Narração de Vriska

A misteriosa aranha gigante era todo esse tempo minha lusus. Como isso é possível? Eu mesmo a matei no passado. Ta certo que foi para poupá-la de uma morte terrível. Pensava que poderia matá-la, mas não conseguir. Ainda sou fraca. Preciso ser mais fria, senão nunca vou ser forte.

– Preciso fazer uma pausa – disse o Eric.

– E para que? A gente ta quase saindo da floresta – eu digo.

– Estou cansado – ele caminha em uma arvore e se senta.

– Qual é? A gente andou muito pouco e na luta contra minha lusus nem suamos a camisa. Até o doído 8ár8aro está em plena forma – escuto até o 8ár8aro loiro gritar de susto. Esse humano tem pro8lema. Como ele conseguiu fazer parte da guarda da princesa?

– Vriska. Eu não to conseguindo da mais um passo. Vai na frente, enquanto me recupero um pouco – ele me responde com um olhar de cansaço. Que porra é essa? Momentos atrás ele estava 8onzinho.

– Será que aranha o envenenou? – disse minha cria me chamando atenção. Será que Eric foi ferido.

– Não – respondeu a orc – eu vi que ele não rece8eu nenhum ferimento. Será que aranha tem algum poder?

– Não tem – eu respondo.

– Eu sei o que é – a fadinha morcega fala e todo mundo presta atenção nela – Eric está com espirito a8alado.

– E o que quer tem isso haver com ele está cansado?

– Por ele ser mago. Sua classe é uma das mais poderosas por dominar magia como ninguém, mas isso causa um preço: sua alma fica conectado com a essência da magia, ou seja, se existir um desgaste mental ou uma forte emoção pode afetar o usuário. Isso pode ser mais forte dependendo do grau de magia que o mago tem – perce8o que evita falar detalhes.

Nossa, a classe Mago só se fode independendo qual universo seja. Pelo menos no meu universo os magos só se fodem fisicamente como a Meulin que ficou surda e Sollux que ficou cego. Outra classe que se fode legal é o Príncipe que faz seus poderes voltarem contra o próprio usuário.

O que ta causando desgaste no Eric?

Eu não sei ler mentes, mas tenho uma dedução muito forte que dá impressão que leio mentes. Eu sou foda por isso.

Sei que Eric é o Mago Lendário ou Mago Vermelho como meus súditos chamam. Nenhum dos góticos sa8e quando começou a lenda, mas Eric falou que foi rei a milênios atrás. Pelas lendas falaram que foi morto pela demônio elfa, mas parece que foi preso que justifica dele está sumido a tanto tempo. Ainda que ele já fez aliança comigo e com as amazonas em pouco tempo.

Chego à conclusão que Eric está estressado por resolver os pro8lemas do reino dos humanos e está em conflito com seus quadrantes já que não é comum ter mais de um parceiro. Esse último ponto que acho uma frescura, afinal aonde eu vi não tem nenhum pro8lema em ficar com mais um quadrante. Minha kismesis tinha um matesprit com um humano e não via nenhum pro8lema com isso.

Tam8ém as vadias não dão sossego para ele. Dão e ainda querem co8rar relacionamento sério. Por que elas não podem compartilhar? Pelo menos a princesa e sua guardiã entraram em um acordo, mas ainda tem o conflito com aprendiz dele. Ainda reparo que se a orc tiver uma oportunidade entra na jogada tam8ém vai querer exclusividade. Humanos são egoístas por quadrantes. Eu chuto que ela deva fazer um acordo com a maguinha.

88oto fé no Eric, porque mesmo desgastado por todos os pro8lemas ainda é focado. Se tem um o8jetivo já cumpri. Eric é 8em diferente do John, aquele viciado de filmes ruins.

Que nerd 8undão. Nem pra salvar irmã larga de idolatrar esses filmes de 8aixa qualidade. Ainda o puto me fez gostar dos filmes de Nicolas Cage. Eu não sei como conseguir gostar do filme daquela merda. Quando se é mais novo temos gostos péssimos. John, eu quero que se foda aonde você esteja.

