Os Vigilantes- Parte Um

3 Até suas emoções tinham um eco


Notas iniciais
Em tanto espaço. E quando você estava fora de lá, sem se importar... Sim eu estava...

Lucius não era um um homem de lutas, ele gostava de vencer seus oponentes nas discussões, gostava de humilhar pessoas apenas com palavras e caso seu inimigo começasse uma luta não tivesse apoio de outros por estar errado.

Mas Lucius não era fraco, muito menos covarde, quando era preciso sujar suas mãos ele fazia isso com maestria.

Ele havia colocado Depeche Mode para ouvir na sua sala, enquanto tomava um drink olhando a bela vista que tinha da janela de seu prédio.

Marc então abriu sua porta abruptamente. Ele chegou e gritou:

—Senhor, o complexo do bairro nobre está sob ataque!

Lucius se virou calmamente e disse:

—Deixe sua arma em cima da minha mesa.

Marc deixou sua arma em cima da mesa de Lucius, que saiu deu uma volta na mesa até bem longe dela na sua gigantesca sala, Marc o seguiu, até que Lucius finalmente soltou:

—Marc, você está louco? Quem pensa que é para interromper o clima que estava aqui com “Enjoy the silence” além de uma ótima bebida?

—Me desculpe senhor, não vai se repetir. Dizia Marc, gaguejando e suando frio.

—Não, não vai. Sinto muito Marc, você foi um ótimo aliado, gostava da sua espontaneidade, sua sinceridade, parecia uma pessoa de verdade e não só um mero capanga. Até mesmo suas emoções tinham um eco, sabe? Mas eu já desconfiava, a maioria das pessoas sinceras demais, são desrespeitosas. Respondeu Lucius, a cada palavra que saia da boca dele Marc suava mais.

—Não acredito que vai me matar porque interrompi sua música. Soltou Marc, abalado.

—Eu sei, parece que eu só estou arranjando uma desculpa para matar alguém. É exatamente isso que eu estou fazendo. James! Venha aqui.

James, um outro homem que trabalhava para Lucius veio, então o chefe do crime na cidade disse para ele pegar uma arma e atirar no Marc.

—Desculpe senhor, Marc é meu grande amigo, a gente assiste futebol junto todos os…

—James… Faça. Disse Lucius de maneira ameaçadora, Marc chorava implorando para que Lucius apenas o demitisse.

James segurava a arma com uma tremedeira enorme, ele começava a chorar e não conseguia esboçar nenhuma reação, ele apenas dizia:

—Por favor, não faça com que eu mate ele, não faça por favor eu não quero que ele morra pelas minhas mãos, por favor, por favor. Dizia James desesperado.

—Okay. Disse Lucius calmo. James soltou a arma no chão chorando, respirava ofegante e todo suado.

—Não vai precisar matá-lo, na verdade nem vai poder matá-lo. Antes de James poder esboçar qualquer reação Lucius disparou duas vezes diretamente no seu rosto, e continuou disparando até sua arma descarregar, o sangue espirrava em seu rosto.

Quando finalmente estava sem munição Marc correu desesperado tentando fugir, ele tinha deixado sua arma em cima da mesa, mas Lucius rapidamente pegou a arma que James portava e descarregou ela toda na cabeça de Marc.

Lucius gritou para um outro funcionário dele vir arrumar a bagunça.

—Okay, eu não precisava fazer isso. Perdi dois funcionários mesmo um sendo desrespeitoso e outro um covarde, além de ter desperdiçado munição e sujado meu quarto. Mas quer saber, Foda-se, isso foi incrível. Era o que eu tava precisando. Desabafou Lucius.

Então uma ligação chegou avisando sobre o ataque.

—Senhor Lukin, todos do complexo do bairro nobre estão mortos. Dizia uma voz claramente abalada.

—Um louco vestido como um lorde do século 18 atacou todo mundo. Completou.

Lukin disfarçando o ódio perguntou:

—Então como você está vivo?

—Uma mulher loira, com uma espada japonesa.

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Peter voltou para a mansão, viu o bilhete que Iris tinha deixado avisando que ia sair. Ele se sentou na poltrona e começou a pensar no encontro que tivera com Lucius na noite passada.

