Overdrive & Dark End
40 Capítulo 11-Alguém sempre tem que perder
Numa manhã nublada, Rewly tinha chegado no meio de uma floresta, para fazer negócios. Estava sozinho, com apenas um carro e sem mais ninguém dentro. Os Caçadores tinham montado um acampamento, já que estavam fazendo uma busca por suprimentos bem longa, e resolveram fazer negócios. Terry não estava presente, pois também tinha coisas para resolver. Eram no máximo cinco cabanas, compartilhadas por várias pessoas. Os dois grupos negociaram armas, que os Defensores tinham, por vegetais, dos Caçadores. Laura saiu de sua cabana, com várias sacolas cheias de vegetais. Rewly tirou muitas maletas com armas de seu carro, e deixou no chão.
Laura: Vamos fazer isso rápido, entendeu? Já sabemos que seu nome não está muito limpo, Rewly, então... Tente não causar problemas. Rewly: Tudo bem. Vários Caçadores vieram pegar as maletas, sem falar nada, e voltaram até Laura, em seguida. Rewly: Cuidado com suas costas, garotos! Rewly fuzilou um dos Caçadores, e logo então, diversos Defensores apareceram, e começaram a matar qualquer um que encontrassem. Rewly ainda ficou na janela de seu quarto, com a metralhadora preparada, pensando em como aquele evento causou um conflito tão grande como esse. Rewly nem pensou no prazer de ter matado muitas pessoas ali, e de todo o sangue espalhado ter sido uma ‘’obra de arte’’, pois queria se manter focado. Rewly: Apareçam! Um dos amantes de Rewly estava tomando banho, ele colocou um roupão e resolveu ficar ao lado dele, sentado na cama. Ele era negro, alto, tinha cabelos e barbas bem grandes. Amante: Rewly, eu preciso ver minha mãe e meu pai. Rewly: Vá! Amante: Fora isso, eu acho que você... Rewly o interrompeu, com um soco na cara. Rewly: Quem você acha que é para dizer como devo fazer minhas coisas? Idiota! Rewly deu um tiro na cabeça de seu amante, apenas por raiva. Ele estava furioso, perdido no meio do ódio, e naquele momento, não tinha esperanças de sair daquele lugar. Rewly saiu de sua casa, onde logo então encontrou dois Caçadores atiradores querendo matar ele. Rewly não deu a chance para eles mirarem, e acertou dois tiros no pescoço de cada um. Aquele homem poderia estar perdido em muitos aspectos, mas na questão de mirar e atirar, ele tinha muito foco. Rewly: Tomem essa! Rewly viu dois Defensores correndo, cansados, e desesperados. Ambos pararam na frente de Rewly, e não recuperaram o fôlego tão rapidamente. Defensor (1): Uma mulher louca com um arco e flecha matou sua filha, Rewly! Rewly: Eu quero ela viva! Defensor (2): E os Caçadores estão quase derrubando os portões! Rewly: Onde está Daniel, ou Hacov? Defensor (1): Nós não sabemos! Estamos preparando uma defesa meio que improvisada, sei lá... É meio difícil, já que eles conseguiram invadir do nada, cara! Rewly: Eu vou fazer o que posso nesse caso. Vão, e façam o que puder, mas ajudem na defesa da cidade. Aliás, tentem achar Daniel ou Hacov, já vai ser de grande ajuda. Enquanto isso, eu... Vou matar qualquer Caçador que encontrar! Sem choro, ou tempo para luto, Rewly estava com o desejo de vingar sua filha, e seria capaz de matar qualquer um que ficasse no meio de seu caminho. ----------------------------=---------------------------------Daniel: Margaret! Daniel voltou para seu apartamento, e procurou Margaret, mas ela não estava lá. Ele se sentou no sofá por um minuto, não ligando para nada. Depois de alguns segundos, escutou um barulho vindo do corredor. Era um Defensor, pronto para matar Daniel. O garoto ruivo acertou uma bola de lava no Defensor sem nem olhar para ele. Era impressionante como sua fuga tinha dado errado em tão pouco tempo. Daniel resolveu sair, e procurar Margaret. Daniel: Margaret! Margaret! Ele gritava o nome de sua namorada, mas ela não respondia. Daniel viu um Defensor tentando