Narração de George

Minha mãe biológica é filha de uma aranha gigante? Sério?

Quando ela falou que a raça dela não cria os filhos não estava brincando com assunto.

Por que eu não fui criado por um mostro gigante? Seria muito maneiro. Bem melhor que a gorda anã da minha mãe e o hobbit emo do meu pai.

Será que todo troll tem um monstro gigante como mãe ou pai?

– Você anda muito indisciplinada. Quando era pequena você me obedecia – aranha dirige a palavra para minha mãe biológica. Difícil pensar que a rainha dos góticos já foi obediente a alguém.

A aranha ainda faz crescer as patas amputadas.

– Era pequena não tinha muita força. Diferente que tenho força suficiente para fazer o que quiser – minha mãe biológica responde.

– Vriska. Essa aranha é sua mãe mesmo? – o mago pergunta.

– O termo correto ela é minha lusus, nome que é dado por monstros que nos cria. Essa é a “Mãe Aranha” – que inveja, eu queria ser criado por um monstro gigante.

– E essa é a gratidão de uma cria ingrata ataca sua lusus sem motivo e ainda me impedi de me alimentar de um troll. Esqueceu que trolls são meu prato favorito? – mesmo dirigindo a palavra para minha mãe biológica está olhando diretamente para mim. Nem fudendo vou deixar ela me comer – cadê aquela cria que me trazia sempre trolls para mim?

Eu sabia que Vriska não era flor que cheire, mas que ela caçava sua própria caça para alimentar é demais. Será que ela era temida pelos outros trolls?

– Sim, mas você se esquecia se não te alimentasse você iria me comer.

– Nada como uma pequena motivação para direcionar dos seus deveres. Só isso que te pedia e dava tudo para ti, inclusive dei as dicekinds que pertenciam Mindfang – ta legal. O que é “dicekinds” e quem é Mindfang? – ainda te alimentava bem. Tanto que você era gorda no passado – o que? Vriska já foi gorda?

– Eu não era gorda, só tinha ossos grandes – vejo que minha mãe biológica ficou com raiva.

– Sempre um gordo usa essa desculpa de ossos grandes – disse a orc rindo.

– Gorda é o caralho – disse Vriska.

– Eu te entendo, também tinha ossos grandes no passado – disse o mago.

– Que bom que você me entende Eric.

Eu chego à conclusão que meu destino era ser criado por uma gorda de um jeito de outro.

– Olhando a sua roupa vejo que está na pirataria – disse a aranha.

– Eu sempre fui pirata.

– Você me dá pena, Vriska. Ainda com essa mania de seguir os passos de Mindfang? Teve kismesis com descendente Dualscar, fez moirail com a descendente de Dolorosa e ainda tentou matesprit com o descendente Summoner. Será que tudo se faça é uma tentativa desesperada de seguir os passos de sua ancestral e ainda tem fracasso com isso. Foi morta pela descendente de Redglare e protege sua cria. Você me envergonha.

– Cale a boca – Vriska ficou nervosa.

– O destino da sua mãe agora está em suas mãos, Vriska – disse o mago chamando atenção de todos – eu prendi as pernas da aranha com magia da terra.

Acho que magia é muita mamata em uma luta, mas tenho que admitir que o mago fez uma coisa boa. Estou ansioso para ver o massacre. Espero que a aranha grite de dor.

Narração de Bebe

– Por que você usa essa mascará? – a gótica pergunta para princesa Kenny.

– Quando o rei tem muitos herdeiros os mais novos precisam usar máscara em sinal que sua voz não vai atrapalhar o reinado do primogênito – responde a princesa.

– Que conformista – diz a gótica. Será que nada agrada os góticos? Não é à toa que Wendy nunca conseguiu alguma aliança política. Eles são difíceis de fazerem algum contato social.

Percebo que Jenny está brava desde quando a gente saiu do recinto dos góticos. O que deu nela? Butters está dormindo, o prisioneiro elfo está de braços cruzados e Tammy está muda e sempre prestando atenção em volta como uma boa guarda costa.

– Jenny. Vamos fazer a guarda da carruagem no lado de fora – olho para ela como se tivesse falando “vamos para fora”.

– Sim – ela se teletransportou para acima da carruagem.

– Princesa Kenny. Com licença – digo para ela.

– A vontade — ela diz, enquanto tenta conversar novamente com os góticos.

