Carol estava indo embora da casa de Rebeca, mas não sem antes bater fotos do mural de investigação da garota e de anotar o cadastro do Netflix no seu Notebook.

Ela deixou seu número anotado num papel pequeno para Rebeca, trancou a porta, deixou a chave embaixo do tapete e foi de volta para a casa. Normalmente a primeira coisa que faria era denunciar a garota por estar agindo como uma justiceira, mas não foi isso que aconteceu.

Havia algo em Rebeca que contagiava Carol, ela ainda não sabia o que era, mas não queria dedurar a moça, pelo contrário, queria ser como ela. Carol cresceu sem uma figura feminina, apenas com seu pai e seu irmão. Sua mãe sumiu quando ela era pequena, não se sabe se ela morreu, se fugiu, o que aconteceu.

Recentemente ela havia perdido seu irmão também. Ela não se conformava com a perda muito menos com o modo que ele se foi.

Carol então com vários pensamentos em sua cabeça chegou em casa e estava tão aérea que não trancou a porta como costume. Começou a anotar o que tinha nas fotos que tirou da investigação de Rebeca e colava na sua parede de investigação.

Carol estava pensativa, tinha tantas coisas em comum com Rebeca, na verdade a garota ruiva mais parecia uma versão alegre e radiante da negativa e pessimista de cabelos castanho ondulados que era Carol.

Seu pai então abriu sua porta, e encontrou Carol parada, pensativa. Ele então disse “Carol…” de maneira calma. Carol então tentou esconder os papéis ao perceber sua presença.

—Não adianta, “Kay” como ele a chamava carinhosamente (Carol se pronúncia “Kérol”).

—Eu só queria… Tentou ela rapidamente justificar.

—Filha, isso não vai te levar a lugar nenhum. Você não é uma polícial. Disse Martin, pai de Carol, pacientemente.

—Eu sei, mas eu quero fazer algo! Talvez se eu ou você não tivesse nos conformado apenas com o que podemos fazer pelas nossas posições poderíamos ter derrubado o tráfico antes de Ewan e centenas de outros como ele caísse no vício e morrerem. Desabafou Carol, segurando-se um pouco para não chorar.

—Eu te entendo filha. Você quer mudar a cidade. Mas mesmo se alguém der a mínima para o que está dizendo, mesmo se eu levar para a delegacia, isso não vai adiantar, suspeito que grande parte dos meus colegas trabalhem para quem seja que controle o tráfico, se quiser fazer justiça, tem que tentar de outra forma. Disse Martin

Carol olhou profundamente para os olhos de seu pai, balançou a cabeça e o abraçou.

—Promete que vai desmontar esse mural?

Carol balançou a cabeça novamente, sinalizando que sim. Seu pai saiu e ela trancou a porta. Ela então pegou uma folha e começou a desenhar. Era um uniforme, como o de Rebeca.

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Thomas sentou em sua poltrona agonizando de dor. Ele não podia ir ao hospital, estava sendo procurado pela polícia e pelo o pessoal de Lucius, na verdade o pessoal de Lucius incluía a polícia.

Encheu mais uma taça de vinho e disse “Lá santé, la famille. Ce Fut por vous” ou “Saúde, família, isso foi por vocês” e tomou ela toda de uma vez. Tirou a faca de uma vez do seu ombro, gritando de dor.

Ele rapidamente pressionou pois estava sangrando bastante, fez um curativo e enfaixou. Estava esperando a poeira baixar para ir finalmente até um hospital.

Deu um sorriso acompanhado de uma risada aliviada. Havia finalmente começado a honrar seu nome e vingar sua família.

Thomas nunca se considerou uma pessoa má, na verdade sempre foi um dos guerreiros mais piedosos de sua família inteira, ele queria ajudar e salvar pessoas mas de um jeito diferente, ele com certeza não era um herói. Mas também não queria ser um vilão.

Thomas então parou para pensar sobre a garota de cabelo quase branco que lutou contra ele. Ele sabia que já tinha visto ela em algum lugar, foi quando ele lembrou do tal “Peter” que o garoto que o lançou uma faca citou.

Ignorando a raiva por estar muito ofendido porque um garoto de uns 17 anos machucou ele com uma faca de cozinha, ele parou pra pensar, lembrou-se também que o nome da garota era Iris.

Ai ele se lembrou de Iris e Peter, o casal mais falado na TV. Ele meio que ficou com raiva porque ele sabia que se ele se aliasse a Peter podia derrubar de vez Lucius já que Peter agora é mais rico do que Lucius.

E pela primeira vez na vida, Thomas estava considerando se desculpar por algo.

Se Thomas conseguisse fazer uma aliança com Peter para derrubar Lucius, seria incrível. Thomas tem sua verba e Peter é bem rico, com as habilidades de Thomas e a tecnologia de Peter Lucius estaria acabado pra sempre.

Mas como convencer Peter a se juntar a ele depois do que Thomas fez com Iris? Thomas então só conseguiu pensar na tecnologia projetada pelo seu pai. Ele não podia ser aliado amigavelmente de Peter, mas ele podia ser aliado através de uma chantagem.

