Os Opostos Se Atraem
23 Não pode ser desse jeito
Notas iniciais
– Meu Deus do céu, como estamos lindas! Como estamos gostosas! Eu poderia ficar a vida inteira nos olhando no espelho! — Luuh disse, e as meninas gargalharam, enquanto encaravam seus reflexos no enorme espelho do hall de entrada do prédio de Cory. O Sr. Sparks podia ter o nome gay, mas morava muito, muito bem. O elevador chegou e as garotas apertaram o 33º andar, onde ficava instalada a cobertura duplex com terraço do rapaz. As outras quatro meninas tinham passado a tarde na praia, num campeonato de vôlei, e viriam mais tarde. Clara e as amigas não estavam ligando. Gostavam mesmo de ter um tempo só as quatro.
– Eu não consigo acreditar que essa é nossa última noite na França — Robby choramingou, enquanto arrumava seu vestidinho creme. — Eu queria isso aqui pra sempre!
– Eu também — Clara concordou, enquanto tirava uma foto com Flavinha. — Foram as melhores férias da minha vida.
– Awn, sua dramática! — Luiza sacaneou — Tudo culpa da Sra. Marina Meirelles?
Clara fez careta, mas depois riu.
– Não só por ela... Mas boa parte, sim — ela confessou, arrancando gritinhos das meninas. — Não sei do que vocês estão falando. Todas super bem arranjadas com suas losers!
Flávia riu baixo.
– Isso vai ser um mico na volta ao colégio. — Ela fez uma careta estranha. — O mais engraçado é que eu parei de me importar com isso.
– Isso se chama amor, baby — Clara brincou com a amiga. — Minha irmã é muito amor. Nós Fernandes somos uma delícia!
– Cala a boca, Clara! — Todas disseram, rindo.
Ao descerem no andar, a música alta já podia ser ouvida. Uma espécie de hostess as recebeu na porta.
– Sejam bem-vindas — ela sorriu. — Fiquem à vontade.
– Uh, que chique! — Flavinha bateu palminhas.
O primeiro andar não estava muito cheio, mas o barulho maior veio de cima. Antes que pudessem decidir o que fazer, Robby avistou Cory e o chamou. Ele pareceu deslumbrado com as quatro meninas.
– Meu Deus! — disse, sorrindo — Vocês vieram pra matar todos meus convidados? — o garoto brincou, mostrando seus dentes brancos e perfeitos, e elas sorriram idiotamente. — Vocês querem uma bebida? Vou pedir para um garçom que...
– Cory, vem cá, cara! — um cara gritou e ele riu.
– Tudo bem, vá cumprimentar o resto dos convidados. A gente sabe se virar — Clara sorriu, e ele se distanciou.
Ao subirem as escadas, perceberam que ali sim a festa estava rolando.
A decoração com luzes em tons de azul contrastavam com a vista de tirar o fôlego de praticamente toda a cidade da Riviera. Um DJ tocava ao fundo, os bares e pufes coloridos e tanta gente bonita que parecia uma daquelas festas de seriado. Empolgadas, elas resolveram dançar e beber enquanto esperavam que as garotas aparecessem.
***
– Eu preciso arrumar meu cabelo — Flavinha fez bico, com uma mecha fora do coque. — Vem comigo, Clara?
As duas saíram do bar até a outra extremidade do terraço, onde um letreiro luminoso indicava o banheiro feminino. Clara simplesmente queria morar naquele lugar.
– Olha, se eu não estivesse com sua irmã — Flávia riu. — Aquela ruivinha ali do canto... Nossa senhora! — Ela abanou e Clara gargalhou, estapeando seu braço.
Clara caminhou devagar com a amiga, e sem querer esbarrou em um garoto. Não sabia de onde o conhecia, só sabia que ele lhe era familiar. Ele sorriu.
– Desculpe — disse simplesmente, ao continuar seu caminho.