Vejo a fada muda alisando a testa do Eric preocupada. Para quem gosta de história infantis essa seria uma cena muito 8onita de ver. Ele caiu no sono, parece que a fada do inferno não estava 8rincando quando falou do desgaste de sua alma. É fresco para meu gosto, mas sei que a classe maga se fode não importa qual universo.

– Precisamos nos apressar – vi a orc pegando Eric no colo. Eu até o pegaria no colo, mas a orc de dispões, então deixa quieto. Claro que ela está fazendo isso com intenção de ser um quadrante dele.

– Para mim tanto faz – digo ficando na minha.

– Isso tá ficando... – me aproximo de minha cria e dou um murro na ca8eça dele – cale a 8oca moleque. Se ta chato se mata.

Ele me olha com raiva como se quisesse me matar, mas nem se atreve mexer um dedo. Eu adoro o jeito de impotência dele. Acho que deve ser por isso que os humanos criam suas crias: para a8usar de seres mais fracos.

– Isso foi uma ótima ideia – disse a fada do inferno – se deixássemos aqui meus súditos pensariam que era um sacrifício vivo.

Por que será que não levo a sério esse lance dela sair do inferno? É a primeira vez que vejo que a religião de Gamzee é mais maneiro se comparar com esse inferno desse universo.

Narração de Karen

– Karen, o que você está fazendo aqui? – disse a minha irmã assim quando me vê.

– Estava com saudades de você também, irmã – eu abraço – eu vi com uma expedição porque você não deu notícias e nosso irmão está preocupado.

– Desculpe Karen, tivemos uma vida muito atarefada. Fazer alianças com as amazonas e góticos não foi fácil – ela retribui o abraço.

Dou uma olhada e vejo uma ranger, uma anã, um hobbit, um elfo que nunca os vi na vida e o mesmo grupo de sempre. Espera aí, um elfo? O que ele está fazendo ali?

– Cadê o senhor mago? – eu pergunto.

– Está na caçada de uma aranha gigante com a líder dos góticos e seu filho biológico – respondeu minha irmã bem preocupada.

– Não se preocupe com isso Kenny. Eric vai voltar em segurança – Tammy chega perto e toca do ombro da minha irmã. As duas olham afetivo.

Espera aí. O olhar está diferente, antes eram só grandes amigas agora parecem amantes. Será que as duas ‘brigaram de aranha’? Nossa se tiver é tão linda as duas juntas. Eu apoio muito esse relacionamento da minha irmão. Kevin se fudeu em não deixar Kenny namorar, ele nunca imaginava que nossa querida irmã teria a virgindade tirada pela guardiã. Ou pelo menos, eu acho. Afinal ainda não sei o que rolou com ela nesses últimos dias. Do jeito que ele estava falando do Cartman parece que tem um sentimento forte. Uma história de amor muito bonita entre Kenny, Tammy e Cartman. Como pode se chama isso? ‘Kererimmy’? Não sei, mas o nome parece agradável.

– Irmã. Quem é esse elfo? – eu vejo um elfo de aparência estranha. Pelo menos não parecendo com os elfos convencionais.

– Pode não parecer, mas sou um prisioneiro dessa estranha comitiva – disse ele se sentando em uma cadeira.

– E o que você fez para ser prisioneiro? – não vejo nenhuma corrente, imagino que ta enfeitiçado.

– Apenas estava tentando acabar com a tirania dos góticos sobre os mares, mas falhei e meus tripulantes foram mortos pela demônio dos góticos.

– Não fique com pena, Karen. Ele era um pirata. Não caia na laia dele – responde a minha irmã.

– Eu não nego que sou um pirata, mas vocês humanos fizeram aliança com uma demônio pirata – disse o pirata.

– Demônio? A líder dos góticos é tão mal assim? – pergunto.

– A aparência chega da essa impressão – disse minha irmã.

– E que raça é essa líder dos góticos?

– Parece que não é de nenhuma raça conhecida. Pelo que entendemos parece um ser vindo de outra dimensão.

Olho em volta e os góticos já se sentaram em uma mesa para beber. A range está em um canto o Butters. Jenny foi para outro canto e começa ler um livro. Tammy e Kenny foram para o Jessica acertar. Enquanto o elfo vai em um canto sentado em uma cadeira encostado na parede aonde cruza os braços e fecha os olhos. Eu vou em direção do elfo.

– Qual é o seu nome? – eu pergunto.

