parou, e respirou. Daniel: Tenho que acabar logo com isso... Tenho que acabar logo com isso... Tenho que acabar logo com isso... Daniel repetia aquela frase toda hora, não conseguindo parar. Ele não sabia o significado, mas mesmo assim continuava falando. Daniel: Droga! Daniel parou, e voltou ao normal. Ele estava em um lugar em que quase ninguém entrava na cidade. O local era rodeado de areia, com cinco ‘’garagens’’ no meio. Uma próxima da outra, lá estavam os prisioneiros. Daniel olhou nas janelas até que viu Jack. Depois, ele entrou para conversar. Daniel: Olá. Jack estava amarrado numa cadeira, além de algemado. O lugar era escudo, e sujo, não dava para ver quase nada, mesmo assim, reconheceu Daniel. Jack: Daniel... Eu vi você no meio dos guardas, mas não tinha certeza. Daniel: Quer um cigarro? Jack: Você fuma? Daniel: Não. Jack não respondeu. Daniel se aproximou dele, e acendeu um cigarro em sua boca. Jack: Sem as mãos é meio difícil de fumar. Daniel: Não vou tirar suas algemas Jack: Eu sou seu amigo. Daniel: Mas, vai tentar me matar de qualquer jeito. Jack: Garoto esperto. Daniel: No fim, você não é meu amigo. Jack: E como eu posso ser? Digo, lutando ao lado dos meus inimigos, o seu chefe me prendendo, e tudo mais... Eu nem sei o que dizer. Espere, eu estava brincando naquela hora, não te mataria, mas arrancaria seu braço. Daniel: Honesto como sempre... Jack: Sinceridade, coisa que poucas pessoas possuem... Mas, bom caráter, e outras porcarias são coisas que precisamos manter. Daniel ficou meio desconfortável conversando com Jack, tudo que ele falava parecia ser verdade. Jack: Mas, Daniel, qual foi à razão de você ter se aliado com Rewly? Daniel: Ele me ajudou quando mais precisei, esse lugar está cheio de pessoas boas. Jack: Mas Rewly não é uma pessoa boa, você sabe disso. Daniel: Mesmo assim, você não entende... Jack começou a rir. Jack: Entender? Entender o que? Olha só para você, tentando achar uma justificativa para essa porcaria. Quer uma chance de se redimir? Pode me libertar agora mesmo, ou melhor, acabe com esse idiota logo de uma vez. Daniel: Até mais, Jack. Daniel resolveu sair, negando o pedido de Jack, mesmo assim, ele foi avisado. Jack: Eu não vou me esquecer disso, Daniel. Se você quer uma dica, meta uma bala na minha cabeça agora mesmo, pois caso contrário, quando eu sair, não vou me esquecer dessa conversa. Daniel: Isso não é pessoal, Jack, sinto muito... Jack: Para mim é. Daniel ignorou Jack, e fechou a garagem. Estava com a consciência pesada, só pensando em todos os rumos que a batalha podia tomar. Pensando na proposta de Jack, em como Rewly mataria ele e Margaret caso falhasse, e até mesmo pensou numa possível fuga. Depois, ele foi até Daewron, do mesmo jeito que se aproximou de Jack. Daniel: Olá. Daewron também reconheceu Daniel, mas ficou quieto. Daewron: Eu escutei sua conversa com Jack. Daniel: De qualquer forma, temos muito que conversar. Daewron: Nem pensar! Daniel: O que? Daewron: Você me faz prisioneiro, ajuda um doente mental... O que eu posso dizer? Se quiser tentar, pode se sentir a vontade, mas acho que seu chefe não vai gostar de tanta tortura... Espere, o seu chefe gosta, mas ele tem que torturar. Daniel: Você realmente não entende... Daewron: Não entendo o que? Daniel: Eu tenho uma namorada, está bem? Se eu tentar algo contra Rewly, e falhar... Não sei o que ele pode fazer com ela. E fora isso, essa guerra... Não tenho nem ideia de como vai acabar. Daewron: Então você reconhece que Rewly é um monstro? Daniel: É... Mas, infelizmente, eu não sou capaz de fazer nada, por agora. Daniel saiu, e nem se despediu de Daewron. Estava decepcionado, e ficava cada vez mais tenso. Novamente, pensou em todas as possibilidades e consequências, mas