Notas iniciais
Boa noite, meus amores. Tudo bem? Estou aqui com um novo capítulo para vocês e, dessa vez, vocês conhecerão Jade e Érick. É isso, espero que gostem.

P.O.V. James Potter

O castelo se erguia conforme a carruagem se aproximava, a conversa seguia animada, Domi e Fred planejavam algumas pegadinhas para esse ano com a ajuda de Roxanne. Rose os encaravam quase incrédula com as ideias, era divertido ver as expressões da ruiva nesse assunto, se alguém não concordava com o que fazíamos, essa pessoa era ela.

Ainda enquanto todos riam, a carruagem parou, era nossa hora de descer. Caminhei até a beirada e pulei. Não sei se todos percebiam, mas, de onde eu estava, a vista do enorme castelo se erguendo à minha esquerda, o lago que sabia se encontrar ao longe não tinha uma luz no momento, mesmo sabendo que os estudantes do primeiro ano estavam ali, alguma coisa parecia diferente.

Lily e Hugo desceram animados do transporte, era a primeira vez deles chegando assim, a cena sempre encantava a todos, simplesmente inesquecível.

O ar quente do verão estava presente e, com a viagem, eu queria tomar um banho e dormir. Mas sabia que tinha uma longa cerimônia pela frente. Eu adorava o verão, mas não diria que o uniforme de Hogwarts seja, de fato, apropriado para a estação, sem contar que, nessa estação, era possível se ver o céu estrelado, outro ponto que me fazia gostar.

Assim que todos saíram, nós seguimos para o Salão Principal, esperando os demais estudantes chegarem, dando início a tão aguardada seleção dos novos. Escolhemos um lugar ao meio da mesa Grifinória, era bom para observar tudo, sugestão de Rose. Então nos dividimos, metade se sentando de costas para o corredor principal e a outra metade, na qual eu estava, sentando-se de frente para ele.

A última vez que estivera aqui, tinha recém terminado os meus NOMs e o alívio tomava conta, não queria me preocupar se tinha ido bem ou não, queria passar, sim; mas não queria ficar esquentando a cabeça com essas coisas. Naquela época, o máximo de seriedade era conseguir notas o suficiente para seguir na carreira que queria.

Agora, a situação era completamente diferente, a animação do começo de um novo ano tomava conta do local, ao mesmo tempo em que todos temiam pelo o que esse ano aguardava, era assim em todo começo de ano. Para ser sincero, só queria começar com os planos, quem sabe não faríamos novos banhos de tintas para estudantes?

Eu observava ao redor até as prováveis últimas pessoas passarem pelas portas, os Masons e talvez os nem tão Masons assim, mas ali estavam os irmãos que invadiram minha casa na primeira parte desse ano. Rose quis chamar o lado do grifinório deles para sentar próximos a nós e foi muito perceptível o quanto a garota compartilhou do que eu sentia; mas, mesmo assim, se deixou ser arrastada pelo irmão.

Não sabia de onde vinha essa inesperada aproximação, simplesmente a garota que ameaçou a mim e Rose caminhava para se sentar perto dos dois, e sem atacar a prima, quando essa contou para Teddy e Victorie do lado White, muito menos ameaçou o casal.

Decidindo ignorar esses pensamentos, voltei o foco para a mesa dos professores. Todos pareciam aguardar algo, mesmo eu não sendo a pessoa mais observadora, conseguia perceber a postura tensa de alguns e os olhares para as portas, quase como se esperassem que alguém entrasse. Tive uma sensação de que aquilo podia mudar muita coisa.

—James. Consegui as tintas com meu pai, um “presente de despedida” pelo retorno em Hogwarts. — A fala de Fred me animou e trouxe um sorriso ao meu rosto.

—E será nosso presente de boas-vindas. — Domi deu uma leve risada com o meu complemento e não nego que o olhar de repreensão da Mason só animou ainda mais as coisas.

—Vai ser aberto para irmãos? — Lily perguntou com os olhos brilhando ao meu lado, Rox possuía a mesma animação.

—Queremos um pouco de alegria para os dias monótonos de Hogwarts. – Rox completou a fala da prima com um sorriso tão maroto quanto o do irmão. Tio George tem muito orgulho dos filhos.

—Enquanto isso, Louis prefere os livros. — Domi revirou os olhos de modo teatral.

