Os segredos de um crime
11 As verdades vem a tona
Notas iniciais
Todos olharam atentamente para Lena Vidal. Eles ainda estavam em choque e não conseguiam acreditar que ela era a grande assassina. Todos juravam que haviam visto seu corpo naquela festa de aniversário trágica, mas como dizem, as aparências enganam.
– Lena, minha irmã, porque fez isso? Nos deixe ir embora por favor. — Suplicou Naty, com a voz trêmula e gaguejante. — Você não e malvada nem assassina, eu sei que não! Nos liberte, por favor! — Continuou ela, tentando convencer a irmã a desistir dessa loucura.
Furiosa, Helena se aproximou e enfiou uma das facas que carregava na bochecha da irmã, fazendo sair muio sangue. Depois ela estapeou Nathalia fortemente, fazendo a cair, já que estava sentada.
– CALA ESSA BOCA VADIA! EU TE ODEIO! VOCÊ NÃO E MINHA IRMÃ COISA NENHUMA. VOCÊ E UMA FARSA. — Gritou a louca, cuspindo na cara da morena. — Depois virou-se pros outros. — QUEREM SABER O SEGREDO DESSA IMPRESTÁVEL? EU CONTO, NATHALIA VIDAL NÃO EXISTE, ELA, OU DEVO DIZER ELE, SE CHAMA NATHAN VIDAL! A AMIGA DE VOCÊS E UM HOMEM! — Revelou a garota, com ódio iminente na voz.
Todos olharam chocados para aquela cena. Lena só poderia estar delirando, isso não fazia sentido nenhum, Naty não podia ser um homem, não tinha como.
– Para de falar bobagem garota, não estamos aqui de brincadeira não, o assunto e sério, você devia era estar num hospício. — Respondeu Ludmila, já ficando com raiva da irmã caçula de Vidal.
– Ela não esta brincando gente, e sério, a Naty e uma transexual, ela nasceu menino, mas se transformou em menina. — Sussurrou Camila, já envergonhada por ter que falar no assunto. — Eu a conheço desde a época em que ela era o Natan, a gente ficou algumas vezes, mas ele sempre dizia que não se sentia um homem, que queria ser mulher. Foi então que eu envolvi mais e mais com ele, ate me apaixonar perdidamente por Natan. E, eu dei meu nome pra ele e ele se transformou no que e hoje e nos trocamos de nome. Eu sou a verdadeira Nathalia Torres, e também a verdadeira irmã de Lena. Podem nos xingar mas nem eu nem a Naty nos arrependemos do que fizemos, e ela sempre será uma mulher! — A ruiva suspirou, de certa forma tirando um peso de sua consciência ao revelar a sua historia.
Ninguém conseguia emitir um som sequer, quanto mais formular alguma frase que fosse credível pronunciar naquele momento. Pareciam que estavam num trance sem fim, hipnotizados e parados feito estátuas.
Mas a situação parou quando a psicopata loira de 15 anos que atendia pelo nome de Helena Vidal começou a bater Palmas e rir de forma histérica, que ate dava medo.
– Viram? As aparências enganam muito não e? Perguntem isso pra Violetta, ou devo dizer Martina? — Perguntou Lena, apontando para a Castilho que subitamente ficou pálida. — Afinal, uma pessoa que consegue esconder a irmã gêmea de toda a sociedade e assumir sua identidade covardemente deve ser muito pior que uma transexual não e não, o que acham?
– Do que essa louca tá falando Violetta? Isso e verdade? — Perguntou León, não conseguindo acreditar que estava começando a gostar de uma falsa mentirosa.
– Como consegue acreditar nela Leonard? Ela matou o Maxi, obviamente e completamente louca e não esta falando coisa com coisa. — Proferiu a loira, visivelmente nervosa e abatida.
– Será que Lena e mesmo louca irmãzinha? — Proferiu uma figura feminina mascarada, que entrou no local e revelou seu rosto sendo idêntica a Castilho, com exceção dos cabelos castanhos invés de loiros. — Eu sou a verdadeira Violetta, todo mundo já sabe, sua farsa acabou maninha. — A gêmea proferiu, com um sorriso vitorioso no rosto.
– Esse ser que vocês conhecem pelo meu nome se chama Martina Castillo Díaz, e minha irmã gêmea. Ela sempre foi maluca, inclusive ela foi internada num hospício quando pequena por isso ninguém soube da existência dela, já que meus pais não queriam chamar a atenção da mídia que tinham uma filha louca. Eu amava a Tini com todo o meu coração, ate a visitava no hospício escondido da minha mãe quando adolescente. Mas ela sempre me tratava mal. Dois anos atrás, eu a fui visitar outra vez e ela simplesmente me jogou de cima de um terraço que ficava no centésimo andar da clinica. Felizmente havia um colchão de espuma no chão e consegui aterrar sem sofrer sequelas. Mas eu decidi fingir que havia morrido, para dar uma lição na minha querida irmã. Foi quando ela roubou minha identidade e os enganou durante esse tempo, mas a farsa acabou. — Revelou a verdadeira Vilu, com lágrimas nos olhos.
Martina a olhava com raiva enquanto todos olhavam espantados pras duas. Ate onde iriam as surpresas da noite? Será que não acabariam nunca?
– Sim, a farsa dessa idiota acabou Vilu. E sabe, eu cansei de a encobrir, eu posso ter matado o Maximiliano Pontes, mas a mandante do crime foi a própria Martina! Ela tinha uma obsessão pelo coitado do Pontes, e como percebeu que ele não queria nada com ela, mas sim com a Ludmila e sua irmã gêmea Violetta me ofereceu mil dólares pra que eu fizesse o trabalho sujo. Quando ela descobriu que eu e o Maxi também tínhamos nos envolvido, ela tentou me matar e foi por isso que eu "fingi" que morri. Eu posso ser a assassina, mas a grande perigosa e a Martina. E se não acreditam olhem esse vídeo. — Disse Lena, fazendo descer uma tela branca e apertando um controle para a ligar. No vídeo estavam cena de Martina e Helena conversando:
Vídeo On
– Fez o trabalho certinho? — Perguntou Tini, carregando um mala preta que continha o dinheiro que ia dar pra irmã de Nathalia.
– Sim, fiz tudo o que pediu Tini, agora quero meu dinheiro. — Exigiu Helena de forma autoritária e com as mãos na cintura. — Fiz o que pediu, o combinado era esse, eu matava o Pontes e você me dava mil dólares. Quero meu dinheiro. — Exigiu, tentando pegar a mala preta das mãos da outra, mas sem sucesso.
Foi quando Tini encostou Helena contra um carro que havia no local e começou a apertar seu pescoço.
– Burra! Acha mesmo que eu ia dar alguma coisa pra você sabendo que você também gosta do Maxi? O Maximiliano Pontes era pra ser meu, e ate você que se dizia minha amiga me traiu, então seu final será o mesmo que o dele, a Morte! — A morena apertou o pescoço da outra mais fortemente, e a tela ficou preta.
Vídeo Off.
Quando a tela voltou a ficar branca todos já estavam com muita raiva de Martina, principalmente Ludmila, que pensava que conhecia sua melhor amiga. Antes que alguém pudesse reclamar, a farsante se libertou das cordas rapidamente, pegou um isqueiro, jogou no chão e disse:
– Todos vocês destruíram minha vida, TODOS VOCÊS! E agora todos irão morrer queimados! — Esbravejou ela, dando um tapa na irmã gêmea e outro em Helena e trancando a cela que pouco a pouco ia sendo tomada pelo fogo.
To be continued....
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