Depois de ajudar Flavinha com o cabelo, Clara olhou fixamente para seu reflexo no espelho. Estava bonita com seu vestido preto, seu batom levemente avermelhado, e seus cabelos soltos em grandes ondas abaixo do queixo. Puxou a amiga pela mão, carregando-a para fora do toalete.
– Eu... Não pode ser. — Clara disse, olhando para o nada.
– Que foi, amiga? — Flavinha parecia preocupada.
– Aquele cara que esbarrou em mim é o primo do Cadu!
Flavinha franziu a testa.
– Que cara, Clara? Acho que você está começando a ficar paranóica.
Clara preferia estar paranóica. Quando voltaram até onde Luuh e Robby estavam, buscou o menino com os olhos. Nada.
– Eu vou até o corredor — disse do nada, e Robby riu.
– Vai o quê?
– Ao corredor — ela disse, exasperada. — Meu telefone tá tocando — mentiu.
Após dar alguns passos em direção ao outro bar, avistou novamente o “primo” de Cadu. Caminhou em passos largos, esbarrando em algumas pessoas, quando alguém a segurou.
– Procurando alguém?
Ela não precisou virar para saber quem era.
– O que diabos você está fazendo aqui? — esbravejou, encarando, é claro, Carlos Eduardo.
– Eu sou tão convidado como você.
Clara riu.
– Corta essa. Quem é o dono da festa, então?
– Cory Sparks, filho do sócio do pai do meu tio, consequentemente, amigo do meu primo, John. Aliás, juro por tudo que não sabia que você viria. — Ele sorriu. — Parece que o destino quer que nós...
Clara o interrompeu com uma risada histérica.
– O destino só pode querer que eu te mate e vá para a cadeia — disse, fazendo Cadu rir um pouco.
– Você não era assim tão ácida.
– Aprendi com a vida — ela olhou sugestivamente para o garoto.
– Olha, Clara , é sério — ele disse, segurando-a pelo braço. — Vamos conversar.
– Eu não tenho nada para conversar com você, Carlos Eduardo.
– Dez minutos de conversa e eu juro que deixo você e sua namoradinha loser em paz.
Aquilo era tentador. O que quer que fosse que aquele idiota tinha para dizer, não lhe interessava. Entretanto, ele tinha palavra, sempre teve. Mesmo que para coisas erradas. Se passar dez minutos com Carlos Eduardo, fingindo ouvi-lo falar enquanto cantava Pokemon mentalmente fizesse com que ele sumisse, ela toparia.
– Vamos? — ele sorriu. — Por favor!
Clara olhou por sobre o ombro. Se ia mesmo fazer aquilo, era melhor fazer logo, antes que Marina chegasse. Ela não ia achar legal qualquer tipo de conversinha entre ela e seu ex-namorado/o cara que lhe tirou a virgindade/o mauricinho que ela odiava.
– Dez minutos — respondeu, séria. — Já comecei a contar.
Cadu sorriu vitorioso e a puxou pelas escadas.
– Vamos lá embaixo que tem menos barulho — disse calmamente.
Os dois entraram na cozinha, que tinha um casal se amassando, e dois garçons correndo loucamente. O espaço era realmente grande, então ele a puxou para o fundo. Quando chegaram lá, ele a segurou pelo braço, abrindo uma porta atrás dela.
– O que você está fazendo?
– Tentando conversar com você.
– Eu não vou entrar aí — ela disse, cruzando os braços ao encarar a despensa de Cory.
– Entra logo, Clara! Você quer ou não que eu te deixe em paz?
Ela não era idiota. Iria verificar bem se tinha alguma chave. Tudo o que não precisava era ficar trancada com aquele idiota em um cubículo minúsculo.
– Fala.
__//__
– Sejam bem-vindas à festa — a hostess disse calmamente, sorrindo para as quatro garotas lindas que chegaram. — Sintam-se em casa.
Marina olhou ao redor, estupefata.
– Vou virar atriz — Gisele disse — Preciso de um nome gay. Gisele é muito feminino — disse, fazendo as amigas gargalharem.
Enquanto caminhavam até a escada, uma garçonete passou perto delas, fazendo um incrível esforço com uma caixa.