não sabia qual era a coisa certa para fazer. ---------------------------------=-----------------------------------------Terry preparava as munições e armas para o fim da guerra, enquanto Laura ficava ao seu lado, algumas vezes conversando. Terry preferia usar duas pistolas, mas tinha um arsenal inteiro em seu quarto, as outras armas ele deixava para os outros. O quarto era bagunçado, com roupas espalhadas em todos os cantos, até as cortinas estavam tortas. No armário de Rewly não tinha nenhuma roupa, só armas. As paredes do quarto eram pintadas de marrom. Terry: Eu me pergunto o motivo de você ainda estar aqui. Laura: Esperando... Terry: O que? Laura: Eu não sei. Terry: Ótimo... Se quiser fazer alguma coisa, então tudo bem. Avise aos outros para prepararem dois estoques de gasolina. Um para os carros, e outro para queimar esse lugar. Laura: O que? Terry: Aliás, avise para eles pegarem tudo que acharem necessário. Laura: Você quer queimar esse local? Terry: Sim. Quando vencermos essa batalha contra Rewly, iremos para a estrada, montando acampamentos, e tudo mais. Levaremos apenas os soldados para a guerra, os que não forem... Bem, podem procurar outro lugar. Laura: Mas e se perdermos essa batalha? Terry: Não tem como, a derrota é impossível. Laura: Terry... Terry: Isso não tem volta, Laura. Pelo que você disse, os Defensores estão ferrados depois que um maníaco suicida jogou uma bomba de fogo, não é? O exército de Daewron já conseguiu causar muito estrago, agora é a nossa vez. Laura: Daewron não vai ficar feliz com isso. Terry: Nós vamos pedir para que ele se junte a nós, Laura, definitivamente. Não somos cruéis, apenas vamos colocar um fim nesse conflito, mas, se algum Defensor quiser trair Rewly, e se juntar a nós... Será aceito, mas não facilmente. Laura olhou para Terry diretamente nos olhos. Parecia estar confiante, dessa vez. A ideia parecia meio estranha no começo, mas podia funcionar, bastava só ter fé em Terry. Laura: Pode deixar comigo. Terry: Aliás, durma bem essa noite, pois vamos sair cedo amanhã, não de madrugada, mas logo que amanhecer. --------------------=--------------------------- Perto de anoitecer, Daniel passava um tempo com Margaret enquanto não era o horário dela de cuidar da lanchonete. Ambos estavam na praça, devastada, como o quase todo o resto da cidade, em um banco torto, e quase quebrado ao meio. Era esse o clima na cidade esse tempo todo, aliás, não importava o quanto tentassem virar a cara para a situação. Prédios destruídos, cadáveres sendo recolhidos, e pessoas tentando limpar o sangue espalhado. Daniel: Eu encontrei dois caras do meu antigo grupo... Aquele elfo que foi executado, ele tinha sido o líder por um tempo. Margaret: E então? Daniel: Eu não ligo mais... Se eu trair Rewly, e falhar... Eu não sei o que ele vai fazer com nós dois. Margaret: Posso ser sincera? Você deve lutar ao lado e Rewly e esses idiotas. Ambos os grupos estão ferrados depois daquele atentado terrorista que você fez, mesmo. Caso algo de ruim aconteça, daí nós vamos fugir daqui imediatamente. Por enquanto, lute, não podemos fazer nada. Daniel: Acho que você está certa... Mas, eu não sei se Rewly deveria vencer essa batalha. Margaret: A escolha é sua, Daniel. Daniel levantou do banco imediatamente, pegou um carro, e foi para uma mata meio longe da cidade. Ao sair do carro, ele estava levando a outra bomba com o ‘’Fogo de Dragão’’, e jogou. Um isqueiro já era o suficiente para causar uma queima bem feia. Os Defensores não conseguiriam ver o fogo direito, então, Daniel estava seguro. Daniel ainda estava indeciso sobre o que fazer na guerra, mas, pelo menos tirou uma vantagem dos Defensores.
