Outrora na Filadélfia
1 180 Dias
Notas iniciais
Ao pôr do sol, na sexta feira de outono no sul da Filadélfia, prestes a embarcar para Seattle, no meio daquela multidão de pessoas ao aeroporto, totalmente desorganizada andava conversando com sua irmã, Rebecca Mary Portman, três anos mais velha, 27 anos, corretora e noiva de Bill Alexander Brien, a quem sempre teve maior apoio, estava a garçonete, trabalhava há 5 anos no Dinner's Mary, a lanchonete mais velha que existia na cidade — Cherry Hill — estava já aos 25 anos e trabalhava 10 horas por dia por vontade, a $12,75 por hora, Anna Elisa Portman andava apressada depois de ter tirado um cochilo antes de pegar um táxi e vir para o aeroporto pegar o avião das 19h e ficar uma semana no apartamento de Seattle, ela discutia com "Becca" como costumava chamar, falava sobre a longa demora nas filas para fazer um check-in.
Nesse mesmo horário, junto com mais três amigos Caleb Harris; Jared Thompson; Thomas Field; aos 27 anos, engenheiro civil, "mulherengo" e totalmente desprovido, William Norbeth Hotchnner caminhava com os amigos embarcando para se divertir e reencontrar um grande amigo de infância que se casaria próximo sábado. Filho único do famoso Charles Edward Hotchnner, o terapeuta com 3 livros de sucesso e Marjorie Pacheco Gibson, a cientista que estuda para descobrir a cura do altismo, "Will" como gosta de ser chamado sempre fora um galã, olhos negros, cabelos castanhos claro, ele passava suas noites ao bar onde terminava em sua casa com uma mulher diferente, sempre fazendo sexo. Estava muito entusiasmado para a semana que ficaria na casa de Thomas, já havia planejado tudo. Muito bebida e mulheres! A semana perfeita longe do trabalho.
Enquanto esperavam na fila para ir comer algo enquanto esperavam a moça alerta-los sobre o avião, Will levantou-se indo buscar sua carteira que havia deixado na mesa, desconcentrou-se após pegar o celular e trombar sem querer com Anna, na qual também desconcentrada falando no celular, teria pedido desculpas se não fosse pelo mal humor que transparecia em seus olhos.
— Meus Deus! — disse Anna pegando a bateria do chão. — Não olha para onde anda?
— Eu? Você quem apareceu de repente na minha frente. — William respondeu.
— Droga! Minha bolsa. — Anna gritou enquanto seu dinheiro caia.
— Droga! — repetiu. — Desculpa.
— É. — irritada. — Peça desculpas mesmo.
Ela recolheu o dinheiro e se levantou caminhando rápido para o embarque que a moça gritara "Voo 719, destino a Seattle — 19h, portão 3 Classe A", Caleb se aproximou chamando o amigo para irem até a fila, e naquele momento, William pensou na moça e foi a primeira vez que ele não conseguiu tirar um sorriso do rosto de alguma mulher que trombara.
Coincidentemente, Anna pensara no rosto preocupado do rapaz que derrubou suas coisas e a preocupação em seus olhos, a moça partiu ao lado dela naquele instante e disse que a classe econômica poderia embarcar.
"Tudo o que ocorre nessa vida é para acontecer", é isso o que dizem para nós, é um bom argumento, há tantos argumentos bons por aí, mas não fáceis de aceitar. Não sabemos se as nossas escolhas de 12 anos afetam quando temos 25 ou 30 anos, muitos poderão dizer que "é obvio que não irá afetar" Mas, e você o que acha? O pai de Anna quando pequena, a levava junto com sua irmã Rebecca para irem andar de bicicleta e depois tomavam sorvete, Anna ouvia as histórias do seu pai, sobre como conheceu sua mãe e as brincadeiras de sua infância, quando os pais das pequenas irmãs tiveram de se separar pela morte ocorrida na infância, desencadeou uma nova Anna Elisa Portman e todo aquele papo de "... E eles foram felizes para sempre", havia perdido o sentido. E, o que nos leva ao William Norbeth Hotchnner, que por ter os pais muito bem casados, sempre frequentando festas e se mudando para todo o tipo de lugar, expôs um jovem Will a crer que a vida é curta demais para se prender a alguém com toda a vida e mundo pela frente, apenas aproveite.
Depois do avião pousar, tirarem os cintos, Anna já estava terrivelmente cansada, odiava ficar no avião, achava cansativo, estava com dor de cabeça e mal esperava deitar na cama do hotel e logo ir jantar com a irmã. Ao contrário de William que adorava aviões, e sempre sentia que a noite apenas começará, quando estava prestes a entrar no táxi, Thomas a quem iria junto foi comprar uma cerveja, Will avistou o táxi e o chamou, pegou sua mala e se aproximou, mas, acabou esbarrando na garota a quem se desentendeu umas horas antes.
— Ah não! Isso só pode ser brincadeira. — Anna gritou enquanto as malas estavam caídas.
Fale com o autor