atropelar o Caçador que queria atirar no mesmo. Ele viu que não se importava com aquelas pessoas, mas achou interessante aquele carro. Enquanto isso, em outra rua ao lado, o tiroteio continuava violento. Daniel tentou ir para a rua do lado oposto, mas não adiantou, pois lá era onde Laura estava, e também o mesmo lugar em que vários Defensores a caçavam. No meio de tentas flechas nas testas de vários Defensores, seria meio arriscado ir por lá. Daniel decidiu entrar no tiroteio, e limpar o caminho até a sua fuga. Pegou cobertura em um carro, e ajudou os outros Defensores. Os Caçadores estavam nas janelas de prédios, só que não tão próximos dos Defensores, pois podia ser arriscado, ou também fazendo ataque direto, pegando proteção em carros ou muros. Alguns até mesmo tentavam fazer um contorno pela rua, e tentar esfaquear algum deles por trás. Daniel: Margaret! Margaret! Daniel gritava o nome de sua namorada, conforme acertou duas bolas de lava em dois Caçadores nas ruas. Ver o corpo deles sendo tomados pela lava só fazia com que Daniel pensasse se aquilo valeria a pena no final. Depois, acertou duas bolas de fogo nos outros dois Caçadores que restavam na rua.
Daniel: Entrem nos prédios, e acabem com eles de uma vez, eu vou dar cobertura aqui fora. Os Defensores resolveram seguir as ordens de Daniel, sem nem questionar, sabendo como ele foi competente na batalha anterior. Mas, segundos depois, eles tinham sido fuzilados, e o sangue deles estava espalhado nas paredes daquele prédio. Daniel não deu cobertura, usou-os como distração, e saiu daquela rua. ----------------------------=------------------------------ Hacov tinha acabado de acordar com aquela barulheira, levantou, fez um café, e agia como se nada tivesse acontecendo. Enquanto comia cereal, um Defensor abriu a porta sem nem bater, procurando por ele. Defensor: Vamos para o campo de batalha, cara! Hacov pegou suas espadas que estavam guardadas no armário, e foi até o Defensor. Depois disso, decepou a cabeça dele, e terminou de comer o cereal. Sem dizer nada, Hacov foi para o campo de batalha, querendo que os Defensores perdessem. -----------------------------=-------------------------- Os Caçadores derrubaram o portão de entrada dos Defensores, que se espalharam devido à desvantagem numérica. Os que resolveram lutar foram decapitados facilmente. Depois disso, Terry mandou seus Caçadores se espalharem pela cidade, enquanto ele foi até um armazém sozinho, procurando por Defensores. O plano era de poucos soldados agirem em grupo, e a maioria achar algum lugar e atacar sozinho. Terry: ... Terry entrou no armazém, e dois Defensores tentaram atirar nele. Terry rapidamente se jogou no chão, e acertou dois tiros no estômago de cada um. No armazém, muitas famílias e pessoas inocentes estavam escondidas. As pessoas estavam com medo, e Terry tentava ignorar isso. Outro Defensor apareceu, com um fuzil, o qual Terry acertou um tiro na cabeça. Terry gritou para alguns soldados deixarem o armazém seguro. Terry: Alguém venha até aqui! E deixem essas pessoas num lugar seguro! -------------------=--------------------------------Laura estava em um prédio com uma parte das paredes destruídas, se protegendo de Defensores atiradores. Ela tinha formado uma enorme parede de terra para proteção. Os outros atiradores do seu lado estavam escondidos, ou mortos. Laura não tinha para onde ir, ela tinha a impressão que morreria ali. Laura: Droga! Na rua, Hacov apareceu, caminhando bem devagar, sem nenhuma pressa. Ele se aproximou dos Defensores, e partiu cada um deles ao meio. Eles não conseguiam nem sequer reagir, devido à velocidade de seus movimentos, e por serem pegos de surpresa. Laura olhou para baixo, e viu que estava segura, então saiu do prédio. Laura: Quem era aquela cara? Em um corredor, quatro Defensores