Ele tomou uma boa bebida, e só imaginava o próximo passo de Lucius. Peter era rico, bem sucedido com certeza, mas estava longe de ser feliz, sentia muita falta de sua família, das duas famílias.

Peter não era o clássico garoto rico que teve tudo sempre. Ele havia lutado para estar até ali. Ele foi adotado quando era criança, quando seus pais adotivos morreram ele teve que assumir o negócio da família sem muita experiência conseguiu batalhando por muito tempo contra a falência se tornar o homem mais rico da cidade.

Mas isso não era o suficiente, Peter sentia que se não fosse por Iris ele já teria desistido de tudo. E agora Lucius Lukin, o homem mais poderoso da cidade estava se incomodando por Peter em breve se tornar o novo homem mais poderoso e não estar aliado com ele.

Então Peter subitamente recebeu uma ligação. Era Lucius.

—Você está dentro ou não? Disse Lucius com certo ódio em sua voz.

—Olha, eu acho que não cara desculpa. Disse Peter, bem cínico.

—Escuta aqui, grandalhão. Você está fodido, sim você está completamente fodido. Primeiro você tem a coragem de recusar a porra de uma oferta minha. Depois você manda a sua namoradinha e um lunático fodido da cabeça dos europeus para foder com o meu complexo. Soltou Lucius.

—Quanta linguagem errada. O que Iris tem a ver com isso? Você bebeu muito Lucius? Brincou Peter.

—Eu vou foder com sua vida, riquinho de merda. Disse Lucius com um sadismo na voz.

Antes que Peter pudesse responder sua porta abriu repentinamente. Ele rapidamente desligou a ligação depois de ver quem acabara de entrar.

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—Esse apartamento é bem legal. Pequeno mas só mora você aqui não é? Perguntava Carol para Rebeca.

—É, só eu, de vez em quando umas garotas ou uns caras mas na maioria das vezes só eu estou aqui. Respondeu Rebeca, dando uma risada fofa depois de ter falado.

—Você é feliz demais. Isso é estranho. O que é isso piscando no seu notebook? Perguntou Carol apontado para a tela do computador de Rebeca.

—É o programa da polícia, eu consegui arranjar com um policial amigo meu, nossa, caramba, estão destruindo o complexo do bairro nobre. Não é tão longe daqui. Tenho que ir.

Rebeca então tirou sua blusa de frio e por baixo dela estava sua icônica camisa de super heroína.

—Eu devia prender você por usar esse programa, você e o policial que te deu isso, você não deveria ter acesso… Disse Carol até ser interrompida por Rebeca dizendo:

—Você não é policial não é? E colocando suas luvas de motoqueiro junto com sua máscara de pano.

—Tem razão, estou sendo chata. Disse Carol. Meio em tom de desculpas.

—É uma pena, eu queria assistir minha série, mais tarde assisto esses britânicos geniais. Disse Rebeca.

—Meu deus, que roupa é essa, você é o que uma justiceira? Está lendo muitos gibis moça. Disse Carol.

—Admite, é muito bonito, Carol. Eu amo essa roupa. Devia fazer uma pra você se vamos trabalhar juntas. Disse Rebeca amarrando o cadarço de seu tênis preto.

—Você assiste qual série britânica? Black Mirror? Sherlock? Perguntou Carol.

—Sherlock. Black Mirror me deixa muito triste, e eu não gosto de ficar triste. Disse Rebeca finalmente pulando para fora de sua janela.

—É… Eu tenho que arranjar uma roupa dessas pra mim. Disse Carol. Ainda pensando em como aquela garota é louca a ponto de deixar uma desconhecida que a ameaçou na casa dela.

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Magnum voltava das compras enquanto ouviu pelas ruas de um incêndio no complexo do bairro nobre onde ele estava no momento, ele não sabia que se tratava de um ataque, então parecia a oportunidade perfeita para lançar a imagem de seu super herói.

Magnum então subiu pela escada de incêndio um prédio. Ele estava com o que considerava um uniforme por baixo. Levava um par de tonfas com ele e observava de cima o complexo.

“Caramba… Parece ter sido um ataque e não uma explosão um incêndio”

—Ah meu Deus… Dizia uma voz feminina atrás dele.

Ele se virou rapidamente e uma garota ruiva mascarada com um bastão estava em pé admirada com ele.