Realmente, entre os irmãos, Dominique era a mais marota. Victorie tinha uma postura um pouco mais séria, mesmo não se importando tanto, inclusive, ela já participou de algumas coisas na época em que estudava aqui, principalmente, se Teddy estava. Enquanto isso, o que menos participaria seria o caçula deles, Louis, o corvino tinha lá seu lado divertido, porém esse não envolvia tantas brincadeiras. De qualquer forma, não achava impossível ele se juntar a nós. Tudo seria apenas uma questão de mostrar o melhor lado.

Os Masons pareciam completamente impacientes, como se apenas desejassem o fim de tudo. Não podia negar que compartilhava do sentimento. Com um suspiro, meus olhos viajaram e encontrei Nathan Mason olhando com raiva. Eu ainda me lembrava do último jogo de Quadribol, como ele conseguiu pegar o pomo. Minha felicidade era ter sido um capitão bom o bastante para levar a Grifinória à vitória.

Eu tentaria melhorar cada vez mais, espero conseguir pegar pomo em todos os jogos e conseguir levar o time à posição de invicto. Não sei ainda quem será o novo capitão, mas, infelizmente, acredito que o sobrenome terá um peso muito grande.

— James. O que você achou dos NOMs? – Rose me questionou com os olhos curiosos.

— Rose, você não está no quinto ano ainda. – Fred comentou risonho.

— Eu sei, mas seria bom eu já me preparar. – A ruiva disse com um misto de obviedade e chateação. Rose havia herdado a inteligência, vontade de estudar e dedicação da mãe, mesmo tendo o pavor por aranhas do pai.

Fred se divertiu com a expressão da prima, era realmente engraçado ver o quanto a menina se importava com isso. O ruivo continuou zoando Rose até o momento em que ela começou a se irritar. Aparentemente, até a Mason estava irritada.

— Fred, chega. – Domi pediu. – Rose tem o direito de saber o que vai enfrentar.

Um sorriso de agradecimento surgiu no rosto da mais nova.

— Tudo bem. A prova foi dividida em duas partes: a teórica e a prática. – Todos os primos que fizeram, tentaram falar um pouco, mas nenhum de nós estávamos, de fato, interessados no assunto. Afinal, nosso alívio já tinha vindo com o recebimento das notas. Uma vez que todos tiveram suas dificuldades.

Eu ainda me lembrava do dia em que recebemos nossas notas, estávamos todos juntos em umas das situações em que nos reunimos, tudo começou no dia anterior.

“Era um Domingo e decidimos juntar toda a família para o almoço. Não era algo tão incomum. Mesmo na maioria das vezes sendo feito na casa de tio Gui e comermos na praia; dessa vez, os adultos optaram por realizá-lo na casa onde minha mãe cresceu, A Toca.

Minha avó tinha arrumado tudo para nossa chegada. Desde a mesa recheada de comida até as camas prontas. O cheiro de comida fresca tomava conta da casa e, assim que pisei dentro da residência, Hugo passou correndo por mim e se sentou na mesa.

—Hugo, olha a educação. Cumprimenta as pessoas primeiro, e espera todos se sentarem. — A voz de tia Mione soou ao meu lado e, mesmo com a distância, pude ouvir o resmungo do meu primo.

Lily entrou, o leve vestido encostando na minha perna. Era muito bom ver toda a família reunida, observei todos ali e, então me lembrei de que meu pai sempre quis uma família grande, ele conseguiu. Será que é possível uma família maior e mais unida do que essa? Não sei o motivo, mas, parado perto da porta, de repente, a vontade de que aquele momento fosse eterno surgiu. O sorriso no rosto de cada pessoa dali, as risadas, minha vó apertando as bochechas dos netos...

Eu caminhei para aonde meus primos se sentavam para comer, onde as conversas aconteciam, onde o barulho de pratos e talheres soavam. Lá estavam todos. Victorie sentou-se ao lado de Teddy, o casal deu as mãos sobre a mesa, o cabelo loiro da minha prima estava jogado nas costas, eu me lembro de quando entrei no terceiro ano, Teddy agarrando Victorie e a minha reação. Foi estranho, mas, com o passar do tempo, eu me acostumei.

Todos comiam animadamente, rindo, brincando e contando histórias, as do antigo trio de ouro ainda encantavam a todos, mesmo se já tivéssemos ouvido vezes o bastante para saber boa parte de cor. Nenhum dos filhos ou sobrinhos sequer piscavam enquanto a narrativa se desenvolvia, eu sempre quis ter aventuras como aquelas, mas é verdade que eu não consegui, essa fase era de “paz”, ao menos para os Potter.