– Eu me chamo Issac Broflovski, mas pode me chamar de Ike.

– Broflovski? Você é da família real dos elfos?

– Eu sou adotado. Eu sou um elfo da longínqua terra além de Zaron, o Canadá.

– Canadá? Só ouvir falar de lendas. Sabe como é essa terra?

– Eu ainda não fui lá, passei boa parte da minha vida tentando a supremacia do mar, mas falhei miseravelmente. E agora sou prisioneiro de sua família. Pelo menos estou sendo tratado como convidado. Princesa McCormick como se chama?

– Karen.

– Karen. Bonito nome.

– Obrigada Ike.

– Sempre queria saber, porque você e sua irmã usa um véu que tampa a boca.

– Na minha família tem uma tradição que os filhos mais novos tem que usa esse véu em sinal que sua voz não vai influenciar o reinado do primogênito.

– Ao meu ver isso não impede de sua irmã tem um poder político influente. Apesar que o Mago Sangrento estava fazendo todo trabalho.

– Magro Sangrento? Está se referindo ao senhor Cartman?

– Sim. Como vocês chamam ele?

– De Mago Lendário ou Mago Vermelho.

– Eu nunca entendi do porquê dos humanos gostarem dele.

– Motivo é simples. Ele foi um rei que trouxe a prosperidade em pouco tempo coisa que a antiga família real, Donovans, não conseguia a gerações. E ainda acabou com a tirania do deus elfo.

– Seu rei assassinou diversos elfos, incluindo meu avô, fora de inúmeras florestas foram devastadas.

– Também seu povo matou um número incontrolável de humanos. As florestas que extraímos recursos a maioria estavam no território dos humanos e não desmatamos tudo. Só o necessário para trazer a prosperidade do meu povo.

– A natureza precisa pagar por essa prosperidade?

– Se os elfos compartilhassem com suas magias únicas de manipulação da natureza não seria necessário esse desmatamento. Você é um elfo que defende muito a natureza?

– Para ser sincero não. Eu peguei muito o gosto do mar.

– Alias. Se você é filho adotivo da família real. Isso te faz príncipe.

– Sim, me faz.

– Por que decidiu ser um pirata?

– Minha mãe me recomendou a sair de meu lá para não me transformar em um newhalf, portanto virei um elfo renegado.

– O que é newhalf?

– Eu não sei. Parece que diferenciam as elfas,

– Já é difícil para um humano diferenciar dos elfos para elfas, imagine das elfas para as newhalfs.

– Nós elfos não sabemos como você conseguem diferenciar a tribo da china para a tribo do japão.

– Nós não conseguimos também.

Nós dois irmos. Até que Ike é gente boa e ainda bem bonitinho.

Narração de Bebe

É um pouco chato quando não se tem nada para fazer. Esse foi um dia que não teve nada para fazer, mas bem melhor do que ficar na burocracia da amazonas. Paquerei o Butters, conversei com Jenny, explorei um pouco dos arredores, me enturmei com a princesa (que descobrir que temos gostos bem em comum) e coloquei o papo em dia com Jessica.

Uma parte da tarde eu fiquei curiosa, porque apareceu uma garota ruiva parecendo que é uma cigana. Por que reparei nela?

Porque quando ela entrou Butters ficou com uma cara triste. Ela não fez nada demais e mesmo quando foi embora Butters permaneceu triste. Quem é ela e qual rolo que teve com meu paladino?

Já digo que é meu, porque sou uma amazona no fim das contas.

– Butters. Algum problema? – eu chego perto dele que estava na porta do estabelecimento.

– Não. Nenhum problema – ele fala comigo sem me olhar nos olhos.

– Quem era aquela mulher? O que ela fez com você?

– Lexus não me fez nada.

– Então o nome dela é Lexus.

– Oh hambúrguer.

Eu sempre me pergunto porque Butters fala hambúrguer.

– Butters pode contar para mim. Quem é Lexus e qual foi seu rolo com ela?

– Ela foi minha ex-namorada. A única que toda minha vida.

Fico chocada com essa revelação. Como um rapaz tão bonito só teve uma namorada na vida?

– E seu lance entre vocês não terminou muito bem? – eu pergunto.