estavam tentando chegar até Laura, e quando a encontraram, começaram a atirar. Laura formou outra parede de terra para se proteger, e depois acertou flechas nos peitos de cada um deles. Depois, foi até Hacov. Laura: Quem é você? Hacov: Eu sou Hacov. Mas, isso não importa agora, eu posso te levar até os seus amigos presos! Laura: Você é um deles? Hacov: Eu era, mas... Laura: Olha, não importa, está bem? Como você disse, vamos até eles. Essa cidade vai cair de qualquer jeito. Hacov: Rewly está deixando eles trancados em uma área bem abandonada. Laura: Aliás, onde está Rewly? Hacov: Eu queria saber. Laura: Terry quer acabar com a vida dele, queria ao menos capturar o idiota. Hacov: Todo mundo quer matar Rewly, inclusive eu. -------------------------=------------------------------ Daniel achou Margaret na lanchonete em que ela trabalhava. Todos lá estavam mortos, inclusive sua família. Daniel tentou confortar ela, mas não adiantou. Três Caçadores tentaram cercar Daniel, mas ele acertou dois tiros de escopeta na barriga de um, enquanto os outros tiveram suas cabeças decepadas pelo mesmo número de Defensores. Margaret: Vá embora, Daniel. Daniel: O que disse? Margaret: Eu te encontro no caminho, está bem? Roube um carro, e saia daqui. Daniel: Eu não estou te entendendo. Margaret: Vá para perto da região dos Intocáveis, lá você procura por uma fazenda. Daniel: Como assim? Margaret: Era onde meus parentes bem distantes moravam, sei que com o mundo partindo em pedaços pode não estar lá, mas... Vamos nos encontrar lá. Daniel: Venha comigo, Margaret. Margaret: Eu só iria atrasar você, vou me render aqui, depois planejo uma fuga. Daniel: Eu não entendo... Margaret: Vai dar tudo certo, Daniel, mas você precisa ir embora. Eu não sou boa em combate, só atrasaria. Daniel: Está bem. Mas procure um lugar seguro. Margaret: Daniel, eu vou para lá, posso garantir isso. Daniel: Se esconda em algum lugar, não fique exposta na batalha. Margaret: Pode deixar. Daniel: Espero que você não morra. Margaret: Aqui eu corro tanto risco quanto você. Margaret beijou Daniel, e ele saiu da lanchonete rapidamente. Estava com duvidas se aquilo daria certo, mas não podia fazer mais nada, exceto seguir o plano. ------------------=----------------------------- Laura e Hacov chegaram na área onde Marie, Daewron, Jack e Yang estavam presos. A área tinha muita patrulha de Defensores, o que não era surpresa para ninguém. Laura rapidamente acertou duas flechas na cabeça dos dois que estavam na entrada, e em seguida, os outros começaram a se movimentar. Hacov ficou escondido, esperando uma boa oportunidade para sair. Um dos Defensores tinha Laura na mira, mas ele levou dois tiros na cabeça, do nada. Rewly apareceu, sabendo que Laura era a ’’mulher louca com um arco e flecha’’. Ela apontou o arco para ele. Rewly: Hacov, você pode sair daí! Eu não sei onde você está, mas todo mundo sabe da sua traição. Aquele espadachim encheu a sua cabeça com porcaria, não é? Eu entendo a situação, depois você morre, mas agora tenho negócios para resolver com ela... Hacov, só queria falar que eu estava seguindo vocês desde... Bem, se eu dissesse que foi desde o início do trajeto, eu já teria te matado, mas... Comecei a seguir vocês dois quando estavam perto de chegar. Laura: Quieto! Rewly: Estranho isso? Sempre que eu pego uma pessoa, começo a fazer um discurso, e tudo mais. Mas, esse não é o caso, você vai pagar por ter matado minha filha, garota... Vocês soldados, fiquem longe disso! Laura: Como é? Rewly começou a atirar, e Laura imediatamente formou uma parede de terra, bloqueando os tiros. Enquanto isso, Hacov saiu do lugar em que estava escondido, e rapidamente cortou as testas de ambos os Defensores, para então entrar na área. Laura: Seu louco! Laura desfez a proteção de terra, e lançou os pedaços em