Paz até aqueles Masons chegarem, tirando a guerra, nunca Hogwarts tinha sofrido ataque, o primeiro foi no dia da chegada. Observei Lily sorridente, ela era muito parecida como nossa mãe, desde os cabelos ruivos até o jeito meio estressada e pensar que ela podia não estar aqui hoje era quase sufocante, eu odiava, mas tinha que agradecer à Cecília Mason.

Tudo corria de forma bem tranquila e leve, conforme todos acabavam de comer, os mais jovens iam caminhando para o jardim para passar o tempo. Alguns conversavam, outros aproveitavam a sombra, independente do que faziam, todos curtiam na companhia dos primos.

Eu sei que procurei aproveitar cada minuto, Fred, Domi e eu vimos, na situação, uma oportunidade para testar uma nova peça, tentávamos misturar o pântano portátil com os fogos instantâneos, ambos da Gemialidades Weasley. Esperamos todos os primos – ou quase todos – irem para os quartos e, com a ajuda de Teddy, tentamos juntar os dois e lançar nos quartos deles. O resultado foi um monte de primos correndo pela Toca.

Victorie se assustou, enquanto subia as escadas, obviamente, Teddy deixara a namorada de longe. Mas a única coisa que aconteceu foi a explosão dos fogos, nada de ativar o pântano. Precisamos de novas ideias de como juntar esses dois. Dei um suspiro antes de ouvir o grito da minha mãe, seguido pelo o de tia Fleur. Fred conversava com os pais, talvez, a única bronca seria testar os produtos aqui, com os primos.

Não me surpreendeu o fato de minha mãe ter brigado comigo. Nem de todos terem ido dormir após se acalmarem do incidente. Fiquei um bom tempo conversando com Fred, Teddy e meu irmão — mesmo esse tendo dormido logo – no quarto.

Na manhã seguinte, não tinha nenhum sinal do que acontecera, nossos planos continuavam e, por isso, tentaria ver ideias para resolver esse problema com meus primos. Com esse pensamento em mente, eu me troquei e desci para o café.

A mesa lotada tanto de pessoas quanto de comidas estava como um convite muito mais do que o suficiente para todos, especialmente Hugo que herdara a fome do pai e Rose que, em menor escala, também tinha essa característica. A animação sempre tomava conta de todas as nossas refeições, talvez, foi por isso que quando algumas corujas chegaram, nós não ouvimos, apenas quando Victorie, voltando a se sentar, viu e abriu a janela foi que percebemos.

As aves adentraram o local jogando as cartas na frente dos destinatários, fizeram meia volta e partiram por onde entraram. Eu me estiquei um pouco pegando o envelope com o símbolo de Hogwarts, vendo quem recebeu, eu já imaginava sobre o que era: nossas notas do NOMs. Com um certo receio, eu abri o envelope e puxei o conteúdo para que eu lesse.

Prezado senhor Potter.

Segue as notas dos NOMs realizadas no fim do último ano letivo, desejamos uma boa sorte e bons estudos para o próximo ano. Também está aqui a lista de materiais baseada nos resultados obtidos pelo senhor.

Notas de aprovação

O — Ótimo

E – Excede as expectativas

A — Aceitável

Notas de reprovação

P — Péssimo

D- Deplorável

T – Trasgo

Astronomia — E

Defesa contra a arte das trevas — O

Feitiços — O

Herbologia — O

História da magia — A

Poções — E

Transfiguração — E

Trato das criaturas mágicas — O

Bom, quatro ótimos, três excede às expectativas e um aceitável... Não eram minhas notas ideais, mas eu vou conseguir. Fred e Domi tiveram três ótimos, quatro excede às expectativas e um aceitável — também em História da Magia –, no fim, todos ficaram felizes por terem só um aceitável.

Eu peguei o outro pergaminho com a lista de materiais, passando os olhos pelo conteúdo. É, o próximo ano será puxado.”

Balancei a cabeça tentando voltar para a atualidade. Todos riam, bom, todos exceto os Masons que pareciam estar isolados de todos, esperando de forma quieta e paciente toda a abertura e seleção dos alunos. Masons. Espero que o Mason não tenha aulas comigo, pensei enquanto olhava para ele na mesa da Sonserina.