------------------------=----------------------------- Rewly estava sentado num banco, olhando para Yang, que expressava apenas raiva. Os dois ficaram olhando um para o outro durante minutos, até Rewly se levantar. Rewly: Você acabou com tudo, babaca! Yang: Olha quem fala. Acha que vai conseguir tirar alguma coisa de mim? Rewly: Quer apostar? Você não pode fazer nada. Yang: Nem você. Não vou falar nada, pode me matar se quiser... Espere, acho você não pode! Yang queria irritar Rewly, fazer com que ele perdesse a paciência. De qualquer forma, ele não iria morrer, estava seguro. Rewly: Mas aposto que você sente dor! Rewly pegou a metralhadora, e tentava fuzilar Yang. O demônio sentia a dor, mas, ela logo passava, e ele voltava a ficar inteiro. Rewly deu um grito de raiva, e jogou a metralhadora no chão. Rewly: Eu vou te matar, seu desgraçado filho de uma... Yang: Vai falar algo da minha mãe? Na verdade eu não tenho uma, então vá em frente. Rewly: Você tem um bom humor para quem está preso, e ferrado desse jeito. Yang: Olhe só para você, tenta matar um prisioneiro, mas não consegue. Está com uma cidade ferrada depois de uma batalha que quase perdeu, e vive num mundo infernal. Se levarmos isso em conta, todos nesse mundo estão ferrados, mas nesse caso, eu me refiro a você especialmente. Rewly: Cala essa boca! Yang: Quer saber de uma coisa, Rewly? Antigamente eu achava que você era só um idiota querendo bancar de líder, e alguém com uma atração estranha por homens, a qual eu entendo, pois também sinto a mesma coisa, mas isso não importa. No entanto, quando você matou o elfo, mais uma esperança para matar os Verraters chegou ao fim. Então, pode tentar fazer qualquer coisa comigo, mas não vou falar nada... Aliás, se me deixar escapar, eu vou te matar. A principal diferença entre nós dois, é que eu posso te matar, mas você não pode fazer isso comigo. Rewly: ... Rewly saiu, e foi ver como Daewron estava. Novamente, ele se sentou num banco, e ficou olhando para ele, esperando que saísse uma palavra. Mas, Daewron não falava nada, só pensava no que Rewly faria com ele. Rewly: Eu sei quem você é... Líder de um grupo que vivia matando meus homens no meio das estradas, e tudo mais. Aliás, também sei que você é amigo daquela garota de cabelo branco, ou prateado... Não vou falar com você, aposto que ela é mais útil. De qualquer forma, ela está na garagem logo ao lado, pode escutar nossa conversa, se quiser.Rewly foi até Marie, e Daewron começou a gritar. Depois, Marie começou a gritar também, e Daewron ficava cada vez mais tenso sem saber o que aquele monstro fazia com sua amiga. Com o tempo, Daewron tinha virado mais frio, e violento, mas não suportava ver Marie sofrer, era como uma irmã para ele. Depois de vinte minutos, Rewly voltou até Daewron, com um sorriso no rosto. Rewly: Quero que pense. Depois eu volto para falar com você, e seu amigo tigre. Rewly jogou a mão de Marie na frente de Daewron, que ficou horrorizado, e começou a chorar. Ele fechou os olhos, e não conseguia abrir. Daewron: Não... Não! Não! Uma hora depois, Hacov entrou, querendo resolver assuntos do passado. Daewron olhou para ele, e o reconheceu na hora. Rewly já tinha falado muitas coisas sobre Daewron, exceto sobre a mão de Marie, a qual Hacov nem viu jogada no chão. Hacov: Eu vou acabar com você... Daewron: Idiota... Daewron ainda tremia pelo que Rewly fez com Marie, mas aguentava firme. Ele estava em clara desvantagem, sentia muito medo de Hacov. Hacov: Primeiro de tudo... Hacov jogou suas espadas no chão, apenas para conversar com Daewron. Hacov: Você tinha que ter feito aquilo, não é? Precisava me denunciar, não é? Nós dois... Você se lembra daquela época? Naquele lugar todos éramos irmãos. Aquele roubo no banco... Podia ter melhorado a vida de todos nós. Daewron escutou com atenção todas as