Thomas mais uma vez riu. Ele adorava estar por cima. Ele sabia onde encontrar Peter, no mesmo lugar onde havia lutado com Iris antes.

Ele então foi com outra roupa que disfarçava seu ferimento no local, com uma arma, e havia milhares de policiais lá, mas ele ouviu aonde era o hospital que Iris ia.

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—O que está dizendo, cara? E que porra de roupa é essa? Perguntou Peter mais confuso do que nunca, quando seu amigo de infância chegou na sua casa dizendo coisas sem sentido.

—Não tenho tempo pra explicar! A Iris vai perder o braço dela, você tem que vir até o complexo!

Dizia Magnum desesperado.

Eles foram correndo até o Complexo destruído. Várias viaturas da polícia estavam chegando no local junto com eles.

Peter ligava para seu plano de saúde especial, ao ver Iris naquele estado ele se chocou, Iris havia desmaiado.

Magnum foi rapidamente para perto de Rebeca, ele tirou sua arma e bastões, ela podia ser pega pela polícia. Ele também tirou a máscara de Rebeca, logo a equipe de socorro chegou eles tiraram a blusa ensanguentada de Rebeca e jogaram no chão. Começaram a tentar fazer algo para prender o fluxo de sangue.

Magnum pegou a camisa de Rebeca, ou na verdade a camisa da super- heroína Smile. Segurou ela e começou a olhar. Iris foi levada para hospital mas a polícia estava esperando ela se recuperar para interrogá-la, Smile foi levada para a emergência. Magnum voltou para casa depois de ter trocado de super herói para roupas normais.

Ele continuava com a camisa de Smile em suas mãos e não parava de olhar pra ela com um olhar de culpa. Ele não se conformava, se sentia um idiota por ter colocado roupas combinadas qualquer e achado que podia deter qualquer bandido.

Era assim que Magnum se sentia: Um idiota. Ele continuava se culpando por tudo que aconteceu, por não ter descido a tempo para salvar o braço de Iris, por ter agido com impulso e feito Smile, a bela garota ruiva que olhava para ele como se ele realmente fosse um herói levar um tiro.

Ele então foi ao hospital, precisava ver Iris e principalmente se desculpar com Rebeca.

Chegando lá ele se encontrou com um Peter abalado sentado na cadeira da sala de espera. Ele se sentou ao lado de Peter, se criou uma tensão entre os dois, até que Peter perguntou:

—Onde estava com a cabeça carinha? A ruiva, ou melhor a filha do canalha do Knight me contou. Um super herói? Sério?

Magnum ficou calado por um tempo. Até que disse:

—Como está a Iris? Desculpa não ter descido a tempo para ajudá-la.

Peter olhou bem chateado para ele e disse:

—Ela não corre risco de vida, mas vai perder seu braço. Mas o ponto não é esse. Eu não queria que você descesse lá porque senão você também iria se machucar. Pare de bancar o super-herói, você vai morrer.

—Dá um tempo cara! Eu entendi que eu errei, quem é você para falar que eu não sou capaz? Gritou Magnum se levantando da cadeira.

—Quem eu sou? Eu sou o seu amigo! Que sempre esteve com você! Que te deu dinheiro hoje para você comprar uma roupa ridícula e ferir pessoas inocentes! Eu estou tentando falar com você mas parece que está fora de alcance! Gritou Peter se levantando e apontando o dedo para o rosto de Magnum.

Magnum empurrou Peter levemente e disse que ele não devia apontar o dedo para a cara dele.

—Tem que entender uma coisa, você não é nada pra mim! Você não é meu pai ou meu irmão! Não tem autoridade pra fazer nada comigo! Gritou Magnum dando um soco na cara de Peter que rapidamente o pegou pela sua blusa e o levantou apontando seu punho ao rosto de Magnum.

—Não me faça… Peter antes de terminar sua frase foi interrompido por aplausos e por um sotaque europeu que dizia:

—Estou sem fôlego! Um furo e tanto: “Empresário famoso agride menor de idade”. Disse Thomas, com um sarcasmo gigante na sua voz.

—É o cara que furou o braço da Iris! Gritou Magnum tentando ir para cima de Thomas mas sendo impedido por Peter.

—Relaxe, garoto, eu tenho vários motivos para te matar e mesmo assim estou ignorando então é melhor você não me irritar. Disse Thomas ameaçando tirar uma arma de dentro da sua blusa de frio.

—O que você quer? Perguntou Peter fechando forte os punhos.

—Sei que não tem boas relações com Lucius Lukin. Eu vim oferecer minha aliança para derrubá-lo de vez em troca de um meio para não só recompor o braço de sua namorada, mas fazê-lo melhor. Respondeu o europeu.

Peter e Magnum olharam desconfiados, Peter disse:

—Duvido.

—Relaxe, Sr. Jonhson. Eu vim negociar.

Fim do Capítulo 4