Saio através da janela e subo na carruagem que se encontra em movimento e ficamos na extremidade traseira para ter um pouco de privacidade já que Token esta pilotando a carroça.

– O que se passa, Jenny. Por que está tão emburrada? – eu pergunto.

– Eu conseguiu dominar meu mestre – ela diz olhando para frente.

– Dominar no sentido...

– Eu o dominei na cama.

– Oh. É uma surpresa e por que ta brava com isso? Ele não é bom de cama? – eu não entendo o problema.

– Não é isso. É que pensava que depois de mostrar quem é que manda ele seria meu e não iria mais procurar a princesa, mas parece que estava enganada.

– Ouvir os rumores que Eric impediu que a princesa Kenny brigasse com a Vriska com um beijo.

– Como ele pode beijar depois de aceitar quem ele deve obediência? Isso não é justo.

– Sabe Jenny. Por mais fico contente em ver você apaixonada e toda sua determinação em conquistar o homem da sua vida, mas está esquecendo algum detalhe.

– E qual seria?

– Que aquele homem que tanto almeja é um homem que já foi rei, segundo as lendas estiverem corretas.

– E o que isso significa?

– Que nenhuma amazona vai conseguir deixa-lo submisso, porque aquele homem não tem perfil de ser submisso.

– Mas conseguir faze-lo submisso na cama.

– Uma coisa é uma boa noite de sexo. Ele poderia ser gay passivo, mas mesmo assim não deixaria de ser um rei. Se você tentar força-lo ele vai te odiar.

– E como faço para ele só olhar somente para mim?

– Seja natural. Ele já te ver como mulher e reconhece isso. Você conseguiu colocar dúvida no coração dele, afinal ele não se entregou para princesa por completo, porque se Kenny tivesse conseguido ele deixaria de te treinar.

– Eu gostaria que a princesa vagabunda não se interessasse pelo meu Eric.

– Você escolheu justamente um homem muito visado. Quem é uma mulher humana que não queria está com a lenda viva?

– Inclusive você? – ela me olha com raiva.

– Eu até pensei, afinal ele é bonito, mas vi que a concorrência estava alta, portanto já tirei meu cavalinho na chuva.

– Ainda bem. Já não basta ter a princesa disputando meu Eric.

– Não é só ela que ta interessada nele. Aquela guardiã da princesa está na parada também.

– Até ela, mas ela nunca vai tirar o homem que a princesa, as guardiãs tem um código de honra muito grande.

– Sim, elas tem, só que ela pode ser uma concubina. E se a princesa curta algo a três, pior ainda. Acho que você ta em desvantagem.

– Ah não. O que eu vou fazer? – ela se desespera.

– Você pode equilibrar as coisas.

– Como?

– Fazer Shelly entra na jogada. A nossa orc parece que ta caidinha pelo mago.

– Shelly ta interessada pelo meu Eric?

– Ela tenta disfarçar, mas parece que nossa orc ta gamadinha pelo mago.

– E como isso vai me ajudar?

– Simples. Faça Shelly sua neko, assim ela está em domínio pode fazer ela também seduzir o mago e ela ser a concubina dele.

– Mas isso não faz a gente usar a Shelly?

– Pelo contrário. A gente ta ajudando ela. Lembra a tadinha ficou por muito tempo com o cinto de castidade élfico, ainda ela uma das orcs mais poderosas e senão a mais poderosa que faz os outros orcs ficarem com medo dela.

– Ah é. Shelly está entre três os orcs mais fortes, seguido pelo seu pai e um misterioso orc chamado Orc Aranha.

– Mas você tem a vantagem de ser treinada pelo Mago Lendário. Você pode vence-la.

– Até que é um bom plano, mas não sei não. Mesmo que Shelly concorde ela é um orc e os homens não gostam de ficar com orcs por parecer muito intimidadores.

– Pelo que vi no Eric revelou que não é um homem que se intimida. Não se intimidou com aquela ser de nome estranho. Como chama mesmo, Vriska?

– Sim. Esse é o nome.

– De qualquer jeito é um homem que encara o próprio demônio sorrindo.

– Falando assim até parece que ta interessada pelo meu Eric.

– Ele ta tendo muita concorrência, nem penso. Ainda mais Butters parece muito agradável.

– Butters, o paladino?

– Sim. Ele tem um ar de ingenuidade que dá um ar de inocência, sem contar que ele é dos mais fortes paladinos que tem na capital. Deve ter um corpo bem viril.

– Você com seus gostos.