Rewly, que caiu no chão. Depois, pegou seu arco e tentou acertar uma flecha em Rewly, mas ele rapidamente rolou para o lado, e ela errou. Rewly disparou uma descarga elétrica em Laura, no entanto ela pulou para trás, ficando longe do alcance.Rewly: Morra! Laura novamente formou uma parede de terra, no momento em que Rewly voltou a atirar. Ele queria matar Laura, mas seria melhor se a capturasse viva. Então, ele parou de atirar, e avançou contra ela, começando a espancar Laura. Ela começou a se defender, e mordeu o nariz de Rewly, e quase o arrancou. Depois, Laura deu duas joelhadas na barriga de Rewly, e saiu de baixo dele. Ele imediatamente se levantou, e pegou a metralhadora. Rewly: Hora de morrer... De repente, uma esfera negra quase acertou Rewly. Ele olhou para cima, e Yang estava chegando para acabar com aquilo. Rewly começou a fugir, e entrou num prédio atrás deles, onde Yang não teria espaço para voar. Antes disso, Laura pegou seu arco, e conseguiu acertar uma flecha no braço de Rewly, que ainda assim conseguia correr. O prédio era muito grande, e tinha vários andares, inclusive uma área subterrânea, por isso, Yang perdeu Rewly de vista. Enquanto isso, os outros prisioneiros tinham sido livres, e parte do trabalho estava feito. Hacov: Estranho que sempre um guarda patrulhando pela área tem as chaves das algemas... Laura: Eu quase o peguei. Marie: Essa batalha está quase acabando, vamos! Yang: Ele deve estar indo para sua casa. Onde Rewly mora, Hacov? Hacov: Na maior de toda a cidade... Onde mais poderia ser? Jack: Aliás, eu preciso saber onde o Daniel está... Laura: Por enquanto, vamos achar Terry. Aliás, onde o Daewron está? Marie: Hospital... Rewly cortou a mão dele. -------------------=-------------------- A batalha estava praticamente ganha, faltavam poucos Defensores soldados, e Terry ia tomando a cidade aos poucos. O cerco em volta da cidade aos poucos ia se desfazendo, conforme mais Caçadores entravam. Pouca resistência ou luta, aquela batalha estava sendo muito fácil. Terry tinha acabado de fazer suas necessidades em uma grama, até que Marie, Laura e os outros tinham o encontrado.
Jack: Não seria melhor usar a privada de uma dessas casas? Terry: Eu respiro o ar puro... Esse é o meu lugar. Jack: Se você diz... Vários carros passavam rapidamente pelas ruas, os Caçadores não ligavam, exceto caso tentassem atropelar um deles. Muitos civis não ligavam para a batalha. Daniel apareceu com um carro, e Jack o reconheceu no mesmo momento. Jack: É ele!Jack viu que uma mulher também estava saindo com um carro. Ele tirou a mulher de lá, e pegou o carro para ir atrás de Daniel. Jack: Sinto muito, senhora! Marie: Jack! Jack saiu correndo atrás de Daniel, que no meio da estrada percebeu que estava sendo perseguido. O carro de Daniel era menos veloz comparado ao de Jack, e por isso ele jogava bolas de lava no meio da estrada. Jack: Eu vou te matar, seu miserável! Num momento, Jack acelerou e deu uma leve batida na parte traseira do carro de Daniel. Ele estava querendo matar seu velho amigo ali mesmo. Quando foi dar outra batida, Daniel acabou virando, atrasando Jack. Jack: Maldito! Depois disso, ambos passaram por uma decida, onde Jack começou a alcançar Daniel novamente. Nem as bolas de lava adiantavam. Daniel viu uma estrada de terra, tentou virar lá, mas Jack o alcançou. Naquele instante, Jack conseguiu bater no meio do carro de Daniel, enquanto ele fazia a curva. Daniel ficou gravemente ferido, quebrando diversos ossos, e com vários cortes no rosto, devido aos cacos de vidro. Já o corpo de Jack é muito resistente, e provocou ferimentos leves no mesmo. Jack: Acabou... Jack tirou Daniel do carro, e o deixou de joelhos. Doía muito nele ter que fazer aquilo, mas era o que precisava ser feito, para saciar o desejo de vingança. Jack: Eu te dei