Outrora na Filadélfia
2 O encontro no bar/ 179 dias
Notas iniciais
Anna tinha o temperamento elevado como um gato caça à procura do rato, insaciável e raivosa, achava que tinha tudo para acontecer direito, odiava quando não a levassem à sério, ou quando falassem com ela aos gritos, em compensação adorava quando falavam com educação com ela, ainda mais as palavras usadas "por favor" ou "obrigada", adorava colecionar xícaras e amava ler livros das épocas dos séculos passados, e amava os animais.
Ao contrário de Will que tinha o temperamento calmo e extrovertido, achava que o melhor tempo era o presente e tudo acontecia como tinha que acontecer, odiava quando as pessoas trocam correr como "Subir para cima", achava que a figura de linguagem pleonasmo era uma linguagem horrível, em compensação adorava ouvir sua avó cantar para ele quando dormia, ou quando um animal era atrapalhado, adorava colecionar moedas e amava ouvir música num som alto.
Enquanto um gritava com o outro e todos olhavam para eles, Thomas ao chegar interrompeu os dois que discutiam e Anna entrou no táxi deixando os amigos para trás, sem se dar conta que as malas estavam trocadas.
Os dois ainda no próximo táxi que o pegaram foram discutindo sobre a arrogância da garota, e prestes à chegar na casa dos pais de Thomas viram o carro de sua irmã, Lindsey estacionado, Thomas chegou a questionar com Will sobre quem seria, e ao entrarem na casa descobriram que estava na cidade com o marido David e sua filha Marianne, o antigo quarto de sua irmã Lind — como costumava chama-la — havia virado uma academia e não havia outra escolha a não ser irem para um hotel perto dali.
Por outro lado, Anna que já havia chegado no hotel e queria tomar um banho, sentou-se na cama e suspirou fundo pegando sua mala e a colocando sobre a cama, o seu celular estava com pouca bateria quando ligou e tocou uma vez pensou em atender, mas a vontade era de não falar com ninguém, abriu a mala para pegar um vestido e estranhou as roupas retirando uma cueca da mala, viu o nome "William Hotchnner" e um número de celular, novamente o seu celular tocara, Anna levantou-se nervosa e atendeu.
— Alô? — Ela diz e volta para a sua cama observando as roupas.
— Anna? — perguntaram.
— Espera, William? — ela questionou.
— Acho que você tem algo que me pertence. — Will afirmou e Anna dá um sorriso naquela hora, seria um possível "príncipe".
— Creio que sim.
— Quer trazer a minha mala onde estou ou quer que eu vá busca-la e levar a sua? — perguntou.
— Bom, acho melhor você encontrar a minha mala com a sua. — gaguejou, porém uma risada do outro lado da linha a despertou, e pediu o nome do hotel que estava, e Anna ao dá-lo se assusta quando ouve aquelas cinco palavrar "Eu estou hospedado aqui também"
Os dois combinaram de se encontrarem no bar que havia do hotel em quinze minutos, William chegou a comentar com os amigos que havia arranjado alguém, não era surpresa, Will conhecer alguém tão rapidamente, ele era tudo o que uma mulher gostaria de ter, inteligente, elegante e bonita, tinha os seus próprios jogos com as mulheres.
Muito pelo contrário de Anna, há 8 meses terminou um relacionamento que durou 1 ano, ela era muito diferente das mulheres que Will estava acostumado, loira e magra ela tinha umas pontuações perante à todos, mas Anna ganhava os pontos pela inteligência, pelo carisma ela conquistava à todos... Bem, quase todos!
Quando foi até o bar, olhou para todos ali do bar sentados e levou a mala junto dela, quando sentou-se pediu uma tônica com vodka, ouviu uma voz chamando-a olhou para trás e surpreendeu-se novamente, o mesmo para ele, William, e não foi preciso quebrar o silêncio, pois o espanto e a raiva de Anna foram suficientes.
— Isso só pode ser brincadeira! — ela afirmou. — Você está me seguindo?
— Eu? — ele perguntou assustado. — Você não para de me seguir, moça!
Era incontrolável a raiva de Anna, pensava que estava sendo seguida, pegou o copo de bebida e o tomou como se fosse uma água, William se aproximou e sentou-se pedindo uma cerveja, Anna perguntou à ele novamente se estava seguindo-a, e para ele aquilo tornou-se uma piada, ele estava acostumado com as mulheres o perseguindo, e muito pelo contrário a garota ali a sua frente gritou duas vezes no mesmo dia.