palavras de Hacov, quando começou a falar, parou de pensar em Marie. Daewron: Quer que eu seja sincero, Hacov? Não vou me desculpar, ou qualquer coisa do tipo, só pelo fato de você ser REALMENTE um idiota. Olha só para você... Cego desse jeito, eu fiz aquilo para te ajudar, tirar daquele caminho sombrio. Iria ajudar a organização? Você sabe que não é bem assim, Hacov. E agora, quer me culpar por um crime que você cometeu! A sua vingança é só por isso? Hacov: Sim, isso arruinou minha vida, assim como esse fim do mundo fez isso com a de todos. Daewron: E você aparece, e vira aliado de Rewly... Hacov: Rewly pode ter muitos defeitos, mas... Eu quero acabar com todos os Verraters! Hacov estava realmente nervoso com o encontro, começou a gritar e chorar, por pura raiva. Não conseguia controlar seus sentimentos. Hacov: Meus amigos foram mortos por causa de Abel, eu quero me vingar! Não só dele, mas de todos que me atrapalharam na minha vida. Daewron: Valoriza seus amigos, Hacov? Viu só, você não é uma pessoa boa, mas também não chega a ser ruim. E acima de tudo, você não é um criminoso... Eu não sei qual vai ser o rumo dessa guerra, mas você precisa sair dos Defensores, pois garanto que eles não vão durar muito. Rewly é um morto caminhando. Você não olhou para baixo nem quando largou as espadas... Então, apenas olhe. Hacov olhou, e deu um salto para trás quando viu a mão de Marie. Daewron: Ele fez isso com minha amiga, ou irmã... E você sabe a quem me refiro quando digo ‘’ele’’. Hacov: ... Daewron: Como eu disse... Poucos sabem disso, mas, se Rewly acha que está em uma desvantagem pequena, ou até em igualdade, na questão de números, ele vai morrer logo. Eu nem tentei avisar outro amigo sobre isso, pois o mesmo já estava perdido demais, e não queria aceitar a verdade. Mas, faça o que quiser, sabendo das consequências de suas ações, por mim tudo bem. Hacov saiu sem aquela vontade de se vingar de Daewron, e convencido que o mesmo não era o vilão de tudo aquilo. Ele finalmente aceitou a situação como realmente era, e viu que não podia ficar em cima do muro. Daewron: *pensando* Terry, espero que não tenha se esquecido da gente... Trinta minutos depois, Rewly apareceu com vários guardas atrás dele. Daewron olhava para ele diretamente nos olhos, mas aquilo não intimidava. Mas, para sua surpresa, um dos guardas de Rewly apareceu carregando Marie, que tinha suas duas mãos. Rewly enganou Daewron. Rewly: Como pode ver... Não fizemos nada com a garota... Na verdade, fizemos pouca coisa com ela, mas de qualquer jeito, ela está inteira. Mas, isso serviu para mostrar que eu não estou brincando! Você não falou nada, Daewron, mas ela vai falar. Um dos guardas pegou uma espada, e decepou a mão de Daewron, que desmaiou logo em seguida. Rewly riu, e mandou levarem ele para o hospital. Rewly: Agora me diga garota... O que você sabe? Caso você não fale, vou torturar você até aquele tigre querer cometer suicídio de tanto escutar... Daí, ele vai falar de qualquer jeito, depois, mato você, e o tigre. Aliás, se ainda ficar calada, eu posso pedir para que as enfermeiras não cuidem do Daewron, aquela ferida pode ficar pior, e ele vai morrer lentamente... Marie: Eu não sei de quase nada! Rewly: Não é isso que eu quero ouvir. Rewly socou Marie até ela cair no chão. Marie: Isso não acabou! Se você acha que esse exército o qual a gente mandou parta a batalha era quase tudo... Está muito enganado! Eles possuem ainda centenas de homens sobrando, provavelmente mais do que você. Nessas horas, os Caçadores já bloquearam quase todas as estradas, então... Quer saber, eu não sei o que eles vão fazer, eu só tenho certeza do número de soldados! Rewly: Eu sei que o seu grupo é independente, mas... Qual foi a razão de vocês se