outra opção, mas não... Você precisava fazer aquilo, não é? Daniel: Você e eu não somos diferentes, Jack... Esse mundo faz a gente escolher coisas estranhas, sabe? Acho que estou feliz por tudo isso acabar... Pena que Margaret não pense assim. Esse mundo, Jack... Um dia você vai estar em uma situação parecida com a minha... Na verdade, todos os guerreiros vão... Mas aqui, as guerras são bem diferentes comparando com as de antigamente... Quer me matar? Mate logo, todos nesse mundo têm algo destruído... A vida, sanidade, inteligência, e por aí vai... Ninguém é o mesmo de antes, Jack... Não quando passa fome, frio, e insegurança, mas daí alguém aparece e lhe oferece um pedaço de pão... Eu não posso dizer qual vai ser o futuro, mas agradeço por estar bem longe dele. Jack: Você sabe que isso é pessoal... Tudo isso podia ter sido evitado, Daewron não perderia a mão, entre outras coisas... Jack decepou a cabeça de Daniel, que antes de tudo, sorriu. O felino começou a pensar em tudo aquilo que Daniel tinha falado, mas se sentia satisfeito com o desejo de vingança. No entanto, também estava triste, por ter feito aquilo com um velho amigo. Ele deitou no chão, e ficou lá parado. Ao olhar para os outros lados, viu um carro passando, mas ignorou. ----------------=------------------------- Enquanto olhava vários estabelecimentos na cidade, Terry encontrou uma mulher ruiva, com as mãos para o alto, e olhando para baixo. Era Margaret, que não expressou nada ao olhar para Terry. Terry: Área segura! Sem tanto derramamento de sangue, o fim de Sam Rewly se aproximava. Essa não era uma batalha decisiva, e sim uma maneira eficiente de colocar um fim nisso tudo. Marie estava com Hacov, querendo falar sobre Daewron. Marie: Terry, até onde eu sei, Daewron pode estar num hospital, posso ir até ele? Hacov: Aqui só tem um hospital, e ele deve estar por lá. Terry: Hacov, você está conosco? Hacov: Sim. Terry: Apenas palavras não bastam, quero que me diga onde fica a casa de Rewly, daí vocês dois podem ir. -------------------=-------------------------- Marie e Hacov chegaram na rua do hospital sem problemas. Tropeçaram em uns cadáveres jogados na rua, mas isso não era problema. Se caíssem em uma poça de sangue, não teria problema, pois suas roupas já estavam bastante ensanguentadas. Muitas pessoas estavam se escondendo, enquanto outros fugiram da cidade. Marie: Como você conheceu Daewron? Hacov: Velhos amigos... Criados no mesmo lugar, como irmão, e toda essa besteira. Eu fiz umas coisas erradas, ele me denunciou. E daí eu comecei a sentir desejo de vingança. No mais, aqui estou eu tentando me redimir. Marie: Daewron é um bom homem, e você também deve ser. Hacov: Você está muito enganada, eu sou tudo, menos um homem bom. Na verdade, eu também não sou ruim, mas de qualquer forma, acho que deu para entender. Aliás, eu sei onde fica um depósito em que Rewly guarda veneno. Eu envenenei a lâmina da minha espada, posso levar Terry até lá quando tudo isso acabar. Só não falei antes por ter me esquecido. Quando eles chegaram, viram que o hospital estava cheio de Defensores. Alguns com escudos e espadas na porta da frente, e atiradores no telhado. Eram poucos, três atiradores, e quatro guerreiros, mas, os Defensores não tinham muitos soldados. Marie e Hacov estavam atrás de um caminhão abandonado. Marie: Sabe o que fazer? Hacov: Eu nunca perco a prática nisso... Marie: Shock! Três lâminas de raio saíram, e atingiram os atiradores no telhado. Uma delas acertou na boca, e as outras duas no coração. Hacov imediatamente avançou nos Defensores, pulando por cima dos escudos deles. Em seguida, decepou a cabeça de um, e começou a se defender dos que sobraram, bloqueando todos os golpes. Marie lançou outra lâmina de raio, que atravessou o estômago de um deles. Hacov se abaixou, e decepou as