Os Vigilantes- Parte Um

6 Isso faz de mim um louco?


Notas iniciais
Isso faz de mim louco? Isso faz de mim louco? Possivelmente. E eu espero que esteja tendo...

Iris não entendia o que estava acontecendo. Ela sentia seu braço mas tinha algo diferente. Além de sentir ele como antes, agora tinha uma energia, uma espécie de ondas eletromagnéticas, ela se sentia mais forte, mais poderosa.

Quando ela acumulava força para dar um golpe, por exemplo, a energia das suas veias, que agora pareciam cabo vinham em uma forma elétrica azul, faziam um certo barulho e deixava seu braço com muito mais força do que antes.

Iris então que sempre foi um gênio das tecnologias pensou em alguns milésimos de segundos em todas as possibilidades de projetos que poderiam deixar o seu braço daquele jeito, tudo isso enquanto perguntava para o homem que havia lhe machucado mais cedo:

—O que você fez comigo?

—É muito mal agradecida. Te deixei mais forte. Disse Thomas, com uma expressão arrogante no rosto.

—Bem, eu consigo ver que essa tecnologia tenta criar tecidos e outras partes como se fossem naturais do organismo. Pelos meus estudos, apesar de eu não ser tão sábia assim, só consigo imaginar nos testes do Dr. Jason Millar para criação de corpos sintéticos e recuperação de organismos naturais vivos através de tecidos artificiais. Soltou Iris, deixando Thomas surpreso ao ver o conhecimento da garota.

—Exato. Pedi para as Indústrias Knight fabricarem para mim um único aparelho. Ele não chega a criar corpos artificiais mas consegue reparar danos menores. Seu braço foi o maior que ele já reparou de uma vez só, por isso o aparelho acabou sendo comprometido. Respondeu Thomas, sem perder seu orgulho após ter ficado espantado com a inteligência de Iris.

—Agora dá para me largar? DIsse Thomas, então Iris o deixou no chão.

—Jason Millar foi morto. Alguns chefes do crime mais antigos o mataram e roubaram os projetos de tecido e organismo artificial para eles, mas surpreendentemente, o aparelho nunca foi comercializado por eles. Então como conseguiu esses projetos? Indagou Iris.

—Por que eu sou um dos chefes do crime antigos. Era na verdade. E é exatamente isso que me fez fazer um acordo com o seu namorado, Peter e o garoto… Qual é seu nome?

—Magnum. Respondeu o garoto, encarando Thomas.

—Dá um tempo garoto, Magnum é nome de arma, banda, mas não de gente. Respondeu Thomas frustrado.

—Quer saber, não importa, esse garoto não tem a mínima relevância mesmo. Continuando, fiz um acordo com Peter. O Sr. Jonhson concordou em me ajudar a derrotar o novo chefe do crime, Lucius Lukin, em troca da cura para seu braço.

—Então, vamos trabalhar com você? Eu, Peter, você? Perguntou Iris.

—Eu posso ajudar. Disse Magnum, causando uma reação negativa em Thomas logo de cara.

—Pode sim, fofo. Qualquer ajuda será necessária, você é habilidoso e persistente, além de ter um espírito de aventura como ninguém aqui. Respondeu Iris, fazendo Magnum abrir um sorriso imediatamente.

—Eu acho que tem mais alguém que pode contribuir. Disse Peter.

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Carol tinha comprado os sprays. Estava acertando tudo perfeitamente para pintar os símbolos do uniforme em um relevo impecável. A roupa estava quase finalizada e ela estava orgulhosa.

Mas havia uma coisa que a incomodava, Rebeca não havia ligado para ela. Ela queria lutar uma noite ao lado de Rebeca, como duas grandes super-heroínas lado a lado.

Ela então terminou sua roupa, seu pai, Martin Jones, estava dormindo. Ela saiu vestida e tentava ir por caminhos escuros e quando possível ia por cima de prédios.

Ela chegou no prédio onde Rebeca tinha seu apartamento, mas nada havia mudado desde que estava lá da última vez, ela então pensou que Rebeca tinha saído direto pro encontro que ela contou que tinha de noite.

Mas havia um detalhe que deixou Carol, ou melhor, “Danger” já que estava vestida de super heroína, espantada: A roupa que Rebeca tinha selecionado para o encontro estava em cima da cama.

Carol suou frio, ela acabara de conhecer Rebeca e já sentia uma conexão forte com ela, não queria que nada de ruim acontecesse, não agora que depois de tanto tempo, ela talvez tenha encontrado uma amiga de verdade.

Ela só se assustou mais ainda quando viu que as mensagens de Rebeca no Twitter não estava sendo respondidas. Rebeca era grudada no celular e tinha o levado quando saiu.