Um barulho alto me tirou desses pensamentos, quando as grandes portas se abriram, nos permitindo ver a longa fila de novos alunos entrando naquele enorme salão, eles ficavam impressionados, alguns não paravam de olhar ao redor e apontar; outros tinham os olhos brilhando; outros ainda estavam completamente nervosos. Era sempre algo mágico ver as crianças de 11/12 anos entrando ali pela primeira vez.

A diretora McGonagall que já estava na frente da mesa dos professores caminhou para mais perto do já tão conhecido banquinho e o chapéu seletor. Do outro lado, o professor Longbottom sorria para os mais novos, tentando transmitir um pouco de tranquilidade.

—Boa noite, eu irei chamar o nome de vocês para que subam aqui e sentem-se no banquinho. — A diretora se moveu de modo a pegar o objeto de cima. — Será colocado esse chapéu em suas cabeças e será selecionada a casa. Não precisam ter medo.

Mesmo com a fala dela, as reações das crianças não mudaram. Então, ela começou a chamar aluno por aluno segundo a ordem dos sobrenomes. Eu não guardei nenhum, na verdade, depois de Bennet, eu me desliguei completamente até que um sobrenome voltou a me chamar a atenção depois de longos minutos.

—White, Jannete Phillips. — A diretora chamou e eu vi a última menina do pequeno grupo restante caminhar para se sentar, ela era a garota que conversara com a Mason no trem.

White? Então existe mais uma “prima” desses dois? Eu suspeitava dessa ligação, mas, agora, tenho a certeza. A jovem White tinha os cabelos cacheados loiro claros – mas não tanto quanto o de Vic ou do Malfoy – em suas costas, os olhos azuis eram bem brilhantes, apesar do nervosismo neles.

Voltando meu olhar para a mesa da Grifinória, pude perceber que os irmãos prestavam atenção na jovem bruxa, Dylan mantia o olhar fixo na loira, enquanto Cecília era um pouco mais discreta, ela observava a prima, mas não de maneira tão constante. Os quatro “Whites”, Jannete, Cecília, Dylan e John, aguardavam o chapéu que foi até bem rápido para anunciar a resposta já prevista.

—Corvinal! — Era impressão minha ou a mais nova se levantou aliviada antes de correr para os braços do irmão?

Ela parou e olhou para nossa mesa, encontrando os Masons e sorriu de forma alegre, tão rápido que pensei nem ter acontecido, a de olhos azuis escuros deu um sorriso muito leve e veloz. Acho que fora a primeira vez em que vi essa expressão, parecia orgulho; o irmão dela também tinha uma expressão bem parecida.

Agradeci quando Domi me cutucou, tirando minha atenção dos dois herdeiros dessa escola, a ruiva sorria como se tivesse tido uma ideia genial de pegadinha. Discretamente, ela usou magia para anotar o principal em um pequeno pedaço de pergaminho antes de me passar. Eu peguei, deixando meus olhos passarem pelas palavras antes de sorrir, ela tinha uma sugestão para tentar resolver o nosso teste da Toca. Com um sinal de que, depois, iria ter uma explicação melhor, minha prima entregou a mensagem para Fred.

O último estudante foi classificado para a lufa-lufa antes do professor Neville retirar os dois objetos e a diretora assumir a frente de toda a escola.

—Boa noite a todos, gostaria de desejar um ótimo retorno para quem já estava aqui e boas-vindas para os alunos do primeiro ano. Como todos sabem, antes da refeição, os diretores costumam fazer um discurso e já digo que esse será um pouco maior. — Vários lamentos puderam ser ouvidos espalhados pelo salão. — Sim. Será necessário. Os horários das aulas serão entregues a todos no primeiro dia de aula, ou seja, amanhã; os estudantes do sexto ano deverão conversar com os professores para verem se poderão cursar as matérias, considerando a nota dos NOMs e a Floresta Proibida continua proibida a todos.

Até o momento, não teve nenhuma novidade, mas sentia que isso duraria por pouco tempo e, quase como se lesse meus pensamentos, a mulher mudou completamente a linha de sua fala.

—Agora, vamos falar sobre esse ano, todos devem saber e se lembrar de que sofremos ataques durante o ano passado, além de algumas notícias vistas. — Ela fez uma pausa. — Pensei muito, seria necessário trazer uma proteção extra para nossa escola, afinal não conseguiremos evitar todos os ataques, porém podemos diminuir a frequência e as consequências. Mas qual seria ela? Feitiços novos? Ministério? Vencedores da última guerra? Sem mais enrolar, eu decidi pela ideia que seria a mais correta, dois ex-alunos nossos, sei que nem todos entenderão o motivo disso e não posso explicar no momento, mas acreditem que são os mais indicados, tanto pelas habilidades quanto pela vontade de proteger esse lugar. Eles estarão aqui para garantir a segurança de todos, qualquer motivo poderá ser levado para eles, vamos receber Jade Mason, anteriormente, Jade White e seu marido, Érick Mason.