pernas de outro, sobrando só um. Hacov: Melhor correr... Ou não faça nada! Hacov fez um leve corte no braço dele, e o deixou ir. Mas Marie resolveu dar uma morte mais rápida, e o eletrocutou. Marie: Isso é doentio! Hacov: Como eu disse... Não sou uma boa pessoa, fora que, se ele conhecesse os efeitos do veneno, saberia qual é o antídoto. Mas, de qualquer forma, eu daria uma chance para ele viver, e você não. Antes de tudo, você sabe que alguém precisa fazer o trabalho sujo para o Terry. E eu sou essa pessoa. Marie: Vamos entrar logo! Quando entraram no hospital, viram vários pacientes mortos na recepção, todos fuzilados, e com sangue pintado nas paredes. Eles continuaram caminhando pelos corredores, e viram Rewly sentado num banquinho, ao lado de um quarto, e bebendo uma garrafa de vinho. Rewly: Daewron está... No quarto ao lado... Pensei em matar ele, mas... Achei melhor tentar ameaçar. Marie e Hacov sacaram suas armas, e Rewly também. Rewly estava bêbado, perdido, e quase morto, sem nenhuma salvação naquele momento. Marie: Você vai pagar pelo que fez... Rewly: Hacov, por favor, avise a garota que se ela me matar, eu mato você... Na verdade, matar você não vai fazer diferença nenhuma, então... Ela pode me matar agora mesmo. Sabem, a doutora me atendeu, tratou de meu ferimento, e depois queria fugir. Eu deixei, peguei um vinho lá em casa, e comecei a beber. Ignorando o silêncio, e a destruição. Até mesmo o fato de nenhum de vocês estarem por lá, e poucos dos meus restarem vivos. Marie: Fique quieto! Rewly: Mas, sabe, existe uma tática de camuflagem muito eficiente... Se esconder debaixo de cadáveres mortos, melhor dizendo, um monte... Digam oi para meus amigos, Hacov, e... Marie, não é? Aqueles Defensores estavam cobertos por sangue, e com espadas ou lanças. Eles apareciam por trás, enquanto Rewly estava ali, na frente. Rewly tentou atirar, mas Hacov avançou na sua direção, e começou a correr, enquanto Marie cuidava dos outros. Rewly estava um pouco bêbado, e não corria direito, mas foi salvo quando outros três Defensores apareceram de um quarto, batendo em Hacov com escudos. Hacov foi rápido, e decepou as pernas dos três, de uma só vez, no entanto, seria difícil alcançar Rewly. Mesmo assim, conseguiu jogar uma de suas espadas, que chegou a fazer um leve corte na perna de Rewly. Quando olhou para trás, viu que Marie tinha feito todo o trabalho por lá. Marie: Vamos logo atrás dele... Hacov: Se ele não souber de nada, acho que vai estar morto logo... Vamos voltar para Terry... Marie: Vou ficar aqui. Hacov: Cuidar de Daewron, eu entendo. Marie: Acertou. Fora isso, deve ter medicamentos aqui, vou dar uma olhada. Hacov: Até mais, se cuide. Marie: Aliás, vou falar para Daewron sobre você, caso ele acorde. Hacov: Acho que ele já sabe. Marie: Provavelmente. -----------------------------=----------------------------------------------- Laura, e Yang esperavam algum sinal de Terry, enquanto ficavam de olho na entrada da cidade. De repente, um carro apareceu, e foi com tudo para cima de Yang, que obviamente não morreu. Yang se levantou, e cortou a cabeça do motorista, que na verdade era um robô. Sem semelhança alguma com um humano, era cinza, e não usava nenhuma roupa ou arma. Yang: Mas o que? Laura: O pescoço dele... ‘’Os Verraters mandaram um oi. ’’ Era o que estava escrito no pescoço do robô. Yang ficou assustado, e Laura também. Inclusive ficaram de olho para que nada os ameaçasse. Yang: Até agora eu não entendo... Terry devia ter me chamado para ir atrás de Rewly. Laura: É pessoal, Yang... Eu sei que para você também é, mas... Fique de olho, está bem, isso serve justamente para que você seja uma segunda opção, caso Terry falhe. ------------------------=--------------------------------------- Hacov falou tudo para Terry, e o mesmo já estava na casa de