Os segredos de um crime
12 O Final
Notas iniciais
Anteriormente em "Os segredos de um crime"
Quando a tela voltou a ficar branca todos já estavam com muita raiva de Martina, principalmente Ludmila, que pensava que conhecia sua melhor amiga. Antes que alguém pudesse reclamar, a farsante se libertou das cordas rapidamente, pegou um isqueiro, jogou no chão e disse:
– Todos vocês destruíram minha vida, TODOS VOCÊS! E agora todos irão morrer queimados! — Esbravejou ela, dando um tapa na irmã gêmea e outro em Helena e trancando a cela que pouco a pouco ia sendo tomada pelo fogo.
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Capitulo 12: O Final
A situação dentro daquela cela estava desesperadora, o fogo cada vez aumentava mais e como continuavam amarrados ao pé da mesa ninguém podia se mexer. Ate que Helena se recompôs e cortou as cordas dos detetives Leonard, Diego e Federico. Mesmo não gostando do pessoal aquela era uma questão de vida ou morte.
Os três tentaram abrir a porta, mas nada funcionava. Em poucos segundos o fogo já havia consumido o local inteiro, e alguns não conseguiam sequer respirar.
– Federico, cuida da minha filha Luiza pra mim por favor, ela precisa de você. — Pediu a loira, de forma fraca. Federico se surpreendeu ao saber que Ludmila tinha uma filha, mas quando ela fechou os olhos ele se desesperou e tentou de todo jeito a acordar sem sucesso.
– NÃO, NÃO POSSO TE PERDER OUTRA VEZ, LUDMILA NÃO!!!! — Ele gritou, e tossiu, percebendo que suas mãos estavam meio queimadas e estava quase desfalecendo também.
Do outro lado do local, Naty, que havia se libertado das cordas, estava tentando salvar sua irmã Lena que também estava quase desfalecendo. Apesar de tudo ela amava sua irmã e não a ia deixar morrer.
– Desculpa irmã, você era meu irmão, mas pra mim sempre será minha irmã Nathalia Vidal. Te amo, nunca esqueça disso e desculpa mesmo! — Helena apertou a mão de Nathalia uma ultima vez antes de desistir e fechar os olhos.
Nathalia chorava compulsivamente e com muita dificuldade, Camila a abraçou para tentar confortar.
Outro que também estava quase desistindo era Diego Hernández, mas Francesca se aproximou dele e o beijou desesperadamente.
– Você não pode morrer Diego, eu ainda te amo muito, e quero que saiba que te perdoo pelo que aconteceu com meus pais, a gente não teve culpa, foi um acidente, fui eu que estava brigando com eles e você pra me proteger os empurrou da escada e eles morreram! Não foi nossa culpa, por favor meu amor, volta pra mim e não me deixa. — A italiana era outra pessoa que chorava compulsivamente. O que havia naquela cela eram fogo e agua, proveniente das muitas lágrimas que ali iam sendo derramadas.
Diego tentou sorrir e retribuiu o beijo de Francesca.
– Também te amo italiana, foi muito difícil ficar longe de você esse tempo todo. — Eles voltaram a se beijar e foram interrompidos pelo barulho das grades da cela caindo. Rapidamente entraram Vanessa Lopes, Pablo Galindo e mais dois homens vestidos de fardas do FBI espanhol. Vendo a situação catastrófica que se encontrava ali, Pablo pegou um extintor de incêndio, apagando todo o fogo. Os colegas de Vanessa pegaram os feridos e colocaram numa maca.
– Levem eles pro hospital, eu vou atrás da fugitiva Martina. — Ordenou ela a seus homens, que acenaram afirmativamente com a cabeça.
– Vamos com vocês! — Se pronunciaram Leonard e Violetta, que depois se olharam constrangidos.
– Desculpa, mas seria mais seguro irem no hospital fazer o checkup pra ver se não há queimaduras fortes. — Aconselhou a espiã, com o semblante preocupado mas ao mesmo tempo simpático.
– Eu estou bem! Você esta procurando minha irmã gêmea e eu também quero ir e ponto final! — Ditou a verdadeira Vilu, de maneira firme e decidida.
Sem muita alternativa, Vanessa concordou que os dois a acompanhassem.
Não foi difícil encontrar o carro de Martina, pois era um modelo único e a espiã secreta sabia a placa de cor e salteado. A assassina farsante percebeu que estava sendo seguida, e tentou fazer de tudo pra despistar os perseguidores, mas não deu certo. A perseguição aconteceu ate que Martina parou o carro na beira de um barranco e desceu.
– Eu vou falar com ela. — Exclamou Violetta, e saiu do carro sem esperar resposta dos seus dois acompanhantes.
Nervosa, a garota se aproximou da irmã e pensou no que poderia fazer. Ela não queria parecer uma assassina como a Tini, mas ela era psicopata, havia destruído a sua vida e a de tanta gente mais que merecia ter sua vida acabada também. Antes que se arrependesse, Violetta empurrou Martina, que caiu do barranco em direção a sua morte. Castillo deixou algumas lágrimas caírem pois amava a irmã. Sentiu uns braços fortes a envolverem num abraço. Olhou pra cima e viu o rosto de León, que estava sorrindo pra ela.
Surpreendentemente pegando ela de surpresa Leonard a beijou! E involuntariamente ela retribui, pois percebeu que seus lábios se encaixavam perfeitamente.
– Eu me apaixonei perdidamente pela Martina pensando que ela era você, mas percebi que a verdadeira Violetta merece muito mais amor que a falsa! — Ele explicou, e voltou a beija-la.
Uma semana depois...
Havia se passado uma semana depois daquele dia que muitos nem queriam lembrar. Ludmila havia sobrevivido afinal, mas quem realmente morreu horas depois foram Federico e Lena, não resistindo a fumaça inalada. Diego e Francesca haviam voltado a engatar seu relacionamento, e também foram na delegacia dar seu depoimento quanto a morte dos pais da italiana. Tudo indicava que iam ser absolvidos. Nathalia e Camila fugiram pra a Suíça, não conseguindo encarar os amigos depois de terem revelado seu segredo. Leonard estava namorando Violetta, e dessa vez era a verdadeira!
Ludmila estava no parque com a filha Luiza, pensando no Federico. Ela havia o conhecido por alguns dias e havia se sentido atraída por ele, mas não o amava. Amava mesmo era Maximiliano, mas ele também estava morto.
Sentiu seus olhos serem tampados por umas mãos fortes e macias.
– Sentiu minha falta? — Perguntou uma voz masculina muito conhecida pela loira. Não, não seria possível.
Ela se virou e se surpreendeu ao ver Maxi na sua frente sorrindo!
– O que? Como esta vivo? Onde esteve esse tempo todo? — Perguntou ela, completamente confusa.
– Isso não importa, tenho a vida toda pra te contar como escapei da Lena e da Tini. O que importa e que eu estou aqui com você, e sempre vou estar! — Ele sorriu, e eles se beijaram.
Ludmila acordou assustada. Era um sonho. Infelizmente Maxi não estava vivo.
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