Butters me conta seu relacionamento com detalhes. Eu descobrir que não era bem um relacionamento, mas que ele foi vítima de uma piranha. Reparando bem que aquela cigana é da tribo das súcubos. Tudo começou quando Butters tinha 12 anos que foi convidado por alguns colegas nobres a visitarem uma tenda de alimentação dessa tribo. Basicamente é um tipo de restaurante que mulheres atraentes servem os homens. Para conseguir gorjetas maiores as ciganas seduzem seus clientes. A primeira vista parece que são prostitutas, mas elas nunca se entregam para os clientes, apenas manipulam.

Butters se apaixonou por uma cigana que extorquiu muito de seu dinheiro até dispensa-lo como se fosse nada. Fico até espantada que Butters considerou como namoro. Nem abraço ela dava nele, no máximo um beijo na bochecha e passar a mão nas costas.

– Então quer dizer que você nunca beijou ninguém na boca? – eu pergunto me aproximando.

– Nunquinha.

– Acho que está na hora de ter sua primeira vez.

– O que... – pego ele de surpresa roubando seu primeiro beijo.

Butters tem uma fofa quando arregala os olhos sem saber o que fazer. Pouco a pouco fecha os olhos para aproveitar seu primeiro beijo. Incrível como são lábios que não estão acostumados para essa tarefa, mas não são lábios ansiosos ou precipitados que facilitam o ensinamento, diferente dos meus que lábios já treinados na arte de beijar. Ele entrelaça minha cintura de forma suave, enquanto abraço seu pescoço para ficamos para estamos em perfeita sincronia. Butters é tão doce beijando me fazendo sentir como sendo a mulher única do universo. Tenho certeza que meu paladino seria o único que me faria sentir assim.

Pegando em base dos homens que estão na comitiva posso descrever como seria ficar.

Tweek é que vejo que tem uma personalidade mais parecida com Butters, mas dominado pela paranoia e do medo.

Token é um homem sem graça, tipo não seria ruim de ficar com ele, mas não seria também bom.

George seria uma experiência exótica, já que é um ser estranho, mas ele é muito garoto. Ike também é garoto e ainda é um elfo, é nojento só de cogitar ficar com elfos.

Não sei porque, mas pensei na princesa Kenny se fosse um homem, imagino que teria pegada, mas seria um galinha que só.

Pete é casado então nem imagino.

Por fim Cartman, a celebridade do reino dos humanos, seria bom para só ficar com ele, porque parece que tem um jeito badboy e ficar vangloriando que fiquei com uma lenda, mas para um relacionamento sério não vejo futuro, já que tenho que conviver tendo Wendy como amiga, não queria ser casada com uma ‘Wendy de calça’, ainda mais a concorrência ta grande demais. Ele pode ser bonito, mas não é tudo isso que algumas pensam. Eu até me pergunto como Jenny ficou tão apaixonada por ele.

Queria aproveitar mais o beijo, mas a porta da taberna se abre revelando o grupo que perseguiu a aranha retornou. A primeira vista parece que foi um sucesso a caçada, mas vendo o Cartman (não sei porque, mas acho melhor sonoro referi-lo agora no seu sobrenome) sendo carregado no colo da Shelly. O restante do grupo fica abalado.

– Mas o que aconteceu? – disse Kenny já desesperada.

Tweek e Shelly estavam com receio de falar, George não se preocupa e vai de encontro para os pais adotivos, parece que a única disposta a falar é Vriska que bate o cabelo e fica com cara ‘eu sou vadia’.

– O que aconteceu? Simples a caçada foi bem sucedida. Conseguimos ainda sem nenhum arranhão – conheço uma vadia quando vejo uma e essa Vriska é uma de primeira. Uma vadia do tipo venenosa cuja satisfação é ver o sofrimento dos outros.

– Mas por que o Cartman ta desmaiado? – pergunta a Jenny. Porra maguinha, não caia na tenha dessa vagabunda. Agora é tarde demais, ela vai soltar seu veneno.

