Otona Ni Naru Ga Kowai!
3 A "marca"
Escutou o barulho irritante de algo caindo ao chão, acabando por despertar. Ele estava tão cansado que aquele mero rumor parecia mais uma tortura. Chegou em casa há mais ou menos duas horas e adormeceu antes mesmo de trocar de roupa.
Aquela rotina começava a ser cansativa e repetitiva. Aqueles mesmos files que o obrigavam a ler todos os dias enquanto seu irmão fazia a parte fácil por causa daquela maldita plebéia começavam a ser extremamente incômodos.Uma plebéia que por algum motivo tinha se tornado muito mais bonita do que ele jamais havia sequer imaginado que seria. E por algum motivo, todas as vezes em que a olhava, sentia raiva de ter que fazer sempre a parte do vilão. Por mais que isso nunca o tenha incomodado realmente até o momento.Levantou-se após ouvir um ou dois xingamentos. \"O que o tapado do Soul tá fazendo?\", se perguntou em pensamento, colocando uma mão por entre os cabelos grisalhos. Caminhou até o corredor, desceu as escadas bocejando. A luz pro lado de fora já estava bem forte, sinal de que os empregados tinham começado a trabalhar. - Senhor Wes-sama, — uma mulher o estava esperando ao pé da escada; trajava uma roupa de empregada e aparentava ter ao menos quarenta anos de idade — O café-da-manhã está pronto. — disse, curvando-se - Que horas são? — indagou, vendo que seu irmão não estava mais ali.- São 9:30 da manhã. - Desde quando Soul Eater sai tão cedo no domingo? Costuma dormir até o meio-dia. — voltou a caminhar, direcionando-se para uma entrada à sua direita.- Parece que Soul-bocchan foi buscar a senhorita Albarn-san no aeroporto. — a senhora abriu uma porta para que Wes a pudesse atravessar — Disse que voltaria somente pro jantar desta noite.- Hm... Isso é verdade. A garota vem aqui hoje. — comentou, finalmente chegando em frente à mesa farta daquela copa. Frutas, biscoitos, brioches, chás de todos os tipos imagináveis e até mesmo a opção de um café-da-manhã nipônico.Suspirou. Não estava com fome. Sentou-se na ponta extrema, sozinho. Em volta da mesa se encontravam os empregados estatuários, esperando ordens do futuro dono das empresas Evans. - Traga-me um telefone. — ordenou, olhando para um rapaz que deveria ter acabado de entrar para a servitude. — Vamos, mova-se! Com quem acha que eu estou falando?O garoto pareceu assustado, inclinando-se por alguns segundos e logo apressando-se para obedecer a ordem.- Quem te pediu para contratar mais gente? — refiriu-se à senhora de antes — Achei que 30 funcionários fossem mais do que o suficiente.- Foi Soul-bocchan quem pediu para que eu arranjasse um choffer novo. — respondeu, sem sequer olhar o patrão.- Aquele moleque... — murmurou entredentes — Tudo bem. Mas da próxima vez exijo que venham falar comigo ou com meu pai antes de ir chamando pessoas pra dentro desta casa, entendido? — disse imperativo, sem esperar uma verdadeira resposta.- Aqui, Sr. Evans. — O rapaz chegou, dando-lhe um telefone em mãos.- Certo. — respondeu, já discando um número — Por favor, podem me deixar sozinho? Esta é uma chamada importante. — antes mesmo que ele terminasse a frase o recinto encontravasse vazio, com o silêncio sendo quebrado somente pelo longíquo som que vinha de dentro da corneta indicando o começo da ligação.- Alô, Evans-san? — uma voz feminina respondeu depois do terceiro toque.- Marie. — afirmou quem era, apoiando um cutuvelo sobre a mesa — Como foram as coisas? Conseguiu tirar as fotos?- Sim. — disse sem devaneios — Eles jantaram no restaurante do hotel como previsto. Aliás, conseguimos uma cena em que esperavam no elevador juntos. - Excelente. — um sorriso prepotente tomou conta dos lábios gélidos — Quando acha que podem ser publicadas?