– Ao contrário de você eu não tenho um desejo oculto lésbico pela Wendy.

– Como assim?

– Não reparou que Wendy e Eric são muito parecidos? São pessoas que não se intimidam com ninguém e tem cara que são capazes de fazerem tudo para realizar seus objetivos.

– Wendy é mais certinha, enquanto meu Eric é mais rebelde.

– Se pensa assim, pra mim tudo bem.

– Eric vai ser meu.

Jenny, Shelly, a princesa e a assassina. Quantas mulheres para um único homem. Eu acho bonito, mas não é tudo isso. Agora a disputa vai ficar em dubla, eu quero o resultado disso. E se aparecer uma quinta fêmea?

Eu estou fora disso, ainda bem. A gótica anã já é casada, já tira ela na parada. Agora resta é essa tal Vriska. Difícil dizer sobre ela já que não é nenhuma raça conhecida. Eu nem sei se ela é uma fêmea mesmo. Vai que ela tem um pênis. Se analisar que ela mostrou asas de borboletas naquela luta que teve eu chuto que ela tem características de inserto. Vai ver que ela tenha um tipo de tentáculo no lugar da vagina, mas isso não sei. Não sou especializada em insertos muito menos em adivinhar anatomia de seres desconhecidos.

Vejo de longe a taberna e algo muito curioso está na frente do estabelecimento: uma carruagem real. Sei que o rei não viria pessoalmente aqui, então quem seria?

Lembro-me da terceira herdeira ao trono da família real: a princesa Karen.

Narração de Shelly

Eric foi muito esperto em aproveitar a enrolação para prender as patas da aranha. Muito esperto. Então a chifruda tem suas fraquezas mostrando que não é invencível. Parece que ela tenta ser mais durona do que realmente é.

Ela me lembra um pouco de minha própria pessoa. Era muito reservada até no recinto das amazonas aonde conseguir amigas. A chifruda ficou 100 anos no recinto dos góticos e foi considerado como deusa, mas parece que não tem nenhum amigo. É uma vida bem triste.

– Muito interessante – disse a chifruda – então ‘mãe’ gosta de trolls? Tenho um especial para você – vira para o chifrudinho – o moleque! A aranha é toda sua. Divirta.

O moleque dá um sorriso como se tivesse ganhado um brinquedo novo. Parte para cima da aranha metendo diversas facadas. Pelo menos o Eric tampa a boca da aranha para ela não gritar de dor. Curioso que o sangue da aranha é azul escuro e se não me engano é a mesma cor de sangue da chifruda.

– Tudo bem do George matar sua mãe, Vriska? – Eric pergunta para chifruda.

– Ela que se foda. Não devo nada para ela. Ela me chamou de gorda. Como pode.

– Eu compreendo. Já fui chamado de gordo muito no passado.

Eu imagino a cena dos dois sentado na mesa e brigando por comida. Eu suprimo minha risada.

– Alias, Vriska. Tenho minhas dúvidas – Eric pergunta para chifruda. Enquanto vejo o bárbaro loiro tremendo no canto. Sério? Que tipo de bárbaro é aquele?

– Fale aí.

– O que é dicekinds?

– Meus dados.

– Quem é Mindfang?

– ‘Marquise Spinneret Mindfang’ é minha ancestral. Uma das 12 trolls lendárias que já existiu. Ela foi uma pirata lendária rivalizando com ‘Orphaner Dualscar’ e acabando com o reinado de ‘The Grand Highblood’. Minha heroína e inspiração – estranho ver a chifruda empolgada como uma menininha alegre, isso me assusta.

– Esses dois que você citou quem são?

– São outros dos 12 trolls lendários. Dualscar era o antigo kismesis de Mindfang até dando um piti, porque minha heroína tava começando a ter um matesprit com Dolorosa, uma das dozes trolls mais polemicas que já existiu e também dos dozes – kismesis, matesprit. Que porra é essa?

– Por que polemica?

– Porque ela foi a única troll que criou sua própria cria – a raça dela não cria seus filhos? Que estranho.

– A descendente de Redglare foi sua kismesis?

– Eu prefiro não falar no assunto – parece que esse assunto a chifruda é sentida com isso.

A atenção é desviada quando reparamos que o chifrudinho terminou de matar aranha. Está todo sujo de sangue azul escuro. Eric faz uma magia que limpa ele.

– Eu vou no ‘banheiro’ – disse Eric.

– Eu também – disse o chifrudinho.