A diretora mal terminou de falar e as portas se abriram, por ela passou um casal, a mulher caminhava um pouco mais a frente e o homem vinha um pouco mais atrás, eles exalavam poder no jeito. A reação dos dois Masons na minha mesa demonstraram surpresa e incredulidade, não precisei de muito, nem dos sobrenomes, para perceber que o casal seriam os pais de Dylan e Cecília Mason.

Aqueles dois eram ninguém mais, ninguém menos do que os filhos dos fundadores dessa escola e os herdeiros dela. Eu não sei o que esperava deles, mas eles me pareceram diferentes, talvez, por serem humanos normais. De qualquer forma, postura deles já indicavam o poder dos nomes que carregavam.

Nem todos percebiam o quão estranho aquilo era: Slytherin e Gryffindor juntos. E o mais esquisito é que era possível reconhecer o que cada um tinha passado para os filhos. O casal era bonito tanto separados quanto juntos, eles tinham uma espécie de química diferente entre os dois.

Jade Mason ou White ou Gryffindor, eu não me importava, era muito bonita, não era tão jovem quanto a filha e, provavelmente, nem quanto minha mãe; mas nada ali demonstrava muito isso, Jade era bem conservada. Traços ainda jovens no rosto, cabelos castanhos longos e cacheados, pela primeira vez, percebi que, talvez, o cabelo da mais nova não se devia ao lado Mason, mas à genética da mãe.

Ali, eu percebi, Cecília tinha puxado, sim, muito da figura materna. Mas a mais velha tinha em torno de si, um ar de coragem, seja no modo como se mexe, seja nos gestos. Isso era visível nos dois filhos, porém ainda mais no garoto; afinal a mais nova tinha em si, prevalente, o ar que impõe respeito do pai.

Ainda na filha de Godric, era provável que ela fosse apenas um pouco mais alta do que a Mason. Mas era inegável que ambas possuíam muitos traços em comum, Cecília havia herdado muito da mãe, incluindo a delicadeza física. Mas possuía o magnetismo de respeito do pai.

Bom, eu tentei analisar com cuidado Jade, o cabelo castanho não lhe dava o mesmo destaque da filha, mas tinha lá seu contraste. O formato do corpo também era parecido e os passos, era um pouco menos ardilosos, mas continuam com o misto de precisar da terra e não precisar. Como leão e águia. Essa comparação nunca foi tão verdadeira.

Então, quando o casal chegou no centro do Salão, a mulher se virou, observando a mesa da casa de seu pai, provavelmente, procurando pelos filhos. E eu pude perceber um detalhe, seu olhar era desafiador, tinha em si um ar muito observador, sim, mas seus olhos transmitiam apenas uma mensagem: “Você quer me enfrentar mesmo?”, que pareceu se suavizar ao encontrar seus alvos. Nunca tinha reparado antes, mas não era apenas Cecília que tinha um pouco desse ar, Dylan também.

Então um pouco depois, o marido dela parou. Mesmo com a distância, era possível perceber os ombros largos e que, ao certo, ele era bem forte. E o cabelo curto era negro.

Olhando o cenário à distância, era impossível não perceber que ambos eram sérios. Eu não duvidava dessa característica na mulher, mas ela estava ali, muito aparente, em Érick também. A diferença era o ar mais pesado próximo do homem. Como se a seriedade viesse de modos diferentes.

Pude reparar que o filho de Salazar olhou para a esposa e seguiu a linha de visão dela até os netos dos fundadores, permitindo-me ver a cor verde nos olhos. Isso me deixou surpreso, apesar de comparáveis, tais características não podiam, de fato, serem comparadas com as do meu pai.

Harry Potter tinha os cabelos bagunçados naturalmente e os olhos eram das cores da esmeralda, porém o homem de pé no meio do salão, possuía cabelos negros bem arrumados, não exatamente como se passasse gel ou qualquer outro produto neles, mas o liso dos fios, permitiam um penteado extremamente arrumado, assim como os de Dylan. Enquanto isso, os olhos eram marcantes, sim, mesmo sem a intensidade, brilho ou, até mesmo, a cor dos do meu pai.