- Muito provavelmente ainda essa semana. - Realmente um ótimo trabalho, Marie. Será devidamente pagada por isso. - Eu tenho um pedido a lhe fazer. — hesitou, e com o silêncio do outro lado da linha se permitiu de prosseguir — Podemos continuar com ela na agência? Quero dizer, sei que único motivo era uma falsa relação entre a Maka-chan e o Kid-kun, mas... - Gostou do trabalho dela? — perguntou, seguindo uma leve gargalhada — Pode continuar, sim. Só vai me ajudar.- Certo. Era isso?- Sim. Até. — apertou o botão vermelho, jogando a cabeça para trás. Prensou os olhos e logo os reabriu; mais isso tinha sido feito. Agora o jeito seria separar Tsubaki de Black Star...Acordou com o barulho de um carro pro lado de fora. Não chegou a abrir os olhos — antes disso constatou que sua cabeça doía. E muito. Um gosto amargo de sangue tinha se instalado em sua boca — passou a mão sobre a mesma, olhou os dedos. Por algum motivo também tinha este liquido espalhado pelos lábios. Olhou-se em volta: Estava completamente sozinho. Mas também pudera, eram às 11 da manhã! Maka deveria estar chegando em casa naquele momento. Sentou-se na cama, pensando na noite anterior. Prensou os olhos e massageou as têmporas. Ele não se lembrava de mais nada depois do segundo copo. Maka também lhe parecia meio \'alegre\' antes de apagar completamente.
- Mas, espera. — Kid disse a si mesmo, arregalando os orbes — Será que eu e a Maka...?O avião pousou com alguns minutos de atraso. Maka não teve muita escolha a não ser colocar um band-aid por cima da ferida — a estação não era fria o bastante para se usar uma blusa de gola alta. Depois de pegar a pequena mala se direcionou à porta de saída, vendo Crona acenando para ela bem à frente.Se perguntou aonde Soul estava. Ele disse que iria buscá-la, mas a mansão dos Evans era bem afastada do centro da cidade. Ele teria que sair algumas horas antes para enfrentar o tráfico, o longo caminho e ainda chegar em horário.Mas era um alivio; ao menos teria tempo para decidir o que fazer com aquele chupão sangrento.- Maka, como foi o serviço? O modelo com quem trabalhou era profissional? — perguntou sua agente com um sorriso meio torto sobre os lábios pouco acostumados àquilo — Choveu bastante ontem, né?!- Verdade. — suspirou, dando de bruços — Mas eu estou com um grande problema, Crona.- Qual? — indagou apreensiva, começando a caminhar ao lado da modelo que empurrava seu carrinho com somente uma bolsa e uma mochila em cima.- Sabe o que fazer com mordidas? — levou uma mão ao queixo, pensando numa solução para o que havia pedido.- Hã? Um cachorro te mordeu?!- Não, no pescoço! — apontou para o ferimento coberto pelo band-aid.- AHHH! Um vampiro te mordeu?!?! — berrou, parando de andar — Maka, eu não sei lidar com isso!- Cala a boca, Crona. — a Albarn deu um sorriso de leve para um casal que por ali passava, disfarçando o escândalo — Eu quero dizer um chupão! Como eu faço para esconder um chupão do Soul?!- E por que precisaria esconder um chupão de mim, Maka? — ela ouviu uma voz vir de trás dela, e seu sangue congelou. Literalmente. O olhou de eslaio, com uma face amedrontada. Percebeu que era realmente a pessoa que mais temia que fosse: Soul Eater Evans.- Uh? — ele passou a mão perto de seu pescoço, retirando o curativo — E o que seria isso, senhorita Albarn? — indagou, com as sobrancelhas arqueadas. Ele podia ver claramente a marca de dentes que tinham se enfiado naquela pele fina.\"Merda.\" — pensou, engolindo seco.
Notas finais
Capitulo beem curtinho, mas o outro será maior e melhor!
E agora? Será que a Maka vai conseguir se safar dessa? Ou melhor, será que o Kid vai se lembrar o que fizeram naquela noite no quarto de hotel?
Acompanhe "Otona ni naru ga Kowai" para saber o resto!
Uhm... Reviews, ok?
E agora? Será que a Maka vai conseguir se safar dessa? Ou melhor, será que o Kid vai se lembrar o que fizeram naquela noite no quarto de hotel?
Acompanhe "Otona ni naru ga Kowai" para saber o resto!
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