– Por que será? Não é porque desde quando ele foi solto de sua prisão o que vocês não pararam de fazer é explorar sua lenda. Muito confortável usar alguém desnorteado para fazer um trabalho sujo – eu sinto um pouco culpada em não perceber isso e parece que essa culpa é compartilhada (exceto para os góticos e para o prisioneiro elfo), mas que fica com mais culpa é a princesa e Jenny – e sabe o que é pior? – parece que a vadia não terminou – que a única preocupação era para quem marca território primeiro se és que vocês me entende – olha para Jenny, Tammy e para princesa – parece que as mulheres de Zaron gostam de serem as únicas para seus homens, mas o mago vai ser recuperar ou será que não? – vai para o balcão e pede uma Vodka.

Acho que só resta fazer é levar Cartman para o quarto.

Narração de Cartman

Sempre decepciono todo mundo, sempre foi assim. Decepcionei minha mãe sendo um menino minado. Decepcionei minha irmã por não ter amadurecido como deveria. Decepcionei meus colegas de infância humilhando e manipulando. Decepcionei meus únicos amigos que tinha levando a uma guerra sangrenta.

Mil anos depois de alguma forma sou aclamado como uma lenda viva e um herói para meu povo, mas se eles descobrissem que sou realmente? Se eles vissem que estou longe da perfeição que eles imaginam de mim? Será que estou condenado a viver na solidão? Sei que minha irmã nunca me abandonaria, mas se ela me abandonar?

Kenny, Tammy e Jenny. As únicas mulheres que conheci que interessaram por mim. Antes disso era uma abominação, um ser indigno de ter algum contato físico. Eu não era bonito e tampouco tinha a melhor personalidade do mundo.

Mesmo assim ando pisando na bola, porque eu não escolho uma por causa de minha indecisão e deixo elas me agarrarem. Vai ser questão de tempo delas se irritarem e me odiarem. Meu destino parece que estou condenado ficar sozinho. Parece que a elfa gorda tinha razão: era para eu nunca ter sido libertado, assim como Patty estava certa: eu não presto.

Narração da Patty Nelson

O que o Cartman quer falar comigo? E como fui convencida a esperar justamente o garoto mais insuportável? Parece que Cartman tem argumentos que ninguém capaz de opor. Mesmo assim me arrependo ta esperando. Esse garoto é feio e gordo. Não vale nada. Diferente de Scott que esse sim é um rapaz bonito, quase sendo um cavaleiro. Sem contar que ele humilha o Cartman.

– Patty – me viro para ver Cartman. Não é brincadeira, mas como ele consegue ficar mais gordo a cada vez que olho para ele?

– O que você quer de mim, Cartman? – eu digo.

– Olha Patty. Eu gosto... de você.

– O que? – quando a ficha cair faço uma cara de nojo – que nojo, Cartman. E olha que acabei de almoçar.

– Eu sou feio assim? – vejo que ele se irritando, bem típico dele.

– Sim. Tu é gordo que só.

– Eu não sou gordo. Só tenho ossos grandes.

– E ainda eu gosto do Scott. Você nunca será a metade do homem que ele é.

– Que tipo de homem que ele vai ser depois de acabar com ele.

– Sério Cartman? Tu não percebe que você não pode com ele. Ele não cai na sua manipulação, é mais esperto que você e ainda mais forte, que é algo não muito difícil.

– Ele vai pagar caro por me humilhar.

– E vou ser sincera. Você é a pessoa mais desagradável do mundo. Só tua mãe para te suportar. É mimado, racista, egoísta, preconceituoso, machista e se acha o máximo. Ver se cresce garoto. Você não presta. Ninguém nunca vai te amar, agora me dá licença que tenho mais o que fazer – saio de perto. Ainda estou com o estomago embrulhado só de pensar que aquela banha de porco gosta de mim.

Eu nunca levei a sério que Cartman falou sobre se vingar de Scott, mas ele conseguiu. Eu não entendi muito bem que aconteceu só sei que tudo resulto na morte e mutilação dos senhor e senhora Tenorman. Mesmo assim ele nunca será alguém na vida, diferente do Scott vai ser um cavaleiro lendário.

Um ano depois vi que ele foi rejeitado pela escola de cavaleiros e Cartman foi para a escola de rangers. Nunca mais ouvir falar dos dois. Seguir a minha vida me casando com um ferreiro. E tive uma vida pacifica até demais. Um dia escuto a notícia que temos um novo rei. Eu caio para trás quando escuto quem assumiu o trono. Como pode?