Carol que sempre presta atenção nos mínimos detalhes e tem uma dedução e percepção fora de série viu que pelo calor que o celular tinha emitido e pelo ícone minúsculo que Carol conseguiu ver no celular de Rebeca que indicava bateria cheia, Carol concluiu que a bateria não havia descarregado, já que a marca do celular de Rebeca dura 48 horas de bateria mesmo com tudo ativado,

Carol então tentou abrir a porta e estava trancada pelo lado de fora, ela logo deduziu que a chave então se encontrava ainda debaixo do tapete onde ela havia deixado. Ela então olhou para o buraco da fechadura, pelo estado e cheiro não havia passado nenhuma chave por dentro de lá recentemente.

Carol fechou a janela de Rebeca e saiu do apartamento, ela pensava no paradeiro de Rebeca até que escutou um assaltante rendendo uma inocente na rua. Carol devia continuar atrás de Rebeca mas ela era uma super heroína, não era.

—Por favor, não quero ter que te machucar. Saia daqui agora repense sua vida e eu não digo nada pra polícia. Disse Carol, com imponência, saltando para atrás do assaltante.

Carol estava aérea, ela de algum modo não percebeu que ele estava armado, Rebeca era algo que mexia com ela de modo dela deixar de ser tão perceptiva como sempre foi.

Ela ouviu a moça que estava sendo assaltada gritar “cuidado!”. Carol estava numa situação difícil. Ela tinha que usar todo seu potencial para sair dali sem nenhum arranhão,

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—Ajudar vocês a derrotar Lukin? Como uma equipe? Meu Deus esse é o melhor dia da minha vida! Exclamou Rebeca empolgada.

—Nós sabemos que o Knight trabalhou diretamente com Lucius, então me diga, o que você sabe? Perguntou Peter.

—Bem antes de tudo, eu tenho um encontro pra ir e uma amiga pra ligar. Deixa eu ligar meu celular e mandar as mensagens. Disse Rebeca.

—Então. Eu sei de tudo. E eu sei de alguém com olhos dentro da polícia que uma parte também está trabalhando com Lucius que pode nos ajudar. O nome dela é Carol Jones. Ela é muito inteligente e tem percepção e dedução acima da média. Ela com certeza é a nossa chave para podermos derrotar Lucius.

—E onde ela está agora? Perguntou Magnum, visivelmente curioso pela descrição da moça.

—Bem, se vocês deixarem, podemos ir na minha casa, onde tem o contato dela. Disse Rebeca, dando um leve sorriso no final.

—Gosto de seu bom humor, Rebeca. Disse Thomas, querendo bajular a garota.

—Obrigada! Respondeu Rebeca, dando um sorriso que deixou Thomas empolgado.

—Você gostar de bom humor? Está muito desesperado mesmo, há quanto tempo não…

Antes de Magnum terminar Thomas pegou sua espada de dentro de seu sobretudo e ameaçou Magnum. Rebeca o segurou e Iris tirou a espada do alcance de Magnum com seu braço cibernético.

—Vai ser maravilhoso trabalhar num time tão unido! Ironizou Iris.

Peter levou Iris pra mansão, Thomas foi para sua casa e Rebeca também, mas Magnum resolveu ir com ela.

—Muito obrigado por tudo que fez. Sério, eu nunca poderia estar mais agradecido. Disse Magnum.

—Não tem que agradecer por eu ter feito o certo, a coisa certa devia ser uma obrigação, algo comum, não algo raro. E também, um super herói tão legal quanto você, como eu não ajudaria? Respondeu Rebeca, com uma expressão leve.

—Desculpa também, eu fui imprudente, devia ter te escutado. Continuou Magnum, abaixando a cabeça.

Rebeca então parou e Magnum continuava com a cabeça abaixada. Ela pegou no rosto de Magnum, levantando sua cabeça e disse:

—Ei, não tem que se envergonhar de nada. Todos nós cometemos erros, era sua primeira missão e quer saber, você foi muito bem! Eu mesma fiquei impressionada com o Magnum.

Magnum olhou em seus olhos, dando um sorriso sem jeito.

—Nunca se envergonhe de quem você realmente é. Completou Rebeca, dando um abraço em Magnum e dando um beijo em seu rosto.

—Eu também fiquei impressionado com a Smile. Disse Magnum, claramente envergonhado.

—Gostou do nome? Inventei no momento, eu adorei. É legal ter mais alguém com que posso contar. Obrigado mesmo. Agradeceu Rebeca.

—Cara, braços cibernéticos, recuperação de feridas por tecidos sintéticos. Eu tô vivendo tudo isso. Isso faz de mim um louco? Ou você também tá vivendo isso?Perguntou Magnum, fazendo Rebeca e ele rirem.

—Então, estamos chegand… Antes de Rebeca terminar, ela parou bruscamente, havia uma moça com uma faca ensanguentada na mão e uma viatura da polícia mirando nela.

Demorou um pouco para Rebeca entender, mas era Carol, ela estava claramente abalada.

Um dos policiais então disse:

—Moça, Renda-se agora ou iremos atirar. Você está presa pela acusação de homicídio doloso!

FIM DO CAPÍTULO 6