Os dois se distanciam para ter privacidade.

– Essa alma não vou deixar escapar – disse a fadinha falante fazendo aparecer uma pote e sugando um tipo de área da aranha que presumo que seja a alma – meu pai, vai ficar feliz ter mais uma alma no inferno.

– Então quer dizer que aquilo foi sua mãe? – puxo papo com a chifruda.

– Eu diria que foi a lusus que criou – responde ela – e antes que pense tirar onda com o meu passado eu sei decifrar a vida de qualquer um. Consigo ver sua amargura na vida sentimental por causa de sua aparência, o nojo e o medo que os machos das mais variadas espécies tem por ti, assim como também sua necessidade de sempre bancar a forte. Tem certeza que quer mexer comigo? – ela pergunta com um sorriso de puta no rosto e bate o cabelo.

– Não – desvio o olhar. Mexer com ela é perigoso.

Narração de Cartman

– Por que você tampou a boca da aranha? Seria divertido ouvir os gritos dela – fala George.

– Quando se ta em uma floresta sombria não pode dá mole. Vai que chegar um exército de vampiros?

– Simples. A gente mata todos.

– Eu não sou psicopata para ter esse gosto de matança, mas um exército inimigo aumenta as chances de nós sermos morto no combate.

– Mas você não é um mago lendário?

– Sim, eu sou, mas isso não quer dizer que sou invencível – vejo que estou distante das garotas e do Tweek – aqui mesmo – abaixo um pouco a minha calça para poder mijar.

– Certo – George vai na arvore no lado e faz o medo, mas que porra é essa?

Aquilo é o pau dele? Parece uma minhoca com cabeça arredondada aonde não se sabe aonde começa e termina a ‘cabeça’ com uma lista azul escuro no meio e o saco é achatado. Meu deus, isso é um pau de um troll. Pior que isso é grande. Maior que o meu. Espero que a raça troll seja naturalmente bem dotados eu detestaria. Eu não gostaria que ele esteja na média e eu na baixa. Será que as garotas com quem transei estavam falando a verdade?

Narração de George

Termino rápido. O mago está ainda mijando (parece que ele estava apertado). O pau dele é bem diferente do meu. Tipo, é rosado, menor que o meu, tem uma cabeça vermelha e um saco mais cheio. Eu achei bonito.

Pera aí? Eu pensei bonito? Que porra é essa? Desde quando eu sou viado? Eu sei que eu gosto de mulher. Não quer dizer nada eu ficar olhando para o pau dele desde quando começou a mijar e que forçando a vista posso ver parte da cocha. Não, eu sou... normal.

– Algum problema? – ele diz guardando o pau. Que pena. Pena o caranho. Eu não sou gay.

– Nada – eu coro.

– Ok... – ele faz duas bolas d’águas surgirem uma joga na minha mãos e outra nas próprias. Boa, lavar as mãos.

Ainda penso naquele pau diferente, imagine se estivesse... que to pensando. Acho que a aranha deve ter tido algum veneno. Isso está me afetando. Até estou sentindo... mais apertado.

CONTINUA

Notas finais
Esse capitulo foi um curioso a sua escrita porque escrevi junto com “Green Vs Purple” que também é narração em primeira pessoa. Nesse capitulo aprofundei um pouco mais na biografia de Vriska. Alguns pontos curiosos para comentar: - Vriska é gorda? É um assunto a discutir, porque assim como South Park, Homestuck assumi um estilo de traço simples que não mostra detalhes de fisionomia real dos personagens. Já teve alguns personagens que foram comentados que eram gordos, mas nenhum tem traços que demonstre que eles são gordos ao estilo Cartman. Como em certa vez em South Park os meninos comentaram que Clyde era gordo, mas não tinha nenhum traço que identificasse isso. Eu tenho uma teoria que Vriska talvez seja gorda porque a ‘mãe’ dela sempre ameaçava de come-la. Faz sentido deixar sua presa gorda para comer; - Sobre o pênis dos trolls. Esse foi uma invenção minha para esta fic e “Entre Equilíbrio e a Realeza”. Existe uma grande discursão sobre anatomia dos trolls se eles são seres com sexo distintos ou seres hermafroditas. O headcanon mais famoso que eles são hermafroditas (particularmente detesto isso). Poderia demonstrar todos os argumentos, mas pra resumi uma personagem mostra que é a prova que os trolls tem sexo distintos: uma troll feminista. Até a próxima.