aliarem a eles? Marie: Terry é bonito. Rewly: Eu concordo. Mas agora, me diga qual é a verdadeira razão? Marie: Você é um idiota, e queríamos te ver morto. Rewly: Eu sou mesmo um idiota. Obrigado pelas informações, vamos deixar você dormir. Pensei em falar com o tigre, mas, nunca ouvi falar dele, e ainda estou com preguiça. Marie: Você está certo. Rewly: Até mais, garota. Aquele Rewly era o qual todos temiam. Não o louco que servia carne humana para as pessoas, nem mesmo aquele que costumava fazer festas pesadas durante a noite. O Rewly que até seus guardas tinham medo, era aquele que torturaria, mataria qualquer um só para obter o o que quer, e capaz de fazer atos imprevisíveis, e depois dar risada. -----------------=----------------------------- Na manhã do dia seguinte, os Caçadores já estavam na estrada, com muitos carros no lugar de cavalos, e andando em fila, logo depois de queimarem a antiga cidade. Laura estava no carro da frente, com Terry, e olhou para a estrada. O homem o qual tinha dado a flechada no dia anterior estava morto na estrada, com os curativos e medicamentos espalhados no chão. --------------------------------=----------------------------------- Quando Margaret acordou, Daniel já tinha levantado fazia horas. Ela saiu do quarto, e foi para sala, onde Daniel terminava de fazer as malas. Margaret já sabia a resposta de tudo aquilo, então nem perguntou nada. Daniel: Nós vamos embora daqui, hoje, ao amanhecer. Margaret: Sério? Mesmo assim, não seria... Daniel: Não importa, vamos embora para bem longe, nunca mais nós vamos ver Rewly, Hacov, ou qualquer um daqui. Margaret: Acha que Rewly vai deixar? Daniel: Eu quero falar com ele, aposto que o mesmo vai atrás de mim caso eu vá embora sem avisar. Margaret: Você é muito idiota se achar que isso vai funcionar. Daniel: Se não funcionar, eu meto uma bala na cabeça dele. Margaret: Novamente, você é um idiota. Daniel: Eu vou falar com ele, está bem? Só preciso que você vá junto comigo. Margaret: Tudo bem. Quando os dois saíram do apartamento, eles já encontraram Sherry, procurando por seu pai. Daniel e Margaret também procuravam Rewly, então, isso não levaria a nenhum lugar. Sherry: Vocês viram o meu pai? Daniel: Também estamos procurando por ele.De repente, uma flecha acertou a cabeça de Sherry. O coração de Daniel acelerou naquele momento, enquanto aqueles que viram o que aconteceu, começaram a reagir. Ninguém sabia de onde os invasores vieram, mas as condições da cidade estavam bem precárias, fácil de atacar. Logo um tiroteio começou, e Daniel, ao mandou Margaret buscar proteção no fogo cruzado. Já ele, viu que precisava passar por aquele tiroteio, e conseguiu cobertura atrás de um muro. Daniel: Como estragar um dia perfeito... Laura também estava escondida dentro de um edifício com a parte de cima destruída, liderando alguns atiradores. Depois de acertar aquela flecha, preferiu evitar ataques diretos. Laura: Eu queria acertar o garoto de cabelo vermelho, droga! -------------------=------------------------- Terry conseguiu cercar toda a cidade, seus homens matavam qualquer um que subisse nos muros, ao mesmo tempo em que tentavam derrubar o portão. A situação dos Defensores era realmente muito precária, poucos soldados apareciam em cima dos muros, mas podiam ter mais lá dentro. Terry: Vamos, seus idiotas! Quero acabar com isso até a hora do almoço! -------------------=----------------------------- Rewly estava fechado em seu quarto, com a metralhadora na sua mão, e olhando para a rua em que morava. Resolveu abrir a janela, e ficou preparado, caso um invasor resolvesse aparecer por lá. Rewly: Eu vou morrer aqui, mas você vai junto, Terry... Eu sou uma abelha...
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