Notas iniciais
A parte em itálico são as memorias. Espero que gostem. Boa Leitura.

Ela tinha um sorriso lindo, nunca me senti tão vivo.

Ela era tímida, tinha medo de escuro e de trovões... Ao mesmo tempo... Ela era alegre, não tinha medo e se os tinha enfrentava-os.

O cabelo dela é a coisa mais linda, principalmente quando o vento ,que trazia as folhas secas, vinha.

—A casa está cheia de folhas.- Reclamou a moça para o namorado.

—O que você quer que eu faça?

—Varra!

Ele olhou para ela serio e ela abriu um pequeno sorriso.

—De terno, Elena?

Ela riu.

—Por que não? Ou então tire-o, se quer saber... Você fica bem melhor sem ele.- Ele se aproximou e a puxou para um beijo.

—É mesmo?- perguntou dando pequenos beijos pelo pescoço dela, ela ria.

—É.

—´-´-´-´-

A biblioteca era numa velha casa que ficava no sul do país, velha porém bela, tinha estantes por toda a parte, com livros antigos, que continham historias que poucos sabiam existir.

Havia sinos na porta que tocavam anunciando a chegada de visitantes, tal como um sofá no canto da parede,onde um homem estava sentado lendo seu exemplar de Orgulho e Preconceito, e perto do sofá tinha uma mesa, que assustadoramente tinha um computador novo.

O homem estava intrigado com isso.

—De quem é? perguntou a uma senhora com mais idade que estava sentada numa especie de balção. A mulher sorriu.

—Uma jovem moça, ela vem todas as tardes, é encantadora.- A mulher olhou para o relógio e escultou os sinos tocarem.- Deve ser ela!

Pela porta entrou uma jovem sorridente.

—Boa tarde, senhora.- Falou sorrindo.

Ela tinha o cabelo meio médio e vestia um casaco que logo tratou de pendurar e foi para o meio das prateleiras, se perdendo lá por alguns minutos. Depois voltou com um exemplar de um livro brasileiro. Ela estava tão entusiasmada e era como se ela vivi-se o conto do livro, tanto que sem nem perceber ela se sentou na cadeira e continuou a ler o livro distraidamente, sem perceber a presença do homem.

—A senhorita sabia, que é falta de educação não cumprimentar as pessoas?

A moça pulou da cadeira assustada e se virou. Ambos se olharam incrédulos.

—Elijah?

—Elena? O que faz aqui?

—Estudando.- disse apontando para o livro em suas mãos.-E você? O que faz aqui? Onde estão Klaus e Rebekah? -perguntou, mas logo ficou seria.- Eles estão aqui? — Rapidamente ela se levantou.- Não acredito nisso! Droga! Estava tão bom.- Falou para si mesma se indo em direção a porta.

—Elena? O que está acontecendo?

Ela não deu ouvidos a ele e continuou andando.

—ELENA, EU ESTOU SOZINHO.- Gritou ele.

Então ela parou e voltou.

E ele a convidou para um jantar, e foi lindo.

—O que a trouxe a Amsterdã?

—Um livro.- falou sorrindo, um pouco envergonhada, ele riu.

—Um livro?- Ele perguntou sorrindo, e ficou serio.- Não. Não. Elena, não. Eu não acredito. Você leu a culpa é das estrelas?

—Desculpe.- Respondeu ela tentando não rir.

Foi em vão. Ambos caíram na gargalhada.

Depois do jantar teve encontros, piqueniques... Risos.

As folhas secas caiam. Ambos estamos debaixo de uma arvore, naquele dia tinha varias pessoas no parque, pais brincando com os filhos, cachorros correndo. Então Elijah se levantou da grama e estendeu a mão para ajuda-la a levantar. Fazia quase 6 meses que eles se viam todos os dias, sem parar.

Ela o olhou curiosa e confusa.

Ele se ajoelhou na grama e a olhou bem nos olhos.

Então, ilustríssima senhorita Gilbert, a senhorita daria a honra de aceitar esse pequeno homem como seu namorada?

Os olhos dela se encheram de lagrimas e ela sorriu.

—Eu não sei.- brincou.- Tenho que ver na minha lista.

—Há uma lista? Existe uma lista?

—É claro! Eu sou uma dama muito concorrida, senhor Mikaelson!

Eles começaram a gargalha, ele se levantou e a puxou fortemente para perto de si e a beijou.

—Eu aceito.- sussurrou ela.

E eles se beijaram novamente.

Depois de algumas semanas eles viram que não podiam viver mais nenhum segundo sem o outro, e foram morar juntos.

O barulho dos trovões eram ouvidos por toda a cidade, chovia fortemente.

Elena dormia na cama ao lado de Elijah, a cada barulho ela o abraçava mais e mais, como se ele fosse um cobertor que a protegeria do medo.

E ele sorria.

—Eu sempre vou proteger você.

Ela assentiu e ele a abraçou mais apertado que antes e depois de alguns segundo... Eles dormiram. Salvos.

—´-´-´-´-

Então e as folhas? Elijah!

Mas ele só sorriu para ela.

—Vamos ter a vida inteira para tirar as folhas velhas de nossas vidas. Espere um minuto, eu já volto.

Ele correu para dentro de um dos quartos e voltou segurando uma pequena caixinha.

E como um ano atrás, ele se ajoelhou, no meio das folhas secas de um velho outono e disse as cinco palavrinha que mudaram todo.

—Quer casar comigo, senhorita Gilbert?

—Sim.

E eles sorriram, junto a um velho outono.

Como ele é? Mais que tudo.

Ele é poeta, companheiro, cavaleiro, gentil e, os olhos dele? Quando acordo é simplesmente a coisa mais bela que eu vejo.

Ele é meu outono, tirando todas as folhas secas e trazendo novas...

E trazendo uma nova esperança...

Notas finais
Se alguém tiver lendo comente, por Merlim! Ta bom? Continuo?