– Você precisa de ajuda? — Fernanda perguntou, e a menina sorriu.
– Está tudo bem, você é convidada, eu que tenho que... — ela não terminou a frase. Fernanda a ajudou segurar a caixa dela. A menina sorriu. — Pro bar, lá em cima. Obrigada.
– Tem mais algo pra carregar? — Marina perguntou e ela sorriu.
– Tem, mas só preciso de uma de vocês, você me ajuda? — disse, sorridente — Cara, vocês são uns amores! Estou há duas horas carregando essas caixas e ninguém ofereceu ajuda — ela reclamou, fazendo-as rir. — Ah, mil perdões, meu nome é Emma.
– Marina. Essas são Vanessa, Gisele e Fernanda. Onde está a outra caixa?
– Vem comigo.
– Nós vamos subindo, Mari! — Gisele falou, e Meirelles assentiu.
Caminhou lado a lado com Emma, tendo conversas simples, e ela esbarrou em um cara qualquer. Ele seguiu seu caminho, enquanto ela se desculpava, guardando quatro notas de cem libras no bolso.
– Caraca, essa cozinha é imensa! — Marina falou e ela sorriu.
– A despensa é ali no fundo.
***
– Você perdeu seis minutos falando nada com nada, Cadu — Clara reclamou, bufando. — O diabos você quer me importunando? Convenhamos, foi um alívio pra você quando nós terminamos, e você pode voltar a pegar o colégio inteiro!
– Não fala assim, meu anjo — ele acariciou seu rosto, e ela reparou o quanto aquilo lhe dava repulsa. — Isso não é verdade.
– Não me toca, Carlos Eduardo — disse, nervosa.
Cadu tateou o bolso. Seu celular estava tocando, mas ele apertou o botão e o desligou. Clara não estava interessada em perguntar por quê. Queria sair correndo dali.
Foi tudo muito súbito. Cadu a empurrou contra o armário de enlatados, fazendo algumas coisas espatifarem no chão. Antes que abrisse a boca para xingá-lo, ele a segurou pelos pulsos e pressionou a boca contra a sua. Sua língua tocou a dela de forma quase vândala, enquanto ela fazia de tudo para se livrar dali. Ouviu mais um barulho, e conseguiu empurrá-lo para trás.
– Oh, me desculpem — Uma voz feminina disse, e quando Clara ia virar de frente, escutou — Vamos sair logo daqui, Marina.
Ao virar bruscamente, deu de cara com sua Marina.
Clara não tinha idéia do que Marina estava fazendo ali. Seus olhos estavam vermelhos, e ela começou a sentir um torpor tomar conta de seu corpo, como se pudesse desmaiar a qualquer momento. Marina saiu.
– Marina! Marina, volta aqui! — Ela gritou, correndo pra fora da despensa, enquanto Marina caminhava em passos largos pela cozinha imensa. A garota era uma garçonete, que parecia um pouco assustada. — Marina, não é isso que você...
– CLARO QUE É, CLARA! — Marina virou, berrando, branca feito papel. — Em pensar que eu... Eu ia...
– Marina, me escuta, ele armou isso tudo, eu não sei como, mas... — Clara já chorava desesperadamente. Meirelles riu, sarcástica.
– Não estou vendo você dopada nem nada, Clara — disse, seco. — Faz um favor? Esquece que eu existo! Marina gritou, virando de costas, mas parou. Mexeu na bolsa e encarou Clara que parecia que ia se despedaçar em sua frente. Jogou com força uma caixa preta na direção dela.
– Esquece que um dia eu fiz parte da sua vida.
As pernas de Clara bambearam, e ela caiu de joelhos no chão, a visão turva por causa das lágrimas, buscando a caixinha que Marina tinha jogado. Ao abrir, viu uma pequena pulseira de prata, que tinha um pingente de bombom e uma fitinha também em prata onde estava escrito “Docinho”. Desabou em lágrimas, mas não tinha tempo para aquilo. Não tinha tempo nem de bater em Cadu. Marina precisava escutá-la. Ela se recusava a perder a sua... docinho.