— Eu não estou seguindo-a. — ele respondeu, Anna se levantou e ele colocou a cerveja sob a mesa. — Acho que começamos com o pé errado, por favor sente-se.
Anna chegou a pensar se aceitaria, olhou desconfiada.
— Eu começo. Qual o seu nome? — ele perguntou como se não soubesse.
— Anna. — respondeu ainda de pé pronta para ir.
— Aceita mais um drink Anna? O que está tomando?
— Tônica com vodka. — Anna respondeu, ele pediu ao garçom mais uma bebida, enquanto ela se sentava.
— Meu nome é William, mas pode me chamar de Will. — Anna pegou a bebida e tomou um gole. — Então, mora aqui em Seattle ou está de viagem?
— Não moro aqui. — curta e grossa respondeu.
— Então, está para visitar seu namorado?
— Você faz muitas perguntas William. — ignorou totalmente o "Will", ele ergueu o copo para ela num cumprimento.
— Então, Anna... qual é a sua história?
— Eu não tenho uma história interessante William... Estou apenas bebendo no bar com um cara.
Will sorriu para ela se virando. — E eu estou apenas bebendo num bar com uma garota.
Enquanto os dois conversavam sobre o acontecido no aeroporto horas antes, o senhor que trabalhava no bar os observava, e sabia que muitas histórias de amor ocorriam em aeroportos e bares, e sabia que eles eram os próximos que se apaixonariam.
— Você é muito linda, sabia? — Will perguntou à Anna que depois de seu quinto copo, pegou a mala.
— Estava demorando! — ela afirma.
— O que eu fiz? — Will olhou para ela e os seus olhos negros brilharam.
— Viu, é isso o que eu tô falando. Age como se eu fosse transar com você.
— Transar? O que está falando?
— Obrigada pela bebida, babaca. — Anna levantou-se e tropeçou numa mesa, William tentou entendê-la e levantou-se para ajuda-la Anna recusou a companhia dele, William jogou $75 no balcão e tentou ajuda-la novamente, Anna o empurrou e uma chave caiu ao chão "Quarto 502" Will pegou e colocou na mão dela entregando-a, Caleb coincidentemente foi para o bar e viu a confusão, Anna seguiu o seu caminho com a mala e tudo o que William pôde fazer era observa-la.
E agora que sabia onde ficava o quarto de Anna pediu que a seguissem e falassem se ela chegou bem ao seu quarto, Roy a quem lhe deu uma nota de $50 a segiu, Will subiu para o seu quarto 613 e contou tudo para seu amigo Thomas sobre a garota do bar, Anna. Ouviu o amigo fazer gozação com sua cara e tudo o que pensava era no que havia dito à ela.
Quando a lua brilhava lá no céu e não dava para olhar as estrelas com a cidade luminosa e todo aquele barulho de trânsito faziam Anna refletir tudo o que acreditava e o que almejava, lembrou-se do ano passado que havia sido uma tortura para ela, e enquanto conversava com William tinha medo de que aquilo ocorresse, não queria ser mais uma para ele. O que ela não sabia é que no andar de cima, Will lembrou do sorriso de Anna e aquela frase "Eu estou apenas bebendo com um cara" e sabia que ela não era a típica garota que ele estava acostumado, e de alguma forma, aquilo o animou.
E conforme a lua se esvaia e o sol acordava, Rebecca a irmã de Anna pegou o seu carro e dirigiu com o seu noivo Bill para o hotel, às 7h35, Becca batia na porta do quarto da irmã enquanto Bill buscava o seu padrinho, a camareira que atravessava o corredor a via batendo constantemente na porta e ajudou a irmã de Anna a entrar no quarto, Rebecca ao agradecer dirigiu-se até o quarto de Anna e a viu dormindo apenas de calcinha, a cobriu e acordou Anna aos berros, e não havia outra escolha a não ser levantar.
— Acorde, temos o café de manhã no rancho com os pais do Bill, os padrinhos e madrinhas devem comparecer, tem que conhecer William Hotchnner, o amigo gato do Bill. — a irmã comunicava.
— Espera, William? William Hotchnner é o padrinho do Bill? — pela bebida da noite passada não associou o nome à pessoa.
— Você o conhece? — Becca perguntou.
— Espero que não, eu acho! — Anna respondeu, assustada pensando se fosse o rapaz do bar.
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