Os traços no rosto do homem tinham o jeito marcante dos de Slytherin, porém um pouco mais suavizados pelos de Helga. O nariz era comprido, o maxilar marcado, os olhos – apesar do olhar que exigia respeito e o jeito um pouco mais duro que os de Jade – os traços dele eram suaves. Entretanto, mesmo que divergentes, harmonizavam de forma a deixá-lo bonito, dada algumas reações.

Era estranho comparar os dois, como eu disse anteriormente, a química era diferente, não se dava para questionar o laço de casal entre eles, mesmo evitando, sempre que um se mexia, o outro se movimentava levemente, a confiança era quase palpável naquele local; mas não via aquele ar que, para mim, era sempre presente, um ar de paixão intensa e até avassaladora, muitas vezes. De qualquer forma, ninguém parecia ter dúvidas quanto ao relacionamento dos dois.

Ali, parados, eu podia ver algumas diferenças dos Masons, ao menos do que se espera deles. Érick tinha uma aura de respeito, mas, mesmo se refletindo nas atitudes, como o sobrenome falso, não se limitava apenas a isso e era muito mais potencializada em volta de si, esperado de um líder nato, típico de um filho de Salazar ou, ao menos, do que se esperava dele. Outra característica diferente, além da cor dos olhos na parte física era que, de alguma forma, o Hupplepuff parecia um pouco mais interessado em ouvir os outros e tinha o poder muito mais visível.

No meio do salão, qualquer um podia perceber diferenças entre os dois, a mulher aparentava ser mais leve e não digo no peso em si, mas no jeito; ela tinha um ar um pouco mais exigente e sentia que, se professora, eu deveria ter uma certa pena de seus alunos, bom, nada muito inesperado para uma Ravenclaw. Seu companheiro parecia carregar consigo uma carga mais pesada e, estranhamente, parecia ser mais fácil de ser convencido.

Em conjunto, deveriam ser temidos e era impressão minha ou Hogwarts parecia responder a atitude daqueles dois? Bom, acho que seriam inimigos bem poderosos e um casal até que interessante, afinal, ambos traziam jeitos de líderes, vontade se sempre estar certo e até teimosia.

Podia até comparar com os dois filhos do casal, Dylan puxou a cor de seus cabelos e olhos da mãe, a qual herdou, por sua vez, do pai; entretanto, muito de seus traços pareciam a Érick, talvez, o maxilar levemente mais suavizado e o nariz discretamente menor fossem contribuições da figura materna. Ele tinha um olhar um pouco mais corajoso do que Cecília, a qual, por sua vez, trazia o ar ardiloso do pai de forma mais presente. Ambos, compartilhavam do olhar analítico e o ar de respeito.

Na aparência, a mais jovem ‘Mason’ se aproximava da mãe, nos traços; porém algumas diferenças leves nos olhos me faziam questionar se a mudança era por Érick ou Rowena. Quanto ao corpo, Dylan era forte, sim, mas nem tanto quanto o Slytherin mais velho. Era possível ver os ombros largos herdados sob o uniforme.

Érick se aproximou de Jade, encostando de forma leve em suas costas; a esposa batia, aproximadamente, em seu ombro. Nesse momento, tanto o homem quanto a mulher olhavam para a frente, para onde ficava a mesa dos professores, para o exato local onde Minerva McGonagall, nossa diretora, estava.

A camiseta verde dela encontrava-se contra a vermelha do homem, uma mistura irônica para os dois. Completando o visual, o verde era combinado com uma calça levemente amarelada e uma sapatilha clara; enquanto o vermelho harmonizava com o jeans da parte de baixo e o tênis azul do ex-sonserino. Um vestindo as cores do outro. Ela sorriu levemente.

—Boa noite, professora. É um prazer voltar. — A voz expressiva de Jade pôde ser ouvida por todo salão e a surpresa era muito mais do que visível nos rostos jovens dos filhos.

Notas finais
Volteeeiii, vamos para as perguntinhas? 1. Ansiosos para as pegadinhas? 2. Qual vocês acham que é a profissão escolhida por James? 3. Vocês acertaram quem os professores esperavam? 4. O que acharam da seleção de Jannete? E a reação dela? 5. O que acharam de Érick e Jade? 6. Eles são como vocês imaginavam? 7. Qual foi a parte favorita de vocês? Obrigada e até a próxima...