– Uma garota... Uma garota passou... Passou por aqui? — Clara tremia da cabeça aos pés, e a hostess simpática ficou assustada.
– Uma garota numa situação parecida com a sua? — Ela não esperou resposta. — Ela desceu, sim.
Clara não se lembrou de agradecer. Correu até o elevador, e deu sorte de encontrá-lo aberto no andar. Apertou o botão do térreo, e tentou puxar algum ar dos pulmões, mas simplesmente não conseguia. Ao correr pelo piso liso de salto, quase caiu e derrubou uma planta. Não conseguiu escutar o que o porteiro dizia, quando praticamente se jogou na frente de um táxi.
– Você tá maluca? Alguém morreu? — O taxista gritou e ela apareceu na janela.
– Eu preciso... Que você me leve — Ela disse e ele negou.
– Já tenho passageiro.
Clara encarou a velhinha sentada no banco de trás, ao lado de uma moça de uns vinte e poucos anos.
– Eu vou perder o amor da minha vida — ela gritou, mesmo sem nem entender o que estava falando. — Por favor.
A velhinha arqueou a sobrancelha.
– Leve a moça também — ela sorriu, preocupada. — Eu sei como é perder um amor.
Quando Clara desceu em frente à mansão, teve certeza de não ter escutado nem duas palavras da história de amor da senhorinha. Não estava se importando. Correndo pelo gramado, toda sua história com Marina passou em sua cabeça. Ela não ia perdê-la. Ela precisava da Marina mais do que tudo. Quando entrou no quarto de Marina, que estava com a luz apagada, mas a porta aberta, quase vomitou de tanto stress, medo, tantos sentimentos horríveis misturados. Marina pareceu assustada ao sair do banheiro.
– Eu falei pra você me esquecer, Clara — disse simplesmente. — Acabou.
Clara engoliu o choro, ainda que isso lhe doesse muito mais.
– Marina, você precisa me ouvir, o Cadu armou, ele...
– EU NÃO QUERO OUVIR PORRA NENHUMA! — Meirelles gritou. — Você disse que me amava! Você é uma puta de uma mentirosa! — As lágrimas que insistiram em escapar não pareceram comover Marina. Clara nunca tinha a visto assim. Seu olhar parecia morto. — Sai do meu quarto, esquece que eu existo.
– Eu não posso fazer isso! Marina, ele me levou pra lá, e você apareceu, ele me agarrou! Eu juro que... — ela parou, ao ver que não estava adiantando. Aproximou-se dela, mas Marina deu um passo para trás — Você acha que eu faria isso com você? Depois de tudo que nós passamos pra ficar juntas?
Marina olhou para baixo, mas depois voltou a encará-la.
– Se alguém me perguntasse ontem, eu diria que não — ela suspirou. — Mas eu não conheço mais você. Essa garota não é minha namorada. Não é a menina pra quem eu ia dizer que...
– Eu amo você, Marina, por favor, pare com isso — Clara disse e Marina chacoalhou a cabeça.
– Nesse momento, amar não é merda nenhuma — Marina cuspiu as palavras, olhando-a com fúria. Então, sem nem pensar, a segurou com força pelo braço, arrastando-a para fora, sem se preocupar se estava a machucando.
Ela estava muito mais machucada.
Era como se alguém tivesse picotado seu coração ou qualquer coisa que ela nunca assumiria.
Jogou-a no chão, fora do quarto, com força, e viu Clara chorar.
– Seu ex estúpido estava certo. Você não liga pra ninguém, a não ser pra você mesma — disse baixo, mas com a voz firme. E então uma lágrima que correu em sua bochecha contrastou com a imagem forte. — Eu não me importo se você diz que me ama. Saia da minha vida. Eu não sou mais sua namorada. Eu não sou mais sua amiga. Esquece que um dia você falou comigo, Clara — ela suspirou ao ver Clara soluçando — Por que eu já esqueci você — Marina riu, melancólica -, docinho.