—Se afaste, eu tenho um cacetete, e uma faca! Não quero usá-la, não me obrigue a isso! Ele gritou.

—Você é um super-herói, prazer eu sou a…

Rebeca deu uma parada brusca. Ela nunca tinha pensado em um nome. Então ela lembrou que tinha que ser algo com “s” por causa do símbolo na sua camisa.

—Smile. Completou.

—Smile, tipo de sorrir? Perguntou ele.

—Sim! Gosto de transmitir alegria. Respondeu Rebeca.

—Ah, que legal. Você parece ser simpática, fico feliz que tenha mais de uma pessoa guardando essa cidade. Meu nome é Magnum. Gostei bastante do seu uniforme. Bem acho que deveríamos parar de papo e se concentrar na missão, veio ver o complexo certo? Perguntou ele.

—Isso. O que é aquilo ali? Parece uma garota e um cara… Lutando?

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Logo depois de uma garota loira ter ameaçado cortar o seu pescoço, Thomas com seus reflexos habilidosos conseguiu pegar sua espada medieval da guarda e começou a duelar.

—Você é uma garota habilidosa, parece ser inteligente, estou sendo piedoso, te deixo ir agora e você esquece tudo isso, o que acha? Disse ele, de maneira sarcástica.

—Se acha o melhor guerreiro de todos não é? Pois vai a minha resposta, mocinha. Não. Disse Iris com firmeza.

—Eu não me acho, eu faço por merecer meus títulos, ok, doce, não diga que não avisei. Dizendo isso ele atacou ela e ela defendeu com sua Katana, ela deu um chute nele tão forte que ele caiu no chão, ela então foi atacá-lo outra vez enquanto ele estava no chão mas ele defendeu com sua espada.

Rebeca e Magnum observavam de cima a batalha, Magnum então falou:

—Eu vou lá, eles estão lutando.

Mas Rebeca o segurou pelo braço e disse:

—Calma Mag. Eu posso te chamar assim, certo? Não sabemos quem é o mocinho e quem é o bandido ainda, fora que eles tem vantagem por causa das lâminas, vamos ficar de prontidão.

Iris lutava arduamente e por mais que se lembrasse um pouco de sua mãe ensinando a ela técnicas de combate, o homem com quem batalhava era muito mais treinado no combate do que ela.

Eles continuaram lutando, Thomas tinha uma vantagem aparente, mas Iris era ágil e se virava.

O trabalhador que Thomas ia matar se não fosse Iris ter impedido estava observando tudo de longe, com medo de Thomas perceber que ele ia fugir.

Thomas então acertou a mão de Iris em cheio, fazendo um corte profundo, derrubando ela e sua Katana no chão.

—Bem, bem, bem… Devia ter aceitado minha oferta, doce. Agora não dá mais pra ignorar, eu pareceria muito pouco ameaçador. Disse Thomas pegando a Katana dela e furando o braço de Iris profundamente, atravessando a Katana no braço direito da garota.

A garota gritou alto de dor, Iris havia chorado apenas uma vez na vida, e agora estava chorando outra vez. Ela só pensava em ir para mansão que estava perto dali e chamar o plano de saúde especial de Peter.

—Já chega, aquele cara ferrou com o braço da moça eu vou ir lá! Disse Magnum e numa atitude impulsiva desceu, mesmo Rebeca gritando para ele esperar e depois indo atrás dele.

Magnum desceu e reconheceu Iris, a namorada de seu amigo de infância, ela era muito querida pra ele, ele então não hesitou em jogar sua faca de cozinha no ombro de Thomas que berrou de dor.

—Isso não é nem 10% do que a Iris está sentindo agora seu filho da puta! Quando o Peter saber disso você vai estar fodido! Gritou Magnum.

—Ah, olha o que você fez garoto! Vai pro inferno! Gritou Thomas sacando uma arma e dando um disparo.

Rebeca empurrou Magnum e o tiro acertou ela um pouco abaixo de seus seios.

—Merda! Smile! Por favor fica comigo meu deus, me desculpa, Smile! Dizia Magnum desesperado. Thomas sem munição fugiu.

Magnum então rapidamente correu até a mansão de Peter que não era muito distante e disse:

—Pete! A Iris foi machucada, ela pode perder o braço dela e uma amiga minha levou um tiro, você tem que me ajudar!!!

Fim do Capítulo 3