Rewly. O inimigo ainda não tinha chegado, e Terry ficou perto do banheiro, esperando. De repente, alguém começou a atirar na porta de entrada, esperando que acertasse alguma pessoa. Era Rewly, e ele já sabia de tudo. Rewly: Eu sei que estou envenenado, conheço os efeitos de meu próprio veneno. Também estou meio bêbado, então não miro muito bem... Eu vou morrer aqui, Terry, mas você também vai... Eu sei que você está aí, e se não estiver, estou muito louco... Terry tentou atirar em Rewly, mas ele foi mais rápido, e soltou uma descarga elétrica perto do banheiro. Terry se jogou no chão, e continuou atirando, sem nem ver. Terry: Você está morto! Rewly: Você também! Rewly ficou encostado numa parede, para não correr o risco de levar um tiro. Quando Terry teve que recarregar, o mesmo foi direto para o banheiro. A chave estava na porta, ele a trancou rapidamente, e esperou, em cima da privada. Terry: Vai... Porcaria... Rewly começou a atirar na parte de baixo da porta, sem saber que Terry estava em cima da privada. Terry começou a atirar também, e Rewly se abaixou. Depois, Terry saiu de cima da privada, e se abaixou na banheira. Terry: Desgraçado! Rewly arrombou a porta, e começou a atirar em todos os lados, quando tentou dar tiros na banheira, teve que recarregar. Ele largou a arma, e resolver lançar uma descarga elétrica. Antes disso, Terry conseguiu acertar um tiro em seu braço. Terry: MALDITO! Terry rapidamente o pegou, e enfiou a cabeça de Rewly dentro da privada, apontando uma de suas pistolas. Rewly viu que já tinha perdido, e nem tentou resistir. Terry: Desgraçado! Terry tirou a cabeça de Rewly da privada, e o jogou na parede, dando dois tiros no estômago. E ele, resolveu dar suas últimas palavras. Rewly: Eu me aliei aos Verraters... Sei que não vou significar mais nada, agora... Mesmo assim, me aliei... Acha que vou me arrepender nesses últimos minutos, ou segundos da minha vida? É claro que não, adorei ter feito tudo aquilo. Se eu tivesse vencido essa batalha... Mataria Daewron, o tigre, todos os seus soldados... Faria algumas coisas com a garota do arco e flecha, além da de cabelo branco ou prateado... Depois, iria atrás dos que abandonaram a batalha, e deixaria os cadáveres no lugar em que o demônio voador iria dormir... E por último, faria com que você assistisse tudo, para daí te matar. Sou uma criatura terrível, Terry, e depois que te matasse, iria comer a sua carne... Então, me mate logo! Terry: Não desse jeito... Rewly: Vai me deixar aqui para morrer até sangrar? Espere, eu tenho uma ideia... Faça o que quiser na privada, e enfie minha cabeça lá! Para você vencer, eu tenho que perder... Alguém sempre tem que perder! Terry: Se fizéssemos um acordo de paz agora mesmo, talvez não. Rewly: Com certeza. Terry: Mas você está envenenado, perdeu todos os seus homens... Então, você perderia do mesmo jeito.Rewly novamente voltou a falar coisas sem sentido, só para passar o tempo, ou desafiar Terry. De repente, ele viu que Terry o deixou lá no banheiro, e começou a gritar. Tentou se levantar, mas não conseguia. Depois, Laura, Marie, e Yang, todos apareceram lá, exceto Jack, e prontos para descontar a raiva. Laura deu uma flechada em sua barriga, e cuspiu em seu rosto. Marie o eletrocutou, chorando, pelo que Rewly fez com Daewron. Por fim, Yang fincou sua foice na testa de Rewly, sem expressar nada. Rewly já estava morto antes de tudo isso, provavelmente, já que não gritou, mas os outros só queriam achar uma maneira de ‘’desabafar’’. Os mesmos se surpreenderam, quando Terry voltou, e olhou para todos eles.
Terry: Você perdeu... Terry finalizou com um último tiro, na cabeça de Rewly. Depois, todos saíram de lá, deixando o cadáver apodrecer.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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