__//__
Clara sentiu a cabeça latejar quando um feixe de luz tocou seu rosto. Não queria abrir os olhos, sua cabeça parecia uma bomba relógio. Afundou o rosto em alguns travesseiros, abafando um gemido de dor. Não lembrava de ter bebido tanto assim na noite anterior. Esticou o braço para o lado na cama de casal em que estava, procurando instintivamente pelo braço de Marina, mas ela não estava ali. E com uma pontada mais forte e arrasadora em sua cabeça, que pareceu atingir seu corpo inteiro, ela deu um pulo, sentando na cama, o olhar vidrado e sem enxergar muita coisa, pois seus olhos não estavam adaptados à luz ainda.
– Eu não me importo se você diz que me ama. Saia da minha vida. Eu não sou mais sua namorada. Eu não sou mais sua amiga. Esquece que um dia você falou comigo, Clara — Marina suspirou ao ver Clara soluçando — Porque eu já esqueci você — Marina riu, melancólica -, docinho.
– Eu não... Não! — Clara levantou, desnorteada, caminhando até a porta. Aquele não era seu quarto. Nem sabia o que diabos estava fazendo ali. As imagens, turvas, da noite anterior, começaram a tomar sua mente, e seus olhos começaram a arder.
A dor daquela lembrança não era apenas emocional.
Era física.
Devia doer tanto quanto alguém lhe enfiando uma faca. Ou mais, muito mais.
Ao abrir a porta, viu uma sombra com a visão periférica.
– Bom dia — Fernanda disse, com a escova de dentes na boca, e com um olhar de pena. — Como você tá?
Clara não respondeu. Deixou apenas que suas pernas se movimentassem até Fernanda, e que seus braços a envolvessem num abraço desesperado, derrubando a escova de dentes da menina. As lágrimas corriam livremente em seu rosto, e Fernanda conseguia ouvir pequenos soluços entrecortados, que lhe doíam. Como doíam.
– Clara, calma... — ela disse, passando as mãos pelo cabelo da menina. — Você precisa... Ficar calma.
Clara a encarou com os olhos vermelhos, e viu a preocupação estampada no rosto da amiga.
– Como eu posso ficar calma? Como eu posso... Ficar sem ela? — Clara cuspiu as palavras, chorando novamente. — Eu simplesmente me recuso... Eu me recuso!
Fernanda a abraçou de novo, sem dizer nada. Não sabia o que fazer, queria que a dor de Clara fosse amenizada a qualquer custo. Sempre teve esse estranho instinto protetor em relação a ela. Não era assim nem com sua irmã. Na noite anterior, depois de terem ligado para Clara e Marina insistentemente e não receber resposta, Gisele acabara descobrindo com a hostess que elas tinham saído em estados deploráveis da festa. Mas pra nenhuma delas aquilo fazia o menor sentido. Não até Robby avistar Cadu, e todas saírem correndo de lá.
Clara estava caída no corredor quando chegaram. Seu rosto estava praticamente irreconhecível, tinha chorado tanto que borrara a maquiagem inteira. Ela dizia coisas desconexas entre soluços, e depois de beber um copo de água com açúcar, Luiza conseguiu entender o que a amiga tentava dizer.
– Eu e Marina... A Marina... terminou comigo.
Tiraram-na dali o mais rápido que conseguiram, e levaram para o quarto de Fernanda, enquanto Flavinha e Gisele tentavam fazer com que Marina abrisse a porta. Não conseguiram absolutamente nada.
Robby e Luuh limparam o rosto de Clara e colocaram uma camisola nela, e ainda chorando com a cabeça no colo da própria Fernanda, ela acabara adormecendo. Vanessa tivera que tomar um calmante, porque simplesmente não aguentava ver a irmã naquele estado. Cinco da manhã. Eram oito, agora. Ninguém tinha dormido nada, a não ser Meirelles, que estava trancada dentro do quarto. Robby estava preocupada que ela tivesse feito algo errado, mas no fundo, ninguém acreditava que Marina seria tão idiota.
Fale com o autor