Narração de Vriska

Eu não sei porque tanta preocupação, afinal Eric está apenas cansado. Deixe ele destacar, porra. Pessoal se preocupa a toa. Os góticos pelo menos estão tranquilos e eu estou sa8oreando um pouco de vodka. É 8em capaz de estressa-lo ainda mais, principalmente das fêmeas que querem dar para ele. Sério esse universo as fêmeas são 8em dispostas sexualmente. O que acho estranho porque a maioria se limita a gostar só de machos, vai entender.

Vejo uma fêmea entrando na ta8erna e que fêmea. Nunca vi uma humana me chamar tanta atenção, mas essa me faz desejar usar um 8alde com ela. Ca8elos castanhos e curvas agressivas. Está usando uma saia azul e um top vermelho, parecendo uma 8arda sexual. Realmente essa é uma humana ótima e levemente familiar. Eu não sei porque, mas parece alguém familiar.

O que estranho que todos ficam paralisados em ver ela. O que eu não entendo. O que essa mulher, além de gostosa, tem de especial?

– O que foi? – pergunto para ta8erneira.

– Ela é Liane, a deusa do amor.

Deusa do amor. Faz sentido. Por isso que não tão conseguindo deduzir a mente dela. Ela chega no meio da ta8erna e fala:

– Aonde está Eric Cartman.

Sério? A deusa do amor está indo atrás do Eric? Esse mago deve ter uma pica de diamante, só pode. Até a deusa do amor está indo atrás dele.

Narração de Liane

Meu filho se transformou em um homem muito bonito e 1000 anos fizeram muito bem para ela, apesar que questiono porque os deuses antigos permitiram que meu precioso passasse por um perrengue tanto assim. Não me esqueço quando eu fazia comida para ele, só para conseguir um sorriso no rosto dele. Foi por essa satisfação que deixei gordo. Pelo menos ele está em forma. Se não fosse meu filho eu me apaixonaria. Acaricio a testa dele usando os poderes divinos que me foram concedidos.

– Mãe? – ele diz quando abre os olhos.

– Sim, filhinho sou eu – sinto os outros se surpreendendo com a revelação de eu ser a mãe dele. Ninguém recorda que já fui humana.

– Como você ta viva?

– Parece que os deuses antigos agradaram de mim e me fizeram uma deusa.

– Ou seja, você deu para eles.

– Querido. Não fale assim de sua mãe. Agora sou uma deusa comportada. Só sirvo os deuses antigos.

– Parece que eles costumam não passar vaselina, porque eles foderam minha vida. Tive uma infância difícil.

– Os deuses antigos tende a não beneficiar nenhum ser para não haver injustiça. Mesmo assim, meu filho, você conseguiu virar rei mesmo não vindo de uma família nobre. Hoje todo mundo te ama.

– Parece que não por muito tempo.

– Seja confiante Eric. Existem quatro mulheres que te amam muito, só uma que não se da conta disso.

– Eu sinto que estou sendo um canalha.

– Apenas seja você mesmo, meu filho. Tudo vai dá certo no final e quem sabe venha uma quinta.

– Eu nunca imaginei que vida sentimental desse tanto trabalho. E como assim quinta?

– Intuição feminina. Agora tenho que ir, filho, os deuses antigos requerem minha presença.

– Antes de ir, tem notícia de Jane, Roxy e Dirk?

– Ah sim, tava quase esquecendo – materializo uma esfera – eles mandaram lembranças pra ti.

– Obrigado, mãe. Eu te amo – vejo meu filho pegando no sono.

– Eu também te amo filho – me teletransporto para dimensão dos deuses.

CONTINUA

Notas finais
Esse capitulo demoro mais do que previsto pra terminar. Tava pensando em fazer nesse capitulo Shelly e Cartman se acertarem até recebi um comentário que Cartman não estava se abalando muito sendo disputado por diversas garotas, então aproveitei o gancho para da ênfase ao desgaste do Cartman. A cena inicial da Vriska estava estava citando o personagem John Egbert, um dos humanos na história e possível par amoroso para troll. John vai aparecer no futuro na história. Também dei um destaque em Bebe x Butters. Casal vai ter seu futuro destaque na história. Nada a declarar, então até a próxima.